Drogba, Van Persie e outros medalhões

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Ultimamente alguns renomados nomes do futebol internacional estão sendo especulados para jogar no Brasil. Contudo, entre uma história mais distante, outras que realmente quase aconteceram ou que podem acontecer, as dúvidas que pairam na minha cabeça são, será que vale a pena e porque ainda é tímido a vinda desses jogadores.

Esqueçam aqueles com nacionalidade brasileira, ou seja,  não vale os retornos de Ronaldo,  Roberto Carlos, Kaka, Gaúcho,  Deco e Rivaldo, quantos jogadores de renome internacional atuaram no Brasil?

Ao meu ver, somente Seedorf, e isso porque ele é casado com uma brasileira e sempre nutriu essa vontade de atuar por aqui. Ou seja, algo em nosso futebol não atrai os jogadores de renome.

E vou aqui de longe especular algumas possibilidades, porque essa recusa, trata-se de uma via de mão dupla. Os clubes precisam se interessar muito por esse tipo de reforço e o jogador precisa gostar muito da proposta.

A primeira questão para mim é, o clube brasileiro realmente acha importante trazer um jogador desse tipo?

Eu tenho a sensação que quase todos torcem o nariz para isso, julgam nosso campeonato altamente competitivo e que o jogador desse em final de carreira não conseguiria atuar, e todos os nomes acima mostram que é uma lenda. Nosso campeonato é competitivo, mas fisicamente muito inferior aos europeus, o cara que chega aqui mais veterano ainda possui um ritmo amplamente satisfatório para atuar no Brasil.

Ou seja, dá para arriscar sim em bons nomes para disputar uma temporada por aqui.

Segunda questão é, o jogador europeu tem qual referência e atratividade para jogar aqui no Brasil?

Parece que apenas nossas belezas naturais atraem o estrangeiro, a falta de uma agenda mais organizada, um calendário menos intenso afastam um pouco, além da falta de habilidade de um dirigente em negociar todas essas condições com um jogador.

Vou dar um exemplo bobo para não me prender muito nesses detalhes, será que ninguém faz um contrato com o atleta  sugerindo uma agenda onde ele atuará por no máximo 45 partidas e somente 5 vezes poderá acontecer de jogar duas vezes na semana.

Sinceramente, acho nosso mercado potencial para trazer Van Persie, Sneijder, Pirlo, Drogba, Eto’o, Gerrard, Lampard, entre outros, acho que agregaria não só com práticas que eles tiveram no mercado e poderiam compartilhar com todos, mas para trazer aspectos culturais que são importantes em virtude do país de origem e etc. Além de trazer visibilidade mundial ao ter nomes como esse atuando por aqui.

O Brasil tem capacidade para ser um mercado forte para quem não tem mais espaço nas grandes ligas européias?

E para vocês, porque “os gringos” não vem para o Brasil?

Van Gaal no Barça = sulamericanos no banco?

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Ontem estava vendo os jogos da Champions e percebi a quantidade de brasileiros que os quatro times de ontem possuíam.

Eram 20 brasileiros entre eles, Barcelona (5),Paris Saint Germain (6), Bayern (2) e Porto (7).

Aí lembrei de Mircea Lucescu e Louis Van Gaal.

O primeiro pela quantidade de brasileiros que possui no time, Mircea é técnico do Shakthar Donetsk, e Van Gaal pela birra que possui com sulamericanos, principalmente brasileiros.

Sobre Mircea, entre um problema ou outro, tem se virado bem com o batalhão canarinho.

Agora, gostaria de saber qual o trauma que Van Gaal tem com os sulamericanos, basta lembrar que no atualmente no United, Di Maria, Falcão, Rojo e Rafael não possuem nenhuma chance com ele.

Isso sem falar a birra histórica com Rivaldo no Barcelona, ou seja, Van Gaal não gosta de ver no seu time nenhum sulamericano como titular.

Então pensei, e se ele fosse chamado para treinar o Barcelona?

Como lidaria com o espetacular trio de ataque sulamericano? Van Gaal teria em mãos, os três melhores da América do Sul e com três dos dez melhores atacantes do mundo.

Sim, tudo é um exercício de imaginação, mas não duvidaria que ele iria aos poucos tirando um por um, menos Messi que não é desse planeta.

Se prepare controle, que vou lhe usar…

FutebolnaTV

O que você vai assistir nesse fim de semana?

Vai rolar o melão esse fim de semana, e resolvi destacar alguns jogos para quem tá com a TV a cabo em dia e sem nada para fazer no fim de semana.

Sábado – 20/09

11h00 – Espanholão – La Coruña x Real Madrid: Não tem Donato, nem Bebeto, nem Rivaldo, nem Fran nos donos da casa, aliás, o jogo nem promete ser emocionante, mas é bom demais ver o time merengue enfrentando rivais mais fracos. O jogo vira um entretenimento divertido, menos para o pessoal do noroeste da Galícia.

13h30 – Alemão – Mainz x Dortmund: Um jogo no mínimo interessante. Primeiro que dentro do possível, o Mainz foi uma grata surpresa na temporada passada, e depois, assistir ao time de Jurgen Klopp devia ser matéria obrigatória para todos os nossos treinadores. Para mim, ele e Bielsa são os melhores do mundo.

15h45 – Berluscão – Milan x Juventus: Um clássico, isso já bastaria. Mas, atualmente é um duelo tecnicamente desigual, a Juve é muito melhor que os rossoneros. Contudo Inzaghi tem mostrado que seu time fará partidas emocionantes ao longo da temporada, essa pode ser mais uma.

21h00 – Brasileirão – Criciúma x Botafogo: Esse jogo é para fechar o dia. Depois de descansar dos 3 primeiros jogos, você liga só para ter certeza de que a melhor opção é sair para vadiar. Já que a qualidade do jogo promete ser cruelmente sofrível. Duelos de desesperados na fuga do rebaixamento. O Fogão começa a entrar em queda livre em um momento perigo. Está na hora de Mancini e cia reagirem e deixarem a vergonha apenas para CBF.

Domingo – 21/09

12h00 – Inglesão – Manchester City x Chelsea: Para aqueles que gostam de inventar “finais antecipadas” em pontos corridos, aqui está uma. Duelo dos favoritos ao título na terra da Rainha. Na minha opinião, o melhor jogo do fim de semana, acho que basta para comentá-lo.

16h00 – Brasileirão – depende de onde vc estiver: Nesse horário teremos 4 clássicos acontecendo pelo campeonato. Na terra do acarajé um BaVi nervoso, com grande chance do derrotado dormir a rodada com a incomoda última posição da tabela. No Rio, um FlaxFlu de lotar o Maracanã, para o Flamengo, mais uma chance de ganhar sem precisar de um pênalti, para o Flu, a chance de ganhar sem precisar de um advogado.

Em Minas, o Brasil é Galo. É a chance dos atleticanos segurarem o trem azul e manter um pouco de emoção no campeonato. Para fechar em São Paulo, o postulante (na verdade esse título é só para acreditarmos que pode ser) a tentar roubar o título do Cruzeiro contra o time que não se cura da Empatite.

Até daria para listar uns joguinhos a mais, mas como vocês tem família e a vida de vocês não é só futebol. Bora deixar o resto da agenda, para um Faustão, macarronada e sogra.

Mangia che ti fa bene

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Pensei em escrever umas linhas para parabenizar o centenário alviverde. Mas, nada melhor do que um autêntico palmeirense para explicar isso. Meu amigo Roberto Fradusco, explica aê!

Por Roberto Fradusco.

“Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”

A frase do genial Joelmir Betting resume o sentimento do torcedor do Palmeiras. Indescritível o orgulho de fazer parte da família palestrina, que canta e vibra – e chora – pelo nosso alviverde inteiro.

Chora de alegria, chora de tristeza, chora porque é passional. Ser palmeirense é mais que sentir, é assumir uma identidade: somos herdeiros daqueles primeiros italianos, que há um século fundaram o Palestra Itália. E como tais, somos barulhentos, adoramos comer, amamos a família e nos reunirmos para torcer pelo “Parmera”.

E, porca miséria, xingamos quando o maledeto atacante perde um gol, urramos quando Edmundo entorta mais um e derramamos o copo de vinho quando São Marcos pega o penalti de Marcelinho.

E entre uma sardella e outra, lamentamos mais uma contusão de Valdivia, rezamos para que nostra Santa Achirupita nos mande um novo Ademir da Guia e quase engasgamos com o “prosciutto” quando sentimos saudades do Tonhão.

E vamos em frente, que a macarronada está na mesa. É hora de brindar o grande Leivinha, de pedir por mais uma garfada de Parmalat, de sorrir com o chapéu de Djalminha.

E em meio ao barulho que é o almoço de domingo desta família italiana, ouço gritos por Rivaldo, Dudu, Julinho Botelho e até Galeano, aquele ragazzo caneludo, que se jogasse hoje era ídolo neste time de estrangeiros.

Mas eis que ao tirar as “bringela” do forno a nona deixa a travessa cair. Me lembrou os senhores Mustafá e Tirone, que também derrubaram “tutti”.

Enquanto isso o nono fala sozinho no terraço. Coitado, já ficou “pazzo”, como “il signore” Palaia, que se auto entrevistava.

Mas vamos lá que é hora da sobremesa. E que delícia é o tiramisù da tia Genoveva, quase tão gostoso quanto as comemorações do Paulo Nunes.

E um golinho de vinho licoroso para arrematar com classe, como fazia Evair.

E vamos ligar a TV que já são horas e hoje a Globo vai passar o Verdão. Mama mia! E vamos torcer e rir e chorar, e rezar para que essa família palestrina continue barulhenta a cada almoço e vibrando a cada gol.

Enquanto isso a mama já estica a massa, que hoje o dia termina em pizza para comemorar o centenário de nostro Parmera!

Grazzi, Palmeiras, pelas emoções nestes 100 anos!

Avanti para mais cem!

Eu quero ver gol!!

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A disputa pela artilharia da Copa reserva bem mais do que apenas “a artilharia dessa Copa”. Principalmente para dois jogadores.

Neymar e Thomas Muller.

Ambos atingem marcas que os credenciam a disputar o lugar que Klose hoje tenta tirar de Ronaldo Fenômeno. O de maior artilheiro de todas as Copas.

Muller já tem 9 e apenas 24 anos. Pode jogar mais duas copas tranquilamente e até uma terceira, ou seja, tem os jogos que restam para Alemanha nessa Copa + a quantidade de jogos que a Alemanha poderá disputar nas próximas.

Pensando que a Alemanha é uma potência e sempre estará entre os favoritos. Não é difícil imaginar Muller superando os 15 gols de Klose e Ronaldo atualmente.

Já Neymar tem 22, consegue jogar 3 copas e tem a mesma condição de Muller. Atua em uma seleção que sempre está entre as favoritas.

Klose pode até superar Ronaldo nessa Copa, mas está vendo de perto dois candidatos a tirarem dele essa coroa já já.

Confira a lista de quem mais marcou gols em Copas:

15 gols: Ronaldo (Brasil) e Klose* (Alemanha)

14 gols: Gerd Müller (Alemanha)

13 gols: Just Fontaine (França)

12 gols: Pelé (Brasil)

11 gols: Klinsmann (Alemanha) e Kocsis (Hungria)

10 gols: Batistuta (Argentina), Cubillas (Peru), Liniker (Inglaterra), Lato (Polônia) e Rahn (Alemanha Ocidental)

9 gols: Ademir de Menezes, Jairzinho e Vavá (Brasi), Roberto Baggio, Paolo Rossi e Vieri (Itália), Eusébio (Portugal), Rummenigge, Uwe Seeler e Thomas Müller* (Alemanha) e David Villa (Espanha)

8 gols: Leônidas da Silva e Rivaldo (Brasil), Maradona e Stábile (Argentina), Miguez (Uruguai) e Völler (Alemanha)

Quarta de bons jogos e uma absurda tragédia…

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Galera do blog, uma quarta-feira repleta de futebol e recheada de surpresas e gols. A nota triste fica pela tragédia que aconteceu na Bolívia. Saber que o menino de apenas 14 anos perdeu sua vida, por causa de um estúpido sinalizador.

 Voltando ao futebol, comecei a quarta vendo o jogo do meu tricolor contra o São Caetano. O São Paulo venceu por 4×2, mas apresentou falhas de marcação graças as escolhas de Ney. O treinador são paulino, optou por Maicon e Denilson na frente da zaga. Maicon não é um exímio marcador, além de que Maicon é lento.

 Logo, por várias vezes a defesa tricolor ficou exposta as boas investidas de Jóbson e Danielzinho, sempre lançados por Rivaldo. A vitória foi conquistada graças a Osvaldo, ao oportunismo de Luis Fabiano e as mudanças de Ney Franco no segundo tempo para corrigir a marcação.

 Ganso jogou quase 82 minutos, mas foi bem abaixo de seus últimos dois jogos, Jadson teve que ajudar a marcar e apareceu menos, mas ainda sim foi bem. Osvaldo e Fabiano tiveram atuação de destaque. Gostei muito da entrada de Carleto, acho que na próxima rodada, Ney deveria promover a titularidade de Carleto e deixar Cortez um pouco no banco.

 Gosto da idéia de Ney de manter 15/16 jogadores jogando constantemente, o time ainda vai oscilar muito, mas pode dar muita liga no campeonato nacional.

 Seguindo a maratona futebolística comecei a assistir ao jogo entre San Jose de Oruro e Corinthians. Os jogos na altitude são os mais previsíveis possíveis. O time visitante faz um excelente primeiro tempo, já que o time local é muito fraco. Vem o segundo tempo, as pernas acabam e o time mandante massacra o rival.

 Assim foi com o Corinthians, o atual campeão da Libertadores construiu inúmeras oportunidades no começo do jogo, mas converteu apenas uma com Guerrero. Foi para o vestiário no intervalo com uma pequena vantagem apenas.

 Veio o segundo tempo e com ele a falta de pernas do time brasileiro. O time boliviano começou o abafa e logo empatou a partida. O Corinthians sofreu um pouco quase tomou a virada, mas conseguiu segurar o empate, no fim o resultado foi bom para o time paulista.

 Pelo Corinthians, gostei das atuações de Guerrero, Paulinho e Fabio Santos. Porém queria fazer um comentário sobre Sheik, no começo eu achava bacana a “malandragem” dele, o jeito de driblar o jogador para desconcertar e deixar o adversário perdido, mas ultimamente tenho percebido que Sheik não gosta tanto de futebol e que respeito é uma palavra que passa longe dele.

 Sheik não tenha boa índole, abusa de jogadas duvidosas durante a partida e por muitas vezes age na maldade. Prefiro o estilo provocador de Jorge Henrique e Valdivia, do que a falta de respeito aos companheiros de trabalho que Sheik pratica.

Para fechar fiz questão de aproveitar o VT na íntegra de Milan x Barcelona, mesmo que isso roubasse algumas horas do meu sono.

 E mesmo sabendo que toda vez que um time de técnica inferior enfrenta o Barça, o jogo vira um ataque contra defesa e a posse de bola do time catalão aproxima-se sempre dos 70%.

 Porém como sabia do resultado, decidir ver se algo de diferente havia acontecido na partida. Ledo engano. Foi tudo como havia imaginado, a diferença que o Milan foi competente ao aproveitar as poucas chances que teve e o Barça sucumbiu mais uma vez a determinação defensiva dos times italianos.

 Para quem não sabe, o Barça de Messi e cia, jogaram cinco vezes na Velha Bota e empataram duas e perderam outras três, contando a de ontem, com apenas um gol da “Pulga”.

 Tito terá que mostrar pela primeira vez o quanto a aposta na continuidade do trabalho de Guardiola foi acertada, ou caso contrário, o “time sensação” será eliminado precocemente da Champions.