É mais fácil lidar com o time do comentarista, né?

maurocezar111016

E a foto acima gerou um frisson nas redes sociais ontem.

Nela, Mauro Cezar Pereira, comentarista da ESPN aparece em meio a torcida do Flamengo no jogo do Pacaembu, vestindo camisa do West Ham e agasalho do Milan.

Foi o suficiente para uma onda de ataques ao comentarista começar sobre a preferência clubística dele, primeiro porque Mauro sempre foi ácido (no bom sentido) e seus comentários mais duros, despertam a ira de todo mundo, segundo porque se criou uma obsessão estúpida sobre descobrir o time de cada comentarista.

Como o próprio Mauro disse, é engraçado como o torcedor se preocupa mais com a torcida de um comentarista do que de um presidente, técnico ou jogador do clube.

Além disso, sinceramente, não fui muito atrás da torcida dele, se é mesmo ou não para o Flamengo, porque eu mesmo já frequentei arquibancadas para assistir jogos de todos os demais grandes de São Paulo sem que o meu tricolor jogasse, assim como já assisti outros jogos de times quaisquer.

A grande questão é, porque importa tanto o clube do comentarista?

Para mim, é irrelevante o cara assumir ou não, muitos assumiram, assim como muitos preferem não relevar, é um direito deles e o saber deve ficar restrito apenas a questão da curiosidade. Do tipo, legal saber que fulano torce para tal time, mas e daí?

O importante é se ele realiza seu trabalho de maneira correta, informa, busca noticiar as informações sobre o tema proposto, tenta sempre dentro do razoável ser imparcial, ou seja, ser jornalista acima de tudo.

E Mauro, gostem ou não, é um ótimo jornalista, você pode não gostar da linha dele, mas não pode dizer que executa mal o seu trabalho.

E uma coisa que ele disse é bem interessante de se pensar, já parou para pensar que você (torcedor) se preocupa tanto com o que o comentarista que torce para o rival fala, porém pode ter um atacante resolvendo as partidas para o seu time que torce para o arquirrival? Ou que as decisões do seu clube passam pela mão de alguém que sempre torceu pelo outro time? Ou mesmo que um treinador pode enfrentar o time do coração e ser sensível a isso?

Pois é, pense bem, talvez saber por qual time o comentarista torce é mais fácil de lidar né, por isso a obsessão absurda, porque se começar a olhar dentro do próprio time, pode se assustar.

Anúncios

Por mais FlaFlus assim…

flaflu210316

E nesse fim de semana teve Fla x Flu em São Paulo. Dentro do Pacaembu, repetindo um feito de 74 anos atrás e a primeira vez pelo campeonato carioca.

O jogo em si, não merece tanto destaque, um 0x0 com algumas chances, mas da pra cravar que foi um sucesso absoluto. Mais de 30 mil pessoas foram prestigiar o clássico. Fazia tempo que não se via o Pacaembu tão cheio.

O sucesso fez reacender a dúvida sobre torcida mista, torcida dividida e outras coisas mais. Sinceramente, acho a ideia de torcida mista, maravilhosa, já funcionou no Nordeste, já funcionou duas vezes em Grenais, acho uma forma bacana de permitir a convivência amistosa.

É chover no molhado, mas a violência entre torcidas organizadas só diminui quando houver punição séria, enquanto isso, a sensação de impunidade rodeia a cabeça de quem vai para o jogo para brigar.

Foi muito bom ver a festa no Pacaembu e que comece a valorizar o espetáculo que é o futebol, por mais Fla x Flus assim.

O que fazer com o Pacaembu e o Morumbi?

inauguracao-morumbi2

De todo o legado que a Copa se propunha a deixar (qual era o legado mesmo), o único (se é que era) que mexeu com a rotina “futebolística” do brasileiro foi a chegada das arenas.

O brasileiro aprendeu sobre a Arena, começa a consumir ela de forma diferente e os clubes começam a entender ainda que de forma rasa, como o futebol é um esporte de competição e entretenimento ao mesmo tempo.

E para minha terra natal, São Paulo, temos dois casos pontuais de como utilizar os estádios antigos, aliás, daqui para frente, trataremos tudo como estádio. Um novo, outro antigo.

Sinceramente, não vejo porque mexer tanto no Pacaembu, acho que talvez uma modernizada em uma coisa ou outra, a criação de algumas experiências mais bacanas, e aqui iria uma sugestão, em dia de jogo, ídolos daquele time fazendo uma visita guiada no Museu do Futebol e talvez um espaço de alimentação melhorado.

Contudo, acho legal manter o estádio como um xodó paulistano, com uma campanha da Prefeitura para que os grandes utilizem o estádio pelo menos umas 4x ao ano.

Mas, e o Morumbi? Como o São Paulo alavancar seu gigante?

Sinceramente, acho que a total reforma, inclusive, demolindo e reconstruindo é o passo que entendo mais adequado, porém um detalhe é fundamental, a acessibilidade do estádio, enquanto a linha de metrô não for devidamente inaugurada, o impacto pode ser desastroso.

É importante que o torcedor tenha formas de chegar, e essa linha de metro prometida precisa ser entregue. Do ponto de vista, do empreendimento em si, não acho que seja necessário diminuir consideravelmente a capacidade. Entendo que um estádio multiuso para 70.000 pessoas seria excelente.

Algumas estruturas internas já são boas no Morumbi, portanto, caso a opção seja por uma grande reforma no estádio, acredito que a estrutura de cobertura seja o mais fundamental.

E talvez a aproximação da arquibancada ao campo, permitindo ao tricolor um apoio maior da sua torcida, e garantindo espaço interno para outras possibilidades dentro do estádio.

E o melhor, se bem planejado, enquanto arruma o Morumbi, o São Paulo pode usar o charmoso Pacaembu.

Abs,
Cadê Meu Camisa 10?

Tragédia anunciada

lusa96

Time vice-campeão brasileiro de 1996

Parece texto pronto? E melhor, fácil de escrever depois do ocorrido.

Mas quando a Portuguesa permitiu que Heverton entrasse em campo no ano passado assumiu todo essa tragédia que culminou com o precoce rebaixamento para a Série C.

Inédito na história da querida Portuguesa, mas rota completamente aceitável pelos últimos anos.

Apenas para deixar claro sobre o caso Heverton, para mim todo mundo errou, mas ainda afirmo quando você sabe que um jogador deveria cumprir suspensão, mesmo que o sistema indique outra coisa, a situação era completamente evitável.

A Portuguesa de coadjuvante importante no futebol, será apenas um figurante do futebol. Se não houver, uma mudança séria, formação de base, planejamento seguido à risca. Esse poderá ser o destino da querida Lusinha.

Não sei o que pensam os torcedores da Lusa, mas acho que uma boa saída para acertar o caixa e começar do zero é vender o Canindé. Fazer uma parceria com a prefeitura para utilizar o Pacaembu como estádio, e de repente, uma parceria com o Nacional para utilização do centro de treinamento. Tem ainda a Arena Barueri, qualquer coisa.

Escutei muito falar sobre a Juventus e como era um bom clube que também fazia papel de coadjuvante importante, e o que virou. Não estou na gestão desses clubes para dizer o quanto é rentável manter o clube, mas de longe, acho que a venda do Canindé pode ser a solução para a Portuguesa se reerguer.

Não quero que meus filhos, conheçam a Portuguesa pelo Carnaval legal que tem lá, e que o futebol do time seja apenas contado em histórias por mim e vídeos no Youtube.

Era para ser mais divertido ir ao estádio…

bira - torcida organizada

Estava tudo pronto para eu falar sobre os grupos da Libertadores que foram fechados ontem, mas escutei alguns versos entoados no Morumbi e no Pacaembu essa semana que me deixaram inconformado com nossas torcidas organizadas.

O primeiro foi no Pacaembu proferido pela torcida do Corinthians que dizia: “Greve é o caralho, Entrem em campo e honrem seus salários”. O segundo cantando ontem no Morumbi era: “Diretoria vá se ferrar, trazer o Pato é dar dinheiro pros Gambás”.

Sinceramente, eu não entendo como um torcedor em bando é capaz de dizer tanta bobagem.

Tenho certeza que entre esses torcedores devem existir professores, trabalhadores do metrô, bancários ou qualquer outra função que vez ou outra aqui em São Paulo, precisam entrar em greve para pedir melhorias na sua condição de trabalho.

E em nenhum momento os empregadores se recusaram a pagar o salário. Agora, eles criam uma situação absurda para os jogadores e querem causar um terror psicológico para que os atletas sejam submissos aos caprichos da torcida. O correto seria abrir as portas e deixar, a torcida quebrar as pernas de Sheik e Pato, pelo jeito.

Já a baboseira entoada no Morumbi parece completamente encomendada, seja por oposição ou por situação, nesse caso por oposição. Pato pode ser um jogador questionável, principalmente por não parecer nunca comprometido com um clube, agora para uma torcida que tem visto Ademilson e Osvaldo a 14 meses atuando ao lado de Luis Fabiano, reclamar de Pato antes dele jogar é sacanagem.

Ao menos uma chance, o menino merece.

Enfim, a cada ano que passa vejo que as uniformizadas não possuem mais propósito nenhum, afastaram a torcida comum dos estádios, viraram massa de manobra nas eleições dos clubes e fazem questão de “conquistar território” como eles me dizem, nem que seja preciso morrer ou matar para isso.

Arquibancadas já foram mais divertidas.

Crise de adolescente no Pacaembu!

Post03022014

Galera do blog, mais um fim de semana de futebol, ou pelo menos de quase isso. Pelo menos, tivemos dois clássicos aqui no “eixo”.

O Palmeiras venceu o São Paulo com sobra, o time tricolor evidenciou aquilo que mencionei no meio da semana, o time perde o rumo quando toma um gol, ainda não tem confiança e falta liderança dentro de campo e de preferência longe do gol.

O Palmeiras melhorou a qualidade do elenco e optou pela manutenção do seu treinador garantindo um padrão tático ajustado no time. O time não é genial, mas está bem montado e com boas peças, tem tudo para fazer a final com o Santos.

No Rio, Vasco e Botafogo fizeram um clássico fraco, vencido por 1×0 pelo cruz-maltino. O Vasco também está arrumadinho, mas possui elenco limitadíssimo. Enquanto, o Botafogo mantém a garotada no elenco e sofre com o início do trabalho de Hungaro.

Mas o que ficou do futebol nesse fim de semana, foi a troca de provocações entre Ceni e Valdivia. A rixa é antiga, vem desde uma eliminação no mesmo campeonato paulista que o São Paulo sofreu para o Palmeiras com direito a provocação do meio campista chileno que os dois não se bicam.

E ontem não foi diferente, Valdivia faz o primeiro gol da partida, corre para um lado e depois resolve passar na frente de Ceni e erguer os punhos bem no momento que ele está a frente do goleiro.

Ceni então, decidi responder com uma tentativa de rasteira para desmoralizar a comemoração do chileno. Porém, sem sucesso.

Diante disso, seguem as considerações:

Ambos agiram como duas crianças mimadas. Valdivia, como aquela criança que nunca teve nada, nunca ganhou nada e vive de migalhas, quando consegue alguma coisa, corre para achincalhar quem sempre teve sucesso. Ceni, foi a criança rica e que sempre teve tudo, e que fica inconformado quando crianças do tipo Valdivia querem achincalhar por um motivo tão pequeno.

Gostaria de saber qual seria a reação se Mazinho e Denis fossem os personagens dessa cena mediocre?

Valdivia, tem potencial para ser um grande jogador, porém esbarra nas suas recorrentes crises de adolescente. Tá na hora de crescer, chinelo… ops, chileno!

E por fim, seria muito mais provocativo e inteligente, se no final, Valdivia quisesse trocar de camisa com Ceni. Uma maneira mais sábia de tirar do sério seu rival, sem parecer um babaca.