Seleção do Brasileirão 2015

cb2015

No processo de escolha parecido com o Bola de Ouro, onde capitães, treinadores, jornalistas e atletas da seleção brasileira votaram nos melhores do campeonato nacional 2015, a seleção ficou da seguinte forma:

Goleiro: Cássio (COR)

Laterais: Marcos Rocha (ATMG) e Douglas Santos (ATMG)

Zagueiros: Jemerson (ATG) e Gil (COR)

Meias: Rafael Carioca (ATMG), Elias (COR), Renato Augusto (COR) e Jadson (COR)

Atacantes: Luan (GRE) e Ricardo Olivera (SAN)

Técnico ; Tite (COR)

Revelação: Gabriel Jesus (PAL)

Estrangeiro: Pratto (ATMG)

Eu faria três mudanças, sairiam Cassio, Marcos Rocha e Luan, entrariam Danilo Fernandes (Sport), Apodi (Chape) e Nenê (Vasco). Não que eu ache que os outros três também mereçam esse destaque, mais se eu tivesse direito a algum voto, assim seria minha seleção.

De qualquer forma, pela seleção, fica claro como Corinthians e Atlético-MG sobraram, entre as 14 posições disponíveis, eles levaram 11. Curioso que todos os “intrusos” são atacantes. Incluindo o que seria a dupla de ataque titular dessa seleção.

Para mim, o craque do campeonato deveria ser dado para Renato Augusto.

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Burro com sorte, inteligente e com asa…

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Lógico que é só o início.

Lógico que é apenas pré-temporada.

Mas o ínicio do Atlético-MG ontem foi arrasador.

O Galo enfrentou o Shakthar e venceu por 4×2, sendo que o time mineiro chegou a abrir 4×0 nos ucranianos. O time que começou foi Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson, Douglas Santos, Leandro Donizete, Rafael Carioca, Luan, Carlos, Datólo e Pratto.

Um time leve, extremamente leve. Com um proposta de jogo ofensiva, com dois volantes que sabem jogar e um trio a frente muito rápido e de muita movimentação. E Pratto confirmou as expectativas. Tem faro de gol e ótima movimentação, características do novo centroavante.

Levir parece ter achado uma fórmula para deixar os garotos que subiram a vontade. Dodô é uma grata surpresa, desde a reta final do brasileiro do ano passado e mesmo no jogo de ontem, o menino mostra um futebol diferenciado.

Entre os times brasileiros da Libertadores, a única real incógnita é o Inter, pois os demais pouca coisa mudaram, portanto a expectativa era de melhora nos demais devido ao entrosamento. Contudo, depois de ver Corinthians e Cruzeiro não esperava um início tão bom do Galo.

O Galo começa o ano muito bem, o time já está leve, e Levir mostra que a proposta de jogo mesmo sem Tardelli será a mesma, jogar para cima.

Levir já pode dizer que além de Burro com sorte, é bom inteligente e com asa, pois o Galo começou voando.

Galo forte, vingador e exorcista!!

Galo

“Diziam que o Galo era azarado, que eu era azarado, pronto, acabou! Azar, p…a nenhuma!” foi assim que Cuca desabafou ontem após Gimenez errar o quinto pênalti do Olimpia garantindo a vitória por 4×3 para o time mineiro.

Na sequência, Ronaldinho completou, “falavam que eramos renegados, que o Ronaldinho acabou, que o Jô acabaou, que o Gilberto Silva acabou, que esse time não tinha vontade, tá aí, vão falar o que agora?”

Foi assim que começou a trajetória desse time mineiro que ganhou um capítulo extraordinário ontem, com a conqusita da Taça Libertadores da América. Um time que começou na fase de grupos atropelando todo mundo. Só perdeu para o São Paulo na última partida, derrota essa que fez com o que o Galo encontrasse novamente o time brasileiro nas oitavas e aí o fantasma da “zica” que assombrava Atlético e Cuca começava a ser exorcizado.

O São Paulo começou fulminante o primeiro jogo no Morumbi, abriu o marcador e sufocava o Galo na busca pelo segundo gol. Eis que os caras lá de cima, resolveram ajudar e fizeram Lúcio ter uma atitude totalmente destemperada e ser expulso ainda no primeiro tempo. A partir dali, o Galo fez valer a superioridade numérica, virou o jogo e depois venceu com sobras no Horto.

O próximo adversário seria o Tijuana, time sem tradição e que tinha como diferencial apenas o campo de grama sintética, ou seja uma presa fácil para o time de Kalil. Para melhorar a história, o Galo conseguiu segurar o empate no México por 1×1 e veio tranquilo para cumprir seu papel dentro do Horto. Mas , só foi começar o jogo para o fantasma voltar a assombrar. O time jogou muito mal (provavelmente a pior atuação do time dentro de casa) não criava nada e o Tijuana ainda arriscava contra ataques perigosos. E quando tudo caminhava para uma classificação por 0x0 de forma preocupante, um pênalti aos 47 do segundo tempo para o Tijuana mostrava que o fantasma precisava ser exorcizado mesmo. E mais uma parte dele foi exorcizada, pois Victor resolveu pegar com os pés a cobrança e manter o Atlético vivo na competição.

Chegava a vez de enfrentar, o time mais forte da competição, o Newells Old Boys. Para mim, o time argentino foi tão bem quanto o Galo na competição, mas alguém precisa seguir em frente. Aí foi a vez do Galo fazer uma péssima partida na Argentina, o time foi engolido pelo Newells e saiu com um 2×0 perigoso na conta. No jogo de volta, um gol logo no começo e só. Depois, o Newells começou a controlar a partida mesmo sem a bola, especialidade argentina. Parecia que o time poderia jogar dias e dias que nunca seria assustado pelo Galo. Apenas uma luz salvaria o Galo.

E a luz veio, mas veio indo embora. Um apagão no estádio da Independência paralisou o jogo por cerca de 15 minutos e foi o tempo suficiente para Cuca reorganizar o time mineiro para jogar uns 15 minutos finais em cima do time argentino. E a luz (ou falta dela) foi fundamental para o resultado, o time continuou abafando, mas agora de forma mais concreta e foi achar o gol com Guilherme. Sim, aquele que os atleticanos chamavam de “Maria” (referência ao histórico do jogador no maior rival) e que havia entrado no lugar de ninguém menos do que Tardelli.

Com o gol, a decisão foi para os pênaltis e o exorcismo continuava, o time conseguiu uma virada nas cobranças de pênaltis, aumentou ainda mais a idolatria dos torcedores por Victor e o time carimbava o passaporte para final contra o apenas tradicional Olimpia do Paraguai.

O primeiro jogo foi feio, com o Galo errando muito e o Olimpia mostrando que era apenas um time esforçado, porém achou dois gols, sendo um no final da partida que deram uma vantagem significativa para uma final. 2×0. E ontem o fantasma foi exorcizado de vez.

Exorcizado pelo volume de jogo criado, exorcizado, porque conseguiu devolver o placar e vencer nos pênaltis, exorcizado porque apesar de ter um jogador a mais, não pode aproveitar porque Bernard se lesionou, exorcizado porque quando Ferreyra correu em contra ataque e deixou Victor para trás, os deuses do futebol trataram de lhe darem uma rasteira que fez com que o atacante não silenciasse o Mineirão. Exorcizado porque Cuca montou o São Paulo campeão dessa competição em 2005 e no Cruzeiro montou times impecáveis que cairam pelo imponderável, portanto já era merecido a tempos.

Venceu o melhor, e venceu aquele que venceu 8 adversários. O Galo venceu Arsenal-ARG, São Paulo 2x, The Strongest, Tijuana, Newells, Olimpia e principalmente, ele mesmo!

Parabéns Clube Atlético Mineiro, Galo forte e vingador!!

O fim do Brasileirão 2012… e a minha seleção..

Ronaldinho 03122012

Galera do blog, o campeonato brasileiro 2012 terminou. E apesar de ter terminado com algumas rodadas de antecedência, faltando apenas definir o último rebaixado, foi um campeonato com muitos acontecimentos interessantes.

A começar pelo próprio campeão, o Fluminense mostrou que é possível um time recheado de talentos do meio para frente montar uma equipe que se destacou pela aspecto defensivo, além disso não me lembro de um time ter feito campanha melhor fora do que dentro de seus domínios.

O Galo que ficou com o vice-campeonato foi para mim a mais grata surpresa deste campeonato. Montou um time competitivo que joga para cima e ainda resgatou Ronaldinho Gaúcho. O camisa 49 foi na minha opinião o melhor jogador deste Brasileirão, jogou muita bola, calou minha boca e mostrou que ainda tem espaço na seleção. Sem falar no pequenino Bernard, uma espécie de “Lucas mineiro”.

O Grêmio viu seu estádio ser aposentado ontem em um Grenal tumultuado e terá a nova arena no próximo fim de semana. No campeonato, o principal destaque foi o retorno de Luxemburgo como um grande treinador. Novamente, Luxa voltou a ser competitivo e montou um ótimo time.

O São Paulo depois de muita turbulência nos últimos anos, parece ter encontrado enfim seu treinador e caiu nas graças da torcida que anda enchendo o estádio sempre. O time foi campeão do segundo turno e encerrou o Brasileirão praticando o futebol mais vistoso do campeonato, se Ganso engrenar 2013 tem tudo para ser um excelente ano.

O Vasco terminou em quinto lugar, mas decepcionou sua torcida. O time que figurou o tempo todo entre os quatro primeiros perdeu força na reta final. O time cometeu o pecado de desmanchar o time durante o campeonato, o retorno de Ricardo Gomes mesmo longe do banco, tem tudo para contribuir com o time carioca.

O Corinthians teve seu passaporte carimbado de forma indigesta, mas terminou o campeonato com a sensação de que poderia ter disputado o título. Quando o time realmente jogou foi muito bem e terminou na sexta posição.

O Botafogo teve mais um ano de coelho de maratona, começou prometendo e ficou pelo caminho. Pelo menos, um destaque positivo, Seedorf foi uma grande aposta, o holandês foi um dos grandes destaques desse Brasileirão esbanjando talento e simpatia pelos gramados do Brasil.

O Santos deixou ainda mais claro a Neymardependência. Se não fosse o craque, o time corria grandes riscos de terminar no lugar do Palmeiras neste campeonato. Acima de tudo, o time precisa se reforçar e dar jogadores de mais qualidade para atuarem ao lado do craque.

O Cruzeiro terminou em 9º. O time fez um campeonato bem fraco e terminou em uma posição bem acima do que eu esperava. O time que adotou a falta como recurso durante o campeonato todo, jogou mais tae-kwon-do do que futebol.

A maior decepção terminou em 10º lugar. O Internacional não conseguiu colocar todo o talento do time em campo, colecionou tropeços e erros administrativos e ficará longe da Libertadores por mais um ano. A chegada do Dunga irá colocar tudo isso no eixo.

O Flamengo me surpreendeu, o time conseguiu terminar em 11º. Confesso que os jogos que vi do time carioca, era para ele lutar para não cair, mas a camisa pesou e conseguiu levar o time para uma Sulamericana. Após a decisão do novo presidente, o maior desafio será montar um time do tamanho da camisa.

O Naútico fez muito bem a lição de casa para se manter na primeira divisão. Dos 49 pontos conquistados, 42 foram ganhos no Aflitos. O time conseguiu ser o pior visitante, mas o quarto melhor mandante.

O Coritiba terminou em 13º, mas fez um campeonato de altos e baixos. O time até começou bem, mas a perda da segunda final consecutiva da Copa do Brasil foi muito dolorosa, o time desceu ladeira abaixo e só se recuperou nas últimas rodadas dando um respiro para sua torcida;

A Ponte conseguiu fazer uma campanha regular, venceu seus rivais mais fracos, arrancou alguns empates contra os maiores e se manteve na primeira divisão. O time jogou como mineiro, quietinho em um canto e foi muito feliz.

O Bahia se salvou apenas na última rodada, o time foi muito instável principalmente no primeiro turno. No segundo após a chegada de Jorginho, o time melhorou muito, tanto que o time terminou com a 5ª posição no returno. Já o segundo bom trabalho de Jorginho, merece mais tempo em um grande time.

A Portuguesa quase jogou fora tudo por causa de dois meses ruins. A Lusinha era uma grata surpresa até Setembro, com um meio de campo que jogava um bonito futebol, mas a maré virou e Outubro e Novembro foram péssimos e quase levou o time para a segunda divisão.

O Sport sobreviveu muito pelo time que tinha. Na minha opinião, apenas o Atlético-GO era pior do que o time pernambucano, que até conseguiu trazer alguns medalhões para o segundo turno, mas faltou talento dentro de campo.

O Palmeiras vivou um ano de emoções opostas, conseguiu faturar o caneco da Copa do Brasil depois de tanto tempo e voltou a cair para a Série B. O time irá ser completamente reformulado e precisa decidir o que focar em 2013 e como montar o time.

O Atlético-GO era o time mais fraco, mas nas últimas rodadas aproveitou o descaso de alguns para faturar alguns pontinhos, mas o time tinha tudo para terminar em último colocado.

O Figueirense terminou na lanterninha, após algumas temporadas montando times chatos para a disputa do nacional, esse ano o time não acertou a mão. O time era muito fraco e o rebaixamento foi algo anunciado desde o começo.

No fim, esse Brasileirão que teve Ronaldinho recuperado, ambulância que não entrou, golaços de Neymar e o fim do Olímpico terminou muito bem e é inevitável montar uma seleção. Segue a minha:

Cavalieri (FLU), M. Rocha (At-MG), Rever (At-MG), L. Silva (At-MG), Carlinhos (FLU), Paulinho (Ctns), Seedorf (Bota), Ronaldinho (At-MG), Lucas (SP), Neymar (SAN) e Fred (FLU). Técnico: Jorginho (Bahia)

E o seu?

Pitacos: Muito trabalho para os paulistas, e um Galo forte de vez..

Galera do blog, esse fim de semana acompanhei dois jogos. No sábado, assisti a Figueirense 3×4 Atlético-MG e no domingo a Palmeiras 1×1 São Paulo.

O jogo de sábado foi uma grata surpresa, o jogo foi muito movimentado e contou com a pouca inspiração dos sistemas defensivos o que permitiu esse alto número de gols.

Pelo Atlético-MG, Ronaldinho, Marcos Rocha, Guilherme no segundo tempo e principalmente Bernard foram os destaques do time. Ronaldinho parece um pouco mais concentrado em jogar futebol, lógico que alguns querem aquele Ronaldinho de 2004/2005, mas esse foi o estranho, o certo é ver ele atuando bem como está acontecendo pelo Galo.

Além disso o “pequenino” Bernard vem se firmando cada vez mais no time atleticano. De futebol ágil e de muita verticalidade, o meia é a principal arma para destruir as defesas adversárias.

Guilherme se voltar bem será outra ótima peça e Marcos Rocha vive seu melhor momento na lateral direita.

Em resumo, o Galo continua com um bom time, como nos últimos anos, mas dessa vez mais experiente, mais cascudo, ainda tenho um pé atrás com o emocional do comandante do time, mas se Kalil conseguir segurar isso, o Galo irá chegar.

Vamos ao clássico paulista, antes de iniciar o jogo, o cenário era todo favorável ao São Paulo. O time ia enfrentar o rival de ressaca do título e cheio de desfalques, enquanto o tricolor iria estrear seu técnico novo, seu zagueiro novo e seu esquema novo.

E a partida começou com o domínio tricolor, principalmente pela boa trama pelas laterais, ora com Cortez, ora com Douglas, mas apenas na bola parada o São Paulo chegou ao gol. Mais uma vez Jádson encontrou Luis Fabiano livre para empurrar a bola para o fundo das redes.

O gol despertou o Palmeiras para o jogo, que passou a jogar da forma que chegou ao título, de maneira guerreira e principalmente com muita aplicação tática. No primeiro tempo, o jogo seguiu equilibrado, mas uma mudança ainda na primeira etapa foi fundamental para a segunda etapa. Mauricio Ramos sentiu uma lesão, Felipão aproveitou e colocou Maikon Leite no lugar, passando o time para um 4-3-3.

Essa mudança travou os laterais tricolores que passaram a depender de Casemiro e Cícero para saírem com a bola e ambos foram desastrosos na partida.

O segundo tempo foi de domínio total do time palmeirense, mesmo com Henrique expulso, o time de Felipão acuou o São Paulo e foi atrás do empate de qualquer forma. E aí apareceu Dênis, o goleiro são paulino foi muito bem na partida evitando o empate palmeirense até os 36 da segunda etapa.

Nos minutos restantes, o São Paulo quase encontrou o gol da vitória com Rodrigo Caio, o que seria uma tremenda injustiça. O Palmeiras merecia a vitória, foi superior na partida, mas encontrou Dênis em tarde inspirada para segurar o empate no clássico.

Para o Palmeiras, muito trabalho a fazer em virtude das rodadas deixadas para trás por causa do título. Pelo São Paulo, muito trabalho a fazer devido ao limitado elenco que possui.