Quem pariu Matheus, que assuma esse gato!!

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E a final da Copinha está agora sob possível intervenção jurídica.

O atleta do Paulista que atuou na Copinha com o nome de Brendon Matheus é acusado de ser 3 anos mais velho e que seu nome real seja Helton Matheus. Aqui não  pretendo entrar no mérito da questão jurídica, existe gente competente para verificar qual é o lado real da história, se Brendo é Brendo ou Helton.

Contudo, o caso revisitou um tema que parece distante, mas na verdade é muito frequente no nosso futebol, inclusive em campeonatos amadores entre colégios e mesmo na varzéa. Faz parte do nosso comportamento social tão nocivo que reflete em nossos governantes, mas isso é assunto para outro fórum. Quem tiver interesse, assista esse vídeo do Leandro Karnal que para mim é o resumo do que penso.

Voltando a nossa praia que é o futebol, o famoso “gato” é prática comum no Brasil, basta lembrarmos de Emerson Sheik, Sandro Hiroshi e até mesmo Vanderlei Luxemburgo, todos que comprovadamente já assumiram que tiveram suas idades adulteradas ainda na adolescência. Mas qual a origem e qual o tratamento real que se dá a esse mal no futebol?

Ai que entra meu conflito, nada realmente é feito, nenhuma pesquisa profunda e diagnóstico detalhado é feito, por fim,culpa-se apenas o atleta e às vezes o clube, quando comprovado seu envolvimento na adulteração, o que é sempre muito difícil.

A questão é entender isso na origem, o gato não sai da cabeça de um atleta, nenhum menino de 13, 14 anos opta por trocar a identidade para ficar mais novo, nem meio para fazer isso e tampouco mentalidade para isso ele tem. E algum parente mais velho, um empresário que já se “aposssou” do menino ou mesmo um burocrata do clube onde ele começa a dar os primeiros passos.

E no final, quando o caso vem à tona, ele está sozinho e mais uma vez individualizamos o problema e não tratamos a causa de forma real, vamos continuar acabando com carreiras de Brendons,Heltons, Sandros e por aí vai, talvez os exemplos de Sheik e Vanderlei sejam os unicos e inapropriados que deram certo, pois, dão a entender que com sorte pode haver impunidade, isso quando falamos dos conhecidos, e aqueles que passaram a carreira sem serem descobertos?

E não quero que Emersons e Vanderleis paguem e fiquem sem carreira, quero que o problema realmente seja tratado, olhado a fundo, para que os atletas tenham o direito de ter sua carreira livre de sujeira e construído ela pelo mérito próprio e não por uma troca de ano de nascimento.

Não adianta massacrar Brendon Matheus ou Helton Matheus, mas adaptando o ditado, quem pariu esse “novo” Matheus que cuide, ou melhor que se responsabilize por ele.

E se o campeonato acabasse na 23ª rodada?

William070915

O Corinthians terminaria campeão fazendo um clássico divertidíssimo.

O jogo no Allianz Parque foi eletrizante, um primeiro tempo a 220 volts, onde a empolgação e vontade de ambos foi tanta que sobraram buracos e falhas na defesa. Não acho que tenha sido o melhor jogo do campeonato, mas foi o mais legal até agora.

O Galo seria o vice campeão com uma vitória tranquila sobre o Vasco. Que segue sua campanha sofrível no Brasileirão, Eurico já pensa em montar na Sibéria um pojetu com Luxa para ser campeão por lá.

O G4 seria completado por Grêmio e São Paulo, o tricolor gaúcho vai surpreendendo o blogueiro aqui, Roger vai se mostrando uma grata surpresa e o time tem conseguido com elenco justo manter um bom ritmo e segue na zona de classificação para a Libertadores. Da mesma forma o tricolor paulista, Osório enfim chegou ao G4, assim como Roger, com elenco limitadíssimo, El Profe vai fazendo o Sâo Paulo crescer e continuar sonhando com Libertadores.

Na zona intermediária, destaque para o Fla x Flu, nem tanto pela vitória em si, mas pela situação de ambos. O Flamengo vive o efeito Oswaldo, onde ele ganha as cinco primeiras depois sabe-se lá o que virá, já foram 4 vitórias seguidas que colocam o clube pertissímo do G4.

Já o Flu amarga a quarta derrota consecutiva, Enderson começa a passar de promessa do banco para um técnico mediano, o Flu que chegou a cogitar brigar com o Corinthians agora despenca ladeira abaixo na tabela.

E para fechar, na zona da confusão, o cenário fechou, com a chegada de Mano, o Cruzeiro irá subir a tabela e portanto, a briga pelas três vagas restantes na Série B é da Ponte para baixo. Três vagas, porque o Vasco já foi, agora resta saber quando Eurico irá para a Sibéria.

A 23ª rodada terminou com 3 vitórias dos mandantes, 3 dos visitantes e 4 empates. Foram 28 gols, e o destaque foi William Bigodinho, seu reencontro com Mano Menezes teve muito amor envolvido, muita alegria para o meu time do Cartola e quatro gols marcados.

A teoria na prática do pojetu é outra!

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Durante minhas primeiras oportunidades de trabalho, no período de estágio, umas das frases que escutei e logo percebi o quanto era verdade foi “a teoria na prática é outra”.

A frase era para resumir muito o conflito que se tem entre aquilo que é documentado, escrito de forma acadêmica sobre várias esferas do mundo e como colocar isso no dia a dia. E os treinadores de futebol também sofrem desse problema.

Alguns deles, discursam sobre futebol de maneira incrível, mais do que isso, quando olhamos de fora, temos a sensação de que chegar e colocar os melhores para jogar e explicar o que cada um faz é simples. Basta olhar um jogo do Barcelona ou de Pep e replicar para o seu time, poxa, super simples. Mas como já disse, a teoria na prática é outra.

E Luxa mostra um viés ainda mais grave, aquele que um dia aplicou teoria e prática, hoje ainda vive de uma teoria ultrapassada, mas que é bonita de se ouvir. Luxa sabe falar de futebol, sabe gerir os jogadores, é do típico boleiro que fala a língua deles, mas suas teorias ficaram na década de 90.

Foram aplicadas no Bragantino, no Palmeiras, no Cruzeiro e agora são mais de 10 anos de um Luxa que não se reinventou. Aliás, desde sua ida ao gigantesco Real Madrid que ele não voltou a ser o mesmo. Aliás, no Real ele foi mais boicotado do que realmente ruim.

Porém, dali para frente seus trabalhos mesclam entre sopros de possíveis retorno do velho Luxa com campanhas pífias por ai.

Luxa precisa revisitar a teoria, para rever a prática sem esquecer que na teoria a prática é outra, ou seja, a teoria na prática do pojetu é outra!

E se o campeonato acabasse na 21ª rodada?

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O Corinthians seria o campeão com uma boa vitória sobre a Chape na Arena Condá. A Chape que só havia perdido para o São Paulo em seus domínios, viu a segunda derrota para o líder do Brasileirão.

O Galo seria o vice-campeão com uma boa vitória sobre o Fluminense também como
visitante. O G4 seria completado pelo Grêmio e Palmeiras. Os gaúchos tropeçaram e depois de duas vitórias pela Copa do Brasil, empataram por 0x0 no terceiro encontro com o Coritiba em menos de dez dias.

Porém o 4º lugar é do Palmeiras com 34, São Paulo com 34, Furacão e Flu com 33 estão todos na disputa, aliás, esse G4 será disputadíssimo esse ano.

No meio da tabela, destaque para Santos e Flamengo, o alvinegro embalou com Dorival e já está a 7 jogos sem perder, já o Flamengo venceu duas seguidas, aproveita o efeito inicial de Oswaldo e ambos sonham entrar nessa disputa do G4.

Nesse mesmo meio, o Sport em compensação parece ter ficado pelo caminho, a longevidade do campeonato tem pegado os pernambucanos de jeito, já sem 7 jogos sem vencer pelo Brasileirão, ainda é o segundo time com menor número de derrotas (4), mas 3 foram nos últimos 4 jogos.

E o pofexo gostou tanto do termo que criou que ele troca de time, muda o ano, mas ele vive na zona da confusão. O Cruzeiro chegou de vez na zona e precisa reencontrar o seu futebol, a sensação é que da Ponte para baixo todo mundo tem chance de Série B o ano que vem, exceto o Vasco.

Porque o Vasco não tem chance, tem praticamente todas as chances de jogar a Série B, a sensação de que o único jeito de Eurico não ir para a Sibéria é ele começar a escalar jogador irregular em quatro times diferentes da Série A para salvar o Vasco.

A 21ª rodada teve 4 vitórias dos mandates, 5 dos visitantes e 1 empate. Foram 24 gols marcados e o meu destaque vai para Leo Gamalho, 4 gols em 2 jogos pelo Avai, sucesso no Cartola e no coração dos torcedores do time de Guga.

Treinador da noite para o dia…

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Esse Brasileirão ainda está longe de acabar, mas por uma característica ele já me chama atenção.

A mudança das caras de nossos treinadores.

Daqueles que chamamos de velha guarda restam Luxa, Levir e Celso Roth, sendo que só último parece continuar na velha guarda. Luxa e Levir, ambos em Minas mostram renovação em suas propostas, vale lembrar que Luxa era vanguarda em seu tempo.
Contudo queria falar sobre dois casos e o que eles representam. Roger (Grêmio) e Milton Mendes (Atlético-PR).

Sobre Roger, a goleada sobre o Inter foi mais do que a competência dele, mas também um exagero do futebol para permitir a ele tranquilidade suficiente para seguir o trabalho. Roger caiu de para quedas no comando do Grêmio, teve início excelente e na primeira oscilação, choveram críticas. Mania nossa, de ter paciência infinita com os coronéis boa praça de boné e qualquer coisinha bater nas novidades.

Roger é o caso típico do treinador brasileiro. Jogador que estuda e se prepara pela prática, por vídeos, não faz nenhuma formação, a vivência o forma treinador, pequenos cursos, pequenos estágios e conversas com grandes treinadores é o que preenchem esse currículo.

Milton Mendes é o treinador que rotulamos de europeu. Estudioso de verdade, formado, único brasileiro com formação grau 4 pela UEFA Pro, no Brasil, além dele só Osório. Treinador com preparação para exercer o cargo e que agora vai ganhando espaço para falar sobre o tema.

E ele falou sobre a questão da formação de nossos treinadores. E aí dou toda a razão para ele. Milton disse que não se pode brincar de dar o cargo de treinador para qualquer um, que no Brasil assim como na Europa a formação dessas pessoas deveria ser obrigatória. Não é porque você como jogador sabia olhar bem o jogo que você se dará bem como treinador.

Eu que sou um profissional de RH, sei o quão diferente é essa mudança de degrau. Sair de ótimo vendedor, para coordenador de vendas, de ótimo analista financeiro, para gerente. É outra função. É outra chave, tudo aquilo que você aprendeu, apenas te levou até ali, agora a brincadeira é outra. A preparação para essa troca é fundamental, ou o tempo para que o profissional erre muito é gigantesco.

Treinador no Brasil é assim. Dorme jogador, acorda técnico. Durante bons anos, apanha muito por times pequenos, se arrisca em um time grande, vê um elenco boicotar ele e só depois de 10-15 anos na labuta é que alguns começam a colher os frutos.

O que Milton defende é apenas que todos sejam preparados antes de assumir o chapéu de treinador, para que outros Rogers (Grêmio) não precisem contar com o tripé sorte-competência-goleadaemclássico para ter tempo para aprender na prática.

Que eles durmam jogadores, acordem vão para a escola primeiro e depois se formem treinadores.

E se o campeonato acabasse na 14ª rodada?

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O Galo seria o campeão mesmo perdendo por 1×0 para o vice-líder. O Corinthians aliás interrompeu a série invicta do Galo e agora empatou em número de pontos na ponta da tabela.

O Corinthians silenciosamente vai somando pontos importantes e se credencia na briga.

O Flu que tinha tudo para terminar líder, perdeu o clássico para o Vasco e ficou com o terceiro lugar.

G4 que ainda conta com a presença do Sport, o Leão da Ilha venceu de maneira firme o tricolor paulista em um jogo que apesar do resultado justo, mostrou que a arbitragem está querendo papel de protagonista em espetáculo que eles são meros coadjuvantes.

No meio da tabela, destaque para o Cruzeiro que não embala, o time perdeu a espinha dorsal e as peças importantes não estão jogando. O pojetu vai ser fugir da zona da confusão por enquanto.

O Flamengo é outro que mostra o valor de um jogador, o time é um com Guerrero (alto de tabela) e outro sem (zona da confusão).

Falando em zona da confusão, Santos, Vasco, Coritiba e Joinville seguem. O Vasco pode ter alguma mudança com as chegadas de alguns jogadores, portanto, por enquanto só Joinville e Coritiba parecem garantidos na Série B, ainda restam duas vagas.

A 14ª rodada terminou com 6 vitórias dos mandantes, 3 empates e apenas uma vitória do visitante que foi o Vasco em um clássico. Foram apenas 16 gols, sendo que tivemos 4 placares de 1×0. O destaque da 14ª rodada para mim foi André Balada, impressionante como o menino está com vontade no Leão.

E para vocês, como seria se o campeonato acabasse na 14ª rodada?