Restam 08 na Champions

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E saiu o sorteio das quartas de final da Champions.

Dois grandes clássicos e dois interessantes cruzamentos. Vamos a análise do CMC10, eu sinceramente fui surpreendido com o avanço de Leicester e Mônaco, os demais estavam dentro da minha expectativa antes dos cruzamentos iniciarem, apesar de ter achado impressionante a virada que o Barcelona conseguiu.

Bom vamos a análise, no confronto, o segundo time é aquele que decidirá em casa.

Atlético de Madrid x Leicester: Um duelo formidável, porque permite ao time inglês continuar sua epopeia, o Leicester sempre jogará sem a bola e daqui para frente todos os rivais serão pressionados (por causa do tamanho e história) a atacar o Leicester o que colocará o time na condição que ama, contragolpear seus rivais. Para o time de Simeone que sempre se acostumou a “ser Leicester” nessas fases da Champions, será oportunidade de mostrar que também pode propor o jogo.

Time por time, o espanhol é muito melhor, mas algum quê de místico me diz que o Leicester estará entre os 4 melhores da Europa.

Dortmund x Mônaco: Promessa de chuvas de gols, dois times com proposta ofensivas e que tem tudo para ser o jogo mais divertido das quartas. Os franceses que eliminaram Pep e City seguem com seu ataque devastador e surpreendem, já os alemães se acostumaram a ser uma pedra no sapato nas últimas edições, sempre chegando.

Aposto que o Dortmund avance, mas com um duelo agregado de 8×7, 7×6, com muitos gols com certeza.

Bayern Munchen x Real Madrid: Que confronto! Dois gigantes europeus, talvez junto de Milan, os maiores vencedores da história européia, duas seleções que se enfrentaram em 180 minutos, do lado alemão, Ancelotti estava a pouco tempo em Madrid com grande parte dos mesmos jogadores que lá estão, conhece muito do rival e é um especialista em Champions.

Duas camisas pesadíssimas, principalmente a branca, mas vou arriscar em apostar nos alemães, páreo duríssimo, mas acho que a tranquilidade do Bayern no campeonato nacional permite uma preparação mais adequada para o confronto, enquanto o Real também quer La Liga e ela está acirrada.

Juventus x Barcelona: Outro daqueles duelos espetaculares, a solidez da defesa da Vecchia Signora contra o trio MSN, “os futuros” Bolas de Ouro, Neymar x Dybala, o reencontro de Daniel Alves com o Barcelona. E o a sonhada busca por uma Champions do monstro Gianluigi Buffon.

O fato do segundo jogo ser na Catalunha pode jogar a favor do Barça, contudo o time italiano tomou apenas 2 gols em 8 jogos, números de extremo respeito e que credenciam o time para a busca por essa taça inédita para o seu goleiro.

Apesar de toda empolgação na Espanha diante do 99% de fé, vou arriscar mais uma vez e apostar que a Juve avança no duelo.

Portanto, na semi, no meu palpitômetro, teremos Leicester, Dortmund, Bayern e Juventus.

E para vocês?

 

 

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Falando um pouco de Barcelona

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É fácil escrever depois do acontecido, sempre temos uma teoria para explicar, ou como gosto de frisar é comodo ser pedra quando as vidraças aparecem.

Mas vou comentar sobre algo que venho entre amigos comentando, o Barcelona vem caindo drasticamente de produção, e como ontem a derrota foi muito dura, resolvi colocar um pouco das minhas percepções sobre o que vem acontecendo em Joan Gamper (centro de treinamento do Barça).

Primeiro, e o causador do efeito dominó para mim é Luis Enrique, e antes de seguir sobre o que eu acho que ele fez, quero dizer que ele me parece um bom treinador, minha questão é que acho que ele foi ousado demais.

Luis Enrique resolveu mexer no jeito de jogar do Barcelona de forma drástica, desde de que Rijkaard começou a colocar esse estilo de jogo “Cruiyfiano” nos catalães, Luis foi o primeiro a mexer mais duramente no estilo, pode ser decisão própria ou do clube, mas exigiu de todos os atletas reorganizarem suas cabeças para o jogo e principalmente os antigos sentiram.

Pique, Busquets, Mascherano, Iniesta e Messi ou oscilam, ou caíram muito de produção. Desses, Iniesta parece o único que está nesse momento, muito mais devido a sua curva final de carreira do que propriamente pelo esquema. Busquets é o pior Busquets que o Barcelona já teve, e seu papel é fundamental para o equilíbrio ofensivo-defensivo do time.

Messi também oscila em sua regularidade de ser gênio, tem ficado preso em setores do campo e consequentemente mais fácil de ser marcado em algumas oportunidades.

Além disso, o Barcelona tem escolhido mal no mercado, as peças não estão rendendo o que se esperavam dela e a consequência é o time ficar limitado a poucas opções durante um jogo. Alcacer, Andre Gomes e Aleix Vidal são alguns exemplos.

Voltando ao treinador, Luis, desde a época como jogador, sempre foi genioso e isso tem causado atritos com os jogadores também, basta ver o caso de Rakitic que perdeu espaço, mesmo sendo peça fundamental no meio.

Por fim, o Barça usou a temporada de 16/17 para uma reconstrução e não há dúvidas que voltará forte, principalmente pelas peças que possui, contudo de longe e com a facilidade de ser pedra e pitacar, hoje eu começaria os 11 Barcelona um pouco diferente de Luis.

Meus 11 seriam, Ter Stegen, Vidal, Pique, Umtiti, Alba, Mascherano, Rakitic, Turan, Messi, Suarez e Neymar.

Acho que Mascherano não teria nem de perto a qualidade ofensiva de Busquets, mas resgataria um equilíbrio defensivo que falta ao Barça, podendo as vezes até se lançar em um 3-4-3, com o recuo do argentino e as subidas dos laterais para as alas, além disso, eu teria um meio com mais possibilidade de criação, além de Arda saber muito bem ser eficiente sem a bola.

Por fim, para o Barcelona resta reagir e já começar a desenhar a próxima temporada e para o jogo de volta é torcer para seu gênio estar naquela noite mágica para reverter, ou mesmo que esteja para agraciar o Camp Nou com mais um espetáculo.

É tão importante ganhar título no subalgo?

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E as eliminações de Palmeiras e São Paulo pela Copinha reacenderam a velha discussão sobre o que é melhor ganhar um título subalgo ou revelar jogadores?

Eu sinceramente, tentarei ser sutil sobre o tema, porque não consigo entender alguém preferir realmente títulos subalgo do que revelar.

Eu não discuto o quanto é bacana ganhar um título, levantar uma taça, inclusive acho válido para o moleque valorizar uma conquista, mas será que o importante não é preparar esse atleta para essa transição, garantir que ele se acostume a um estádio cheio ao invés de apenas com familiares incentivando. Garantir que aquele talento apresentado com 16, 17 anos seja lapidado para continuar mostrando quando estiver no profissional?

Para mim, base é para revelar, se ganhar título ótimo, mas não é fundamental, acho que um jogador aprende mais na dor da derrota, do que na tranquilidade das vitórias fáceis. Nas categorias subalgo ganhar título não traz retorno, agora vender um Lucas ou um Gabriel Jesus é garantia de continuar o garimpo pelas jovens promessas.

O processo da base deve ser muito mais em envolver os jogadores com os profissionais, garantir uma passagem tranquila, buscar fazer um trabalho com o jovem além das quatro linhas, mas do que entender esquema de jogo, é entender cultura, filosofia, valores do time.

O Barcelona não precisa jogar igual da base ao profissional, basta que características fundamentais que eles valorizem sejam entendidas de maneira total por esse jovem. Será melhor e mais rentável para um time, você ter as suas gerações mais jovens completamente aderentes ao que o clube precisa do que simplesmente um time vencedor, uma geração vencedora no subalgo passa, ficam os troféus e o legado?

Quantas gerações vimos ganhar diversos títulos e não trazer nenhum retorno ou pouco retorno para o clube, vamos aproveitar a eliminação de Palmeiras e São Paulo para fazer o contraponto com o rival da capital, o Corinthians. o alvinegro é o maior vencedor da Copinha e o que realmente relevou ou trouxe de retorno para o clube de Parque São Jorge?

Lulinha, talvez o mais promissor, hoje perambula por centros menores, Marquinhos não teve a transição adequada, vendido precocemente, pouco dinheiro para o clube e hoje vale muitos milhões.

Já o Santos é o famoso caso que deu certo por necessidade, quando o clube se viu sem capacidade de competir com os rivais diante de suas receitas, decidiu tornar a base o principal ativo do clube e hoje é um clube formador, com referência e que todo empresário quer levar o seu melhor jogador para lá.

Por fim, os clubes precisam valorizar ainda mais o papel da base na sustentação do modelo de negócio de um clube, hoje é quase primordial para o sucesso , quanto a perder ou ganhar um título, deixa para o torcedor reclamar no dia, quando o moleque aparecer e virar craque no profissional, ele esquece rapidinho.

E aí, ele vai se perguntar se era tão importante assim ganhar um título no subalgo.

 

Messi e Cristiano juntos, como seria?

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E Cristiano levou a quarta Bola de Ouro ontem.

Até aí, tudo normal, nesse mundo onde só ele ou Messi levam, ninguém poderia esperar nada diferente, contudo uma frase do CR7 quando perguntado sobre como seria atuar ao lado de Messi, trouxe uma provocação para as nossas mentes.

“É uma pergunta difícil. Não sei. Seria interessante ver nós dois no mesmo time. Acho que grandes jogadores devem atuar juntos”, comentou o atacante do Real Madrid.

“Então se estivéssemos no mesmo time, eu teria mais do que ele, mas não por muito”, comentou ele.

Primeiro, sou fã dos dois, por motivos diferentes, não adianta, se fizer essa pergunta para mim, 6 vezes no ano, é possível que eu escolha 3 vezes cada um. Contudo, acho que na cabeça de Cristiano, atuar ao lado do Messi, potencializaria sua capacidade de definição.

E eu concordo com isso, tenho minhas dúvidas se isso aumentaria ou diminuiria as Bolas de Ouro, mas é fato que Messi em sua genialidade, aproveitaria muito a possibilidade de contar com Cristiano ao seu lado.

De primeira, faço muito o paralelo de simplesmente encaixar cada um no time do outro, Messi no Real e CR7 no Barça.

Messi no Real poderia atuar de forma parecida, ocupando a faixa que mais gosta, talvez no lugar de Benzema, com Bale e Cristiano cruzando na frente da área para fazer as tabelas com Lionel.

Já Cristiano poderia ocupar o lugar de Neymar que seria mais natural, ou mesmo ocupar o lugar de Suarez, onde seria municiado demais por Neymar e Messi.

O mais curioso seria olhar se algum dos dois teria uma queda na quantidade de gols marcados, eu entendo que diminuiria de ambos em qualquer situação, porque se os dois continuassem fazendo 50 gols por temporada, seria muito mais fora de série do que eu imaginaria.

A questão que fica para mim, é quem cederia a condição de dono do time, ambos são protagonistas e exercem liderança e influência suficiente sobre o time, nenhum companheiro ou até mesmo técnico é escolhido sem que mesmo uma simples consulta seja feito aos dois.

Alguém teria que abrir mão.

E nesse caso, pelo melhor aproveitamento de ambos, Cristiano precisaria abrir mão, porque se ele bater o pé, quem levaria a bola para ele não levará mais, ou não fará a questão de dar ela tão redonda. Ou um acordo muito grande entre ambos para que eles possam fazer história.

Mas que é sempre interessante imaginar os dois juntos, é.

E vocês, o que acham? Quem faria mais gols? Quem teria mais prêmios individuais?

O efeito Tite!!

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E a seleção venceu a terceira seguida, Tite segue com 100%.

Muitos podem dizer que os adversários não eram lá grandes coisas, eu mesmo compactuo disso, exceto pela excelente vitória diante do Equador em Quito. Mas o que foge do placar frio é a atuação dentro de campo.

Se compararmos com o antecessor, Dunga, principalmente na primeira passagem dele, a seleção também ganhava, mas não empolgava, ou era um “futebol burocrático” que incomodava aos olhos assistir as vitórias.

Com Tite não, a seleção voltou a jogar o fino, consegue aos poucos, mas de forma impressionantemente rápida, conciliar futebol moderno com o nosso principal diferencial, a improvisação nos instantes finais da conclusão da jogada.

E tudo isso, com apenas três jogos, poucos treinos, mas uma capacidade absurda do gaúcho Adenor. Ele tem conseguido colocar as melhores peças em suas posições e extraido o melhor de cada um.

Ele terá nos próximos três jogos o principal teste de ferro, enfrentará a Argentina (casa), Peru (fora) e Uruguai (fora), jogos bem mais complicados do que os três primeiros que ele teve.

E só fazendo um comentário técnico, acho que Tite ainda precisa achar o ponta direita, nessa linha entre o atacante e o volante eu colocaria da direita para esquerda, Douglas Costa (ou Lucas), Renato Augusto, Coutinho e Neymar. Mas quem sou eu, diante do que Tite vem fazendo.

É difícil conter a empolgação, mas o mais importante para mim não é a expectativa de título, isso é uma consequência e nem deve ser parametro, o mais incrível é que Tite conseguiu fazer eu me preparar para assistir aos jogos da seleção, a querer ver a amarelinha desfilando em campo.

Um efeito em tanto!

E saiu a primeira lista da era Tite…

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“Em relação a convocação, é para os próximos dois jogos, não posso nem quero ser otimista e responsável nem o pessimista que só olha o fato negativo, só olho fato real. Estamos no momento não classificados para a Copa e buscando crescimento. A partir daí, surge nova etapa. Essa convocação é para estes dois jogos, melhor momento de cada atleta”

Confira os convocados:

Goleiros: Alisson (Roma-ITA), Marcelo Grohe (Grêmio), Weverton (Atlético-PR)

Zagueiros: Gil (Shandong Luneng-CHN), Marquinhos (Paris Saint-Germain-FRA), Miranda (Internazionale-ITA), Rodrigo Caio (São Paulo)

Laterais: Daniel Alves (Juventus-ITA), Fagner (Corinthians), Filipe Luis (Atlético de Madrid-ESP), Marcelo (Real Madrid-ESP)

Meias: Casemiro (Real Madrid-ESP), Giuliano (Zenit-RUS), Lucas Lima (Santos), Paulinho (Guangzhou Evergrande-CHN), Philippe Coutinho (Liverpool-ING), Rafael Carioca (Atlético-MG), Renato Augusto (Beijing Guoan-CHN), Willian (Chelsea-ING)

Atacantes: Gabriel Barbosa (Santos), Gabriel Jesus (Palmeiras), Neymar (Barcelona-ESP), Taison (Shakhtar Donetsk-UCR)

Com essa frase Tite explicou a convocação, e dessa forma montou essa lista.

Sinceramente, tinha gostado mais daquela que vazou supostamente do que a realidade, porém, também acredito que lista de convocado da seleção nunca agradará a maioria, todo mundo tem seus preferidos e formas de pensar, mas prefiro me ater aos critérios ditos por Tite para fazer alguns questionamentos.

Tite se apoiou muito em dizer que convocação é momento, por isso priorizou aqueles que estão em atividade e que o momento é de buscar classificação e não reformulação.

O engraçado é que de cara, temos 9 novidades entre os 23, ou melhor 09 atletas que não eram convocados com frequência, logo me parece uma reformulação no grupo. Só reforçando, não acho errado reformular, até porque o treinador tem seus homens de confiança, o que quero destacar é o que Tite disse não condiz muito com as opções feitas.

O próximo que é momento, vou ao Grêmio para olhar dois jogadores específicos para fazer o contraponto, Giuliano e Luan. o meio campista foi bem, mas saiu a um tempo para a Rússia e está na mesma pré-temporada que o Ganso, que anda jogando muito mais e consequentemente em um “momento melhor”.

Por outro lado temos Luan, Tite foi bem ao trazer 7 atletas olímpicos, achei um exagero, mas foi bem, aproximar a geração mais nova é fundamental para que a seleção não sofra com troca de gerações, como atualmente. Contudo, quem jogou mais que Luan nessa Olimpiadas, o polivalente jogador de frente foi peça chave para fazer a seleção sair de 0x0’s inóspitos contra Iraque e África do Sul para uma campanha consistente rumo ao ouro olímpico.

Portanto, entre os queridos Gabriéis, Luan está em um momento melhor.

Por fim, Tite fez o que todos fazem, escolheu homens de confiança, mas optou por seus tradicionais discursos bem montados que desviam um pouco a imprensa, não acho errado a opção de Tite, mas é para ficar atento quanto ao discurso.

E acima de tudo, estamos juntos com esses 23, que junto com Tite e embalados pelo ouro olímpico recuperem o bom futebol.