As mudanças na Libertadores!!

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E a Conmebol resolveu mexer nas estruturas da Libertadores e consequentemente me tirou da inércia para voltar a escrever no blog.

Em tempo, estive parado, devido a um breve furacão que passou pela empresa junto a falta de assuntos no mês de Setembro para escrever, mas vamos lá, de volta.

Voltando ao tema principal, irei escrever um pouco sobre o que eu achei das mudanças promovidas pela Conmebol para a Libertadores.

Sobre a quantidade de clubes, para mim é indiferente, porque no fim, a fase final será com 32 clubes, o que aconteceu é que a pré ficou bem mais complicada.

A segunda mudança que irei comentar é sobre a final ser em partida única. Sinceramente, acho legal a ideia, porém a América não é a Europa, não temos uma malha ferroviária decente, além de possuirmos distâncias muito maiores de um país para outro. Acho que precisa ser melhor explorada a ideia para que o jogo não vire apenas um evento comercial.

E por fim, vamos falar da duração dela, que agora será durante o ano todo, achei ótima, impressionante e surpreendente, não acreditava que a confederação faria essa alteração, nada melhor do que você ter a principal competição continental durando o ano todo, obriga os clubes a olharem o planejamento do ano inteiro e não fica completamente desgastante o torneio durante um tiro curto.

Porém, o que eu faria diferente, começaria apenas em 2018, mas colocaria no mesmo período do calendário europeu, porque por melhor que seja o seu planejamento, o europeu vai querer seu jogador em julho e a Libertadores estará no meio do caminho. Além disso, o time teria mais tempo para se preparar para a viagem do Mundial, diferente do formato proposto onde poderia acontecer do clube ter apenas dez dias para resolver tudo.

De qualquer forma, acho que o mais importante nesse processo todo é a Conmebol buscar dar mais valor ao seu principal campeonato, talvez fosse necessário uma maior discussão e um processo mais democrático para as decisões, para que todas essas possibilidades fossem estressadas e buscasse uma solução com menos chances de erros.

Contudo, o mais interessante é que a Conmebol obriga a CBF a pensar no seu calendário daqui para frente, quem sabe fazendo Brasileirão e Copa do Brasil durante o ano todo e estaduais no final com o uso de menos datas, sem querer a Conmebol obriga a CBF a começar a quebrar a cabeça em como será o seu calendário.

Por fim, achei válidas as mudanças, mas ainda precisam de ajustes finos, o ideal é que valesse para 2018.

E vocês, o que acharam?

Porque quem cuida, não tem uma solução para o calendário?

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Estava entre reclamar da pausa da Libertadores, ou sobre o fato de pela primeira vez, não temos nenhum técnico brasileiro entre os 08 finalistas da competição sulamericana, ou sobre a falta de jogadores em seus times durante as competições ao longo do ano.

Mas tudo tem a ver com calendário, tudo. Inclusive a ausência de treinadores, já que os nossos estão formando os times, enquanto os demais já estão no meio da temporada.

Sinceramente, como aceitamos que as duas principais competições não durem a temporada inteira? Uma dura só 5  meses e a outra só 7 meses. Já está mais que na hora de olhar o calendário de maneira atrativa. Klopp, já que disse que só maluco quer treinar um time no Brasil, é impossível preparar um time taticamente com o calendário daqui.

Sou a favor de montar o calendário no Brasil da seguinte forma, Campeonato Brasileiro com 8 divisões, as três primeiras nacionais e as restantes regionais. Nas nacionais nada de novo, assim como já é, apenas incluiria mais dois times por divisão. Seriam 22 na A, B e C, totalizando 66 times.

Nas ligas regionais, os times se dividiriam nas 5 regiões do Brasil, Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul, cada regional com 16 times, os dois melhores de cada regional subiriam para a divisão acima, assim como os dois piores cairiam para a inferior.

Libertadores de Junho a Junho ou de Janeiro a Janeiro como preferir e no mesmo formato atual. Copa do Brasil da mesma forma, ao longo de todo o ano. É o fim dos estaduais, eles virariam os regionais,cada time jogaria em média 60-65 jogos, com tempo para pré temporada, amistosos para troca de conhecimentos e férias reais para os jogadores.

Poderia até olhando bem o calendário, fazer o torneiozinho estadual com 08 datas, um mata-mata rápido, entre os melhores de cada divisão do estado. O melhor da primeira, mais o melhor da segunda, mais o da terceira, assim até a oitava.

Isso permitira nossos comandantes realmente terem o tempo necessário para impor seus conhecimentos táticos, pois teriam mais vezes “semanas” para trabalhar o time. Poderiamos respeitar as datas Fifas e parar o campeonato sem prejudicar nenhum clube com a perda de atleta.

Eu sei o quanto de interesse imediato e mesquinho tem nisso. Mas fica claro que soluções para resolver todo mundo tem, eu em menos de uma hora, já achei uma. Porque quem cuida, não tem uma solução para o calendário?

Acho que essa resposta tudo mundo também tem a sua…

A grandeza do pequeno Ituano!

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Galera do blog, esse fim de semana foi rodeado de decisões dos estaduais por esse Brasil afora, contudo assisti apenas a final do campeonato paulista. O primeiro jogo terminou 1×0 para o Ituano.

O time do interior paulista ainda não ganhou nada, terá 90 minutos para não tomar nenhum gol e aí sim soltar o grito de É campeão! Porém, o time pode sonhar. O Ituano levou apenas 10 gols durante todo o campeonato e somente em duas partidas sofreu dois gols, mostrando que a tarefa santista será complicadíssima.

Mas o que eu considero mais interessante, é o fato simples do Ituano estar muito perto do título. Como, no campeonato onde existem 4 grandes clubes, um modesto time tem grandes chances de vencer. Basta lembrar que no campeonato carioca onde também existem 4 grandes, a última vez que o título ficou longe da mão dos grandes foi em 66 com o Bangu. Enquanto, em SP desde 66 pra cá, apenas 5 vezes o título ficou fora do Eixo.

A questão do Ituano passa pelo discurso de seu presidente e dono, Juninho Paulista. O ex-jogador disse recentemente que um time pequeno pode surpreender no estadual por um simples motivo, planejamento. Ele disse que o time dele pode fazer uma pré-temporada decente, se concentrar apenas para essa competição, escolher o elenco com antecedência, sem precisar se reforçar ao longo da competição.

Tanto é que o próprio Juninho destacou que o sucesso dele é “graças ao nosso calendário”, segundo ele, se não fosse esse calendário tão corrido, sucateando nosso futebol com partidas e mais partidas, um pequeno nunca teria chance com um grande, porque as condições de preparação seriam iguais.

Achei formidável a humildade do Juninho em assumir isso, mas principalmente, é ótimo que ele esteja mostrando com um exemplo prático a consequência da sucata que está nosso futebol.

O Ituano organizado, bem montado, com grandes chances de ser campeão e merecendo esse título é uma demonstração clara de que muita coisa precisa ser corrigida no futebol do país da Copa.

Pela mudança do nosso calendário…

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Eis que 75 jogadores que atuam no futebol brasileiro resolveram entrar “na moda” do protesto e montaram um abaixo assinado pela melhoria do calendário nacional.

Sinceramente, não faço questão que eles criem uma nova liga, nem tão pouco que seja feita uma caça as bruxas. Isso o próprio tempo se encarrega de ajustar as coisas. Espero de verdade, que eles criem uma comissão, ou simplesmente que Alex (Coritiba) e Paulo André assumam essa função e discutam de forma firme quais são essas condições de melhorias.

Hoje nosso futebol está entregue ao bel prazer da TV. Ela sabe do potencial que o futebol tem e tenta nos entupir com o esporte durante quase todos os dias. Somos um país de um esporte só, e que às vezes paramos para ver corrida e volei. Não apreciamos mais nada, a não ser quando aparecem um Guga, um Cesar Cielo, um Oscar Schimdt para nos fazer lembrar de que existem outros esportes.

Sendo assim, a TV não tem piedade conosco, nem com os clubes de futebol e cobram que eles estejam disponíveis durante todo o ano, para assim sempre terem a possibilidade de preencherem a grade. O que a TV não percebe é que isso prejudica a qualidade do espetáculo.

Ou você acha bacana, você saber que um jogo ou outro do Botafogo não vai ter o Seedorf para jogar. Ou que alguns jogadores forçam o cartão para conseguir um pouco de descanso em uma semana puxada? É meus caros, acreditem, quando um atleta força um cartão nem sempre é porque ele é burro, às vezes ele é bem esperto na verdade.

Já disse sobre meu pensamento de exterminar os estaduais, porém achei o método adotado pelo Atlético-PR excelente. O time optou por não jogar o estadual com seu time principal, deu férias corretas para seu elenco principal, fez uma pré-temporada e só então participou dos campeonatos.

Acho que a solução encontrada pelo Furacão deve servir como ponto de partida, do que se espera de tempo adequado para que o atleta profissional descanse com a preservação do espetáculo.

Que o gigante continue acordado e lutando para a melhoria no nosso querido futebol.