Bola de Prata do Cadê Meu Camisa 10?

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E ontem teve a premiação do Bola de Prata. O prêmio que leva em consideração notas que os jogadores obtem durante os jogos, teve a seguinte seleção final:

Jailson (PAL), Jean (PAL), Rever (FLA), Geromel (GRE), Fabio Santos (ATMG), Arão (FLA), Tche Tche (PAL), Moisés (PAL), Dudu (PAL), Jesus (PAL) e Robinho (ATMG). Tec. Cuca (PAL).

E logicamente nesse exercício de montar uma seleção, o Cade Meu Camisa 10 não poderia ficar de fora, meus critérios são um pouco mais simples do que o Bola de Prata, simplesmente é de quem eu gostei na posição.

Vejam os meus eleitos:

Jailson (PAL), Jean (PAL), Mina (PAL), Geromel (GRE), Jorge (FLA), Tche Tche (PAL), Renato (SAN), Moisés (PAL), Diego Souza (SPO), Marinho (VIT) e Robinho (ATMG).

Na defesa, coloquei Mina e Jorge, para mim foram mais importantes para seus times e contribuiram em vários momentos importantes para o time, além de com a bola no pé os dois mostrarem mais futebol do que seus concorrentes.

No meio trouxe Renato e Diego para os lugares de Arão e Dudu, Trouxe o Renato porque todos os jogos do Santos que eu vi, a atuação dele foi impecável, muita classe e capacidade para ser o porto seguro da molecada, já Diego foi o cara do Sport, terminou artilheiro do campeonato e sua atuação individual foi fundamental para a manutenção do Leão na primeira divisão.

No ataque, a polêmica maior do meu time, tirei o menino craque Jesus. Coloquei Marinho. Confesso que vi alguns jogos do Palmeiras uns 15, e apesar de saber de todo o potencial dele, não vi ele sendo tão importante e tão decisivo para o clube nesses jogos, diferentemente do Marinho para mim, que todo jogo do Vitória que ele estava era fundamental para a campanha do time baiano.

Outra ressalva importante, fiz uma escolha muito mais emocional do que técnica. Jailson no gol foi bem demais e carrega a estatística de não ter perdido nenhum jogo, mas para mim, ninguém foi tão exigido (por motivos óbvios) e pegou tanto, quanto o Danilo Fernandes, o goleiro do Inter assim como em 2015 pelo Sport, fez outro campeonato brasileiro gigantesco.

Para técnico, escolho Jair Ventura, os números do Cuca são inquestionáveis, mas no início do campeonato qual era a pretensão do Palmeiras? Sim, jogar pelo titulo. E qual era a do Botafogo, mesmo com G6 ninguém ousava dizer que o time brigaria pela Libertadores, não só brigou, como ficou com a vaga, por isso meu voto vai nele.

E para vocês, qual a sua seleção do campeonato?

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Felipão e seu velho jeito sábio de ser…

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Hoje era dia de Rapidinhas, mas diante da convocação de Felipão, vou guardar o veneno para amanhã, quem sabe alguma Boca surpreenda e fique melhor ainda o post de amanhã.

É engraçado como Felipão conseguiu ser tão previsível na sua convocação que só restou lamentar a ausência de Gaúcho e a permanência de Hulk. A ausência de Gaúcho pode ser explicada (não significa que precisa ser aceita) por motivos técnicos ou comportamentais. Comportamental é fácil de explicar, mas não acredito que isso seja o suficiente para tirar Gaúcho na fase atual do time, então só resta o técnico e o que parece quase um contra-senso tem explicação.

Scolari tem um esquema pronto na cabeça 4-4-1-1, e Ronaldinho hoje atuaria no lugar de Neymar, ou seja, ou Gaúcho assombraria Neymar na reserva, ou Neymar teria que ser reserva de Gaúcho, para evitar esse problemão na seleção, Scolari não levou Gaúcho. Porém, irá cobrar de Neymar uma atitude de quem quer ser o principal jogador da seleção, caso Neymar não corresponda, Gaúcho estará pronto e comendo a bola no Galo. Scolari pode ser ultrapassado, mas não nasceu ontem.

Para o gol, Julio Cesar, Cavalieri e Jefferson foram os chamados. Nenhuma novidade na lista de Felipão, muitos podiam ter especulado, Diego Alves, Rafael e cheguei a ouvir até Rogério Ceni de alguns. Mas, assim como em 2002, Felipão levou três goleiros experientes e vai dar a titularidade para aquele que passa menos segurança no momento. Assim como em 2002, Marcos era menos confiável que Ceni e Dida, Julio está igual aos outros dois. Em 2002, a fórmula funcionou e muito, Marcos foi monstruoso durante a Copa.

Para as laterais, Scolari chamou Dani Alves, Jean, Marcelo e Filipe Luis. Ponto para o treinador que não quis insistir em André Santos, e ainda optou por um lateral que na verdade é volante ganhando opção no elenco. Só achei que poderia ter levado Rafael do Manchester, já que o menino atua nas duas laterais, ou até mesmo o burocrático Adriano do Barça.

Para a zaga, nenhuma novidade, Thiago Silva, David Luiz, Dante e Réver vão vestir a amarelinha. O Brasil passa por um momento único na sua história no futebol, nunca fabricamos tantos zagueiros bons. Deixamos para trás Dedé, Miranda, Felipe Santana, Henrique e alguns mais eufóricos Gil e Tolói.

Entre os volantes, Paulinho, Luis Gustavo, Fernando e Hernanes. Aqui surpresa pela ausência de Ramires, mas de qualquer forma gostei muito das opções. Para quem cornetou que volante-artilheiro só é bom para a torcida, Felipão vai ter que proibir esses meninos de treinarem finalização, só assim para eles não marcarem seus costumeiros golzinhos.

No meio de campo, Jádson e Oscar. Muitos dirão e Lucas e Hulk e fulano e ciclano são meias também, não eles são atacantes. E aí apesar de gostar muito dos dois jogadores, acho que falta alguém com mais quilometragem, podia ser Kaká, Gaúcho, Alex cabeção, até Zé Roberto e Diego (ex-Santos). Espero que os dois se sintam a vontade para jogar na seleção, senão vai faltar cerébro nesse time.

No ataque, uma enxurrada de velocidade e juventude junto do titio Fred. Neymar, Bernard, Lucas, Hulk, Fred e Damião. Sinceramente não levaria Hulk nem Damião, optaria talvez por Tardelli, Jô ou Pato, mas de qualquer forma pelo menos o menino Bernard estará lá.

Felipão já anunciou que pretende montar seu time no 4-4-1-1. Julio Cesar, Dani Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo estão quase garantido, exceção apenas para David Luiz, já que o professor gosta muito de Dante, o problema é se ele resolver antecipar David Luiz, a priori Dante é banco.

Na linha de meio, deve começar Fernando, Hernanes, Hulk e Oscar. Torço para que o passar do tempo, faça o time ter Fernando, Oscar, Lucas e Bernard. Oscar sendo o Schweisteinger do Brasil com Lucas e Bernard infernizando os flancos adversários.

No 1 recuado, Neymar, que assim terá liberdade para atuar como quiser, tendo apenas que fechar a saída de bola adversária quando estiver sem a bola. E lá na frente titio Fred, que vai ficar esperando a bola chegar para mandar para o gol, e recuar quando der, porque ele não pode se cansar!

No fim, trata-se de uma boa seleção, precisa entender a proposta do treinador e cada jogador precisa se adaptar rápido ao estilo de cada um! Se Felipão, quiser uma sugestão, joga no Independência e pede para o Ronaldinho ser embaixador do time até a Copa. #caiunohortotamorto

Pitacos 24.03.2011

Galera do blog, ontem acompanhei simultaneamente os jogos do Fluminense e do São Paulo, confesso que é um pouco complicado, mas vou passar as minhas considerações e peço que vocês façam seus comentários para ver se posso continuar vendo dois jogos ao mesmo tempo.

O mais curioso dos dois jogos, foi a sensação de injustiça do resultado durante a maior parte do tempo, no do Rio, a justiça aconteceu no apagar das luzes, no de Jundiaí, o futebol mostrou porque é incrível e deu a vitória ao time “desmerecedor”.

No jogo do Engenhão, o Fluminense jogou muito mais com o coração do que com a técnica. O time entrou com espírito parecido da arrancada final de 2009 na fuga pelo rebaixamento, o time foi valente, guerreiro, mas totalmente desorganizado, e essa desorganização culminou em um lance curioso no primeiro gol dos mexicanos. Silêncio no Engenhão que durou pouco tempo, pois na vontade Gum empatou a partida e voltou a colocar a Fluminense vivo na Libertadores.

Após o gol o jogo seguiu por mais ou menos 50 minutos da mesma forma, o Fluminense tinha o ímpeto mas faltava tranquilidade para criar reais chances de gol, enquanto os mexicanos “catimbavam” o jogo a vontade. Foi quando novamente, o imponderável aconteceu, em um lance isolado na ponta direita da defesa tricolor, a bola foi alçada de forma despretensiosa na área e encontrou Digão que colocou a bola para dentro do próprio patrimônio. Nesse momento, o jogo marcava 27 do segundo tempo, e o cenário dava como impossível a situação do Fluminense na Libertadores.

Mas, como diria Nelson Rodrigues, o Fluminense possui o elemento Sobrenatural de Almeida em campo e ele resolveu aparecer, primeiro com Araújo para empatar e depois com Deco aos 44. Sim, Deco, ele que ainda não tinha justificado sua contratação, resolveu aparecer e decidir a partida.

No final, o Fluminense continua muito vivo na Libertadores, mas a tarefa será dificílima.

No jogo de Jundiaí, o São Paulo dominou o jogo inteiro, pressionou o Paulista no seu campo e criou inúmeras chances de gol, enquanto o Paulista teve 5 bons lances e um aproveitamento incrível, pois aproveitou três delas. Enquanto o tricolor, teve mais um pênalti não marcado, quando o jogo ainda estava 1×0 e algumas falhas de marcação no meio de campo. Concordei com a substituição de Carpegiani, Casemiro não estava bem mesmo, contudo ilsinho entrou mas não jogou, poderia ter sido substituído logo no começo do segundo tempo novamente.

O resultado não foi justo, mas o futebol é assim e o jogo serviu para prestar atenção para o próximo jogo que é o clássico com o Corinthians, o lado direito do tricolor está mais equilibrado, mas precisa alguém para tabelar com Jean, do lado esquerdo falta melhor postura defensiva, Juan não tem conseguido dar a mesma segurança que Jean.

Na defesa, fica nítido que Rhodolfo foi uma contratação cirúrgica, o trio composto por ele, Miranda e A. Silva formam a melhor defesa do Brasil atualmente.

Voltando ao jogo, o São Paulo teve uma noite desafortunada, mas nada que comprometa o rumo das coisas. Uma coisa é certo, será um grande clássico no domingo, inclusive com a possibilidade de Ceni marcar o 100º gol da sua carreira.

Foi por pouco Ceni…

Galera do blog, ontem aconteceu o primeiro confronto entre São Paulo e Internacional pela Libertadores. O jogo terminou 1×0 para o Colorado e foi pouco, o time do Sul merecia melhor sorte, mas encontrou Ceni inspiradíssimo, o goleiro foi ao meu ver o nome do jogo.

No primeiro tempo, o tricolor paulista mostrou que vinha para se defender exclusivamente, tanto que Dagoberto e Fernandão praticamente não jogaram, pois a bola não chegava, o jogo ficou concentrado em metade do campo. De certa forma, o São Paulo mostrou uma pegada e uma força na marcação que estava ausente nos últimos jogos. Do lado Colorado, ficou claro que quem seria o personagem da partida seria Taison, o jovem atacante infernizou o setor direito da defesa são paulina, do outro lado o bom lateral Nei subia bem e apoiava bastante.

Enquanto isso, a única válvula de escape do São Paulo era Marlos, o jovem meia por várias vezes aparecia em boas condições de armar o contra ataque, mas seu excesso de “fome” acabava com qualquer esperança do time de Ricardo Gomes, aliás o jovem meia possui muita capacidade, mas precisa lembrar que futebol se faz coletivamente.

E assim andou o primeiro, literalmente andou, o Inter pressionava o São Paulo que acuado tentava sem sucesso contra atacar, mas Marlos insistia em prender a bola.

Veio o segundo tempo e a proposta do jogo permaneceu a mesma, o São Paulo se limitava a defender, enquanto o Inter tentava acuar cada vez mais o time do Morumbi. Como havia dito, Nei e Taison continuavam a criar as melhores chances pelos flancos do campo, enquanto Jean e Junior Cesar eram peças mortas no time de Ricardo Gomes.

A única esperança do cenário mudar era uma intervenção da sorte, e foi o que aconteceu, Celso Roth teve estrela e tirou Andrezinho para colocar Giuliano, e o ótimo meia colorado entrou e marcou um belo gol. Parecia que com o gol, o cenário iria mudar, mas as emoções continuaram nas mãos de Ceni em suas ótimas defesas. Ricardo Gomes até promoveu mudanças interessantes, mas que não surtiram efeito.

Aliás mudança é o que o time tricolor precisa, principalmente de campeão, alguns membros do time parecem não possuir essa estrela que acompanha por exemplo Rogério Ceni, além do que jogadores como Hernanes e Dagoberto precisam chamar o jogo para si, se não conseguem, já pensem em mudar de ares, pois faz tempo que os dois não rendem metade do que podem dentro do São Paulo.

No fim das contas, todos sairam felizes, o Inter porque ficou com a sensação de que possui time muito superior ao do São Paulo e um gol no Morumbi praticamente decreta a classificação, e o São Paulo que pelo jogo o resultado foi razoável e agora terá a força da sua casa para decidir a sua classificação.

Só lembrando que o São Paulo ainda não ganhou depois da Copa, enquanto o Inter só ganhou depois da Copa.

Feriado de Futebol!!

Galera, ontem como era feriado dava pra ficar vendo futebol o dia todo, veja alguns que acompanhei:

Vasco 2 x 1 Corinthians-PR: O Vasco jogou muito mal, o time até começou pressionando a filial do time alvinegro paulista, e logo abriu o marcador com Elton, porém o gol criou um comodismo no time vascaíno que por certos momentos conseguiu tirar do sério até que não torcia para nenhum dos times envolvidos no jogos. No final, o time conseguiu sair vencedor, mas a torcida continua com um pé atrás em relação ao time.

No primeiro tempo, o Vasco pressionou até marcar o primeiro gol, depois disso o jogo se tornou moroso, Coutinho e Dodô pareciam cansados, com uma tonelada de cimento na chuteira, Carlos Alberto se mostrava um pouco mais disposto, mas nada que desse orgulho de ver.

No segundo tempo, o treinador vascaíno promoveu duas mudanças que visavam acordar o time, mas parecia que o “padrão tático” do dia era a sonolência, O Corinthians resolveu começar a acordar e mesmo sem muita vontade conseguiu empatar a partida aos 26 do segundo tempo com Leandro. Só a partir daí o Vasco começou a despertar e foi marcar o gol que carimbou o time para a próxima fase aos 42 com Carlos Alberto. Muito trabalho pela frente em São Januário, elenco existe, falta dar forma a ele.

Guarani 3 x 2 Santos: Quando o Guarani fez o primeiro gol, pensei comigo: Só faltam 06!! Transferi esse pensamento para a cabeça dos jogadores do Guarani e aí entendi porque o jogo pareceu Solteiros X Casados.

O time santista entrou apenas com Felipe no gol e André no ataque dos considerados titulares, além disso a sensação de que o jogo era mera formalidade fez com que o jogo tivesse uma dinâmica lenta, e dessa forma ele foi conduzido até o final do primeiro tempo, terminando em 0x0.

Acho que no intervalo, Waguinho Dias, treinador do Bugre, teve ter dito: “Vamos tentar apenas ganhar a partida!”, já que os jogadores voltaram um pouco mais dispostos, e o resultado foi visto logo no início da etapa complementar, Da Silva abriu o marcador para o time de Campinas, imediatamente o alvinegro praiano respondeu com uma bela falta de Breitner que empatou a partida. O Santos chegou a virar a partida, mas o atacante Richard Falcão entrou no segundo tempo e foi o nome do Guarani ao marcar os dois gols que deram a vitória do Guarani.

Para o Santos, o jogo serviu para testar alguns reservas, para o Guarani, no final, a vitória valeu como prêmio de consolação.

São Paulo 1 x 0 Once Caldas: O tricolor paulista começou o jogo muito bem, pressionou o time colombiano e não deu espaço para o time respirar, o gol saiu apenas no final da primeira etapa, mas foi decisivo para dar números finais, já que na segunda etapa, o time do Morumbi voltou a jogar como na segunda partida contra o Santos, de forma bizonha.

O São Paulo entrou com a formação que considero a ideal, apenas colocaria um lateral esquerdo de verdade na defesa. O que mais me agrada nessa formação é a mobilidade do trio ofensivo, e foram eles os destaques da primeira etapa. Fernandinho, Dagoberto e Marlos pressionaram muito a defesa colombiana e articulavam boas jogadas no ataque, às vezes havia um certo exagero no drible, principalmente oriundo de Marlos. E foi esse trio que criou a jogada do gol, Dagoberto lançou Marlos que ganhou do zagueiro e meio que sem querer tocou para Fernandinho fuzilar o gol colombiano e levar os 50.000 torcedores a loucura no Morumbi.

No segundo tempo, o Once Caldas voltou mais ligado e começou a assustar o São Paulo, foi quando Ricardo Gomes teve a “brilhante idéia” de tirar Fernandinho e colocar Jean, essa mudança fez o time colombiano pressionar ainda mais o São Paulo. Merecidamente, o técnico foi ovacionado pelo coro de “Burro!” por boa parte da torcida, Gomes percebeu o erro, o que prova que ele não é tão burro, e tirou Jorge Wagner para dar uma oportunidade a Washington, a mudança surtiu efeito muito mais no sentido de segurar alguns jogadores colombianos na defesa.

O jogo seguiu com uma leve pressão colombiana, contra alguns contra-ataques desperdiçados por uma certa “fome” excessiva de Marlos. Contudo o São Paulo tem tudo para na pior das hipóteses ser o segundo melhor primeiro colocado, o time ainda não convenceu, mas fez um trabalho extremamente eficiente na fase de grupos.

Clássico cheio de gols (e falhas defensivas)..

Galera, hoje foi um daqueles dias qeu foi impossível sentar a frente de um micro para postar, por isso peço desculpas pela ausência de post sobre um jogo tão eletrizante quanto foi o classico. Resolvi trazer o comentário que o grande jornalista Fernando Sampaio fez em seu blog. Apenas destaco que o clássico foi eletrizante, mas não bom, mais da metade dos gols sairam de falhas grotescas das defesas. De resto, concordo com tudo que Fernando menciona abaixo. Confiram:

Retirado do blog de Fernando Sampaio.
Os dois entraram preocupados em marcar forte e não dar o contra-ataque. A ideia era sair na frente, afinal eram as duas defesas menos vazadas do campeonato. Sair na frente seria uma bela vantagem. Ninguém imaginava um jogo com tantos gols.

Foi um jogo espetacular, decidido num gol contra, nos acréscimos.

A primeira chance do Corinthians veio na bola aérea. Aos 15′, escanteio cobrado pelo Danilo e Paulo André mandou na trave. Na volta, outra trave. Aos 18′, Jean perdeu bola no meio-campo e deu primeiro contra-ataque do jogo. Em toques rápidos, Elias marcou um golaço, com participação de Danilo, Dentinho e Ronaldo.

Depois do primeiro gol, o São Paulo saiu para o jogo mas não conseguiu furar a retranca. Faltou espaço e criatividade. Aos 34′, Danilo ampliou de pé direito no ângulo. Ele cresce nos clássicos. Logo depois, Washington e Dentinho foram expulsos. Foi o único erro grave do Seneme. O são-paulino jamais poderia ter sido expulso. Não tem explicação. Semene fez media. Aos 43′, Jean diminuiu na única boa jogada de Dagoberto no clássico.

O Corinthians foi bem melhor no primeiro tempo.

No segundo tempo o jogo pegou fogo. Há anos, defendo o futebol com 10 jogadores. É muito mais aberto e ofensivo. Aos 7′, Roberto Carlos marcou de falta. A bola desviou, o gramado estava molhado, mas a bola era defensável. De qualquer forma, Rogério Ceni fez uma bela partida e evitou mais gols do Corinthians.

O Corinthians abriu 3×1 e parou. O São Paulo cresceu e empatou. Aos 29′, Hernanes bateu falta no meio do gol, Rafael Santos deu rebote e Souto marcou. Aos 37′, Souto empatou aproveitando mais uma cobrança de falta. Cicinho entrou bem na partida.

Nos últimos minutos, o jogo ficou aberto e qualquer um poderia ter levado. Mano colocou Iarley e o atacante foi feliz. Chutou errado. A bola estava indo em direção a lateral. Alex Silva colocou a cabeça e a bola foi no ângulo.

Foi justo. O Corinthians mereceu mais a vitória e acabou levando.