O tal Gestor de Vestiário!

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Nesse final de semana, vi muitos jogos, entre Premier League, La Liga e a nossa querida Copinha. Mas meu destaque fica pelo Real Madrid.

Os merengues voltaram a jogar bem, com alegria, com vontade de fazer bonito e muito mais do que o efeito Zidane, o efeito Benitez longe é o que impera pela capital espanhola.

O que acontece no maior clube da Europa escancara como a profissão de treinador não é apenas ser um excelente estrategista, ou conhecer um monte de jogada ensaiada, ou mesmo saber contratar bem, ou ter filosofia, etc, etc e etc.

Antes de mais nada, o fator mais importante para o sucesso de um treinador é cuidar de gente, saber lidar com as pessoas, com seus egos e vaidades, parafraseando Tite, treinador acima de tudo, precisa ser Gestor de Vestiário.

Eu vou dizer que alguns clubes essa questão é mais importante que a tática. No caso do Real Madrid, pode elevar essa questão ao cubo. O time que tem por costume contratar as principais estrelas e  nomear o elenco como “Galáctico algum número” tem no vestiário egos que são maiores dos que as expedições da colonização das Américas.

Só que ao mesmo tempo é um elenco recheado de talento, de maneira bem simplória, se você chegar em ganhar o elenco, tanto faz a tática, eles vão entrar lá e atropelar a maioria dos rivais, pois eles são fortes o suficiente.

E Zidane ainda está começando, por enquanto, tudo é festa, ele precisará demonstrar seu valor nas eventuais derrotas, nas necessidades de troca ao longo de jogos complicados, e ali que ele mostrará para todos o porque de suas escolhas e testará o quão habilidoso é para conduzir o vestiário.

James, Bale, Cristiano, Kroos e Benzema foram contratados a peso de ouro, tratados como cracaços e sabem quem poderiam ter destaques isolados em outras equipes.

Por enquanto, vale aproveitar o momento e também desfrutar do time do Real que voltou a jogar bem e torcer logo para que Real, Barça e Bayern se enfrentem logo e nos propiciem grandes jogos.

Para Zidane, mais do que aprimorar a parte tática, seu primeiro desafio irá lhe preparar para a tarefa mais árdua de um treinador, cuidar das pessoas, cuidar de gente, administrar egos, ser o tal Gestor de Vestiário.

Neymar entraria na seleção dos melhores que você viu jogar?

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Pensando somente nos jogadores que eu vi jogar, fiquei pensando o quanto Neymar entraria nessa lista, se faria parte ou não dessa seleção.

Sou nascido em 1984, praticamente não vi Maradona e Zico jogarem, minhas lembranças são mais distantes de ambos, um em lances isolados pela seleção argentina, o Galinho já esbanjando sua arte pelo Oriente, encantando os japoneses.

Sendo assim, minha seleção dos melhores que vi jogar seria, Ceni, Cafu, Maldini, Gamarra, Roberto Carlos, Pirlo, Djalminha, Zidane, Messi, Ronaldo e Romário. É capaz de ter esquecido de muita gente no meio principalmente, minha defesa e meu ataque não mudarão tão cedo.

E foi aí que percebi o quanto Neymar é novo e genial, ainda parece distante ele roubar a vaga de alguém do trio da frente, mas ao mesmo tempo, parece que nada é impossível.

A sensação que eu fico é de quem ele roubará a vaga, Romário e Ronaldo, e aí, não sei o que faria, porque acho apesar de diferentes, gênios iguais, difícil abrir mão de um, ao que tudo indica, meu time se tornaria kamikaze, pois acho que Djalminha viraria opção de segundo tempo.

E aí, qual a seleção dos melhores que você viu jogar?

E agora Zidane?

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Sempre que procuramos alguém para substituir outro no ambiente de trabalho, vamos buscar profissionais que possuam o mais próximo daquilo que definimos para a vaga. Quanto mais aderente ao que esperamos, mais próximo dele dar certo.

Contudo, existe um detalhe que sempre conta, a tal experiência. Fundamental para garantir que aquele profissional já tenha ganhado “casca” suficiente por ter passado por inúmeras situações que fazem com que ele tenha mais jogo de cintura e velocidade na tomada de decisão.

Diante disso, chegamos a escolha de Zidane pelo Real Madrid. E nessa escolha, vemos que no futebol, várias questões são envolvidas. As vezes, a tal experiência não precisa surgir apenas da atuação como treinador, as vezes é valorizado a experiência adquirida como jogador que viu muitos treinadores atuarem.

No caso do Real, além disso foi valorizado a história dele no clube e a referência dele como jogador, não precisamos ir longe para lembrar que para muitos Zidane é o melhor jogador dos últimos tempos. Inclusive para este blogueiro aqui (antes que alguém fale de Messi, aviso, só comparo jogador depois que encerrar a carreira, assim temos realmente a dimensão da história dele, mas sim, o argentino vai assumir esse posto).

Não tenho idéia de como será a trajetória de Zizou no Real, confesso que acho arriscado para todo mundo, para ele, ao pegar logo o maior time do mundo como primeira experiência, para o clube que queimar etapas e de repente jogar fora uma relação com alguém tão representativo para o clube.

A chance de dar certo é rara, só alguém muito genial na arte de ser treinador consegue esse sucesso. E se Zidane precisar de referência para isso, é só olhar para o arquirrival, foi de lá que veio o melhor e maior exemplo disso, Pep Guardiola.

Precisa de Copa?

Foto: Bao Tailaing / AP Photo

Foto: Bao Tailaing / AP Photo

Hoje saiu o prêmio World Press Photo 2014, na categoria esporte a vencedora foi a imagem acima.

Foto tirada por Bao Tailiang pela AP Photo.

A foto é realmente sensacional, mostra o maior jogador da atualidade contemplando a taça da Copa do Mundo. E aí me veio aquela velha pergunta, realmente para atingir o Olimpo do futebol, o lugar dos deuses, é necessário levar uma Copa?

Messi parece um predestinado a competir com Pelé, Di Stefano, Maradona e Garrincha. Contudo, com exceção de Stefano, todos tem como o maior diferencial, a conquista de uma Copa. Outros jogadores também tiveram atuações glamourosas em Copas, Zidane em 1998, Romário em 1994, essas aquelas que vi.

Assim como também existem os grandes jogadores que não tiveram uma Copa no currículo e ficaram um degrau abaixo dos monstros sagrados do futebol. Zico, Sócrates, Puskas, Platini, Eusébio e Cruyff.

Acho sinceramente que a Copa do Mundo é a cereja do bolo na carreira de um jogador. Contudo, é necessário que o jogador precise jogar em uma seleção de ponta para ter essa chance. Por exemplo, atualmente, Cristiano e Ibrahimovic nunca irão ter essa cereja, então deve ser relevado na hora de qualificar sua trajetória.

Já no caso de Messi, sua seleção é fortíssima. A Argentina sempre tem chance em Copa do Mundo. Portanto, essa obsessão de Lionel é plaúsivel. E ele tem total condição de ir buscar sua cereja do bolo.

Mas e aí, para Messi ser um dos gigantes, chegar ao Olimpo do futebol, ele precisa da cereja?

“Às vezes um drible bonito é melhor que um gol”

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Devo acompanhar futebol desde meus 6 anos. Minhas primeiras lembranças são de Maradona e Caniggia eliminando o Brasil e um gol de carrinho de um talismã corintiano que deixou meu pai muito, mas muito feliz mesmo. Era Tupãzinho dando o primeiro título brasileiro para o Corinthians.

De lá pra cá, vi muita gente desfilar dentro das quatro linhas. Muitos ótimos jogadores. Meus preferidos são Zidane e Djalminha. Acho dois gênios na arte de jogar bola, vi Zico no final da carreira pelo Kashima Antlers, portanto acho que não aproveitei o melhor do craque rubro-negro.

Porém, existem dois jogadores que fiquei perplexo ao ver jogar, pela facilidade com que driblava e pela capacidade de decidir uma partida sozinho. Sim, sozinho. Falo de jogadores que em uma partida onde nada funciona pelo time que atua, ele pega uma bola e sai driblando todo mundo e decide ou quase decide uma partida.

Um deles, ainda pode terminar na minha seleção, falo de William, que hoje atua no Chelsea. Acho William, um jogador fora de série, cracaço de bola e lembro umas das primeiras aparições dele, era um Corinthians x Santos que acabou 0x0. O Timão sofria uma pressão absurda do time praiano, que perdia chance, atrás de chance. Até que em um lance sozinho, ele dribla o time todo e quase vence a partida pelo Corinthians.

O outro é Dener!

Dener foi um furacão que passou no começo da década de 90. Para se ter uma ideia, era uma espécie de Neymar dos tempos atuais. Dener era genial, dribla fácil, partia para cima, não existia marcador para ele, somente um cinto em seu pescoço que conseguiu pará-lo e levar para o andar de cima.

Sábado próximo, completará 20 anos que Dener morreu. Ele tinha apenas 23 anos e começava sua trajetória no Vasco da Gama. O jogador pertencia a Portuguesa e já tinha propostas para jogar na Europa.

Não sei até onde Dener chegaria, mas ele foi o primeiro jogador que individualmente fez eu amar ainda mais esse esporte. Na época que assistia ao meu tricolor assombrar os europeus, era Dener individualmente que personificava o que era possível fazer com a bola nos pés.

Obrigado Dener!

Sessão Camisa 10 – Zidane e Raí

Galera do blog mais querido, hoje é dia de Sessão Camisa 10. Normalmente, hoje eu deveria trazer algum jogador atuando pelos campos do mundo que possivelmente mereça vestir uma “Camisa 10”, mas como hoje não é um dia qualquer, resolvi trazer dois mitos para mim, o primeiro é na minha opinião, o melhor Camisa 10 que vi atuar, o segundo é o melhor Camisa 10 que jogou no meu tricolor. O que tem de tão especial hoje? Hoje é o meu aniversário, esse é o meu presente para mim mesmo, rsrs…

O francês para mim é um fênomeno, ver o craque jogar remete aos vídeos saudosistas do futebol da década de 50, 60 e 70. Zidane que na verdade não é francês e sim argelino, é daqueles que surgem de cinquenta em cinquenta anos, talento ímpar, Zizou faz a prática do futebol parecer a coisa mais simples, seus dribles suaves e passes precisos encantaram o mundo além de derrubar nossa seleção por duas vezes em copa, vê-lo jogar nos faz idealizar que pode ser fácil jogar bola. Veja um vídeo que mostra isso:

Raí, guardada as devidas proporções possuia características parecidas com o Zizou, toque de bola refinado, excelente visão de jogo, verticalidade no avanço, recursos variados para fazer a diferença em uma partida, o maior ídolo da história recente do clube na minha opinião, respeito muito a entidade Rogério Ceni, mas em primeiro vem o Raí. Em resumo, sinto falta de um jogador nesse estilo no meu tricolor, quem sabe o menino Oscar me surpreenda. Veja um vídeo com lances de Raí: