Quem mais merecia a Bola de Ouro?

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E na quarta-feira no Instagram lancei a pergunta, qual jogador merecia ter recebido uma Bola de Ouro?

A pergunta começou por causa de um vídeo que eu também postei no Insta de Iniesta, vi o vídeo e lembrei que mais do que aquele lance no Insta, Iniesta quase sempre jogou acima da média, quase sempre foi genial e talvez seja um dos grandes nomes que colocaram o Barcelona no estágio atual de super time.

Contudo, ao ver que Iniesta começa a dar indícios que sua carreira caminha para o final, percebi que ele não terá a chance de receber esse prêmio individual máximo, e aí fiquei me questionando quem mais teve carreira brilhante, mas não recebeu tão honraria.

Fiquei pensando se o prêmio não poderia ser dado para mais de um jogador por ano, mas acima de tudo precisaria criar alguns critérios para não virar prêmio de consolação ao invés de realmente um prêmio para quem foi destaque do ano.

Sendo assim, meu intuito aqui é destacar jogadores que foram fora de série, mas por terem disputado com alguém que também foi sensacional no mesmo ano, ficou sem o prêmio. Não irei listar quem ainda tem potencial para ganhar, mas sim quem provavelmente não ira ganhar mais ou quem já se aposentou.

Para saber quem já ganhou, clique aqui, não trouxe a lista, porque é imensa.

Mas irei listar alguns jogadores dos quais vi jogar e que foram sensacionais em alguns momentos/ano/temporada.

Buffon, Maldini, Baresi, Del Piero, Totti, Iniesta, Edmundo, Gamarra, Hagi, Bergkamp, Baggio, Batistuta, Ibrahimovic, Eric Cantona, Henry, Gerrard, Romário, Pirlo, Rijkaard.

Confesso que foi um exercício dificílimo e que provavelmente terei esquecido de alguém, meu único ponto fora da curva foi Edmundo, mas sua temporada em 97 foi absurda e precisei mencionar.

E para vocês, quem mais ficou faltando dessa lista?

 

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Eu quero ver gol!!

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A disputa pela artilharia da Copa reserva bem mais do que apenas “a artilharia dessa Copa”. Principalmente para dois jogadores.

Neymar e Thomas Muller.

Ambos atingem marcas que os credenciam a disputar o lugar que Klose hoje tenta tirar de Ronaldo Fenômeno. O de maior artilheiro de todas as Copas.

Muller já tem 9 e apenas 24 anos. Pode jogar mais duas copas tranquilamente e até uma terceira, ou seja, tem os jogos que restam para Alemanha nessa Copa + a quantidade de jogos que a Alemanha poderá disputar nas próximas.

Pensando que a Alemanha é uma potência e sempre estará entre os favoritos. Não é difícil imaginar Muller superando os 15 gols de Klose e Ronaldo atualmente.

Já Neymar tem 22, consegue jogar 3 copas e tem a mesma condição de Muller. Atua em uma seleção que sempre está entre as favoritas.

Klose pode até superar Ronaldo nessa Copa, mas está vendo de perto dois candidatos a tirarem dele essa coroa já já.

Confira a lista de quem mais marcou gols em Copas:

15 gols: Ronaldo (Brasil) e Klose* (Alemanha)

14 gols: Gerd Müller (Alemanha)

13 gols: Just Fontaine (França)

12 gols: Pelé (Brasil)

11 gols: Klinsmann (Alemanha) e Kocsis (Hungria)

10 gols: Batistuta (Argentina), Cubillas (Peru), Liniker (Inglaterra), Lato (Polônia) e Rahn (Alemanha Ocidental)

9 gols: Ademir de Menezes, Jairzinho e Vavá (Brasi), Roberto Baggio, Paolo Rossi e Vieri (Itália), Eusébio (Portugal), Rummenigge, Uwe Seeler e Thomas Müller* (Alemanha) e David Villa (Espanha)

8 gols: Leônidas da Silva e Rivaldo (Brasil), Maradona e Stábile (Argentina), Miguez (Uruguai) e Völler (Alemanha)

Hoje não chega a ser um post de futebol…

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Ontem passei o dia saudosista, meu primeiro grande amor completaria 18 anos.

Baggio, um cocker spaniel que chegava em casa em meados de junho de 1996 envolto no casaco da dona do canil e nos deixava em silêncio absoluto em Agosto de 2011.

Como vocês viram, seu nome era uma homenagem ao lance que culminou com os famosos gritos de “É Tetra! É Tetra! Acabou! Acabou!” de nosso querido Galvão Bueno. O pênalti desperdiçado por Roberto Baggio (craque italiano) na final da Copa do Mundo em 1994 foi representado em nossa família por aquela pequena bola de pelo.

Até porque, em casa, futebol é a religião mais séria que seguimos.

Cada um com suas crenças diferentes, times diferentes, uns que seguem alguns santos, outros que não seguem santo algum, mas somos todos vidrados por futebol.

Baggio (daqui pra frente Baggio é o cachorro, Roberto Baggio é o jogador), especialmente para mim, dividiu cenas marcantes no futebol.

A primeira delas foi ver aquele que se tornaria meu maior ídolo correr em direção à área adversária para cobrar uma falta em 1997 e, ainda por cima, marcar o gol. Era Ceni, contra o União São João, marcando seu primeiro gol… Lembro da minha cara de incrédulo segurando um osso de borracha enquanto Baggio, com apenas 9 meses, se contorcia tentando arrancar o brinquedo da minha mão.

Nunca comemorei Paulista, nunca dei importância… No máximo passava o dia seguinte sacaneando o derrotado. Assim, meu primeiro título com Baggio em casa foi o Rio-São Paulo de 2001.

Estava no estádio naquele dia, na arquibancada térrea amarela do Morumbi. Para se ter uma ideia, o lugar era atrás de um dos gols, logo ruim demais para ver o jogo. Fui sozinho, decidi em cima da hora, peguei o ônibus e parti para o Morumbi.

Tive a sorte de ver Cacá estrear – o atual Kaká naquele jogo usou uma camisa com seu nome escrito com C – e marcar os gols da virada do São Paulo sobre o Botafogo e vencer o título. Lembro de ter comemorado um pouco na arquibancada, mas apenas com estranhos. Fui para casa e como no nosso Brasilzão uma partida de meio de semana acaba apenas as 23h59, cheguei em casa por volta de 1h30 da manhã. Baggio estava lá de rabo abanando me esperando para comemorar o título comigo. Sim, podem duvidar, mas naquele dia ele me esperava para isso. Lembro que ainda brincamos de bola, enquanto assistia na TV a reprise dos gols.

Na alegria, Baggio ainda dividiu comigo os títulos de Libertadores, Mundial e 3 Brasileiros, e como minhas maiores decepções viu as eliminações para o Cruzeiro na Copa do Brasil de 2000 e Once Caldas em 2004 .

Além disso, viu o Brasil ganhar mais uma Copa em 2002.

Hoje não chega a ser um post de futebol, apesar de tantos fatos futebolísticos dentro dele.

Hoje é apenas um post saudoso sobre lealdade, amizade e companheirismo, valores que foram diminuindo no futebol, desde a saída silenciosa de Baggio da minha vida.

Sessão Camisa 10 – Roberto Baggio

Galera do blog mais querido, hoje para quem não lembra é dia de Sessão Camisa 10. E para começar 2010 trouxe outro grande jogador internacional que vi jogar, com certeza está na minha lista dos cinco maiores jogadores estrangeiros que vi jogar. Trata-se do italiano Roberto Baggio.

Baggio possui na minha opinião um conjunto de habilidades que poucos tem. Jogador que possui habilidade nata para criar jogadas e desmontar defesas, além de um faro de gol incrível. Ver o seu vídeo faz compará-lo um pouco com Zico. Para se ter uma idéia Baggio, passou pelos grandes clubes italianos e despertou a paixão dos torcedores em todos eles. Pela seleção italiana seu grande momento foi a Copa de 1994, onde sozinho levou a escrete Azzurra a final da Copa contra o Brasil, mas por uma ironia do destino o próprio Baggio jogou sua cobrança por cima do travessão e fez o Brasil explodir de alegria.

Confiram os vídeos: