E se o campeonato acabasse na 25° rodada?

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E se o campeonato acabasse na 25° rodada?

Sim, já está chato eu ficar repetindo isso, mas o Cruzeiro seria o campeão.

Agora, a disputa pela Libertadores ganhou detalhes extraordinários. O Galo teria abocanhado a última vaga, deixando Corinthians e Fluminense de fora.

Aliás, São Paulo, Galo e Grêmio terminariam empatados em números de pontos, o paulista e o mineiro ficariam com a vaga devido ao saldo. Mas, vale lembrar que o Grêmio está a 9 jogos sem perder e a 8 sem levar gols, Felipao parece ter superado o 7×1.

O Furacão e o Peixe se tivessem melhor aproveitamento fora de casa, poderiam bagunçar ainda mais essa disputa.

Na parte de baixo da tabela, o Flamengo ainda não afastou por completo a zona da degola, mas ao mesmo tempo percebe que tem muito mais time interessado nela do que eles.

Coritiba e Criciuma parecem que independente de qualquer resultado, eles sempre terminam a rodada entre os rebaixados.

Entre os grandes, Palmeiras e Botafogo são os que mais namoram a série B. O Palmeiras é a mulher de malandro do “malandrinho” mago Valdivia, disposto a fazer o que quiser com a camisa verde.

Já o Botafogo precisa entender que Mancini gastou as artimanhas para manter um time que não recebe motivado, está na hora de acertar as contas, ou os juros dentro de campo, se manifestarão com jogos de terça, sexta e sábado.

Aliás, se as séries A e B acabassem hoje, SC seria o estado junto de SP com o maior número de representantes. 4 times.

E aí, se o campeonato acabasse na 25° rodada, você estaria satisfeito com o seu time?

São Paulo e a sua chance, sem chance…

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O São Paulo tem chance de título?

Só ele pode enfrentar o Cruzeiro? Ou ainda é muito cedo para tais especulações?

Para responder essas perguntas estou analisando sensações, é muito subjetivo, e portanto, é para mim a melhor forma de analisar o futebol.

Nunca é cedo para especulações, fazê-las garante a graça do Brasileirão durante o campeonato todo, ficar apenas esperando as últimas duas rodadas para aí sim dizer algo, é muito fácil. Um amigo meu, disse que Tite usava a conta de esperar faltar 10 jogos para aí sim poder cravar. Tite, é treinador, ele nem pode especular antes, porque o que ele disser será usado a favor ou contra ele depois de muito tempo.

Mas, é especular sempre é bom.

Já que comecei a responder da última para a primeira pergunta, vamos para a próxima.

Eu só vejo o meu tricolor com chances de fazer frente ao Cruzeiro. É o único time que mostra força para vencer partidas e encostar no líder. Inter como sempre, chega como favorito, mas perde jogos inexplicáveis e vai ficando pelo caminho. Aliás, o SP começou sua caminhada em busca do Cruzeiro ao vencer o Inter no Beira Rio.

Para o Corinthians falta apetite em todos os jogos, Mano tenta seguir a cartilha metódica de vitória em casa, e empate fora, até aí tudo certo, mas futebol não é uma conta exata, essa deveria ser a média. Porém, Mano ousa pouco quando joga fora e aí não consegue recuperar eventuais tropeços. O Corinthians para mim é a única incógnita, tem poder para embolar o topo da tabela, mas parece não querer.

Fluminense, Grêmio e Galo são outros que poderiam sonhar, o time carioca ainda oscila demais, os comandados de Felipão estão embalados, mas o time não parece forte o suficiente para aguentar o returno inteiro. Já o Galo sofreu para achar o seu futebol após a saída de Ronaldinho e demorou muito para entrar no campeonato.

E agora sobre a última pergunta, e aí vem a grande contradição. Não acho que o São Paulo tenha chance de título.

Apesar do time embalar e parece o único jogando na mesma força do Cruzeiro. O trem bala azul está sólido, não sofre com a estrada e não dá indícios que possa diminuir o ritmo em algum momento. Ou seja, mesmo que o São Paulo vença no domingo, a tendência é que o São Paulo fique o campeonato inteiro tentando recuperar duas rodadas de atraso para o Cruzeiro.

No ritmo da Raposa, parece tarde demais para alguém buscar.

De qualquer forma, daqui 5 rodadas, vamos especular tudo de novo. E se for necessário, copio esse texto inteiro.

Falta: o principal recurso!

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Você acha a falta um recurso do futebol?

Eu acho, mas ele não precisa ser o primeiro e com certeza muito dos problemas da qualidade de nossas partidas partem dessa premissa.

Ontem fui ao Morumbi ver o jogo do meu tricolor, antes de entrar no estádio, parei em uma lanchonete próxima do Cícero Pompeu de Toledo e assisti ao clássico paulista entre Santos x Corinthians, depois vi a partida do São Paulo e quando cheguei em casa ainda consegui ver o clássico do Rio Grande do Sul.

E sabe o que eu mais vi nesses jogos? FALTA, FALTA E MAIS FALTA. Eram faltas por todos os lados.

No Grenal por exemplo, aos 42 segundos do primeiro tempo, Rodriguinho já dava um cartão de visita para Willians. No clássico paulista, a bola rolou menos de 40 minutos. Menos de 40%. Pense que você pagou ingresso para ver esse jogo, comprou uma partida de 90 minutos, que deveria ter em média 60 minutos e só teve 40 minutos. Deixaram de te “dar” 1/3 do jogo que você pagou.

Eu sei que existe uma questão sobre a arbitragem, que não sabe controlar um jogo e para demais o jogo.

Mas venho notando com mais carinho esse ano, que o problema maior está nos jogadores. O brasileiro é ensinado desde cedo a parar o jogo, o jogador brasileiro não é ensinado a marcar bem, ele é ensinado a interromper o ataque rival, seja desarmando, seja fazendo falta.

O próprio Felipão na coletiva pós-clássico soltou a seguinte frase: “O Walace, menino de 19 anos foi bem o jogo todo, uma aposta que fiz para segurar o D’Alessandro, só no lance do gol, se ele fosse mais experiente tinha parado o lance com uma falta.”

O pior, ele disse isso achando que era bacana o que ele estava dizendo. Ou seja, estamos formando a base para parar o jogo com falta.

Ontem, antes dessa maratona de Brasileirão, assisti ao final da Copa da Inglaterra. O jogo era Arsenal x City, era uma final, não esqueçam. A primeira falta aconteceu com 12 minutos de jogo. 12! A essa altura no clássico paulista já tinhamos 10 faltas. Algumas por exagero de Raphael Klaus, mas a maioria porque o jogador brasileiro vai para fazer a falta.

Está errado, basta lembrar que o Brasil terminou a Copa como a 5ª seleção com a maior média de faltas.

Para quem diz que é o país do futebol, do futebol-arte, futebol jogado, temos que dizer que estamos mais para o país da falta como principal recurso.

Felipão e o seu mico!

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Existe um velho ditado que sempre escutei nos lugares onde trabalhei que dizia: “tire o mico das suas costas”.

O ditado simplesmente dizia que em alguns momentos, não vale a pena o sacrifício ou a boa intenção de ajudar os outros, que você deve simplesmente cumprir com o que lhe foi pedido e tirar essa “pendências” do seus “to do” do dia a dia do trabalho.
E foi exatamente isso que Fabio Koff fez.

Não critico que ainda queira tentar Felipão, acho que as pessoas merecem chances. Eu não escolheria o treinador. Seu último bom trabalho foi com a seleção de Portugal na Eurocopa de 2004. De lá para cá, uma coleção de fracassos.

Mas, o que mais me incomodou na decisão de Koff foi a vontade de simplesmente se livrar do “to do” escolher um treinador.

Penso que como diretor de um clube, preciso entender o que pretendo com o clube, qual a filosofia, proposta que quero dar ao meu time e a partir daí decidir a metodologia que aplicarei. Nesse conjunto de decisões, a escolha do perfil do treinador deve existir. Não precisa ter um único exemplo, mas as características fundamentais que o treinador precisa ter, para que seja condizente com a proposta e filosofia que decide implementar.

Quanto vejo Enderson Moreira saindo e entrando Luiz Felipe Scolari, pergunto, qual a semelhança entre um e outro? Nenhuma. São filosofias completamente distintas. Um prega a marcação, bola longa e o time motivado. O outro prega dinâmica, vigor físico e bola curta.

Koff simplesmente escolher Felipão não consegue perceber que o elenco foi montado para o que Enderson pensava, o time foi treinado para isso e agora Felipão chega tendo que com as peças pensada pelo outro montar o time com a sua cara. Ou seja, a chance de sucesso, é pequena.

Koff, não buscou um substituto para Enderson, ele simplesmente tirou o mico das costas dele. Agora, está com Felipão e daqui a pouco com a torcida.

Se for só para decorar, deixa o Felipão…

Zicobike

Muito se especula nesse momento sobre a troca do treinador no Brasil.

Fala-se em Tite, Guardiola, Muricy, Simeone.

Eu gostaria na ordem de ver, Tite, Jurgen Klopp (Dortmund), Guardiola, Zico, Cuca, Sampaoli e só.

Me considero um sujeito estranho, pois na relação que fiz, Tite é o único que não gosto, gosto muito da pessoa e do caráter, mas não gosto de algumas opções táticas de Tite. Contudo, sei que ele é um estudioso da bola, um cara que consegue pensar variações táticas e que se a seleção traçar um planejamento real de médio e longo prazo, ele saberá cumprir.

E aí, chegamos ao ponto fundamental, definição de estilo de jogo, de filosofia, de metodologia, de quais serão as etapas para a realização desse planejamento, de como será envolvida a categoria de base visando esse projeto.

De nada adianta, trocar a peça decorativa hoje no Brasil. O treinador por soberba nossa, é apenas um catador de jogadores. Junta eles, dá os coletes para quem ele vê jogar melhor no clube, dá uma organizadinha qualquer e vai.

Lógico que algumas coisas precisam partir do treinador, como por exemplo estudar o adversário, caso ele seja inferior, pensar as alternativas para superá-los e caso o rival seja melhor, como fazer para neutralizar os pontos fortes deles. Nisso, Felipão pecou muito. Falhou contra todos os rivais brasileiros, fez apenas 45 bons minutos contra a Colômbia.

O 7×1 foi apenas resultado desses erros todos.

A escolha de um novo treinador, passa primeiro pelo desenho de um planejamento e nesse planejamento ver quais características desejamos ao nosso riscado.

Dentre as sugestões que dei, Tite para mim é a melhor porque é a mais simples. Klopp por gostar do estilo que aplica no Dortmund nos últimos anos, mas se dentro da CBF tivesse gente afim de fazer valer nossa tradição de encantar o mundo, aí meu projeto contemplaria o Galinho no comando.

Meu pensamento é simples, quem melhor que o craque do time de 82 para resgatar esse futebol na nossa amarelinha?

Zico, tem passagens como treinador e fez até bons trabalho quando teve tempo. Conhece muito do riscado, e pode com tempo, planejamento e apoio para isso, reconstruir esse nosso DNA encantador.

Se for para trocar só para agradar, deixa para lá então.

4 times, 4 possibilidades e uma taça…

Galerinha, sobraram apenas 4 times.

10 títulos e 11 vice-campeonatos. E finais que poderemos desfrutar duelos interessantíssimos.

Holanda x Alemanha

Será a primeira vez na história que uma seleção européia triunfará fora do continente europeu. Além de ser o duelo entre os 4 finalistas que estão melhor tratando a redonda. Robben enfrentará uma legião de companheiros que jogam com ele no Bayern, correndo o risco até de receber uma bola bem enfiada por Kroos ou ele cruzar uma bola na cabeça de Müller.

Alemanha x Argentina

A Alemanha será Brasil na final mesmo que dias atrás tenha eliminado a seleção canarinha. Poderá ser a consagração de Messi no Olimpo dos grandes jogadores, porque terá ganhado uma Copa sendo decisivo para a sua seleção em todos os jogos.

Brasil x Holanda

Duelo frequente na história recente do futebol. Cruzamos os holandeses em 94, 98 e 2010. Sneijder e Robben irão reencontrar Julio Cesar, mas dessa vez De Jong e Felipe Melo assistirão pela TV. Faísca mesmo será do lado de fora, Van Gaal e Felipão precisarão ser separados por um cordão de isolamento. É declarado o ódio de Felipão por Van Gaal, da mesma forma que Van Gaal não gosta de brasileiros.

E por fim,

Brasil x Argentina…. Brasil x Argentina… Precisa alguma descrição sobre isso.

 

Crédiitos do vídeo: Ramon Ribeiro