Galo forte, vingador e exorcista!!

Galo

“Diziam que o Galo era azarado, que eu era azarado, pronto, acabou! Azar, p…a nenhuma!” foi assim que Cuca desabafou ontem após Gimenez errar o quinto pênalti do Olimpia garantindo a vitória por 4×3 para o time mineiro.

Na sequência, Ronaldinho completou, “falavam que eramos renegados, que o Ronaldinho acabou, que o Jô acabaou, que o Gilberto Silva acabou, que esse time não tinha vontade, tá aí, vão falar o que agora?”

Foi assim que começou a trajetória desse time mineiro que ganhou um capítulo extraordinário ontem, com a conqusita da Taça Libertadores da América. Um time que começou na fase de grupos atropelando todo mundo. Só perdeu para o São Paulo na última partida, derrota essa que fez com o que o Galo encontrasse novamente o time brasileiro nas oitavas e aí o fantasma da “zica” que assombrava Atlético e Cuca começava a ser exorcizado.

O São Paulo começou fulminante o primeiro jogo no Morumbi, abriu o marcador e sufocava o Galo na busca pelo segundo gol. Eis que os caras lá de cima, resolveram ajudar e fizeram Lúcio ter uma atitude totalmente destemperada e ser expulso ainda no primeiro tempo. A partir dali, o Galo fez valer a superioridade numérica, virou o jogo e depois venceu com sobras no Horto.

O próximo adversário seria o Tijuana, time sem tradição e que tinha como diferencial apenas o campo de grama sintética, ou seja uma presa fácil para o time de Kalil. Para melhorar a história, o Galo conseguiu segurar o empate no México por 1×1 e veio tranquilo para cumprir seu papel dentro do Horto. Mas , só foi começar o jogo para o fantasma voltar a assombrar. O time jogou muito mal (provavelmente a pior atuação do time dentro de casa) não criava nada e o Tijuana ainda arriscava contra ataques perigosos. E quando tudo caminhava para uma classificação por 0x0 de forma preocupante, um pênalti aos 47 do segundo tempo para o Tijuana mostrava que o fantasma precisava ser exorcizado mesmo. E mais uma parte dele foi exorcizada, pois Victor resolveu pegar com os pés a cobrança e manter o Atlético vivo na competição.

Chegava a vez de enfrentar, o time mais forte da competição, o Newells Old Boys. Para mim, o time argentino foi tão bem quanto o Galo na competição, mas alguém precisa seguir em frente. Aí foi a vez do Galo fazer uma péssima partida na Argentina, o time foi engolido pelo Newells e saiu com um 2×0 perigoso na conta. No jogo de volta, um gol logo no começo e só. Depois, o Newells começou a controlar a partida mesmo sem a bola, especialidade argentina. Parecia que o time poderia jogar dias e dias que nunca seria assustado pelo Galo. Apenas uma luz salvaria o Galo.

E a luz veio, mas veio indo embora. Um apagão no estádio da Independência paralisou o jogo por cerca de 15 minutos e foi o tempo suficiente para Cuca reorganizar o time mineiro para jogar uns 15 minutos finais em cima do time argentino. E a luz (ou falta dela) foi fundamental para o resultado, o time continuou abafando, mas agora de forma mais concreta e foi achar o gol com Guilherme. Sim, aquele que os atleticanos chamavam de “Maria” (referência ao histórico do jogador no maior rival) e que havia entrado no lugar de ninguém menos do que Tardelli.

Com o gol, a decisão foi para os pênaltis e o exorcismo continuava, o time conseguiu uma virada nas cobranças de pênaltis, aumentou ainda mais a idolatria dos torcedores por Victor e o time carimbava o passaporte para final contra o apenas tradicional Olimpia do Paraguai.

O primeiro jogo foi feio, com o Galo errando muito e o Olimpia mostrando que era apenas um time esforçado, porém achou dois gols, sendo um no final da partida que deram uma vantagem significativa para uma final. 2×0. E ontem o fantasma foi exorcizado de vez.

Exorcizado pelo volume de jogo criado, exorcizado, porque conseguiu devolver o placar e vencer nos pênaltis, exorcizado porque apesar de ter um jogador a mais, não pode aproveitar porque Bernard se lesionou, exorcizado porque quando Ferreyra correu em contra ataque e deixou Victor para trás, os deuses do futebol trataram de lhe darem uma rasteira que fez com que o atacante não silenciasse o Mineirão. Exorcizado porque Cuca montou o São Paulo campeão dessa competição em 2005 e no Cruzeiro montou times impecáveis que cairam pelo imponderável, portanto já era merecido a tempos.

Venceu o melhor, e venceu aquele que venceu 8 adversários. O Galo venceu Arsenal-ARG, São Paulo 2x, The Strongest, Tijuana, Newells, Olimpia e principalmente, ele mesmo!

Parabéns Clube Atlético Mineiro, Galo forte e vingador!!

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Pìtacos: Atlético e Corinthians fazem jogo digno do programa “Quem fica em pé?”. No final Galo 100% e Corinthians sem nenhum ponto.

Hora de falar do jogo do Corinthians, apenas para explicar o título, o jogo não foi violento, mas foi recheado de faltas graças a péssima arbitragem de Wilton Sampaio. O árbitro de Brasília parou demais o jogo, irritou os jogadores, se perdeu em campo e expulso duas pessoas de maneira errada.

O jogo foi amarrado no meio de campo, o Galo por estar em casa tinha o domínio da posse de bola, mas as chances eram escassas.

O Atlético chegou com perigo em dois chutes um de André e outro de Mancini. Enquanto o Corinthians quando apareceu, apareceu com mais perigo, aliás se não fosse o momento Deivid do Elton, o clube paulista abriria o marcador.

Assim segui o primeiro tempo, arrastado e muito amarrado.

Veio o segundo tempo, e Cuca fez as alterações corretas, percebendo o nervosismo de Mancini e a inoperância de Dudu Cearense, o treinador colocou Escudero e promoveu a estréia de Junior Cesar.

E no segundo tempo, vieram os dois lances cruciais, no primeiro William recebeu boa bola nas costas da zaga e mandou uma bomba para o gol que foi prontamente tirada por Rafael Marques de ombro. Confesso que de primeira, tinha parecido muito pênalti para mim, mas depois olhando o lance com atenção, ficou claro que foi um lance limpo.

No lance seguinte, Réver curtindo uma de meia, lançou para Danilinho que deu um totó de cabeça para tirar Cássio da jogada, o goleiro que estava mal posicionado ficou apenas observando a bola entrar e decretar a vitória atleticana.

Pelo Corinthians, por mais curioso que possa ser, o time sofre do seu próprio pragmatismo, o elenco está tão coeso sobre o esquema tático, que o time não consegue criar variações táticas quando o time está atrás do marcador. Tite tornou o time refém de um esquema só. O time joga muito nesse esquema, mas só nesse esquema.

Pelo Galo, o time é esforçado, era bom trazer uma peça de criação para o time e compor melhor o elenco. Junior Cesar chega para ser titular. Mas seria bom olhar para o setor de meio de campo.

Veja também: No melhor jogo da rodada, Flamengo e Inter empatam em 3×3.

Análise do BR-2011 até essa 09ª rodada.

Galera do blog, esse fim de semana confesso que fui um pouco displicente com o Brasileirão, não vi quase nada, na verdade vi apenas os dez minutos finais do jogo do Corinthians e escutei a vitória do meu tricolor. No caso do domingo, estava impossível tirar do jogo da seleção de vôlei, jogo eletrizante digno de final de Liga Mundial.

Iria fazer essa análise apenas na décima rodada, porém vamos antecipar, vamos fazer uma análise geral da tabela.

Na parte de cima, Corinthians e Flamengo são os times a serem batidos, ainda invictos no campeonato, os times mostram que estão bem compactos e que para o adversário vencer terá que suar sangue. Tenho gostado muito do que vi em Palmeiras e Botafogo, são dois times bem montados, com elenco limitado, mas com força total são times difíceis de serem batidos.

Além desses quatro, incluo Cruzeiro, Inter e São Paulo como favoritos ao topo da tabela, contudo esses três ainda estão encontrando a formação ideal.

Na parte debaixo, parece que está mais anunciado do que nunca os que farão parte da Série B, os 4A, Avaí, Atlético-PR, Atlético-GO e América-MG são times muito fracos e que dificilmente terão sorte para escapar da degola.

Minha seleção até essa 09ª rodada fica com Muriel (INT), Weldinho (COR), Chicão (COR), Anderson Martins (VAS), Junior Cesar (FLA), Willians (FLA), Paulinho (COR), Marcos Assunção (PAL), Thiago Neves (FLA), William (COR) e Ronaldinho (FLA), Téc. Felipão (PAL)

E para vocês, quais são os destaques até agora?

Foi por pouco Ceni…

Galera do blog, ontem aconteceu o primeiro confronto entre São Paulo e Internacional pela Libertadores. O jogo terminou 1×0 para o Colorado e foi pouco, o time do Sul merecia melhor sorte, mas encontrou Ceni inspiradíssimo, o goleiro foi ao meu ver o nome do jogo.

No primeiro tempo, o tricolor paulista mostrou que vinha para se defender exclusivamente, tanto que Dagoberto e Fernandão praticamente não jogaram, pois a bola não chegava, o jogo ficou concentrado em metade do campo. De certa forma, o São Paulo mostrou uma pegada e uma força na marcação que estava ausente nos últimos jogos. Do lado Colorado, ficou claro que quem seria o personagem da partida seria Taison, o jovem atacante infernizou o setor direito da defesa são paulina, do outro lado o bom lateral Nei subia bem e apoiava bastante.

Enquanto isso, a única válvula de escape do São Paulo era Marlos, o jovem meia por várias vezes aparecia em boas condições de armar o contra ataque, mas seu excesso de “fome” acabava com qualquer esperança do time de Ricardo Gomes, aliás o jovem meia possui muita capacidade, mas precisa lembrar que futebol se faz coletivamente.

E assim andou o primeiro, literalmente andou, o Inter pressionava o São Paulo que acuado tentava sem sucesso contra atacar, mas Marlos insistia em prender a bola.

Veio o segundo tempo e a proposta do jogo permaneceu a mesma, o São Paulo se limitava a defender, enquanto o Inter tentava acuar cada vez mais o time do Morumbi. Como havia dito, Nei e Taison continuavam a criar as melhores chances pelos flancos do campo, enquanto Jean e Junior Cesar eram peças mortas no time de Ricardo Gomes.

A única esperança do cenário mudar era uma intervenção da sorte, e foi o que aconteceu, Celso Roth teve estrela e tirou Andrezinho para colocar Giuliano, e o ótimo meia colorado entrou e marcou um belo gol. Parecia que com o gol, o cenário iria mudar, mas as emoções continuaram nas mãos de Ceni em suas ótimas defesas. Ricardo Gomes até promoveu mudanças interessantes, mas que não surtiram efeito.

Aliás mudança é o que o time tricolor precisa, principalmente de campeão, alguns membros do time parecem não possuir essa estrela que acompanha por exemplo Rogério Ceni, além do que jogadores como Hernanes e Dagoberto precisam chamar o jogo para si, se não conseguem, já pensem em mudar de ares, pois faz tempo que os dois não rendem metade do que podem dentro do São Paulo.

No fim das contas, todos sairam felizes, o Inter porque ficou com a sensação de que possui time muito superior ao do São Paulo e um gol no Morumbi praticamente decreta a classificação, e o São Paulo que pelo jogo o resultado foi razoável e agora terá a força da sua casa para decidir a sua classificação.

Só lembrando que o São Paulo ainda não ganhou depois da Copa, enquanto o Inter só ganhou depois da Copa.

O Frio e Calculista passou…

Gslera do blog, ontem acompanhei o jogo do meu tricolor contra o Cruzeiro. O jogo estava cercado de emoções, de expectativas, prometia ser um grande jogo, mas em dois minutos de jogo tudo foi resolvido. Em um lance isolado, Kléber deixou a mão na cara de Richarlyson e foi expulso, pronto uma ducha de água fria no Cruzeiro e como bem disse Thiago Ribeiro, o time do São Paulo é frio e calculista nesta competição, a partir daí a tarefa do São Paulo ficou fácil.

Se foi justo a expulsão do Kléber? Acho ela totalmente questionável, talvez qualquer outro jogador não seria expulso naquele lance, mas Kléber tem histórico, e jogador que tem histórico deve evitar esses lances. Não acho que o Cruzeiro foi roubado, acho que foi um lance de interpretação, onde o juíz preferiu expulsar Kléber no lance.

Diante disso, o Cruzeiro perdeu o ímpeto ofensivo, o tricolor começou a dominar as ações, possuia bom volume de jogo mas faltava o detalhe final, até que em jogada isolada na lateral esquerda Junior Cesar fez grande jogada e partiu sozinho para a linha de fundo até encontrar Hernanes livre para fuzilar o gol de Fábio e abrir o marcador.

A partir do gol, ao invés da Celeste tentar uma reação desesperada o que se viu foi um time combalido que simplesmente abdicou de tentar uma reação. O Sâo Paulo dominou as ações do jogo e criava diversas chances, contudo faltava maior capricho no detalhe final. Dessa forma, o primeiro tempo seguiu até o final.

No início do segundo tempo, o Cruzeiro até tentou uma pressão inicial, mas a diferença numérica pesava e o time não tinha pernas para continuar a pressão, tanto que logo aos 08 minutos do segundo tempo, Dagoberto recebeu passe açucarado de Fernandão e deu números finais a partida. O restante do tempo, o São Paulo conduziu de forma tranquila até o apito final.

Pelo Cruzeiro, o time me decepcionou, jogou muito abaixo do que o time realmente podia, além de eu não ter entendido as mudanças de Adilson Batista, parece que o time sentiu sensivelmente a expulsão de Kléber. Do lado do São Paulo, Alex Silva novamente foi um monstro, Hernanes parece ter assumido a responsabilidade do time, Fernandão parece estar no grupo há anos e Junior Cesar parece começar a reencontrar seu melhor futebol.

E vocês? Acharam justa a expulsão do Kléber? O que acharam do jogo? Alguém viu o jogo do Santos, como foi?

Reta final do Paulistão!

Galera do blog, enfim a primeira fase do Paulistão chega a sua reta final, Portuguesa, Prudente, Corinthians e São Paulo disputam as últimas duas vagas, enquanto Santos e Santo André já se garantiram para a próxima fase.

São Paulo 5 x 0 Botafogo-SP: Bom jogo do tricolor, apesar da dificuldade em abrir o marcador, o time mostrou mais vibração, o trio de frente infernizou a defesa do time de Ribeirão Preto e mostrou ser uma boa opção para Ricardo Gomes, Marlos, Dagoberto e Fernandinho são jogadores leves que equilibram o meio de campo lento que o time possui.

Durante o primeiro tempo, os três homens de frente do tricolor criaram diversas jogadas, mas sentiam a falta de entrosamento aliado a uma pitada de “fome”, por diversas vezes Marlos e Dagoberto exageraram no individualismo. Porém foi no individualismo que as melhores jogadas do primeiro tempo aconteceram, na primeira Dagoberto fez excelente jogada e foi parado com falta dentro da área, pênalti que o capitão Ceni cobrou e desperdiçou. Na segunda chance, Jorge Wagner fez excelente jogada e deu um passe açucarado para Marlos, o meia atacante não desperdiçou e abriu o marcador. Assim terminava o primeiro tempo. 1×0, São Paulo.

Veio o segundo tempo, e o São Paulo continuou bem, porém dessa vez encontrou o Botafogo mais aberto na busca do empate, assim ficou muito mais fácil para o São Paulo chegar aos gols, logo aos 14, Marlos e Dagoberto resolveram ser solidários, ótima trama dos dois que terminou com uma assistência de Marlos para Hernanes era o segundo gol tricolor. Depois disso, os gols foram saindo até terminar em Hernanes novamente fazendo o último e quinto gol tricolor.

Pelo time, destaque para Hernanes e Marlos que juntos participaram de quatro dos cinco gols do São Paulo, gostei muito da movimentação do ataque, Junior Cesar está ganhando a posição na esquerda, outra boa partida do camisa 06 e Rodrigo Souto, mesmo boa parte da torcida criticando, vejo o volante melhorando a consistência defensiva do time, já que desde a saída da dupla Josué – Mineiro, o time não tinha mais aquele volante de frente de zaga, Souto vem cumprindo muito bem esse papel, além de ter marcado uns golzinhos nos últimos jogos.

Ituano 0 x 2 Corinthians: Foi no sufoco, o gol demorou, foram preciso mais de 80 minutos de bola rolando para o Corinthians chegar ao primeiro gol. Contudo, o gol tardou a sair, muito mais por falta de capricho na última bola do que por qualquer outra coisa.

No primeiro tempo, o Corinthians encontrou algumas dificuldades para entrar na área adversária e quando arriscava de longe não obtinha sucesso, seus jogadores apesar de excelentes chutadores de média distância estavam com aproveitamento pífio na tarde de ontem, enquanto isso o time dava alguns espaços na defesa e permitia contra-ataques perigosos do time da casa. E assim foi gastando o tempo do primeiro tempo, o Corinthians pressionando, mas sem criar chances claras e o Ituano tentando de vez em quando surpreender. Fim de primeiro tempo e 0x0 no placar.

No segundo tempo, o panorama do jogo não mudou, porém o Corinthians começou a criar chances mais claras de gol, mas que eram desperdiçadas a torto e a direito, o time abusava do direito de perder gol. Da mesma forma, o Ituano começou a ser mais perigoso no contra-ataque, principalmente explorando o buraco deixado na lateral direita que com a saída de Moacir machucado ao final do primeiro tempo criou um buraco naquele espaço. Por ironia do destino, esse buraco deixado na defesa foi o responsável pelo gol corintiano, Jucilei que deveria ocupar o local deixado por Moacir, insistia em aventurar-se pelo meio de campo na sua posição de origem, e foi assim que em um ataque bem trabalhado que Jucilei apareceu livre para completar para o fundo das redes.

O segundo gol foi em decorrência do Botafogo se lançar contudo para o ataque. Pelo time alvinegro, destaque positivo para Roberto Carlos, com certeza o melhor em campo. E atuação desastrosa para Ralf, na minha opinião o volante fez sua pior partida pelo time de Parque São Jorge, em um jogo que o time adversário mal atacava, ele não conseguiu fazer a proteção necessária a frente da zaga, aliás a cada jogo que passa ele fica mais preso a simplesmente proteger Roberto Carlos do que a frente da defesa, Mano precisa corrigir esse posicionamento antes que seja tarde.