Ele merece?

Quanta diferença!! Qual o seu lance? Pra mim 20kg...

Quanta diferença!! Qual o seu lance? Pra mim 20kg...

Publicado por PVC.
Blog: http://espnbrasil.terra.com.br/pvc

“Lembra quando um certo colunista dizia que a tendência era que Ronaldo jogasse entre 25% e 30% dos jogos do Corinthians no ano. O mesmo colunista — eu mesmo — publiquei neste espaço quando ele superou essa marca. E também quando atingiu um feito mais importante: disputou sete partidas seguidas, o que não acontecia desde a final da Copa de 2002. Fenômeno!
Mas depois de quase dois meses de ausência, fruto da fratura na mão, vale a consideração mais uma vez. Ronaldo disputou 27 partidas neste ano, marcou 17 gols, média de 0,62 por partida, três gols a cada cinco jogos.
É bom.
O Corinthians disputou 58 partidas no ano. Significa que Ronaldo disputou 46% dos jogos, ou menos de 50% das partidas.
Seu nível técnico é indiscutível, ainda que alguns dos gols perdidos fossem questionados, se Kléber Pereira ou Wellington Paulista chutassem.
A questão, então, é jogar a Copa do Mundo.
Luís Fabiano é o titular e ninguém tasca.
Jogar na Seleção hoje, como Ronaldo sonha… Não, não…
Se ele estiver bem em maio, convoca e põe no grupo, desde que deixando claro para todos, incluindo a torcida, qual será seu papel. Ficar no banco, entrar às vezes, deixar o titular trabalhar em paz.
Se isso não é possível, então nada feito. Ronaldo fica fora do grupo, principalmente porque sua média de jogos não permite ainda a certeza de que disputará os sete jogos que, desta vez, o Brasil pode fazer. Os sete jogos da Copa.
De todo jeito, vale a informação.
Se…
Se Ronaldo estiver na África do Sul, jogará sua quinta Copa, igualando Carbajal e Lotthar Matthaus, recordistas de participações em Copas.
Se entrar em campo três vezes, superará Cafu e se tornará o brasileiro com maior número de partidas em Mundiais.
Se jogar sete partidas, superará Lothar Matthaus (25) e será o recordista de jogos de Copas (26).
Vale lembrar que Ronaldo já é o maior goleador da história das Copas do Mundo, com 15 marcados.”

Opinião do Blogueiro: Na minha opinião, nada de novo. Todo mundo sabia que o Ronaldo jogaria algumas partidas apenas. Sobre a seleção, acho o seguinte, Ronaldo é jogador para ser titular, mas hoje Luis Fabiano é inquestionável e será até a Copa, diante disso não vejo porque levar o “gordinho”

E vocês, o que acham?

A Copa no Morumbi!

Projeto para a Copa 2014

Projeto para a Copa 2014

Escutei e li muita bobagem a respeito do estádio do Morumbi. Os corintianos criaram uma campanha ridícula, chamada Morumbi não! Com o intuito político de que o governo construa um estádio novo e depois doe ao Corinthians. Alguns torcedores com pouca massa encefálica, acreditam nisso e apoiam. Portanto, abaixo segue um relato do excelente PVC (Paulo Vinicius Coelho) que toca no assunto da maneira mais coerente até então.

“Para entender o caso do estádio, é preciso conhecer
o jogo político de governadores e do presidente da CBF

O MORUMBI está na Copa do Mundo de 2014.

Por mais que tenha existido pressão pela construção de uma nova arena, em São Paulo, e que as declarações do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, levem a pensar o inverso, o risco do Morumbi, hoje, não é ficar fora do Mundial. É perder o jogo de abertura.

Isso está claro há meses e tem a ver, sim, com questões políticas. Se os governadores mais próximos de Ricardo Teixeira, José Roberto Arruda (DF) e Aécio Neves (MG), esforçam-se para viabilizar obras em seus estádios públicos, e se o governador José Serra (SP) não admite usar dinheiro do contribuinte para reformar ou construir estádio, evidentemente há um viés político.

Diga-se, o mais correto dos governadores é Serra, embora este possa se dar ao luxo de não mexer nos cofres públicos, porque o estádio paulista é particular, diferentemente do Mineirão e do Mané Garrincha.
O jogo de governadores é vital para entender o imbróglio do Morumbi. Não foi por acaso que Ricardo Teixeira também disse que sua maior preocupação é com os aeroportos, não com estádios. Digamos que tenha razão quem afirma que São Paulo não tem estádio para abrigar a partida inaugural. Brasília e Belo Horizonte não têm aeroportos.

Para entender o jogo da Copa-14, é fundamental saber qual a função do dinheiro enviado pela Fifa. São US$ 470 milhões, como disse Ricardo Teixeira ao “Arena Sportv”, na quarta-feira. Quantia dedicada a obras que não deixarão legado.

Um estádio novo ficará para o futebol brasileiro, seja público ou particular. Um aeroporto reformado permanecerá para uso da população. Um centro de imprensa, não.

Se for preciso, por exemplo, comprar aparelho de raio-X para inspecionar quem entra e sai do centro de imprensa, esse investimento deve ser feito com dinheiro da Fifa. Se um governador apresentar esse tipo de gasto ao Tribunal de Contas, que devolva o dinheiro e cobre de quem administrou os US$ 470 milhões.
“José Serra não põe dinheiro público nem sob tortura”, diz um dos membros da candidatura paulista. Isso aumenta a vocação de São Paulo para fazer uma das semifinais, como aconteceu na Alemanha com Dortmund, de estádio que lembra o Morumbi e que abrigou Itália x Alemanha, em 2006. Já pensou Brasil x Argentina numa semifinal, no Morumbi? É melhor essa perspectiva ou o jogo de abertura?

Na quarta, Ricardo Teixeira assinou mais uma vez seu atestado de incompetência ao admitir que, em 20 anos de mandato, não fez o país ter um único estádio capaz de abrigar uma Copa. Seu risco, agora, é deixar como legado estádios que não serão usados pelo futebol brasileiro, depois do apito final de 2014.

No Brasileirão-2015, vale mais um Morumbi digno do que uma Allianz Arena em Cuiabá. Em São Paulo, a Copa parece ser, mais do que em outros lugares, um meio de se atingir um fim, o de ter uma arena de alto nível, para jogos e shows, em 2014, 2015, 2016… Em Brasília, é mais provável ter um estádio para a abertura da Copa. Quando ela acabar, sem times de alto nível, o estádio será usado por equipes que lutam no bloco intermediário da Série B.

Se isso se confirmar, será o fim.”

Por: Paulo Vinicius Coelho (PVC) pvc@uol.com.br

Fonte: Coluna publicada no jornal Folha de São Paulo (13/09/2009)