Rapidinhas do Camisa 10 – 26.09.2012

Fim da novela… Como dito anteriormente, todo mundo sabia do final da novela Ganso. O jogador assinou com o São Paulo e mesmo sem previsão de retorno a pressão em cima do meia é enorme. Ganso conseguiu enfim fazer sua vontade, portanto terá a obrigação de mostrar novamente seu futebol. Ou volta a jogar pelo tricolor paulista ou pode pegar o boné e ir para o Oriente.

Cotovelo inflamado… No fim da novela, sobrou o chororô de LAOR. Disse que a lesão é incurável e outros mimimi’s. O mais engraçado é porque que um presidente fez tanto drama na negociação para um jogador “incurável”? LAOR parecia um presidente diferenciado, mas é tão fraco quanto Juvenais, Tirones, Gobbis e todos que comandam nosso futebol.

A parte boa da praia… Pelo menos uma coisa o Santos continua fazendo bem. Revelando talentos, a próxima aposta é Gabriel Barbosa de 16 anos. Apelidado de Gabigol, o atacante tem faro de artilheiro e deve começar a ser aproveitado na próxima temporada. Segundo seu empresário, Wagner Ribeiro, o menino já marcou 600 gols com a camisa santista.

Reforço no SPC/Serasa. O Vasco pretende se reforçar graças ao inadimplente Al-Ittihad. O clube árabe que contratou Diego Souza no meio do ano, ainda não pagou o combinado em contrato para o cruz-maltino. O clube pensava em apenas acionar a Fifa para intermediar a cobrança da dívida, mas como o time carioca está patinando no Brasileirão, o retorno de Diego é bem visto em São Januário.

Mais números de um gênio… A média de gols de Messi esse ano é de 1,31 gols por jogo. Essa média é maior do que a de 14 times da Série A do Brasileirão. Só Fluminense (1,65), Botafogo (1,58), Atlético-MG (1,55), Coritiba e São Paulo (1,46) e Grêmio (1,42) estão na frente de Messi Futebol Clube. Só posso dizer que me sinto agraciado por ver a história de um gênio sendo construída.

Sem teorias conspiratórias… Bastou o Palmeiras vencer o Figueirense na última rodada para os conspiradores declararem que era claro o boicote a Felipão. Menos, bem menos. A única diferença foi que o líder do time voltou a campo. As pessoas precisam entender que 90% dos jogadores precisam dessa minoria que dentro de campo, organiza e orienta o time. Marcos Assunção é esse líder.

Salada de tarde e Whisky de noite. Jogador que nasceu para ser o centro das atenções, tem dificuldade de ficar longe dos holofotes. Nosso querido e fofo Ronaldo decidiu participar do programa Medida Certa no Fantástico. Primeiro teve que revelar seu atual peso, 118kg, e agora terá que ter disciplina para seguir a dieta imposta pelo programa. A questão é se ele colocará sua agenda noturna coerente com essa dieta.

A força dos manos… O Corinthians vai mostrando para a mãe Fifa porque é considerado a torcida mais fiel do planeta. O que eles vem “aprontando” na compra de ingressos é fora daquilo que a Fifa já enfrentou. Para o clube duas vantagens, a primeira e mais simplista é a certeza de que sua torcida estará no Japão, a segunda e mais importante e qual o impacto disso na hora de negociar com um futuro patrocinador.

Novos co-irmãos? São Paulo estaria novamente tentando repatriar Robinho. Assim como o Santos. Como recíproca, o Santos estaria pensando em repatriar Kaká. Ou seja, os dois clubes que até então tinham relações tranqüilas, incluindo as transações entre Arouca/Rodrigo Souto e Juan, estão apimentando as suas conversas.

Não é por falta de oportunidade.. Inexplicavelmente o Botafogo resolveu dar a 7348ª chance para Jóbson. O habilidoso e rápido atacante terá mais uma chance de mostrar que a habilidade no pé é maior do que a sua ausência de sinapses após os jogos. E pensar que o correto era ele estar banido do esporte.

Dúvida da semana. Mazembe, Monterrey, Auckland City ou um time japonês? Para quem vocês estarão torcendo no Mundial?

Pitacos: Recorde de público, Galo e Vasco patinam e o Fluminense agradece.

Galera do blog, a 26ª rodada teve o recorde público em um jogo, no Morumbi mais de 40 mil pessoas foram dar as boas vindas ao Ganso. O Fluminense devagarinho vai abrindo vantagem. Vasco e Galo começam a patinar e o Palmeiras alimenta a esperança. A rodada teve 24 gols, 4 vitórias dos mandantes, 3 empates e 3 vitórias dos visitantes.

O sábado começou com a vitória do Fluminense por 2×1 contra o Naútico. O time não empolga, mas tem conseguido as vitórias, Fred marcou mais uma vez e é o artilheiro do campeonato, Deco voltou a jogar e o Naútico deixa claro como é dependente dos Aflitos. O time pernambucano é o visitante mais querido dos adversários.

Ainda no sábado o Palmeiras teve Marcos Assunção de volta e ficou evidente como o time era dependente dele. O volante fez um gol e deu uma assistência para garantir a vitória por 3×1 sobre o Figueirense. Além disso, os ânimos parecem melhores. A tarefa ainda é dificílima, mas Assunção já dá sinais de que é possível.

Para fechar o sábado a Portuguesa atropelou o Santos por 3×1. A Barcelusa poderia ter feito mais de tão fácil que foi o jogo. É impressionante a Neymardependência do time, o Santos sem o Neymar tem aproveitamento de time rebaixado. LAOR precisa sentar urgente com Muricy e desenhar o processo de contratação e dispensa no elenco.

Botafogo e Corinthians empataram em 2×2. Foi um jogo muito bom, com dois times muito bem montados, o primeiro tempo o Corinthians foi superior, já o segundo foi do time carioca. Seedorf segue sua rotina que após um descanso voltar marcando gols, ontem anotou os dois. No final, empate justo, mesmo com o excesso de presepadas da arbitragem.

Mais de 40 mil pessoas foram ver a apresentação de Ganso e uma péssima partida no Morumbi com Osvaldo o melhor em campo e Lucas apagado que terminou com a vitória por 1×0 do tricolor. Culpa da proposta “apequenada” do Cruzeiro e da falta de talento do São Paulo em superar essa marcação. O time mineiro deve ser o time que mais comete falta no campeonato, pois essa é a sua estratégia.

O Flamengo conseguiu algumas façanhas em Goiânia. A primeira foi ganhar o jogo contra o Atlético-GO, a segunda foi apostar em Cléber Santana como 10 e ter êxito na primeira aparição. A terceira foi ver Love perder um gol incrível. No fim, uma vitória que não muda nada. O Flamengo continua de sobreaviso e o Dragão perigosamente pronto para o rebaixamento.

Em Campinas, tivemos o pior jogo da rodada. Ponte e Vasco empataram em 0x0, aliás o time campineiro está no quarto empate seguido, sendo os dois últimos por 0x0. O jogo foi fraquíssimo, sem nenhum grande lance, para o Vasco o velho dilema ressurgiu, Felipe e Juninho parecem que não ajudam mais o Vasco quando estão juntos em campo.

Galo e Grêmio também empataram em 0x0, mas esse foi um ótimo jogo. Muito pegado, muito brigado, os dois times valorizaram cada jogada, pois sabiam da importância da partida. As duas duplas de zaga foram perfeitas ontem. Marcelo Moreno teve a bola do jogo, mas conseguiu perder com o gol vazio.

O Sport venceu o Coritiba por 1×0. O jogo teve um amplo domínio do time pernambucano. Vanderlei foi muito bem, evitando um placar mais elástico, o gol só saiu aos 47 do segundo tempo em cobrança de pênalti. No fim, os dois continuam como candidatos ao rebaixamento.

Para fechar o Inter fez a lição de casa e venceu o Bahia por 3×1. Após ter tropeçado em seus domínios na rodada passada, o Colorado entrou mais ligado e construiu o placar com muita tranqüilidade. Até Forlan marcou um gol na partida. Na próxima rodada, o Inter enfrenta o Cruzeiro em Minas Gerais para embalar de vez ou patinar mais uma vez.

Pitacos: Famiglia Scolari esculpida em carrara.

Michelangelo quando fazia a estátua de Davi dizia que não era ele que desenhava a escultura ele apenas retirava os excessos, pois ela já estava lá.

Felipão é quase um Michelângelo nessa saga do Palmeiras. Ele pegou um elenco dentro daquilo que ele conseguiu trazer. Sim, esses jogadores foram escolhidos por ele, podiam ser a quarta opção que ele havia dado, mas ele sabia as qualidades e principalmente suas limitações.

E assim foi o Palmeiras, um time que todos sabem de suas limitações, mas que Felipão soube tirar aquilo que não prestava no grupo e criar uma bela escultura.

Soube tornar Marcos Assunção peça fundamental do time. Nunca os adversários temeram tanto fazer falta em um adversário. Assunção tem um aproveitamento espetacular, foi decisivo durante toda a Copa, assim como na final, quando nas duas partidas suas cobranças fizeram o time marcar um gol em cada.

O treinador também soube aproveitar toda a inteligência de Henrique para avançá-lo a função de volante nos quatro jogos finais e ganhar saída de bola e liderança mais centralizada no time.

Soube bater o pé para ter Barcos e ver o pirata ser decisivo e um ótimo atacante para usar a 09 do Palmeiras.

Soube dar um passo para atrás e sentar para conversar com seu melhor jogador e principalmente se sensibilizar com o que aconteceu a ele. Assim, Valdivia voltou, voltou a jogar com alegria e resolver jogos. Ele foi fundamental contra Grêmio e na primeira partida contra o Coritiba.

E lógico que em toda conquista palmeirense, personagens pitorescos aparecem, se Oséas já fez um gol sem ângulo na conquista de 98 da mesma taça, se já existiu Tonhão, Junior Tuché, porque não Betinho.

Porque não reservar a ele o gol do título. Um jogador que tem um contrato de apenas três meses, e que nitidamente mostrou ser um jogador bem limitado. Mas foi ele que sofreu o pênalti na partida de ida e foi ele que fez o gol. Ganhou um contrato com o Palmeiras e virará um talismã.

E só para encerrar, o time resolveu responder a conquista rival da semana passada. Repetiu os mesmos placares na final (2×0 em casa e 1×1 fora) e também foi campeão invicto.

Parabéns ao Palmeiras que além do título invicto, se tornou a equipe com o maior número de títulos nacionais.

Pitacos: Entre apagões a apagados.

Galera do blog, ontem acompanhei o clássico paulista, o jogo do meu tricolor e Colônia e Dortmund pelo campeonato alemão. Vamos nos concentrar no clássico.

O clássico pode ser dividido em 4 atos.

1º ato: Domínio alviverde. Durante os primeiros 30 minutos de jogo, o Palmeiras dominou as ações e conseguiu evitar a famosa pressão inicial do Corinthians. O time conseguiu ganhar o meio de campo e partir para cima do Corinthians. Além disso, contou com a sorte no chute de Assunção. Sorte por ter sido ele que chutou livre de marcação, sorte por ter desviado em Castan e sorte por ter Julio Cesar na meta adversária.

Com o gol, o Palmeiras jogou da forma que gosta na retranca. Os comandados de Felipão não davam espaços para a criação corintiana que ao invés de seu tradicional jogo de troca de passes na frente do gol, optou por ficar alçando bolas aéreas que batiam e voltavam. O Palmeiras recuava, mas não era assustado pelo adversário e dominava o primeiro tempo.

2º ato: O “Se” que não entra em campo. Eis que aos 35 minutos, em um jogo quente, onde Liédson já tinha exagerado no pé alto e merecidamente havia recebido cartão amarelo, Chicão dá uma entrada criminosa em Barcos, acertando o tornozelo adversário sem o menor intuito de acertar a bola. Para mim, vermelho sem conversa, mas o juiz preferiu deixar para lá e dar apenas um amarelo para o zagueiro, o que depois fez o juiz ser condescendente com Marcio Araujo que também seria ao decorrer da partida merecedor do vermelho.

Mas como o se não entra em campo. Chicão e Marcio Araujo continuaram em campo até o final do primeiro tempo. E eles teriam seus papéis de destaque na segunda etapa.

3º ato: Cochilo palmeirense e Liedson fundamental. Veio o segundo tempo, mas o Palmeiras pareceu ter ficado no vestiário. Aquela pressão que o time tinha abafado no primeiro tempo, o time deixou tomar no segundo. O Corinthians partiu contudo para cima e conseguiu dois gols em 6 minutos, em lances de pane do sistema defensivo palmeirense.

Tem atacante que passa por fases tão desagradáveis que nada ajuda, mas esse não é o caso de Liédson. O Levezinho mesmo na seca de 13 partidas vem sendo fundamental para o time e mostrando porque todos ainda confiam nele. Além de assistências prestadas no ano, no clássico, ele estava na jogada dos dois gols.

Foi a partir de um toque dele, que a bola tocou em Marcio Araujo e sobrou para Paulinho encher o pé e empatar a partida. E foi a presença dele no segundo gol, que fez Marcio Araujo tentar tirar a bola e colocar contra o próprio patrimônio. O próprio Marcio Araujo que era para ter sido expulso no primeiro tempo, caso Chicão também fosse.

4º ato: O resto do jogo. Apesar da palavra resto parecer depreciativa, depois de tudo que aconteceu nos 60 minutos iniciais, os 30 finais foram apenas complemento. E aí, devido a vantagem no placar, o Corinthians soube se impor e só não ampliou a partida devido a Síndrome de Tite. Onde o time até cria várias oportunidades, mas parece condenado a vencer por apenas um gol de vantagem.

Pelo lado corintiano, fica a certeza de que Chicão é importante para o time, enquanto Castan e Julio Cesar assustam, Edenilson um achado na direita, e Fabio Santos tem atuado bem na esquerda. Ralf e Paulinho dispensam comentários. Do meio para frente, apenas a ressalva de que Sheik merece titular e que JH é titular muito mais pelo psicológico do que pelo futebol.

No lado alviverde, a pane atrapalha maiores análises, mas excluindo os 15 minutos iniciais do primeiro tempo. O Palmeiras tem uma defesa sólida e um bom lateral esquerda, porém arrumou um problema na direita, Cicinho era o titular absoluto, mas as boas e pontuais exibições de Artur, criaram uma dúvida na posição e hoje nem um, nem o outro estão bem. No meio, Marcio Araujo é um esforçado primeiro volante, Pierre deveria estar aqui e como faz falta. Na frente, Barcos foi peça nula, mas o centroavante argentino precisa de seu companheiro para jogar e aí foi a maior decepção do clássico, Maikon Leite não apareceu em campo, sobrecarregou Valdivia na armação e fez com que Barcos pouco aparecesse para o jogo.

E foi por causa desse resultado que temos um novo líder, o São Paulo que venceu por 1×0 o Mirassol. O tricolor foi superior e criou boas jogadas, mas parou na violência do adversário ou na falta de capricho para a finalização. O time do interior abusou do direito de fazer falta e o juiz só queria saber de conversa. O time vai ganhando mais conjunto, mas ainda não está “azeitado”, promete dar trabalho no mata-mata, porque Lucas está em ótima fase.

Apenas para fechar, abri meu domingo assistindo a Colônia e Dortmund. Achei engraçado, como um jogo do campeonato alemão, a bola rola mais do que nos jogos aqui no Brasil. Os times deixam o outro jogar, a falta é recurso apenas quando não tem outro jeito. O Dortmund tem tudo para se sagrar campeão na Alemanha, mesmo tendo o Bayern no campeonato. E o Colônia se não tivesse Podolski podia ter certeza que estaria na segundona. Ah, o placar final 4×1 para o Dortmund.

Pitacos: Paulistão pode ser o melhor estadual, mas ainda sim é fraquíssimo!!

Faltam apenas 20 gols para o "Pirata".. fonte: Edson Silva / folhapress

Galera do blog, nesse fim de semana tive uma tarde bem paulistana, meuu..

Acompanhei os jogos dos quatro grandes e faremos uma breve análise de cada um deles, de acordo com suas partidas.

Mogi Mirim 3×1 Santos: O Santos levou o time B para enfrentar o Mogi e foi o responsável pela primeira derrota de um dos grandes para os considerados “pequenos”. A coisa foi tão feia para o Santos que Aranha foi o melhor em campo, evitando o que poderia ser uma tragédia maior.

O que fica de certeza é que o time santista precisa urgentemente contratar um zagueiro de qualidade, não só para ter opção em um eventual desfalque da titular como até mesmo para assumir a titularidade. Os titulares são medianos e os reservas são medonhos. Mas, nem tudo foi tragédia, de boa notícia foi a volta de Adriano, o volante reencontrou os gramados e em forma é uma ótima peça para o time.

Corinthians 1×1 Guarani: Nenhuma novidade no resultado do jogo. É lógico que o normal era o Corinthians ganhar, mas como sempre o time fez um gol e não teve ímpeto ofensivo para definir a partida e foi castigado com um pênalti no final. Pênalti bem marcado, já que o zagueiro alvinegro foi no mínimo atrapalhado no lance.

Se o Santos tem problemas quando olha para o banco, o contrário acontece com o Corinthians. Tite conseguiu “doutrinar” todos os jogadores ao seu esquema, então a diferença é apenas de qualidade na mudança, mas o time mantém o padrão tático firme. Uma grata surpresa é Edenílson na lateral direita, na minha opinião, já pode assumir a lateral. O que faria o time precisar ter boas opções na reserva de Ralf e Paulinho. Além disso, Douglas é titular absoluto, ele é cracaço, acha espaço onde ninguém vê. Problema do Tite, sobre quem sai, mas Douglas tem que ser titular.

Botafogo-SP 2×6 Palmeiras: Quem diria que o Palmeiras terminaria a 13ª rodada do Paulistão com o melhor ataque. Além do que o terceiro gol do Palmeiras foi uma obra prima pela coletividade e a comemoração mostra que toda a turbulência do time passou, pelo jeito somente uma pessoa não gostava do Felipão.

O time está super arrumado e já não depende mais tanto de Marcos Assunção. Barcos tem se mostrado uma ótima contratação. Aliás, em 2012 Felipão foi extremamente feliz na escolha do seus “camarões”. Barcos, Juninho, Daniel Carvalho e Artur cairam muito bem nesse time. Apenas Roman que ainda não teve sua chance. O Palmeiras talvez sofra mais no Brasileirão, mas tanto no Paulista como na Copa do Brasil sai como favorito. Aliás, na Copa do Brasil é para mim o favorito neste momento.

São Paulo 2×1 Portuguesa: Mais uma vez, o grande mais instável de São Paulo teve uma atuação digna do seu ano. Um primeiro tempo bizonho e um bom segundo tempo. No primeiro, a falta de qualidade da Portuguesa evitou uma derrota logo de cara, mas não evitou que o time saisse vaiado para o vestiário. No segundo tempo, Jadson cresceu e o time “milagrosamente” resolveu jogar coletivamente e buscar Luis Fabiano, o time venceu com propriedade a Lusa no final.

O time parece não evoluir a dois meses, não se entrosa e continua um amontoado de jogadores, muito em culpa das lesões iniciais e outra parcela sim deve ser creditada a Leão. Contudo, o segundo tempo foi a primeira demonstração no ano de um futebol mais coletivo, que todos os jogadores revejam o taipe do segundo tempo e levem como regra. Alem disso, dois jogadores fundamentais tiveram atuação destacada e que precisavam, Jadson e Luis Fabiano. O time é bom, mas hoje está atrás de seus rivais paulistas.

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Pitacos: Um clássico de surpresas e obviedades..

Para os palmeirenses o jogo foi uma surpresa.

Para os são paulinos, uma repetição.

Dessa forma, pode ser definido o eletrizante clássico que terminou empatado em 3×3.

Para o Palmeiras uma surpresa, porque não é normal o time de Felipão tomar três gols. Assim como o time não tem por característica jogar ofensivamente como ontem. Outra surpresa alviverde foi o time marcar três gols e nenhum deles ter a participação de Marcos Assunção.

Surpresa a boa atuação de Juninho e João Vitor e a má atuação de Assunção e Cicinho.

O que não foi surpresa para os palestrinos foi mais uma vez a boa atuação de Daniel Carvalho e Barcos. O primeiro mostra que se conseguir entrar em forma será peça-chave do time e o segundo mostra que os 27 gols serão tranqüilos de fazer.

Para o São Paulo, mais uma vez o time errou demais defensivamente e contou com lances individuais para resolver a partida. Com a individualidade de Lucas e Cortês e com a boa fase de Cicero e William Jose.

Mais uma vez, o time viu Piris, Casemiro, Denilson, Paulo Miranda e Rhodolfo baterem cabeça. O terceiro gol palmeirense é o típico lance do time que não se conhece ainda e tem treinado pouco posicionamento ou não aprende sobre posicionamento.

Desse quinteto defensivo, acredito que, entrosado e taticamente preparado, apenas Casemiro e Denilson saem para dar lugar a Wellington e Fabricio.

Mais uma vez, Jadson não teve atuação de destaque, contudo é apenas o primeiro mês dele e nítido que bola ele sabe jogar.

Mais uma vez também, Cortês mostra que é o melhor jogador do atual São Paulo. Assim como Lucas que cria várias jogadas, mas ainda precisa achar o melhor equilíbrio entre hora de tocar x hora de driblar.

No fim, o Palmeiras pelo primeiro tempo merecia a vitória. Mas no fim, o empate trouxe muita reflexão entre surpresas e “obviedades”.