Pitacos: Peñarol 0x0 Santos

Galera do blog ontem aconteceu a primeira partida da final da Libertadores. Empate para bom para o Santos, mas que não mudou nada para a partida de volta. Já que o Santos terá que atacar e o Peñarol fará o que mais gosta contra atacar.

No primeiro tempo, o Santos conseguiu controlar muito bem o jogo até porque o Peñarol mostrou que não é a praia dele atacar. Com boas subidas de Alex Sandro e algumas jogadas agudas de Neymar o Santos até teve chances de abrir o marcador. Falando em Neymar ele recebeu um cartão amarelo injustamente no primeiro tempo, mas ainda fruto dos seu histórico recente. De qualquer forma o menino se comportou muito bem ao longo do jogo.

Ainda no primeiro tempo, apesar do controle do Santos, o Peñarol criou as melhores chances graças ao Santos, em trÊs vacilos quase sequenciais do sistema defensivo santista os uruguaios sairam na cara de Rafael, em duas delas jogaram para fora e na outra a cabeçada foi muito fraca.

Veio o segundo tempo e pouca coisa mudou na partida, apenas chances mais claras para o Santos, mas Zé Love voltou a jogar elas fora (tô achando que esse menino vai fazer o gol do título), o Santos dominou os primeiros 30 minutos novamente e depois foi pressionado pelos uruguaios mas sem sucesso. Resultado final 0x0 e decisão para o Pacaembu.

Pelo Santos, destaque para atuação de Adriano que não deixou Martinuccio jogar, Arouca fez boa partida e Neymar fez também uma partida regular, se considerarmos que o árbitro Larrionda ficou fazendo “terrorismo”, Neymar jogou bem.

O Santos deve jogar da mesma forma contra o Peñarol no Pacaembu, ganhando apenas o reforço de Ganso, a dúvida é pela saída de Adriano ou Danilo, se sair Adriano, Danilo recua e será o responsável pela marcação de Martinuccio. Com essa alteração, o Santos perde o poder de marcação de Adriano e a velocidade de Danilo subindo como segundo volante, mas ganha mais qualidade na saída de bola.

Se a opção for pela saída de Danilo, o time perde apenas a velocidade de Danilo nas subidas ao ataque. Acho que Muricy optará pela saída de Adriano mesmo, portanto ficará para Arouca a função de ser a “surpresa” ofensiva do time. Contudo, acho que Zé Love deveria fazer um trabalho psicológico fortíssimo, pois se ele jogar apenas 40% do que jogou no ano passado, tudo ficará mais tranquilo para o Santos. Como alerta, Muricy irá passar muitas vezes o jogo do Internacional, para todo mundo ficar alerta.

O Santos tem tudo para se sagrar campeão na próxima quarta, mas terá que suar sangue. O Peñarol é um time tipicamente preparado para a Libertadores. Mas, só falta uma partida, não é Muricy?

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Pitacos: Cerro Porteño 3×3 Santos

Galera do blog, ontem acompanhei ao jogo do Santos contra o Cerro Porteño que terminou empatado em 3×3. Apesar do excesso de gols na partida, o jogo foi fraquíssimo tecnicamente, só valeu pela emoção dos jogos de Libertadores.

O Santos veio a campo com a mesma formação tática do jogo de ida, apenas os laterais foram trocados devido a contusões (Jonathan recuperou-se da sua e Léo machucado deu lugar a Alex Sandro), Zé Love e Neymar continuaram isolados na frente, contudo logo aos dois minutos de jogo na primeira arrancada de Neymar, gol do Santos.

A jóia foi derrubada na ponta esquerda do ataque santista e na falta Elano colocou na cabeça de Zé Love que finalmente desencantou. O gol teve a colaboração do péssimo goleiro Barreto, o goleirão devia ter saído na bola já que Zé Love estava dentro da pequena área. Para mim esse foi o lance capital da partida, todo o panorama desenhado para ela, mudou em dois minutos, pois com a enorme vantagem construída pelo Santos com 02 minutos, o time inconscientemente recuou demais.

Recuou demais, mas contou com o afobamento do time paraguaio, além da falta de qualidade, até que o goleirão Barreto resolveu aparecer de novo, Edu Dracena “isolou” a bola da defesa santista em direção ao campo adversário, Neymar dividiu com os zagueiros paraguaios, que ganharam no alto e recuaram para o goleiro, aí foi a vez de Barreto protagonizar um dos frangos mais ridículos que vi nos últimos tempos. Para quem não viu, confira o lance abaixo.

Com dois a zero no placar, o que era classificação garantida virou amistoso para o Santos, o time desencanou do jogo, abdicou completamente do ataque e deixou o Cerro encurralá-lo, e depois de tanto tentar o Cerro conseguiu diminuir a vantagem com sua jogada tradicional, em cruzamento o zagueiro Cesar Benitez cabeceou para o fundo da rede. Contudo, o Santos resolveu jogar um pouco de futebol após o gol paraguaio e em um contra ataque bem articulado entre Danilo, Zé Love, Neymar, a jóia definiu a jogada, fazendo 3×1 para o Peixe. Tudo isso no primeiro tempo.

Veio o segundo tempo e o cenário ficou parecido com a metade final do primeiro tempo, o jogo ficou restrito ao campo de ataque do Cerro, o Santos desistiu de jogar e já pensava se o adversário seria o Veléz ou o Peñarol. O Cerro Porteño tentou muito, mas faltava talento, contudo como diz o ditado “água mole em pedra dura…”, o Cerro fez um gol com o bom atacante Lucero aos 15 minutos e ainda empatou com o ótimo atacante Fabbro aos 35. Apenas um parentêse, na minha opinião, Fabbro seria atacante titular de 15 dos 20 times da primeira divisão do Brasileirão.

Bom voltando a parte final do jogo, o Cerro não conseguiu mais tirar nenhum coelho da cartola e o jogo terminou 3×3. No último lance, Dracena perdeu a cabeça e reclamou em um lance besta e foi expulso infantilmente. Aliás, aproveitando a deixa sobre arbitragem, sinceramente não me lembro de ter gostado tanto de uma arbitragem como a do jogo de ontem. Juíz imparcial, não sentiu a pressão da torcida local e coerente com seus critérios. Parabéns para o Sr. Wilmar Roldán!

Para o Santos resta acompanhar o jogo de hoje para conhecer mais o seu adversário, acho que dará Peñarol, o que em tese é melhor para o Peixe, será um jogo parecido com o contra o Cerro, porém o time uruguaio é levemente superior tecnicamente. O que aconteceu ontem no Paraguai, não pode se repetir no jogo fora de casa na final.

Se o Santos jogar a bola que sabe, será campeão tranquilamente da Liberta.

Pitacos: Santos 1×0 Cerro Porteño

Galera do blog, ontem acompanhei ao jogo do Santos contra o Cerro Porteño, vitória por 1×0, mas a sensação de que podia ser melhor ficou no jogo.

O Santos veio a campo com 5 volantes, um adaptado na lateral direira (Pará) e um fazendo função de articulador (Elano), o Cerro também mostrou porque tomou apenas 1 gol nessa fase de mata-mata, o time joga bem fechado e adota a filosofia do anti-jogo, se dependesse do time paraguaio, todos os jogos terminariam 0x0.

Diante disso, o que se viu durante o jogo foi muita briga no meio de campo, algumas jogadas mais ríspidas por parte do time paraguaio e sempre Neymar criando os lances mais perigosos no jogo.

E foi em um lance com ele, que o Santos chegou ao gol, Neymar foi para cima de seus marcadores, deixou todos eles para trás e cruzou na medida para Edu Dracena testar para o fundo da redes. Antes de acabar o primeiro tempo, ainda houve espaço para Rafael fazer uma defesa milagrosa e evitar o empate paraguaio. Assim acabava o primeiro tempo.

Veio o segundo e pouca coisa mudou no cenário da partida, o Santos continuava a dominar a partida e criar algumas chances com Neymar e o Cerro assustava apenas com os cruzamentos. O Santos podia ter aumentado a faturar e carimbar o passaporte para a final, mas Zé Eduardo segue em péssima fase e Alan Patrick entrou no final do jogo e ainda teve um lance incrível onde desperdiçou um gol praticamente feito.

No jogo gostei das atuações de Rafael (apareceu em um único lance e foi decisivo, diferente de outros…), Danilo e Léo, além é óbvio de Neymar, cada jogo que passa fica a certeza que o Santos está lançando para o futebol dois dos maiores jogadores da história, Ganso e Neymar vão ao final da carreira chegar entre os melhores.

Apesar das chances perdidas, o futebol apresentado pelo Cerro não mudará quase nada no Paraguai, O Cerro não tem um jogador decisivo, tem em Fabbro seu melhor jogador, mas que não requer nenhuma marcação especial, o Santos tem Neymar e ao meu ver o time deveria jogar com Maikon Leite e Alan Patrick no jogo de volta, com eles o time ficará leve para os contra ataques e terá tudo para vencer os paraguaios novamente fora de casa.

Pitacos: Santos 1×1 Once Caldas

Galera, ontem cheguei tarde em casa e vi boa parte do segundo tempo, e pelo que vi nos melhores momentos e escutei nas mesas redondas depois, a análise de Birner abaixo é mais próxima da minha percepção, quanto ao jogo. Confesso que cada jogo que passa em 2011, aumenta mais minha admiração ao futebol de Neymar.

De Vitor Birner

Santos 1×1 Once Caldas

Os jogos do Santos parecem a repetição um do outro. As diferenças são pequenas.

A força defensiva e o talento de Neymar têm garantido os resultados necessários.

De vez em quando aparece outro personagem, tal qual Arouca na final do paulistinha.

Contra o Once Caldas, a zaga errou uma vez, não apareceu o destaque da noite, mas o sistema defensivo e Neymar de novo deram ao Santos o resultado que precisava.

Responsabilidade toda de um lado

Favorito no jogo para chegar à decisão da Libertadores junto com o Vélez Sarsfield, toda a responsabilidade ficou nas costas do Peixe.

O que o Once Caldas poderia perder no Pacaembu?

Se conseguisse o feito de eliminar o Santos, seria tratado como o incrível e surpreendente visitante.

Em caso de classificação santista, tudo estaria dentro dos conformes.

Santos controla o jogo

Muricy escalou Danilo no lugar de Jonathan, machucado e repetiu o restante da formação titular nas últimas partidas (sem Ganso).

Adriano foi o volante que trabalhou apenas nos desarmes.

Elano, na direita, e Arouca, na esquerda, completaram o trio da posição, todavia ajudaram na articulação dos lances ofensivos.

Neymar na meia, Alan Patrick do lado esquerdo do ataque e Zé Eduardo, o centroavante, foram os três mais avançados do Peixe.

Por causa da excelente marcação, que começou na saída de bola, o Santos recuperou a redonda com bastante facilidade, trocou passes no ataque e mesmo sem criar chances de gol, e deixou o torcedor confiante.

Once Caldas era, sem exageros, inofensivo.

Moreno, Mirabaje e Carbonero, os 3 meias que também se aproximaram do centroavante Renteria, além de Cuero, que avançou para auxiliar o ala Nuñes só corriam atrás dos anfitriões.

Simples e perfeito

Aos 11 minutos, após a dividida de Danilo, a bola sobrou para Neymar na entrada da área.

Com a simplicidade tão grande quanto seu talento, ele obervou o espaço entre os zagueiros e chutou bem.

O goleiro Martínez não chegou.

Tranquilo até o empate e mudança forçada

O santista precisa se acostumar com o estilo novo da equipe.

A criação depende de Neymar, Ganso ou do dia insipirado de um dos volantes.

Sem o meia e a luz de Elano, Arouca ou Danilo, a superioridade não se tranformou em oportunidades de ampliar a vantagem.

Aos 23, Alan Patrick saiu por conta de uma lesão muscular.

Pará entrou na lateral, Danilo voltou à função de volante, Elano passou a ser o meia e Neymar o atacante.

Aos 26, Elano chutou com perigo.

O domínio do anfitrião servia apenas para evitar o adversário de levar perigo.

Um cruzamento e tudo mudou

Aos 29, o Once Caldas, que não havia feito absolutamente nada, empatou.

Bola parada, cruzamento na área, desvio de Mirabaje, rara bobeira da zaga santista e gol de Renteria.

O campeão da Libertadores em 2004 cresceu.

Passou a tocar a bola na frente e dar espaço aos contragolpes.

O Santos pecou na jogada que poderia definir o confronto.

No intervalo deu para observar a preocupação dos torcedores que lotaram o Pacaembu.

Mau momento de Zé Eduardo

O centroavante, na primeira jogada da etapa complementar, recebeu a bola cara a cara com o goleiro. Estava impedido, a arbitragem não viu e ele chutou por cima.

Aos 4, de novo ele perdeu boa chance.

Aos 23, mal em campo, se machucou e Keirrison entrou.

Perigo

A pressão psicológica dos brasileiros aumentou ao longo do segundo tempo.

Qualquer ataque do Once Caldas, seja perigoso ou não, silenciava os mais de 33 mil.

Aliás, chance clara de virar o jogo os colombianos tiveram apenas em cobranças de faltas e cruzamentos.

Falharam no último passe quando contra-atacavam.

Joga muito!

Em campo, o Santos mantinha a superioridade e a extrema dependência de Neymar.

Só os lances individuais do craque produziam algo na frente.

Ele infernizou o lateral Palacio e os zagueiros Amaya e Henriquez com dribles para todos os lados.

Aos 38 ele sofreu pênalti. Deixou Amaya sentado.

Neymar ou Elano?

Aos 40 Neymar cobrou o pênalti e o goleiro defendeu.

Não vou criticar de forma oportunista o erro do melhor da partida.

Muricy deve definir quem tem a prioridade nas penalidade.

Elano ou o jovem?

Vida mansa

Apesar da situação gerar nervosismo, basta observar que Rafael não foi obrigado a fazer uma defesa difícil sequer.

O Santos mereceu a vaga na semifinal.

Favoritíssimo

Cerro Porteño e Jaguares disputam o direito de encarar o Peixe na semifinal.

O Santos é muuuuuuuuuuuuuito melhor que eles.

Sofreu com os paraguaios na fase de grupos antes de Muricy chegar.

O Cerro está apenas na sétima posição do Apertura, não marca bem e tampouco possui talentos na frente comparáveis aos do Peixe.

Acabou na lanterna do grupo 3 no Apertura depois de ganhar 4 partidas, empatar 2 e perder 11.

O Santos é bem superior aos 2 e favorito para decidir a Libertadores.

Pitacos 10.03.2011

Galera do blog, ontem acompanhei ao “clássico” entre Santos e Portuguesa, enfim Neymar estreiou pelo Santos em 2011, boa partida do atacante que foi fundamental para a vitória tranquila do alvinegro praiano.

O jogo começou com o Santos tomando a iniciativa das ações, enquanto a Portuguesa aguardava as chances de contra-atacar. Apesar do bom volume de jogo do time santista, foi a Portuguesa que assustou primeiro, Henrique em ótimo chute acertou a trave direita do goleiro Rafael, o lance assustou a torcida santista, mas logo na sequência Zé Love tratou de tranquilizar a torcida fazendo boa jogada pela esquerda e obrigando Weverton a fazer boa defesa.

Contudo, a noite era de Neymar, e em um lançamento primoroso de Elano o camisa 11 santista dominou, chamou os defensores lusos para dançar e com um chute colocado abriu o marcador para o Santos. E assim acabava o primeiro tempo.

O segundo tempo mal começou e Neymar pareceu nem ter esfriado, voltou com tudo e logo aos quatro minutos mandou um “rolinho” em Mauricio e aumentou a vantagem santista. A folia do Carnaval parece ter trazido efeitos excelentes para o jovem, pois Neymar ainda teve tempo de dar ótima assistência para Léo fechar o placar.

No final, boa vitória do Santos, apesar da sensação de que poderia ter sido mais. Do lado luso, fiquei com boa impressão dos homens de frente, Jael, Henrique e principalmente Fabricio.

Pitacos do Paulistão – Jogos de 19/01/11

Galera do blog, ontem tivemos a primeira quarta para valer de futebol. Não consegui ver o jogo do meu tricolor, mas acompanhei as partidas entre Santos x Mirassol e Bragantino x Corinthians.

Santos 3×0 Mirassol: Novamente o Santos atropelou seu adversário, com um futebol ofensivo o time pressionou o Mirassol. Mesmo adotando um esquema mais conservador nesta partida, o time santista deu as cartas o tempo todo, novamente Maikon Leite e Zé Love foram decisivos para o time, a dupla de ataque que possivelmente estará fora do time, continua sendo responsável por 6 dos 7 gols do time neste começo de ano.

Por outro lado, a partida serviu para as estréias de Elano e Jonathan no alvinegro praiano e foram ótimas estréias, ambos ainda precisam recuperar a melhor forma física, mas fica evidente que o time santista será o time a ser batido esse ano. A única peça que o time precisa encontrar é um camisa 09, ou conseguir manter Zé Eduardo na equipe. De qualquer jeito, Ganso, Neymar, Elano, Jonathan e cia prometem fazer os santistas muito feliz em 2011.

Bragantino 1×1 Corinthians: Nas últimas 10 partidas oficiais do Corinthians (08 pelo Brasileiro e 02 pelo Paulista) o time sofreu apenas 03 gols, mas justamente quando sofreu gol o time não saiu vencedor foram 03 empates por 1×1, estatísticas que servem apenas como curiosidade, pois no jogo o que aconteceu foi um domínio do time da casa. Logo que começou a partida, a tática adotada pelo Corinthians foi a mesma contra a Portuguesa, tentar resolver o jogo em apenas 30 minutos, no entanto, Tite não esperava o time tão bem montado e tão sábio na maneira de contra atacar o seu time.

Marcelo Veiga, sabia das dificuldades defensivas do time na cobertura de seus laterais, então colocou o time pronto para contraatacar nas costas de Moacir e Roberto Carlos. E logo aos 16, o Bragantino abriu o marcador em jogada feita nas costas de Roberto Carlos, Júlio César cruzou e Chicão teve a infelicidade de colocá-la contra o patrimônio. O Corinthians ainda conseguiu achar o gol aos 37 da primeira etapa, mas a superioridade foi do Bragantino, o Corinthians precisa ajustar o sistema defensivo para a cobertura dos laterais, ou ficará cada vez mais expostos o seu calcanhar de aquiles.