Porque não Jonas?

jonas 150917.jpg

E Tite soltou sua última lista para as eliminatórias da seleção.

E como sempre iremos cornetar a lista. Até porque acredito que seja uma ótima oportunidade para fazer os últimos testes e vejo poucos espaços disponíveis para fechar o plantel.

No gol, o coro segue por Vanderlei do Santos. Nada contra os três escolhidos, mas como a seleção já está classificada, acho que valeria ver como o atleta se comporta no grupo, caso o treinador precise de alguma opção por lesão ou queda de rendimento no primeiro semestre do ano que vem.

Nas laterais e zaga, nada demais, meu questionamento é apenas por opção, mas não consigo questionar as escolhas de Adenor, chamaria Geromel ao invés de Jemerson.

No meio, achei surpreendente a escolha por Arthur, apesar de achar que o menino é acima da média, portanto, importante já permitir a ele participar do grupo. No restante, tudo ok, talvez escolhas diferentes, mas não critico.

E chegamos ao ataque, eu acho que é uma implicância minha, mas não entendo as poucas chances de Jonas. Para mim, só existe uma vaga em aberto na seleção, e aberto mesmo, do tipo, sei lá quem eu levo, é o quarto homem de ataque, Jesus, Firmino e Neymar estão certos, mas quem será o outro?

Hoje nossas opções são escassas, são veteranos, incógnitas e promessas. Só que para mim, Jonas no balaio desse restante é aquele que atua em um clube grande da Europa, constantemente participa da maior competição de clubes e já é o segundo maior artilheiro estrangeiro da história do clube.

E não que eu ache ele muito superior a Tardelli por exemplo convocado agora, minha única questão é que ele quase nunca é sequer lembrado por ninguém. A questão é que as chances são desiguais ou mesmo a cobrança pela convocação.

Jô que nunca conseguiu ter uma carreira sólida por clube algum e agora vive seu melhor momento por apenas 9 meses no Corinthians é constantemente lembrado por diversos canais de comunicação, enquanto Jonas recebe algumas lembranças de maneira bem pontual por aí.

E de novo, Tardelli, Jô, Jonas, Fred, Ricardo Oliveira, e os demais centroavantes estão equiparados para mim, sem nada de destaque, portanto porque não Jonas?

Outro nome que me chama a atenção é Richarlison que saiu do Fluminense e tem iniciado bem a temporada no Watford.

Anúncios

E agora Tite?

tite290317

São oito jogos no comando da camisa mais pesada do mundo, são oito vitórias (feito inédito na história do futebol) com 24 gols marcados e apenas 2 sofridos.

Tite resgatou o que a seleção brasileira era para o mundo, a mais temida, não imbatível, mas temida, respeitada demais, por todos, inclusive os grandes, a mudança de clima, de confiança e todos os fatores que fogem do técnico-tático exacerbam nas faces de todos os atletas que fazem parte da seleção.

Tite aliás, antes do jogo disse que são 56 atletas mapeados, ou seja, ele fechou uma lista com os possíveis jogadores que integram a seleção brasileira, 23 serão os escolhidos no final, mas ele tem um grupo mapeado, nem os 80 que outrora fizeram parte da seleção, nem somente 30 como alguns acusaram que Tite trabalharia.

E diante do cenário atual da seleção, a pergunta que fica é: o que fazer nesses quatro jogos restantes? Dificilmente o Brasil perderá o primeiro lugar, além do que ficar em primeiro é apenas simbólico, a dúvida é, usar esses jogos para testar outros possíveis “selecionáveis” para ver como eles reagem na seleção e as ideias de Tite, ou mantém a base para aprimorar ainda mais o time?

Sinceramente, de longe e com o livre direito de pitacar na vida alheia, principalmente futebolisticamente falando, vamos dar a minha sugestão, eu usaria os reservas que foram pouco utilizados mais aqueles que são potenciais, caso alguém tenha alguma lesão. Para o time titular “imaginário” de Tite, a sequência de amistosos contra escolas europeias seria o entendimento que falta de possibilidade de jogos durante uma copa do Mundo.

Ou seja, enquanto aqueles que lutariam para estar na lista dos 23, fariam quatro confrontos duríssimos no restante das eliminatórias para mostrar seu valor e seu  M E R E C I M E N T O, os “preferidos” de Tite mais alguns participariam dos amistosos que já serviriam de base para que o time entendesse a proposta de jogo brasileira contra várias escolas européias (espanhola, italiana, leste europeu, suiça, para citar algumas).

Assim Tite conseguiria  atuar nas duas frentes e naquilo que eu acredito que agradaria o planejamento da seleção, de qualquer forma, como eu disse, sou eu pitacando de longe e sem o menor conhecimento do planejamento da seleção.

Meu único contraponto a minha proposta é dentre aqueles 56, alguém se destacar muito nos jogos eliminatórios ao ponto de ser questionado o lugar dele frente alguém que já estava consolidado no grupo principal de Tite, se criaria um problema desnecessário ou que obrigaria muito jogo de cintura para lidar com ele, característica que sobra em Tite, por isso não vejo problema em seguir minha teoria.

A seleção já cumpriu seu papel nas eliminatórias e para terminar a preparação para a Copa, só falta os testes europeus e conhecer completamente os 56 eleitos.

E vocês, o que fariam?

O efeito Tite!!

tite071016

E a seleção venceu a terceira seguida, Tite segue com 100%.

Muitos podem dizer que os adversários não eram lá grandes coisas, eu mesmo compactuo disso, exceto pela excelente vitória diante do Equador em Quito. Mas o que foge do placar frio é a atuação dentro de campo.

Se compararmos com o antecessor, Dunga, principalmente na primeira passagem dele, a seleção também ganhava, mas não empolgava, ou era um “futebol burocrático” que incomodava aos olhos assistir as vitórias.

Com Tite não, a seleção voltou a jogar o fino, consegue aos poucos, mas de forma impressionantemente rápida, conciliar futebol moderno com o nosso principal diferencial, a improvisação nos instantes finais da conclusão da jogada.

E tudo isso, com apenas três jogos, poucos treinos, mas uma capacidade absurda do gaúcho Adenor. Ele tem conseguido colocar as melhores peças em suas posições e extraido o melhor de cada um.

Ele terá nos próximos três jogos o principal teste de ferro, enfrentará a Argentina (casa), Peru (fora) e Uruguai (fora), jogos bem mais complicados do que os três primeiros que ele teve.

E só fazendo um comentário técnico, acho que Tite ainda precisa achar o ponta direita, nessa linha entre o atacante e o volante eu colocaria da direita para esquerda, Douglas Costa (ou Lucas), Renato Augusto, Coutinho e Neymar. Mas quem sou eu, diante do que Tite vem fazendo.

É difícil conter a empolgação, mas o mais importante para mim não é a expectativa de título, isso é uma consequência e nem deve ser parametro, o mais incrível é que Tite conseguiu fazer eu me preparar para assistir aos jogos da seleção, a querer ver a amarelinha desfilando em campo.

Um efeito em tanto!

E saiu a primeira lista da era Tite…

tite220816

“Em relação a convocação, é para os próximos dois jogos, não posso nem quero ser otimista e responsável nem o pessimista que só olha o fato negativo, só olho fato real. Estamos no momento não classificados para a Copa e buscando crescimento. A partir daí, surge nova etapa. Essa convocação é para estes dois jogos, melhor momento de cada atleta”

Confira os convocados:

Goleiros: Alisson (Roma-ITA), Marcelo Grohe (Grêmio), Weverton (Atlético-PR)

Zagueiros: Gil (Shandong Luneng-CHN), Marquinhos (Paris Saint-Germain-FRA), Miranda (Internazionale-ITA), Rodrigo Caio (São Paulo)

Laterais: Daniel Alves (Juventus-ITA), Fagner (Corinthians), Filipe Luis (Atlético de Madrid-ESP), Marcelo (Real Madrid-ESP)

Meias: Casemiro (Real Madrid-ESP), Giuliano (Zenit-RUS), Lucas Lima (Santos), Paulinho (Guangzhou Evergrande-CHN), Philippe Coutinho (Liverpool-ING), Rafael Carioca (Atlético-MG), Renato Augusto (Beijing Guoan-CHN), Willian (Chelsea-ING)

Atacantes: Gabriel Barbosa (Santos), Gabriel Jesus (Palmeiras), Neymar (Barcelona-ESP), Taison (Shakhtar Donetsk-UCR)

Com essa frase Tite explicou a convocação, e dessa forma montou essa lista.

Sinceramente, tinha gostado mais daquela que vazou supostamente do que a realidade, porém, também acredito que lista de convocado da seleção nunca agradará a maioria, todo mundo tem seus preferidos e formas de pensar, mas prefiro me ater aos critérios ditos por Tite para fazer alguns questionamentos.

Tite se apoiou muito em dizer que convocação é momento, por isso priorizou aqueles que estão em atividade e que o momento é de buscar classificação e não reformulação.

O engraçado é que de cara, temos 9 novidades entre os 23, ou melhor 09 atletas que não eram convocados com frequência, logo me parece uma reformulação no grupo. Só reforçando, não acho errado reformular, até porque o treinador tem seus homens de confiança, o que quero destacar é o que Tite disse não condiz muito com as opções feitas.

O próximo que é momento, vou ao Grêmio para olhar dois jogadores específicos para fazer o contraponto, Giuliano e Luan. o meio campista foi bem, mas saiu a um tempo para a Rússia e está na mesma pré-temporada que o Ganso, que anda jogando muito mais e consequentemente em um “momento melhor”.

Por outro lado temos Luan, Tite foi bem ao trazer 7 atletas olímpicos, achei um exagero, mas foi bem, aproximar a geração mais nova é fundamental para que a seleção não sofra com troca de gerações, como atualmente. Contudo, quem jogou mais que Luan nessa Olimpiadas, o polivalente jogador de frente foi peça chave para fazer a seleção sair de 0x0’s inóspitos contra Iraque e África do Sul para uma campanha consistente rumo ao ouro olímpico.

Portanto, entre os queridos Gabriéis, Luan está em um momento melhor.

Por fim, Tite fez o que todos fazem, escolheu homens de confiança, mas optou por seus tradicionais discursos bem montados que desviam um pouco a imprensa, não acho errado a opção de Tite, mas é para ficar atento quanto ao discurso.

E acima de tudo, estamos juntos com esses 23, que junto com Tite e embalados pelo ouro olímpico recuperem o bom futebol.

A melhor defesa é o ataque!

Foto: Adelson Costa

Foto: Adelson Costa

Vocês sabiam que ao final da 13ª rodada do Brasileirão, os três jogadores mais faltosos do campeonato são atacantes?

Sim, depois de um terço de campeonato, Grafite (Santa Cruz – 40 faltas), Gabriel Jesus (Palmeiras – 35 faltas) e Kléber Gladiador (Coritiba – 35 faltas) lideram o quesito, são os jogadores que mais cometem falta no campeonato brasileiro.

Os dados foram retirados do ótimo site footstats.net, que se você olhar entre os 20 mais faltosos, temos 08 atacantes, 06 volantes, 05 laterais e somente um, um único zagueiro nessa lista.

Mas porque o Cadê Meu Camisa 10 traz essa informação?

Primeiro pela curiosidade imediata de não ver um zagueiro ou pelo menos um volante brucutu entre os três primeiros, segundo porque isso mostra como o futebol mudou sua forma de jogar e como estamos ainda que aos trancos e barrancos também acompanhando essa mudança.

Hoje o futebol é muito mais corrido, dinâmico e coletivo, foi-se o tempo que o cara com talento tinha tempo para criar uma jogada mágica, hoje em pouco tempo ele é atropelado por uma manada de gnus, aquela que tirou a vida de Mufasa quando ele foi proteger Simba (sim, hoje acordei inspirado).

Sendo assim, é necessário que os 11 jogadores estejam comprometidos até a tampa com a marcação, que ninguém tenha o luxo de não marcar, mesmo com intensidade menor, todo mundo precisa ajudar. Como Patón Bauza e Tite gostam de frisar, “no meu time os 11 marcam e se possível os 10 atacam”.

Só que ai aparecem nossos “problemas” de formação, se hoje em dia é obrigatório que o atcacante saiba marcar porque o futebol exige, vemos nas estatísticas que eles até estão dispostos a ajudar, mas não possuem nenhuma técnica de marcação, acabam indo afoitos e cometem muitas faltas.

Isso sem falar na máxima lei do futebol existente aqui no Brasil, o perigo de gol ou aquela famosa parada de costas que o zagueiro faz, onde ao menor contato do atacante ele já cai e grita desesperadamente como se sua dignidade tivesse sido arrancada.

De qualquer forma, é interessante ver algumas mudanças no estilo de jogo, ver os atacantes marcando de forma mais contundente, o entendimento que o futebol é coletivo, todo mundo precisa ajudar, a começar pelos centroavantes, mas que de qualquer jeito, ainda precisam aprimorar um pouco, para não ter tanta falta.

Em tempos atuais, o sábio ditado futebolístico que dizia que “a melhor defesa é o ataque” precisa ser entendido melhor, acho que estão interpretando um pouquinho errado.

Me sigam no Twiiter: @cademeucamisa10

É preciso realmente ser co-irmãos…

lbtto_godfather03

O mimimi de Roberto de Andrade é o retrato mais evidente de como funciona o futebol em nosso país.

Somente o meu ponto de vista interessa, somente aquilo que me interessa eu me posiciono, o resto fica para cada um cuidar do seu problema. Aliás, trouxe o exemplo de Roberto de Andrade porque apesar de gostar no geral de sua atribuição como presidente de um grande clube e ele tem passado por situações antagônicas.

O próprio Roberto que reclamou do que a CBF fez com Tite, foi lá e fez igual com o Grêmio, ao tentar convencer o treinador a ir atuar em seu time. Foi o próprio Roberto que disse que o problema da Portuguesa era só dela, ao invés de sentar e decidir por uma melhoria dos clubes coletivamente.

Foi ele também que já exigiu punição para torcida organizada rival, mas colocou a do seu clube para conversar em uma salinha com os jogadores do seu time, em puro ato de coerção ao elenco.

E que fique claro, usei o Roberto de Andrade como exemplo pelos casos recentes, isso repete com recorrência absurda pelo Brasil inteiro. É o oportunismo e imediatismo brasileiro que aflora, é como dizemos várias vezes o futebol explica o Brasil e vice versa.

Nada do que acontece na nossa sociedade não está espelhada ali dentro dos campos, é preciso muito mais que medidas, é necessário mudança de cultura, de valores, uma transformação profunda na forma como vemos as nossas relações.

Em recursos humanos, na área que trabalho, o que vemos cada vez mais é o fim da relação de independência, o que está em evidência é a interdependência, a necessidade de todos se ajudarem para permanecerem vivos.

Cada clube pode ter sua autonomia, sua forma de se gerenciar, de como quer atuar dentro do mercado do futebol, quais serão seus parceiros principais e como será a relação com cada um e qual o papel, porém é fundamental que se entenda, que sem os demais clubes, ele também morrerá.

Os clubes precisam entender, que acabou a fase que bastava pensar em si, para a sua sobrevivência é preciso que todos sobrevivam, sozinho um clube não terá função nenhuma no futebol.

A interdependência é premissa básica para todos no futebol hoje em dia, se não o colapso que já se evidencia, será inevitável.

Nunca a palavra co-irmão fez tanto sentido para a continuidade do nosso querido futebol.