Ou o fim dos braços no futebol ou o fim dessa recomendação sem pé nem cabeça.

Playmobil

Você concorda com esse pênaltis que batem na mão?

Primeiramente, quero lembrar que os árbitros não estão errados. A recomendação que eles receberam é que toda bola que bata na mão deve ser marcado o pênalti.

O problema é se isso está certo, já estou dizendo desde o pênalti marcado contra o São Paulo no clássico com o Palmeiras que a partir de agora fará parte das “jogadas ensaiadas” um bom chute na mão do adversário, um jeito prático e simples de chegar a uma penalidade e uma clara chance de gol.

Essa recomendação vai totalmente contra a regra do futebol. A regra diz sobre colocar a mão na bola deliberadamente, clique aqui para consultar as regras FIFA.

Para quem procurar o significado de deliberadamente no dicionário, perceberá que sinônimo é igual ao propositalmente e seu antônimo é acidentalmente. Ou seja, a regra é colocar a mão na bola propositalmente. E estamos recomendando a marcação da falta quando o toque for acidental.

Eu gostaria muito de saber se a orientação da FIFA foi essa mesma, ou se quem comanda a nossa arbitragem não entendeu o recado direito e passou completamente errada a recomendação.

Porque pênaltis (listarei os que vi) como o do Fagner a favor do Flamengo, o de Alisson a favor do Figueirense e do Antonio Carlos a favor do Corinthians fogem do bom senso do futebol. O esbarrão com o braço é inevitável em todos os casos, não tem como evitar o contato, vai bater no braço sim.

E não adianta pregar o discurso de o toque muda a trajetória da bola. Sim, muda e continua na regra, não foi intencional, não foi deliberado o toque, foi porque nossos jogadores ainda são seres humanos e não podem simplesmente deixarem os braços no banco, enquanto vão ali jogar uma bolinha.

Os árbitros estão cumprindo ordens de quem provavelmente nunca jogou bola e quem joga provavelmente começara a chutar bolas nos braços que entrarem em campo para ganhar uns penaltizinhos marotos por aí.

Alguém precisa decidir, ou o fim dos braços no futebol ou o fim dessa recomendação sem pé nem cabeça.

11 X 11 sempre, é possível?

Galera do blog, devido aos meus compromissos acadêmicos não consegui acompanhar a maioria dos jogos de ontem, o máximo que consegui ver foram 60 minutos do jogo do Grêmio.

Então queria trazer para uma discussão sadia em plena sexta-feira, uma questão que surgiu dentro do meu Facebook após o post da sexta passada. A questão era sobre a justiça de um time jogar com um jogador a menos devido a expulsão.

Sinceramente, de primeira, sei que muitos torcerão o nariz sobre o debate, mas acho que existe muita informação interessante nesse assunto. De verdade, acho que se trata de uma questão de maturidade altíssima, que foge da esfera simples do futebol, atinje a esfera do ser humano.

A idéia de nunca o time jogar com um a menos, surge basicamente pela origem de um esporte, todo o esporte tem sua função social de inclusão e de formação na educação dos jovens. Com o futebol não é diferente, quando pensamos que o jogo deverá ter sempre 11×11, estamos criando valores como respeito ao próximo, igualdade de condições para a disputa, trabalho em equipe e competetividade na origem da palavra.

Contudo, ainda “convivemos” com seres humanos e tal mudança poderia durante muitos anos ser cruel. Primeiramente, porque um atleta poderia cometer uma falta desleal no adversário e tirá-lo da partida, o que de certa forma seria uma punição ao time que recebeu a falta, já que ganharia um atleta machucado no seu plantel.

Além disso, outras artimanhas mais ardilosas poderiam ser feitas, vou usar um exemplo hipotético, imagina Santos e Fluminense pelo Brasileirão, Abelão resolve escalar ao invés da zaga titular a reserva no início da partida, com o seguinte propósito, tirar Neymar e Ganso da partida, ou seja ele poderia em pouco tempo ter seus dois zagueiros expulsos e ainda tirar os dois melhores da equipe adversária e qual seria sua punição, colocar a defesa titular em campo.

Em resumo, confesso que achei a idéia fantástica, pois sou a favor da competitividade na sua natureza pura, mas ainda estamos lidando com seres humanos.