A tecnologia no futebol, porque não?

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E ontem um gol polêmico iniciou a eliminação do Atlético Nacional da Colômbia no Mundial de Clubes.

Polêmico, pelo uso da tecnologia, não vou entrar no mérito se foi acertado ou não. Acho que a polêmica maior é sobre o uso da tecnologia. Eu sou a favor, e achei muito oportuna a tentativa. É lógico que algumas coisas precisam ser aprimoradas e não banalizar a decisão.

Eu sou a favor do método de desafio, igual no tênis, cada time teria um desafio por tempo, não cumulativo e se utilizado de forma equivocada perderia o do outro tempo, além de um tempo máximo para pedir o desafio, 30 segundo no máximo.

Além disso, algumas tecnologias seriam implantadas sem necessidade de uso de desafio, como o chip na bola para dizer se ela entrou ou não, por exemplo.

Por exemplo um carrinho que o jogador tem certeza que foi tocado e que sofreu o pênalti, logo após ele receber o contato ele mesmo, avisa o capitão para solicitar o desafio. Além de certificar da decisão correta, cria a consciência nos atletas de pararem de inventar falta e só pedir se realmente sofreram a falta.

Acho que o desafio criaria uma responsabilidade no jogador perante ao jogo, hoje é comodo para alguns atletas simularem faltas e cometerem faltas escondidas e jogar tudo nas costas da arbitragem.

O futebol hoje é visto por milhões de pessoas e os erros percebidos em menos de um minuto dentro do estádio, todo mundo acessar o celular e logo, todo mundo está sabendo do que aconteceu, o futebol precisa acompanhar isso,  para evitar que por várias vezes o centro da polêmica fique sobre a arbitragem ou qualquer decisão dela.

Eu desconfio muito da muleta de quem assina para manter essa restrição, ou não querer resolver de verdade, parece que cria uma forma de mostrar que a tecnologia não serve e que comodamente é melhor não seguir em frente.

Deixar a dúvida e a culpa na arbitragem parece conveniente para quem suborna até voto para escolher a sede do maior evento do mundo de futebol.

Tecnologia é mais difícil subornar.

“Às vezes um drible bonito é melhor que um gol”

Dener 17042014

Devo acompanhar futebol desde meus 6 anos. Minhas primeiras lembranças são de Maradona e Caniggia eliminando o Brasil e um gol de carrinho de um talismã corintiano que deixou meu pai muito, mas muito feliz mesmo. Era Tupãzinho dando o primeiro título brasileiro para o Corinthians.

De lá pra cá, vi muita gente desfilar dentro das quatro linhas. Muitos ótimos jogadores. Meus preferidos são Zidane e Djalminha. Acho dois gênios na arte de jogar bola, vi Zico no final da carreira pelo Kashima Antlers, portanto acho que não aproveitei o melhor do craque rubro-negro.

Porém, existem dois jogadores que fiquei perplexo ao ver jogar, pela facilidade com que driblava e pela capacidade de decidir uma partida sozinho. Sim, sozinho. Falo de jogadores que em uma partida onde nada funciona pelo time que atua, ele pega uma bola e sai driblando todo mundo e decide ou quase decide uma partida.

Um deles, ainda pode terminar na minha seleção, falo de William, que hoje atua no Chelsea. Acho William, um jogador fora de série, cracaço de bola e lembro umas das primeiras aparições dele, era um Corinthians x Santos que acabou 0x0. O Timão sofria uma pressão absurda do time praiano, que perdia chance, atrás de chance. Até que em um lance sozinho, ele dribla o time todo e quase vence a partida pelo Corinthians.

O outro é Dener!

Dener foi um furacão que passou no começo da década de 90. Para se ter uma ideia, era uma espécie de Neymar dos tempos atuais. Dener era genial, dribla fácil, partia para cima, não existia marcador para ele, somente um cinto em seu pescoço que conseguiu pará-lo e levar para o andar de cima.

Sábado próximo, completará 20 anos que Dener morreu. Ele tinha apenas 23 anos e começava sua trajetória no Vasco da Gama. O jogador pertencia a Portuguesa e já tinha propostas para jogar na Europa.

Não sei até onde Dener chegaria, mas ele foi o primeiro jogador que individualmente fez eu amar ainda mais esse esporte. Na época que assistia ao meu tricolor assombrar os europeus, era Dener individualmente que personificava o que era possível fazer com a bola nos pés.

Obrigado Dener!