O São Paulo vive…

Michel290416

Ah, o futebol.

Não costumo escrevo posts como torcedor, apesar de sempre deixar claro meu amor pelo São Paulo, mas é inevitável tecer algumas linhas após a atuação de gala do time nos primeiros 45 minutos de ontem. O segundo foi de inteligência, mas o primeiro é quase um exemplo, uma obsessão para o time buscar sempre.

Bauza, enfim teve uma semana para trabalhar e o resultado foi incrível. Aliás, Bauza merece mais um caminhão de elogios pelos dois últimos jogos, duas escolhas acertadas (Centurion e Wesley), o grupo parece fechado com ele.

A crise dentro do elenco que sondava os corredores do Morumbi foi resolvido ao melhor estilo Telê, na base da disciplina, do entendimento da responsabilidade e entendendo que não adianta fazer biquinho, amanhã alguém que você não gosta continuará lá, aprenda a conviver.

E no meio disso tudo, o protagonismo de Ganso. O que Paulo Henrique está jogando nesse ano é formidável, Ganso assim como o time parece ter retomado o tesão por jogar bola, seu talento sempre o acompanhou e permitia ele dar demonstrações dele em alguns jogos, mas aliado ao tesão que ele readquiriu, seu futebol aparece sempre no tricolor.

Bauza, Lugano, Maicon, Pintado, Cunha e Leco ressucitaram a alma do São Paulo. Não sei até onde o time irá, ainda é cedo, mas acima de tudo o time ganhou alma e coração, o sangue volta a correr nas veias.

O São Paulo vive…

Falando sobre Ganso…

O jogador Paulo Henrique Ganso do São Paulo em lance durante partida entre São Paulo BRA x San Lorenzo ARG, em partida válida pela Copa Libertadores da América 2015, no estádio do Morumbi em São Paulo, SP, nesta quarta-feira (18). Marcos Bezerra/Futura Press

Fonte: Marcos Bezerra/Futura Press

O meu blog tem como nome a nossa busca romântica pelo camisa 10 que viveu até o fim da década de 90.

Depois a própria velocidade que o futebol foi ganhando vai impedindo aquela cena clássica do 10 parar a bola, olhar para o jogo como um Quarter Back protegido e fazer um lançamento primoroso, ou mesmo ter espaço para carregar a bola por 10 metros no meio de campo sem nenhum combate.

Agora mais do que o lance genial, o 10 virou um operário também. O futebol pede isso, não basta jogar muito, tem que brigar muito. A dinâmica do jogo não permite o luxo de ter um jogador que é apenas o cérebro que espera que os demais recuperem a bola, entreguem para ele, para ai sim começar o papel dele. Hoje, de certa forma, um pouco triste, mas é tão importante o que se faz sem a bola, quanto o que se faz com ela.

E tudo isso para chegar no Ganso.

Acho que já dei mostras suficientes por aqui o quanto sou fã do futebol de Paulo Henrique, e o quanto tem ficado satisfeito com suas atuações sem a bola nos ultimos 18 meses. Sendo inclusive reconhecido em vários outros blog que mostram até números para mostrar.

O problema é que todo mundo quer dele o que eu já esperei um dia. Ganso é como ele diz, acima da média, são poucos os meias com tanto talento quanto ele. Ontem, ele jogou pouco mais de 30 minutos, ele criou chances, várias para os centroavantes jogarem fora. Ah, mas foi contra o Mogi, sim, assim como ele faz na maioria dos jogos. Talvez ainda falte uma atuação mais convincente nos grandes jogos, mas o São Paulo inteiro deve isso a muito tempo.

Sobre carater, bom de grupo e outras coisas, irei parafrasear Gloria Pires, não tenho como opinar.

Agora como jogador, Ganso é para mim o que encontra espaços incríveis, que ninguém vê, mas convive com atacantes que desperdiçam demais essas chances. Eu brinco que se o Romário tivesse Ganso como companheiro chegaria ao mil gols muito antes, e talvez o Túlio tivesse mil gols de verdade.

Pitacos: São Paulo 1×0 Cesar Vallejo

Bauza110216

E teremos cinco brasileiros na Libertadores, o último classificado saiu ontem, o São Paulo confirmou o favoritismo e passou pelo Cesar Vallejo.

O jogo não foi fácil, o São Paulo abusou do direito de criar pouco, entrou no jogo do rival no primeiro tempo, melhorou no segundo mas jogou bolas na trave e desperdiçou um pênalti.

A vitória veio na estrela de Bauza, os dois gols do confronto sairam de jogadores que ele colocou no segundo tempo e ambos fizeram os gols com menos de dez minutos em campo, na ida Calleri e ontem Rogério.

O São Paulo ainda está aprimorando seu jogo, todos entendendo o jeito de Bauza, o time já ganhou muito mais consistência defensiva, ainda precisa acertar alguns detalhes ofensivos. Um deles é Centurion, o argentino tem ajudado muito sem a bola, mas continua se atrapalhando um pouco sem ela.

Pelo menos, uma boa nova é o início do Ganso, o meia tem procurado mais o jogo, tem assumido o papel de protagonista nesse time, ainda oscila e vai ser normal isso, mas Ganso começou o ano muito bem. Outra boa é Hudson, o volante parece mais confiante e fez ótima partida ontem.

O nosso imediatismo pede resultados para ontem, mas o São Paulo vai trilhando um bom caminho e tem grandes chances em 2016.

Semifinais da Copa do Brasil

jogadores-do-sao-paulo-conversam-enquanto-aguardam-a-volta-da-energia-eletrica-no-estadio-do-morumbi-para-o-confronto-com-o-santos-pela-copa-do-brasil-1445474384416_956x500

E ontem as duas primeiras partidas das semifinais da Copa do Brasil aconteceram. De começo o que me preocupou foi o público, pouco mais de 26 mil no Morumbi e pouco mais de 34 no Maracanã, ou seja, somando os dois daria publico para encher os palcos. E tem gente que o problema do estádio cheio são os pontos corridos.

No Maracanã, pouco vi, na verdade, aproveitei que o jogo do Morumbi ficou quase 30 minutos parado devido a falta de luz e acompanhei um pouco. Não cheguei a ver os gols, mas vi o Palmeiras errando muito e o Fluminense preparando o bote. Assim que voltei para o jogo no Morumbi, percebi que os botes deram certo, foram dois no primeiro tempo e uma boa vantagem para o Flu.

Quando o primeiro tempo do jogo do São Paulo havia terminado, toda a confusão do pênalti já tinha passado. Contudo, o

Palmeiras saiu no lucro, independente de polêmica de arbitragem, o Flu parece ter sido superior e derrota por 2×1 é bem melhor do que por 2×0.

Agora vamos para o Morumbi, os deuses do futebol pareciam querer impedir que o jogo começasse, meio que tentando avisar ao Santo Paulo que ontem o dia não era dele, primeiro uma descarga elétrica para derrubar a iluminação dentro do Morumbi, mesmo assim Paulo insistiu.

O jogo feio em um gol do ótimo menino Gabigol era mais um sinal, mas Pato empatou, então o Santo Pedro resolveu dar outro indício que não era bom seguir em frente, mandou uma chuva daquelas, a Cantareira olhava com uma aflição para aquela chuva e pensava “porque não aqui?”. Mas não, ela caiu forte durante quase todo o final do primeiro tempo, tentando avisar que ou Paulo se acertava no segundo tempo ou a vaca iria para o brejo.

Como Paulo mostrou que sua apatia seria continua e que iria seguir em frente com o logo, os deuses trataram de mandar todos os Santos logo nos minutos iniciais da segunda etapa resolveram a partida e ponto final.

O jogo não foi para tanto, o tricolor ainda perdeu boas chances, Ganso ainda com 1×1 e Kardec já depois do 3×1 perderam grandes chances, ótimas, imperdíveis. Como Ceni disse na saída, se acabasse 3×3 ou 5×3 para o São Paulo ninguém acharia estranho. Em compensação, a apatia do time nesse ano foi castigada. O time se mostra frouxo em 2015.

Ontem, foi frouxo e com azar, aí fica muito pior.

“Uns pelo dinheiro, outros pela glória”

image

E ontem assisti a entrevista de Osório ao programa Fox Sports Radio. O programa tinha sido na segunda, mas só ontem consegui acompanhar ele na integra.

Primeiramente, fiquei ainda mais feliz pela contratação do colombiano para o meu time. Osório é da verdadeira turma de professores, no Brasil, incluo ele, Marcelo Oliveira, Levir Culpi e Tite nesse grupo. São aqueles que educam os jogadores sobre o que esperam taticamente e como administrar os egos e conflitos do dia a dia.

Além de tudo, esse grupo, são daqueles que gostam de falar de futebol, que você para para ouvir as suas histórias e explicações sobre o funcionamento do jogo. Portanto, para quem não viu, assista, é sempre bom escutar essas pessoas falando sobre futebol.

E entre muitas coisas faladas, várias sobre as aves tricolores, proposta de jogo e outras mais, uma frase sempre me chama atenção.

“Uns estão pelo dinheiro, e outros pela glória.”

Já é a quarta ou quinta vez que ele a diz nesse primeiro mês de São Paulo.

A frase se refere ao caminho que os jogadores trilham no futebol, e ele reforça que os atletas de alta performance, os grandes jogadores, já nem ligam para o dinheiro, ele vira pela consequência de sua competitividade, vira porque é bacana ele saber que ele é o atleta mais bem pago, não pelo dinheiro, pelo reconhecimento.

Mostra como ele usou dessa conversa sobre esses propósitos para fazer Pato render o que está rendendo pelo São Paulo.

A pergunta que fica é: e o Ganso qual o propósito dele no futebol? Será que Osório achará o tal botão que ele diz que fará o craque são paulino jogar o fino sempre?

Minha teoria é que Ganso precisa reconhecer em outro meia, um competidor para ele, realmente achar que um fulano é melhor do que ele ou do mesmo nível, tipo Messi-Cristiano, Nadal-Djoko-Federer, Lauda-Piquet e todos aqueles que precisavam desse desafio diário. O próprio talento de Pato, pode ser um desafio a Ganso mostrar que pode jogar mais que o atacante.

Da conversa que vi ontem de Osório, ele é uma boa chance (a melhor) de Ganso conciliar sua genialidade com competitividade.

É aguardar para ver!

Só resta apelar para a sabedoria popular do futebol…

image

Ontem assisti aos jogos do River e São Paulo, além de rever várias vezes os rolinhos sofridos pelo David Luiz (o Lúcio da nova geração).

Focarei no jogo do São Paulo.

O tricolor voltou a jogar mal, ou seja, o jogar mal é o normal do time, sendo assim o time jogou como sempre.

Eu não me levo pela questão da vontade, vejo que o time continua desorganizado, portanto existem dois cenários possíveis, ou ninguém da comissão tem capacidade de arrumar o time, ou esse grupo de jogadores não respeitam nenhuma tentativa de aplicação tática.

Ganso nessa nova posição vem bem, ontem deu duas assistências que seus companheiros desperdiçaram, ai não tem muito o que fazer mesmo.

Mas o grande problema do São Paulo é a qualidade defensiva do time, depender por um momento que seja de Paulo Miranda e Reinaldo nas laterais é mostrar o quão frágil está o time.

Milton precisa mostrar que todos esses anos de São Paulo lhe deram bagagem suficiente para organizar minimamente o time, isso em um momento de decisões.

Pega Santos no fim de semana, Corinthians no meio de semana e se bater o Santos tem outro clássico pela final do Paulista no outro fim de semana.

Se o São Paulo não se encontrou até agora, os próximos três jogos podem mudar pouco em relação ao plano tático do time, mas pode mudar completamente o ambiente.

Por enquanto, vale apenas o ditado da boleiragem “colocar o coração na ponta da chuteira”.