Não é só pelo anão…

Dunga

E Dunga vai pagar o pato de novo.

Não que eu concorde com a escolha dele. Na verdade, eu nem sei o que dizer sobre a escolha dele. Faz 1 ano que Dunga não trabalha, e seus últimos trabalhos foram baseados no futebol resultado, sem nenhum encanto, sem nenhuma vontade do resgate do nosso futebol.

Pensando na renovação que esperamos, na reformulação que queremos, Dunga não dá sinais que trará esse diferencial.

A sensação que fica é que nosso querido presidente está apenas querendo blindar seu cargo. Colocar Gilmar e Dunga entre ele e as pessoas que querem mudar o futebol dará tempo para ele aproveitar mais um aninho e eleger seu sucessor.

Dunga tem como treinador um aproveitamento formidável, se pensar na seleção foram apenas 6 derrotas em 60 jogos. Mesmo no Inter, seu aproveitamento foi alto. Apenas 9 derrotas em 53 jogos.

O problema é que tudo cairá sobre ele. Ele não montará o esquema do jeito que estamos imaginando, Felipe Mello voltará, Neymar terá que marcar muito e ainda terá seu jeito peculiar nas entrevistas.

Iremos então reclamar muito de Dunga, cobrar e reclamar, desrespeitar o capitão do Tetra e esquecer de quem realmente é o culpado por renovação.

Alguém precisa explicar para o Marin, que quando falamos em olhar para o nosso passado, era para olhar sem medo lá para 82 e não parar em 2010.

Pelo fim do futebol moderno.

futebolmoderno

Gilmar Rinaldi.

Ele será o novo coordenador das seleções.

Como jogador atuou por Internacional, São Paulo, Flamengo e Cerezo Ozaka (JAP). Ganhou muitos títulos, mais de 30 em toda sua carreira, incluindo três campeonatos brasileiros e uma Copa do Mundo. Atuou nove vezes pela seleção principal.

Depois tentou ser superintendente de futebol, onde fracassou e começou a atuar como empresário de jogadores. Hoje sua empresa tem entre os mais conhecidos, Fabio Santos e Danilo do Corinthians e Fabio Simplicio (ex-São Paulo), seu maior e maior fracasso como atleta foi Adriano.

Ou seja, olhando apenas o currículo de Gilmar, é possível dizer que ele conhece como funciona o dia a dia de uma seleção campeã, é vitorioso, contudo sua carreira como gestor (seja de um time ou da carreira de um jogador) não é vitoriosa na mesma proporção. Além disso, se Mano foi crucificado por sua relação com Carlos Leite, o que dizer de um empresário agora no comando.

Até aqui, já seria um bom indício de que Marin poderia ter escolhido nomes mais certos, como Leonardo, Juninho Pernambucano ou até mesmo Zico.

Mas ainda tem mais.

Gilmar sempre foi muito próximo de Ricardo Teixeira e é de Aidar, atual presidente do São Paulo. Sua escolha nem de longe passa pelo currículo como jogador ou como empresário, sua escolha é pessoal, por gosto como dizem alguns.

Todas aquelas frases bonitas e de efeitos ditas durante a coletiva, são conversa para boi dormir. Inclusive, a revolta com o boné da seleção brasileira. Revolução nenhuma, no máximo, tempo para o treinador que será anunciado terça copiar o modelo de jogo alemão ou de Guardiola.

A única coisa que pareceu mais interessante foi a proposta de aproximar base da seleção principal. E Gallo pelo que dizem, tem se tornado um grande estudioso do futebol.

Marin, quer mostrar a forcéps que futebol moderno e competitivo não existe, que a velha escola brasileira de reunir bons jogadores sempre triunfará.

Por enquanto, a copa de 2018 nos reserva grandes emoções, amigos.