O Cruzeiro estreou!

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Ontem assisti ao jogo do Cruzeiro pela Libertadores, vitória tranquila sobre o fraco time venezuelano do Mineros.

Os gols foram marcados por Arrascaeta, Damião e Henrique.

Tinha visto o Cruzeiro na pré temporada contra o Londrina e depois nos três jogos da Libertadores.

Enfim, o Cruzeiro estreou!

A movimentação característica do bicampeão nacional reapareceu, Marcelo conseguiu fazer as novas peças entenderem sua proposta de jogo.

Arrascaeta, Alisson, William bigode e Damião fazem esse novo quarteto, com Henrique e Willians na volância.

Marcelo manteve o seu 4-2-3-1, com muita triangulação entre os laterais, pontas e seu meia centralizado, além das aparições constantes de Henrique.

A promessa uruguaia começa a mostrar suas armas e Damião voltou a colocar uma pulga atrás das nossas orelhas, quem é Damião?

Damião fez um partidaço ontem, confesso que mesmo na época de Inter, não lembro de uma atuação tão completa dele. Não se resumiu a fazer muito bem seu papel de centroavante, deve ter assistido alguns vts com atuações do Guerrero.

O Cruzeiro parece ter iniciado o ano enfim, e o melhor a proposta de jogo foi preservada.

Marcelo de Oliveira vai se credenciando como um grande treinador e agora é ficar de olho na Raposa.

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E aí, cadê o seu camisa 09?

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Damião, Luis Fabiano, Paolo Guerrero, Henrique, Alecsandro, Fred, Jô, Barcos, Rafael Moura, todos eles representam o famoso centroavante. Jogador de área, finalizador, que tem faro de gol.

Alguns podem até sair mais da área, fazer pivô, mas sua principal função é ser o homem gol do time.

Quando olhamos a relação, vemos Fred e Luis Fabiano como ainda bons nomes e Guerrero e Barcos como outros bons nomes. Agora, se fosse não tivesse um centroavante e precisar contratar, quem além desses quatro, você investiria sem medo?

Os demais da lista estão em grandes clubes, mas não necessariamente são grandes jogadores. Damião é o nosso Fernando Torres, seu futebol sumiu, voltou para várzea ou algo do tipo. O restante, não inspiram confiança.

Tanto é que Galo e Mengo estão atrás de atacantes gringos. O mineiro já fechou com o bom Lucas Pratto, enquanto o Mengo sonda Lucas Barrios.

A pergunta que fica é: acabou o camisa 09?

Eu acho que não, eu acho que ele se reinventou. Guerrero é o exemplo mais próximo do que é o atual 09 no mundo. Lewandowski, Ibrahimovic, Benzema, são os craques dessa função.

Logo, não consigo pensar em nenhum brasileiro. Nem bom, nem apenas atual. O único que me vem em mente é Diego Costa e que simplesmente se naturalizou espanhol e aprendeu a jogar assim lá, não aqui.

O que fica evidente é que a função mudou, mas nós não arrumamos ela na base, nem no profissional, nem em lugar nenhum, apenas vemos e decidimos agora importar centroavante.

Acho um pouco absurdo, o país que se entitula do futebol, importar a principal peça, quem faz gol.

Nada contra Guerreros, Barrios, Barcos e Prattos, mas o Brasil pode abrir as portas para eles jogarem em nossas novas arenas, mas principalmente devemos fabricar esses caras por aqui.

E aí, cadê o seu camisa 09?

Brincadeira de criança é assistir tudo isso…

Criancas

É pessoal, chega mais um fim de semana e lá vamos nós com a programação do fim de semana. Vocês acharam que por causa das seleções, as opções seriam escassas? Que nada, segue os famosos 6 joguinhos que não ocupam tanto tempo e ainda sobra um pouco para ir no Hopi Hari ou no Parque da Mônica aproveitar o dia das Crianças!!

Sábado – 11/10

09h00 (Amistosos) – Brasil x Argentina: Entitulado como superclássico, o duelo é quase uma reprise da extinta Copa Roca, só que agora resolveram levar para fora do país, além disso, perceberam a oportunidade de incluir os jogadores “estrangeiros” também. Será o primeiro grande desafio de Dunga que terá que achar uma forma de parar Messi e Di Maria. Sinceramente, com o time em reformulação e com a Argentina voando, será bom demais se o Brasil vencer.

15h45 (Eliminatórias Eurocopa) – Polônia x Alemanha: Duelo entre Lewandowski e a seleção campeã do mundo. Além da questão histórica entre os países, existe este fator do atacante polonês ser o melhor atacante do campeonato alemão e jogar no melhor time alemão do momento. Aliás, Klose, o maior artilheiro das Copas, é polonês. Vale pela graça do duelo e por ver a Alemanha jogar que é sempre bom né, Felipão?

15h45 (Amistosos) – França x Portugal: Coloquei o jogo anterior antes para tentar te convencer dos benefícios dessa partida, contudo, o melhor era ter aquelas TV’s que conseguem colocar dois jogos simultâneos, caso contrário, assista esse aqui e de vez em quando pula para o jogo da Alemanha. Grande clássico, além disso, com o jogo não valendo pela Euro e em clima de amistoso, tem tudo para ser amigos do Cristiano x amigos do Pogba, ou seja, boleiragem pura.

21h00 (Brasileirão) – Palmeiras x Grêmio: Duelo dos times que mais dependem de seus centroavantes. No Grêmio, 48% dos gols são de Barcos, no Palmeiras quando sai gol, as chances são de 50% da autoria ser de Henrique. Além disso, é o retorno do Felipão contra o Palmeiras, fica a expectativa de como será a reação da torcida com o treinador. Sem falar logicamente na disputa dentro do Brasileirão, os gaúchos para se consolidarem no G4, os paulistas para ganharem fôlego na fuga do rebaixamento.

Domingo – 12/10

16h00 (Brasileirão) – Internacional x Fluminense: O duelo do potencial. Dois times que possuem grandes máquinas do meio para frente, mas com defesas pouco confiáveis. E para piorar, dois times que não estão convencendo ninguém. Os donos da casas chegam para o duelo após uma goleada histórica e completamente desconcertante para a Chapecoense, o Inter mantém a campanha de ser o time que mais decepciona nos pontos corridos. Já o tricolor carioca, busca aproveitar a chance para de repente achar outra vitória para dar novo ânimo ao time.

21h30 (Argentinão) – Newells Old Boys x River Plate: Confesso que gostaria de colocar alguns jogos do Mujicão para vocês, mas como ninguém tem os direitos de transmissão fica complicado assitir, portanto, vamos de Kirchnerzão que é parecido. Jogo brigado, em alta velocidade, dois times de tradição, a sensação é que você está na Libertadores, serve até para dar uma animada no fim do domingo. River é o líder invicto, enquanto o Newells segue na caça.

Como é possível?

Quem nunca escutou essa frase em uma roda de discussão sobre futebol?

Ontem, estava já nas cercanias do Morumbi esperando pelo início do jogo quando alguém passou por mim dizendo: “O São Paulo ganha do Cruzeiro, do Inter e do Grêmio lá, mas perde para o Coritiba, como é possível?”

A frase simboliza toda a imprevisibilidade que o nosso querido futebol nos trás.

Basta ver essa o que aconteceu nos jogos de ontem. A começar do próprio São Paulo.

Como é possível o tricolor fazer dois tempos tão distintos e conseguir uma vitória com um belo gol de Maicon, provavelmente nenhum dos torcedores tricolores imaginou tal situação. Da mesma forma que fica difícil entender como o São Paulo conseguiu ter apenas o garoto Boschilla como armador para o próximo jogo.

Como é possível o Corinthians conseguir resultados tão expressivos contra seus rivais diretos, incluindo não perder nenhum momento para o Cruzeiro, mas consegue ser tão apático contra os pequenos. O Corinthians é uma espécie de Atlético de Madrid brasileiro, gosta do jogo grande, marcar muito e contra ataca como poucos. É o grande favorito para a Copa do Brasil, porque tem tudo para só fazer jogo grande até a final, mas é gigante a chance de ficar no caminho da vaga na Libertadores pelo Brasileirão, porque o campeonato não tem só jogo grande.

Como é possível explicar que o artilheiro do campeonato seja Henrique e Marcelo Moreno, o segundo todo mundo entende o porque, já que faz parte do time com o melhor ataque, já Henrique joga no Palmeiras que só agora conseguiu uma margenzinha sobre a turma do descenso, mas que nem pode se dar ao luxo de relaxar. Contudo, vale lembrar que essa história de artilheiro no grupo de baixo é antiga, Dimbas, Dills e outros que o digam.

Como é possível explicar que a fase do Botafogo que já é terrível o suficiente ainda fica nas mãos de um presidente que prefere evitar o confronto com a crise e afastar alguns líderes do grupo por suas atitudes dentro de campo não eram compatíveis com suas atitudes fora, é verdade, eles reclamavam e jogavam, onde já se viu fazer os dois ao mesmo tempo, né Sr. Presidente.

Como é possível explicar que um mesmo time é o último colocado se a tabela fosse apenas dos jogos em casa, porém disputa G4 se valessem os pontos apenas do jogos fora de casa. Esse é o Figueirense, um dos visitantes mais indigestos do campeonato, o clube que tem a alcunha da primeira vitória oficial dentro do Itaquerão. E o seu oposto é o Sport que disputa G4 apenas com os jogos como mandante e luta para não cair quando é visitante.

Contudo, sim, tudo é possível no futebol, ele talvez seja um único esporte coletivo onde os fracos tem vez, onde é possível alguém sonhar com um resultado improvável, com um protagonista imprevisível. Talvez a única coisa atualmente que não seja possível é tirar o caneco do trem azul mineiro. Mesmo com essa fase de oscilação e sem seus principais jogadores, eles mantém margem segura para o segundo colocado.

Aliás, como é possível, sobrar tanto no campeonato?

Se o campeonato acabasse na 9ª rodada…. (Pitacos)

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E dessa vez o campeonato acabou, pelo menos durante o período da Copa.

Podemos dizer que esses 09 jogos foram uma primeira fase, uma prévia, ou apenas 09 jogos do Brasileirão.

Sim, foram apenas 09 jogos, faltam 29 para acabar e acho que pouca coisa na tabela irá mudar. Acho que os candidatos a título e parte de cima da tabela já estão lá. Duvido que outro time figure entre os cinco primeiros, a ordem entre eles pode mudar, mas serão eles no final que estarão no topo da tabela.

Na parte debaixo, o Flamengo terá que fazer muita força para conseguir seu primeiro rebaixamento, tem muito time ruim querendo voltar para a Série B.

O Cruzeiro é o grande favorito, e é bom Fluminense, São Paulo, Corinthians e Inter se reforçarem para que o campeonato tenha graça, se não, Cruzeiro campeão com 29 rodadas de antecedência.

Fluminense e Corinthians já sairam as compras. Elias e Lodeiro chegam no alvinegro e Wellington Nem, Henrique (príncipe do Shrek) e Cícero nas Laranjeiras. Para o Corinthians só falta Mano dar liga para o time, apesar de achar que o time poderia buscar alguém para o ataque, se Mano fizer esse time jogar, dá para ir longe sem precisar desse cara. O time está forte, precisa parar de perder pontos bobos.

Já o Fluminense, contratou um belo trio. O time é forte, Cristovão parece ter conseguido o apoio do elenco e o time mostra uma proposta de jogo interessantíssima. O time tem tudo para ser o principal rival do Cruzeiro na luta pelo título, o que será uma grande ironia, devido a situação que o time poderia estar esse ano.

Já São Paulo e Inter precisam se movimentar. No Colorado, o nome de alguns estrangeiros são ventilados, mas o time precisa de força ofensiva, o time que quer ser campeão, não pode depender dos gols de Rafael Moura e Wellington Paulista. Já Muricy que sempre ganhou título no São Paulo graças aos ferrolhos que montava, encontrou outra realidade no São Paulo e está me surpreendendo pela adaptação.

O São Paulo não tem nenhum jogador de qualidade defensiva. Os zagueiros são medianos e/ou inexperientes. Falta um bom zagueiro ao time e mais um volante para jogar ao lado de Souza, Maicon é bom para compor elenco, não para ser titular. Se arrumar a defesa nesse intervalo, o time chega forte, pois do meio para frente, tem muita gente para resolver.

E vocês, o que acharam dessa prévia-primeirafase-só9jogos do Brasileirão?

O Paternalismo e a Meritocracia…

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Paternalismo, em sentido lato, é um sistema de relações sociais e trabalhistas, unidos por um conjunto de valores, doutrinas políticas e normas fundadas na valorização positiva da pessoa do patriarca. Em sentido estrito, o paternalismo é uma modalidade de autoritarismo, na qual uma pessoa exerce o poder sobre outra combinando decisões arbitrárias e inquestionáveis, com elementos sentimentais e concessões graciosas.

Meritocracia (do latim meritum, “mérito” e do sufixo grego antigo κρατία (-cracía), “poder”)1 é um sistema de gestão que considera o mérito, como aptidão, a razão principal para se atingir posição de topo. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento e entre os valores associados estão educação, moral, aptidão específica para determinada atividade.

No futebol, é fácil enxergar os dois exemplos, ou até mesmo explicá-los.

O Paternalismo é figura antiga na sociedade, quase sempre as pessoas se apegam a ele em situações extremas, é mais fácil, não precisa justificar, basta se apegar a questões emocionais, como argumentar com algo subjetivo.

É assim no futebol, quantas vezes não vemos algum treinador que passou pelo clube, não insistir em alguém porque confiava, ou simplesmente porque esteve junto do treinador nos piores momentos.

Veja Tite e a insistência no Corinthians descompromissado após o título contra o Chelsea, porque não trocar as peças, não renovar. Para Tite era uma questão de compromisso com os atletas que levaram ele ao título, ele seria “injusto”.

Adotar a meritocracia no futebol é processo complicado, é racionalizar demais o futebol que é tão emocional.

Imagina que você precisa decidir o último zagueiro que você levará para uma Copa do Mundo.

De um lado, um cara que você conhece bem, esteve com você na sua última conquista importante por um clube. Possui boas qualidades, mas atuou apenas 14 vezes por cerca de 700 minutos que dá quase 8 partidas completas.

Do outro lado, um zagueiro que você nunca conviveu, sabe que saiu do Brasil em grande fase e ela só aumentou com o que aprendeu na Europa. Atua por um clube médio, mas que pode ganhar os principais títulos, desbancando dois monstros do futebol. Atuou em mais de 40 partidas, com mais de 2.600 minutos dentro de campo.

E então, o que você decide?

Pois entre a certeza do que já se conhece mesmo sendo inferior contra o desconhecido melhor, Felipão mostra porque é tão mais simples optar por Henrique ao invés de Miranda.

Lembram da pergunta ontem:
– Felipão, porque o Henrique?
– Porque confio nele.

Em nenhum momento, Felipão qualificou a escolha, não disse se Henrique foi escolhido pelo bom passe, pela liderança, pelo posicionamento na bola aérea, por nada disso. Simplesmente, porque como diz a Volkswagen, você conhece, você confia.

Fica impossível discutir com esse argumento.

Miranda merece mais, mas na família Scolari é o Pai Felipão que escolhe.