Esquentando a cuca…

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E o Palmeiras começa o ano em uma turbulência completamente esquisita.

O clube conseguiu cifras expressivas em 2015, a Allianz Arena é um sucesso, o time conseguiu enfim um presidente que deixa a crise de bastidores para lá e o time inclusive foi campeão da Copa do Brasil.

Porém, tudo virou do avesso em 2016, parece que nada que foi feito prestou. Marcelo Oliveira caiu, uma baciada de jogadores foi contratada e mais uma xícara de jogadores esse ano. O elenco é taxado como o melhor do Brasil, porém corre risco de ficar de fora do Paulistão e da Libertadores.

Do primeiro ainda acho exagero, do segundo acho difícil o time avançar.

Cuca chega e já é questionado, e aí resolve jogar para imprensa e pedir jogador. De duas uma, ou Cuca está assumindo que não sabe trabalhar com o que tem ou quem contratou todos esses, contratou muito mal.

Paulo Nobre e Alexandre Mattos precisam agir de maneira mais firme. Se tem certeza do que contrataram, precisam ver o que está acontecendo dentro do vestiário, inclusive se precisar medidas mais drásticas. Agora, se eles têm dúvidas do que contrataram, precisam ser cobrados pelos erros.

Está na hora de comanda o clube esquentar a cuca e da maneira correta se possível.

O sol continua sendo tapado com a peneira…

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E eis que teremos um derby paulista com torcida única.

Não teremos nem mais 10%, tampouco um duelo de torcidas durante o jogo. Teremos apenas a do Palmeiras gritando e incentivando seu time. E quando quiser também poderá ficar em silêncio um pouquinho, já que não terá nenhuma torcida rival aproveitando o momento para incentivar o adversário.

Não irei usar o termo falência do futebol, porque nossa matéria-prima e paixão pelo esporte é tanta que não tem como decretar falência dele, mas é uma sensação horrível, como se o futebol tivesse pegado uma via paralela a sua história, nem volta pra trás (já que nunca houve algo parecido) e nem avança, a estagnação e deterioração é o que imperam no futebol.

O que me assusta é o medo de tratar o problema, as soluções propostas são sempre para mascarar, ganhar tempo, empurrar com barriga, para ver se de repente o problema some sozinho, desaparece e ninguém precisou fazer nada.

Proibir a torcida de ir ao estádio, não acaba com a violência, apenas muda ela de lugar, será em uma estação de metrô, em uma rua qualquer ou pela marginal Tietê. Só preserva o patrimônio privado do Palmeiras, seu estádio. Uma decisão puramente individualista da instituição Palmeiras, através de Paulo Nobre, e comoda para o Ministério Público.

É chover no molhado , é bater na mesma tecla, a solução é orientar, educar e no caso dos infratores puní-los, seja com atividades sociais de conscientização, seja com passar o periodo do jogo dentro da delegacia. Existem pessoas competentes para pensar na melhor solução.

Contudo, o sistema do “rabo preso” que impera em nosso país, onde todo mundo deve para alguém, impede que clubes, federações, orgãos públicos e a própria torcida organizada criem medidas para afastar os bandidos dela.

Continuamos tapando o sol com a peneira ao invés de resolver realmente acabar com a violência no futebol.

Muito barulho por Kardec…

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Alan Kardec.

O atacante de 25 anos que causou outra rusga na relação entre Palmeiras e São Paulo. Rusga que eu garanto que passa na próxima janela de transação, quando o Palmeiras se interessar por Maicon, Osvaldo ou qualquer outro. Mas, de qualquer forma, muito se falou desse imbróglio.

Eu acredito que todas as instituições agiram de maneira correta.

O Palmeiras não quis fazer loucura pelo cara, está criando a política de contrato por performance, o que eu acho formidável e adotando um orçamento sustentável que tanto o Bom Senso pede, mas nada faz por onde. O tal do Fair Play Financeiro.

O São Paulo aproveitou que a lei permite você negociar com um jogador quando o mesmo está com o contrato com 6 meses para vencer e assim o fez com o atacante. Aproveitando que o Palmeiras negociava firme com o atacante, o tricolor achou por bem oferecer mais e trazer o atacante. Dentro da regra, ok, só acho exagero os valores envolvidos.

Para Kardec também, o jogador estava bem no Palmeiras e até aceitava ganhar menos do que o mercado oferecia para ficar no clube onde se sentia bem. Mas os combinados e descombinados da diretoria alviverde o irritaram e o jogador decidiu pular o muro.

Foi então que surgiram duas bestas (tentei achar outra palavra, mas acho que só besta traduz o que eles são) e defecaram pela boca. Parafraseando Gil Brother. Tanto Aidar e Nobre foram de uma pobreza de espírito sem igual.

Aidar com seu discurso preconceituoso, provinciano e estúpido querendo fazer graça no início de seu mandato. Já Nobre que chamou Aidar de patético, precisa entender que patético foi ele, eu não bater no peito assumir as convicções financeiras do Palmeiras e ponto final. Jogar a responsabilidade para o vizinho é apequenar-se.

No final, o que mais me surpreende é como estamos carentes de talento dentro do Brasil. Kardec que tem apenas 25 anos, virou um dos melhores centroavantes do Brasil, não pela sua qualidade, mas pela ausência dos rivais. Kardec é bom, sim, muito bom, mas para times que já tiveram Careca, Muller, Evair, Edmundo e tantos outros, brigar por Kardec parece quase um ato difamatório.

Kardec apenas mostrou nessa briga, que nossos dirigentes não sabem cuidar do nosso futebol. Que só esbanja talento lá fora, aqui dentro vamos nos contentando com pouco.