Precisamos falar de Nadal e Cristiano…

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Salve pessoal, fazia tempo que não aparecia por aqui, acho que o bichinho da escrita me mordeu de novo e acredito que agora voltaremos com carga máxima. E para hoje, queria falar com vocês sobre Nadal e Cristiano Ronaldo.

Na minha humilde opinião, os dois maiores atletas que vi atuar. E digo atleta, na concepção da palavra. A palavra atleta provém do grego athletes e por sua vez do termo aethos, que significa esforço. Atendendo a sua origem etimológica, o atleta é aquele que compete com esforço por um prêmio.

Ninguém compete com tanto esforço quanto esses dois. Nadal e Ronaldo são vencedores disputam campeonatos de forma contemporânea a Messil e Federer, ambos geniais em seus esportes.

Nadal e Cristiano possuem a ousadia de competir com esses dois monstros, o que coloca ambos em uma condição fora do normal para mim.

Nadal e Cristiano mostra que esporte como diria o mão santa é 90% transpiração e 10% inspiração. Eles levam essa máxima ao limite e provam que mesmo sem o mesmo talento e a mesma genialidade é possível fazer frente quando se dedica intensamente aquilo que faz.

Nadal conquistou ontem nada menos do que sua 12 taça de Roland Garros, no duelo de Grand Slam’s a disputa fica em 18×20 para Federer. Ou seja, Nadal sempre teve a capacidade de incomodar o reinado absoluto de Federer. O mesmo vale para Cristiano, independente da sua preferência seja por Messi ou pelo Portuga, é inegável que você sabe que apesar de toda genialidade de Messi, Cristiano é incansável e disputa ano a ano sem passar vergonha a coroa com o argentino, tanto que nessa a disputa está empatada, 5×5.

Portanto, por mais que no imaginário da maioria, Federer e Messi tragam mais lances memoráveis do que a outra dupla, é inegável que não se faz a necessidade de escolher alguém, mas sim, enaltecer a importância de cada um e lembrar todo dia, para qualquer mero mortal que é possível fazer frente aos gênios.

Nadal e Cristiano nos dão de forma inconsciente a sensação de que as histórias de super heróis não são tão exageradas, que por vezes, seres humanos comuns, conseguem se superar e fazer frente a entidades de outro mundo, ou no caso deles, é possível imaginar que alguém consiga ano após ano, gerar o debate entre quem é maior.

Obrigado Nadal e Cristiano, vocês são para mim os maiores atletas que vi jogar.

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“Uns pelo dinheiro, outros pela glória”

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E ontem assisti a entrevista de Osório ao programa Fox Sports Radio. O programa tinha sido na segunda, mas só ontem consegui acompanhar ele na integra.

Primeiramente, fiquei ainda mais feliz pela contratação do colombiano para o meu time. Osório é da verdadeira turma de professores, no Brasil, incluo ele, Marcelo Oliveira, Levir Culpi e Tite nesse grupo. São aqueles que educam os jogadores sobre o que esperam taticamente e como administrar os egos e conflitos do dia a dia.

Além de tudo, esse grupo, são daqueles que gostam de falar de futebol, que você para para ouvir as suas histórias e explicações sobre o funcionamento do jogo. Portanto, para quem não viu, assista, é sempre bom escutar essas pessoas falando sobre futebol.

E entre muitas coisas faladas, várias sobre as aves tricolores, proposta de jogo e outras mais, uma frase sempre me chama atenção.

“Uns estão pelo dinheiro, e outros pela glória.”

Já é a quarta ou quinta vez que ele a diz nesse primeiro mês de São Paulo.

A frase se refere ao caminho que os jogadores trilham no futebol, e ele reforça que os atletas de alta performance, os grandes jogadores, já nem ligam para o dinheiro, ele vira pela consequência de sua competitividade, vira porque é bacana ele saber que ele é o atleta mais bem pago, não pelo dinheiro, pelo reconhecimento.

Mostra como ele usou dessa conversa sobre esses propósitos para fazer Pato render o que está rendendo pelo São Paulo.

A pergunta que fica é: e o Ganso qual o propósito dele no futebol? Será que Osório achará o tal botão que ele diz que fará o craque são paulino jogar o fino sempre?

Minha teoria é que Ganso precisa reconhecer em outro meia, um competidor para ele, realmente achar que um fulano é melhor do que ele ou do mesmo nível, tipo Messi-Cristiano, Nadal-Djoko-Federer, Lauda-Piquet e todos aqueles que precisavam desse desafio diário. O próprio talento de Pato, pode ser um desafio a Ganso mostrar que pode jogar mais que o atacante.

Da conversa que vi ontem de Osório, ele é uma boa chance (a melhor) de Ganso conciliar sua genialidade com competitividade.

É aguardar para ver!

A síndrome de Ronaldinho !

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Galera do blog, mais uma rodada encerrada pelo Brasileirão.

Foram apenas 3 rodadas e o que mais me chama a atenção e a ressaca que abateu ao Galo.

O time mineiro parece o reflexo do seu principal jogador.

Todo mundo sabe da minha crítica em relação a Ronaldinho Gaúcho, acredito que o potencial existente nele foi totalmente desperdiçado pela sua displicência. Ele precisava de um Prost ao seu lado, ou um Cristiano Ronaldo, ou até mesmo um Nadal. Não que Senna, Messi e Federer não seriam tão grandes quanto foram, mas Ronaldinho precisava de alguém que o estimulasse a sempre estar na ponta.

Mas não, Ronaldinho vive de dois anos assombrosos no Barcelona, uma bola de Ouro e só. A sensação é que depois disso, ele ficou esperando alguém a sua altura e quando viu, seu corpo já não acompanhava da mesma forma. Por isso, que não considero ele um craque, apenas um bom jogador.

E o seu time parece seguir a mesma linha. O time chegou a um título inédito, jogando um belo futebol sob a batuta de Cuca e Ronaldinho. Foi ao ápice no final da Libertadores e criou expectativas de como seria sua atuação no Mundial de clubes. Contudo, como considerou que não havia rivais dentro do país, largou mão da concentração, jogou pro gasto e ainda terminou em quinto lugar no campeonato, comprovando que o time sobrava dentro do país.

Porém, todos sabem que o Mundial chegou e o Raja deu um duro golpe na soberba atleticana. A mesma sensação de que jogar bola não trata-se apenas de ligar ou desligar o botão.

E desde então, o que o Galo vem apresentando é a síndrome do Ronaldinho. Todo mundo sabe do potencial existente, e esporadicamente o time nos deleita com uma grande atuação, fora isso, parece um time preguiçoso que se recusa a mostrar toda a sua força contra os mais fracos, simplesmente por não encontrar motivação ou por achar que a hora que quiser vence a partida.

É inegável o potencial e a qualidade do Galo e de Ronaldinho, mas só isso não basta, falta essa combinação aparecer em campo.

Se depender de Ronaldinho, o futuro não é nada promissor, já que ele mesmo, nunca mostrou ter superado sua própria síndrome. Cabe a Levir, decidir o que fazer. Eu tiraria Ronaldinho dos próximos jogos!