Exaltando à toa nas mesas redondas de domingo.

arbitragem

Vira e mexe nossa arbitragem resolve aparecer, sendo que em algumas rodadas, a vontade é um pouquinho maior do que nas outras, como aconteceu nessa 16ª rodada que ainda tem um jogo para encerrá-la.

Com destaque para o jogo do Corinthians e da Ponte, onde os erros foram importantíssimos para o rumo da partida. No primeiro, a não expulsão de Cássio contribuiu para o Corinthians conseguir buscar o empate, assim como no da Ponte, o time do interior teve um gol anulado e dois pênaltis não marcados, interferindo diretamente no empate contra ironicamente o time do DVD.

O Inter que adora fazer um DVD para reclamar da arbitragem, que seria saber se a partida de ontem, entrará no playlist.

Aliás, aproveitei essa deixa do DVD para destacar exatamente isso, é quase impossível cravar que a arbitragem erra a favor de alguém ou de algum eixo, a arbitragem erra para todos os lados e erra muito.

Se existe algum esquema é com apostadores, e aí o erro para todos os lados é mais conveniente. Mas aí, é pura especulação, é preciso seriedade para fazer qualquer acusação. Eu simplesmente fico com a opção que os juízes erram.

Muito se fala na profissionalização como caminho, contudo, apesar de por muitas vezes, eu mesmo defender, existe uma questão curiosa, em qual outro país, esse formato funciona, onde o árbitro é exclusivamente árbitro, não possui outra atividade remunerada?

Portanto, mais do que a profissionalização, é preciso adequar o formato, o jeito que a informação é tratada. Escutando o Sálvio Spinola falar, o que acontece na maioria dos países que aqui não é a forma.

Por exemplo, os árbitros de cada campeonato são definidos antes e tem alguns encontros antes e durante para alinhamento e debate sobre alguns lances polêmicos. No Brasil, tem árbitro que é escalado para uma Série, por exemplo, quase no final do primeiro turno e os lances são apenas vistos pelo próprio quando acontece um burburinho muito grande, caso contrário, o árbitro pode ficar dias sem olhar seus eventuais erros.

E aí, voltamos a turma do DVD, onde agora incluo todos os times, eles também precisam querer arrumar isso, não adianta vir a público apenas para reclamar quando é contra si e fazer cara de “poisé” quando acontece a seu favor. Isso é jogar para torcida e não resolver nada.

Como já disse algumas vezes, é preciso união real para arrumar, pois senão continuamos apenas nos exaltando a toa nas mesas redondas de domingo.

Falar de favorecimento, é só a ponta do iceberg…

iceberg

E a arbitragem voltou a ser tema no nosso querido futebol.

Eu sempre evito falar, mas a comoção é tamanha que não pude deixar passar.

Eu não acredito em complô, esquema, acho difícil pelo atual cenário político da CBF. Não só porque o principal rival da manutenção do que já acontece é oriundo do Corinthians, como pela questão de exposição a órgãos internacionais atualmente. O FBI está em cima da CBF.

Contudo, também não acho que simplesmente sentamos na verdade absoluta de que “nossa arbitragem é ruim mesmo, ela erra sempre”. Não, não dá para aceitar essa verdade é pronto. Acho que os jornalistas esportivos que temos devem investigar, fazer aquilo que lhe cabe na função. Buscar fatos e dados, para que o diagnóstico seja de incompetência ou safadeza.

Em 2005, o esquema não era para algum time, é para manipulação de resultados, porque não estaria acontecendo de novo, ou pior, porque isso não estaria acontecendo a muito tempo debaixo de nosso nariz.

Além dessas questões, precisamos profissionalizar o árbitro. Garantir, salário mensal para ele e contrato de produtividade na remuneração variável. Árbitro teve 100% de acerto, ganha tanto de variável, de 0,75 a 0,99 de acerto, outros tantos, abaixo de 0,75 não ganha variável. Dois jogos abaixo dessa média, vai para a reciclagem.

Portanto, ficar apenas escrevendo se acredita em teoria da conspiração ou se acha um absurdo levantar essa hipótese manterá tudo do jeito que querem lá em cima. Uma eterna bagunça embaixo, impossibilitando que se olhe as bobagens que se faz em cima ou embaixo do enorme iceberg.

Caldense fora dos padrões

Caldense 30042015

Galera querida, hoje teremos mais uma daquelas participações incríveis que o Cadê Meu Camisa 10? traz. André Russo, são paulino, maestro e atualmente morador de Poços de Caldas comenta com um pouquinho de doce de leite e um pão de queijo.

Por André Russo

Há algumas semanas me mudei para Poços de Caldas/MG, como bom fanático por futebol, passei a acompanhar o campeonato mineiro e o time local, a Caldense.

Esse final de semana a “veterana” jogou o primeiro jogo da decisão contra o Galo no Mineirão, foi um jogo truncado, com o time mandante dando muito chutão e o visitante bem fechado jogando no contra-ataque. Mesmo o jogo estando emocionante, algo ficou na minha cabeça durante ele, uma coisa que diz muito sobre o nosso futebol – Padrão.

Resolvi escrever o texto dividindo-o em alguns tópicos, sobre o padrão ou a falta dele no futebol brasileiro.

Padrão de Campeonato

Entendo que cada estado no país é diferente, mas todos terem estruturas de campeonato diferente me parece ser estranho. O campeonato paulista, que conheço melhor, já foi realizado de inúmeras formas nos últimos anos, o campeonato carioca que era o mais interessante também mudou esse ano, logo, cada um por si.

Padrão de arbitragem

Acho muito interessante a regra do basquete de que cada jogador só pode fazer 5 faltas por jogo ou que cada time poder apenas 5 faltas (coletivamente) por quarto de jogo.

Triste é perceber como isso seria impossível no futebol, principalmente no país da bola, já que os juízes aqui não conseguem manter um padrão dentro de um campeonato e às vezes (como domingo) dentro de um jogo. O árbitro da final do mineiro conseguiu em lances iguais, tomar atitudes diferentes do 1º para o 2º tempo. Segura tudo no começo, marca até pensamento no final da 2ª etapa e cumprir a regra é besteira.

Padrão tático

Hoje é difícil vermos times com padrões bem definidos, times que conseguiram isso nos últimos anos tem vencido e sobressaído no futebol, vide o modo de jogar do Corinthians desde a primeira era Mano, Cruzeiro dos últimos 3 anos e, porque não, o São Paulo do Muricybol de 2005-2008.

A Caldense, mesmo sendo um time com pouco investimento financeiro e fora do cenário maior do futebol, montou um time que joga de maneira igual desde o 1º jogo do mineiro, linhas defensivas e esquema tático definido, mesmo trocando as peças de um jogo para o outro seu jogo aéreo é eficaz, jogadores altos e fortes fisicamente marcam e correm muito, talvez por isso tenha chegado aonde chegou esse ano.

O Palpitando, feito pelo blogueiro às terças-feiras, prova que está fácil conhecer o jogo da Caldense, nas últimas duas semanas somei 40pontos de 50 possíveis nos jogos que envolviam a Veterana (joguei 1×0 e foi 2×0 e nesse domingo cravei resultado, 0x0).

Força Veterana, mantenha seu futebol rumo ao bi-campeonato mineiro.