Qual a melhor seleção atualmente?

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Hoje eu acordei com essa pergunta na cabeça.

Acho que como vai começar a Copa América e já tem todo o borburinho da Eurocopa também, fiquei pensando se eu resolvesse listar quais são as melhores seleções quem é aquela que eu consideraria a primeira.

E aí virou um exercício de potencial, porque mais do que o time joga tentei pensar no que tem de material disponível para imaginar quem tem esse status. Resolvi então listar cinco seleções e depois responder quem eu acho a melhor seleção do momento.

1) Alemanha = Não tem como ignorar os atuais campeões do mundo, uma seleção que vai passando por um processo de renovação natural, porém gradual, o que mantém o time forte, parecem um pouco anestesiados ainda, quem sabe a Euro traga a vibração novamente.

2) Argentina = Da mesma forma, não dá para ignorar o vice e tampouco um time que tem Messi. Isso sem falar em Di Maria, Aguero, Dybala e bota gente na linha de frente que tem, uma seleção com talento individual absurdo do meio para frente, mas que ainda carece tem uma sintonia maior.

3) Espanha = A seleção de Del Bosque parece dar indícios que está voltando a ser forte após a reformulação mais intensa que passou pós título, o time apresenta bons novos valores aliados ao genial Iniesta e alguns experientes jogadores.

4) França = O país que sediará a Euro está com um grupo tão forte e com uma geração com tantos bons valores que estão se dando ao luxo de deixar Benzema de fora, seja qual for o real motivo, mas Payet, Griezmann, Pogba, Ribery, Varane, Matuidi e mais alguns parecem uma seleção que tem tudo para fazer bonito nos próximos anos.

5) Brasil = Podem me chamar de doido, mas fiquei na dúvida entre nós, Chile, Bélgica e Inglaterra, mas o Chile perdeu muito com a saída de Sampaoli, os belgas parecem ser apenas a eterna promessa, Inglaterra é um time com potencial e coloquei o Brasil apenas por um jogador diferenciado. Para mim, em termos de potencial, a única diferença entre Brasil e Inglaterra é Neymar.

Tenho comigo que essa seleção da França seja a melhor do momento, acho que é um time com peças muito boas em todos os setores, além disso uma seleção que pode não ter peças extraordinárias, mas que o conjunto parece que irá dar muito trabalho é o México de Osório.

Aproveitando, aposto no México para a Copa América e na França para a Euro.

E para vocês qual a melhor seleção atualmente?

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Para voltar a ter orgulho da seleção…

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Entre essa histeria coletiva sobre ter ou não golpe, um golpe escabroso vai se revelando na nossa querida entidade suprema do nosso futebol. A troca de emails divulgada onde fica clara a interferência da CBF nos julgamentos do STJD é mais um dos casos que só confirma o que suspeitamos.

E assim, como nos clubes, o papel de quem lidera acaba refletindo nos atletas. Chama-se cultura de uma organização. Já reparou que em uma empresa, as pessoas que trabalham no mesmo lugar acabam adquirindo comportamentos similares, é a cultura da empresa moldando aquele funcionário. Quem sabe, um dia, entro nesse tema mais afundo para mostrar a importância da cultura na formação de um time.

Mas voltando a nossa escrete canarinha. Toda essa sujeira e esse comportamento de usar a seleção mais vencedora do mundo como balcão de negócio reflete na postura dos jogadores. Descompromisso total. Ninguém lá dentro, realmente está defendendo o país, por mais que no discurso esteja, a cultura encontrada dentro da CBF não permite, o discurso fica vazio.

Sinceramente, olha nossos atletas, quantas seleções tem um grupo melhor do que o nosso? Eu fico com apenas 3, Argentina, Alemanha e França. Existe uma questão sim em relação ao Dunga, temos opções melhores no mercado para substituir. Lembrando que Sampaoli e Mourinho estão disponíveis. Mas a saída do Dunga é o menor dos problemas.

O que falta é uma cultura de verdade de querer defender o país.A seleção vai continuar ganhando, o time é forte, mas o espirito de compromisso com a pátria, de defender realmente a camisa amarela com orgulho, só com gente que queira isso dentro do alto comando da confederação para voltar aquele gostinho de orgulho de ver a seleção jogar.

MSN, BBC e Sampaoli…

FC Barcelona v Club Atletico de Madrid - La Liga

Photo by Miguel Ruiz/FC Barcelona

Sampaoli parece cada vez mais distante da seleção chilena e cada vez mais próximo de assumir algum clube europeu.

E o terceiro melhor treinador de 2015 falou um pouco sobre o que tem visto no futebol atual e seu destaque caiu sobre os dois trios mais famosos do futebol atual, MSN (Messi, Suarez e Neymar) e BBC (Bale, Benzema e Cristiano).

Sampaoli disse que é um absurdo que o trio do Barça tem se tornado tão amigo, porque os talentos deles são em benefício de alavancar o futebol do companheiro, de maneira até descrente da competição dos demais, o treinador afirmou que foi a pior coisa que poderia acontecer ao futebol, foi essa amizade.

E comparou com o trio madrilenho, do qual ele diz que mesmo igualmente forte, a falta de “cumplicidade” faz com que ao invés de potencializar, eles se neutralizam.

Concordo em partes com Jorge Sampaoli.

Primeiro que nunca acharei que a pior coisa do mundo é a amizade entre os integrantes do MSN, sei que ele também falou isso brincando. Mas é fato que essa amizade que eles criaram, tornaram o trio, o mais temido do futebol atual e provavelmente será um dos trios mais temido da história do futebol.

E não sei se chega ao ponto de neutralizar, haja visto que eles seguem marcando muitos gols, inclusive superando em alguns momentos o trio da Catalunha, mas a sensação é que em Madrid, existe uma competição para ver quem é mais importante, ou quem é o maior galáctico do time, enquanto no Barça, parece que eles a competição deles é em melhorar o que eles fizeram juntos no jogo passado.

Acho que números são importantes sim, e não podem ser ignorados, mas enquanto o BBC parece apenas atropelar os rivais de menor expressão, o MSN parece brincar com todo e qualquer rival.

Vai ser muito difícil para alguém tirar os títulos do Barça e concordo que na cabeça do Sampaoli, para qualquer treinador diferente de Luis Henrique a amizade do trio é uma dor de cabeça em tanto, mas para quem quer ver um grande jogo, olhar esse trio com essa sintonia é impressionante.

Vai um estrangeiro aí?

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Levir e Muricy estão no mercado.

Aliás, o segundo provavelmente irá cuidar de Guerrero e o bonde das Stellas, contudo o cenário atual mostra como os clubes perceberam que algumas mudanças drásticas precisam ser feitas na escolha de seus comandantes.

Um detalhe importante, com essa saída de Levir, só o campeão irá terminar o campeonato com o mesmo treinador que começou.

No passado, não só Levir e Muricy, mas Abelão estariam mais do que garantidos em qualquer clube brasileiro, não só a geração está sendo substituída, como o olhar para fora do Brasil está intensificando.

Basta ver que nessas três cadeiras vagas (Galo, Mengo e Tricolor) inúmeros “gringos” estão sendo especulados. Aguirre, Edgardo Bauza, Fernando Jubero, Sampaoli e Sabella, nomes com história fora do Brasil, mas que até então pouco eram cogitados aqui dentro.

Contudo a percepção de que paramos no tempo, de que não nos permitíamos ouvir o de fora e que era fácil sentar na verdade de que era tudo um apagão, que continuamos sendo o país do futebol, fez com que eles começassem a ter espaço. O bom trabalho de Aguirre no Inter e a passagem relâmpago, mas marcante de Osório causaram um frisson dentro do futebol e agora, eles são possibilidades reais.

E aí, você queria ver algum gringo no seu clube? Qual?

Os melhores treinadores do mundo!

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E ontem a revista FourFourTwo publicou a sua lista dos 50 melhores técnicos do mundo.

E adivinha quantos brasileiros nela?

Isso mesmo, nenhum. nadinha. Até um congôles entrou na lista e nossos professores nem aparecem nela. O único do Brasileirão que aparece é El Profe Osório do São Paulo, colombiano. Aliás, entre os 50 temos 08 da América do Sul, 5 da Argentina, 1 uruguaio, 1 chileno e o colombiano Osório.

5 países detém 30 desses melhores treinadores, França e Espanha com 6, Argentina, Alemanha e Itália com 5. Nesse grupo de países percebe-se que todos já foram campeões mundiais, restando apenas Uruguai, Inglaterra e Brasil. O Uruguai tem entre os 50, o próprio treinador da Celeste, Oscar Tabarez. Já Brasil e Inglaterra não emplacaram ninguém na lista.

E olha que a revista é inglesa, portanto a ausência deles também é crítica, contudo vamos ficar com o que nos pertence, ou melhor o que nos falta.

Quando vemos franceses, espanhóis, argentinos, alemães e italianos dominando a relação, vemos as escolas desses países sendo disseminadas pelo mundo afora, enquanto nós brincamos de Coréia do Norte do futebol, nos fechamos para o novo e não aceitamos nosso retrocesso.

Para quem acha que é apenas uma lista feita lá na Europa, olhe que tem técnico de time australiano, de time da MLS, de dois times argentinos, de seleção do Congo e até do concorridíssimo campeonato norueguês.

O nosso 7×1 segue, sem nenhuma perspectiva de recuperação.

Veja a lista dos 50 melhores técnicos do mundo:

50º) Florent Ibenge (congolês) – Vita Club-RDC/República Democrática do Congo
49º) Juan Carlos Osorio (colombiano) – São Paulo
48º) Pavel Vrba (tcheco) – República Tcheca
47º) Hein Vanhaezebrouck (belga) – Gent-BEL
46º) Bruce Arena (norte-americano) – Los Angeles Galaxy-EUA
45º) Tony Popovic (australiano) – Western Sydney Wanderers-AUS
44º) Gian Piero Gasperini (italiano) – Genoa-ITA
43º) Slaven Bilic (croata) – West Ham-ING
42º) Herve Renard (francês) – Lille-FRA
41º) Lars Lagerbäck (sueco) – Islândia
40º) Markus Weinzierl (alemão) – Augsburg-ALE
39º) Ange Postecoglou (australiano) – Austrália
38º) Myron Markevych (ucraniano) – Dnipro-UCR
37º) Frank de Boer (holandês) – Ajax-HOL
36º) Rafa Benítez (espanhol) – Real Madrid-ESP
35º) Manuel Pellegrini (chileno) – Manchester City-ING
34º) Antonio Conte (italiano) – Itália
33º) Sergei Rebrov (ucraniano) – Dynamo de Kiev-UCR
32º) Vicente Del Bosque (espanhol) – Espanha
31º) Marcelo Gallardo (argentino) – River Plate-ARG
30º) Jocelyn Gourvennec (francês) – Guingamp-FRA
29º) Giampiero Ventura (italiano) – Torino-ITA
28º) Didier Deschamps (francês) – França
27º) Roger Schmidt (alemão) – Bayer Leverkusen-ALE
26º) Jorge Sampaoli (argentino) – Chile
25º) Dieter Hecking (alemão) – Wolfsburg-ALE
24º) Bob Bradley (norte-americano) – Stabaek-NOR
23º) Mircea Lucescu (romeno) – Shakhtar Donetsk-UCR
22º) Edgardo Bauza (argentino) – San Lorenzo-ARG
21º) José Pekerman (argentino) – Colômbia
20º) Marcelino (espanhol) – Villarreal-ESP
19º) Oscar Tabarez (uruguaio) – Uruguai
18º) Phillip Cocu (holandês) – PSV Eindhoven-HOL
17º) Lucien Favre (suíço) – Borussia Monchengladbach-ALE
16º) Louis van Gaal (holandês) – Manchester United-ING
15º) Jorge Jesus (português) – Sporting-POR
14º) Rudi García (francês) – Roma-ITA
13º) Ronald Koeman (holandês) – Southampton-ING
12º) Leonardo Jardim (português) – Monaco-FRA
11º) Arsene Wenger (francês) – Arsenal-ING
10º) Laurent Blanc (francês) – Paris Saint-Germain-FR
09º) Carlo Ancelotti (italiano) – sem clube
08º) Joachim Löw (alemão) – Alemanha
07º) Unai Emery (espanhol) – Sevilla-ESP
06º) Jurgen Klopp (alemão) – sem clube
05º) Massimiliano Allegri (italiano) – Juventus-ITA
04º) Diego Simeone (argentino) – Atlético de Madri-ESP
03º) Luis Enrique (espanhol) – Barcelona-ESP
02º) Josep Guardiola (espanhol) – Bayern de Munique-ALE
01º) José Mourinho (português) – Chelsea-ING

Treino é jogo, e jogo é treino!

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Vire e mexe releio alguns trechos do livro “Mourinho, porquê tantas vitórias?” e sempre me pego nas questões sobre como ele conduz seus treinamentos. Isso porque o livro é de 2006, muito antes dele se tornar o Special One.

Seus métodos quando começou eram bem diferentes dos técnicos da época. Não sei quantos hoje, pensam futebol igual, talvez vários, e também não tenho ideia de quantos copiam seu jeito de trabalho, talvez alguns, principalmente porque não é tão simples.

Apesar de Mourinho, trazer seus treinamentos apenas para aquilo que se refere ao jogo. Sem necessidade de treinos específicos, ou modelos antigos de treinos em campo. Seus treinamentos se referem as questões de jogo, a reproduzir situações de jogo, algo que Tite aqui no Brasil repete muito, mostrando que sua Titebilidade vem da Escola Mourinho.

O que Mourinho faz para mim dentro da literatura que já vi dele, mais alguns depoimentos dos atletas que passaram por ele é derrubar o ditado “treino é treino, jogo é jogo”.

Para Mourinho, Treino é jogo, e jogo é treino.

Aliás, quero só fazer um adendo a partir de agora, estou mencionando Mourinho, pois a maior parte da literatura que vi foi sobre ele. Tenho certeza que propostas de jogo diferente, mas o pensamento sobre esse ditado é igual a todo grande treinador. Guardiola, Klopp, Sampaoli, Bielsa, Simeone que são atualmente os melhores para mim também se baseiam nessa remontagem do ditado.

Digo que a partir de agora, é no treino que todas as situações de jogo possíveis devem ser testadas, não adianta eu apenas montar o esquema e treinar exaustivamente, eu preciso mostrar ao jogador o porque daquele posicionamento, como aquele posicionamento será usado na próxima partida, quem será seu adversário ou suas responsabilidades no próximo jogo.

Eu preciso garantir que no treino ele saia pronto para o jogo, porque fiz do treino uma reprodução do jogo. Logo o treino passa a ser um jogo também. Quem não se lembra da declaração de Thomas Muller, meia do Bayern, quando disse que os treinos dele no Bayern (já na era Guardiola) são por muitas vezes mais difíceis do que os jogos.

E aí, seu treinador, anda fazendo do treino só um treino, ou jogo real?