Google ensinando a montar um grande time…

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E ontem estava na ExpoRioRH e assisti a uma palestra da Diretora de Recursos Humanos do Google. Sim do Google, a empresa que todo mundo considera como uma referência no mundo.

E durante uma apresentação excelente durante 60 minutos, ela comentou sobre vários subsistemas que a empresa trabalha na área de RH e em determinado momento um slide sobre quais são os itens fundamentais para o sucesso de um time me chamou a atenção.

O slide apresentava os itens de forma hierarquizada, ou seja entre os cinco itens que eles consideram fundamentais, qual é também a ordem de importância de cada um deles. E os itens foram:

1º Segurança Psicológica
2º Confiança / Interdependência
3º Estrutura e Carreira
4º Significado
5º Impacto

Gente, olhei o slide e pensei no São Paulo, logo depois na formação de qualquer time de futebol e por fim, o Google ensina até a montar um time de futebol de sucesso..rs..

Sei que os conceitos de liderança e formação de times que aplicamos em RH, são os mesmos que um time de futebol precisa, logicamente que cada treinador vai buscar aquele que faz mais sentido. Mas olhar o da empresa como referência ainda mais a do Google é muito válido. E para mim, faz todo o sentido.

O primeiro item para a formação de um time de futebol começam na chegada do jogador, entender qual o impacto do time que ele está indo. Ninguém pode sair de um time pequeno para um grande sem absorver toda essa mudança. Precisa entender que ele passou a ser uma figura pública, que o fracasso dele mexe com milhões e o sucesso também.

Depois disso o significado, qual o propósito dele naquele time, para que ele foi contratado, qual a expectativa que o time tem com ele e qual ele tem com o time, o que ele também espera que o time ofereça a ele.

O terceiro item tem um conceito bem empresarial, pois fala de carreira, mas podemos fazer um paralelo ao futebol. Todo jogador tem sua carreira, começar na base, buscar profissionalizar, dentro disso, atingir um time grande e quem sabe no auge chegar a representar a seleção do país, para isso é importante que a estrutura seja oferecida, o atleta só terá alto desempenho se o entorno permitir isso.

Aí faço uma pausa, pois para mim, até aqui, pensando na importância, esses itens são os “básicos”, sem eles nem o esboço de um time é feito, eles são importantes, mas são apenas a sustentação dos próximos dois, esses sim, para mim o grande segredo para o sucesso, só que para os dois, os outros que passamos tem que existir.

O segundo item mais importante é a confiança e a interdependência, parece óbvio, mas consolidar esse item é tarefa árdua. Para se ter uma ideia é onde Guardiola gasta toda a sua expertise como treinador, para ele trata-se de uma obsessão que os jogadores se sintam seguros quanto a proposta de jogo e a expectativa do que eles precisam fazer. Além disso, o conhecimento que todos tem sobre o que os companheiros precisam executar.

Só assim, Pep entende que o jogador poderá fazer seu papel de maneira autônoma, mas sabendo que depende de todos para o resultado final.

Por fim, o item mais importante, a segurança psicológica, para mim esse item é impossível chegar, ele na verdade é um conceito que teve ser a busca constante de um time, é muito difícil garantir que o time terá total segurança psicológica que nunca irá hesitar, naquela partida que o gol não sai, ou que uma derrota acontece, mas a busca para que essa segurança esteja com o time na maior parte do tempo é aquilo que torna uma equipe quase imbatível ou que dê a ela a alcunha de bicho papão. Assim como o Google é no mundo.

Por fim, entre todas as buscas que já fiz no Google essa foi uma das que mais gostei.

REGRAS DO FUTEBOL DE RUA

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Recebi isso em vários grupos de whatsapp, achei demais, e em breve sai um texto sobre o comportamento de Diego Costa na manhã de hoje.

Regras
(1) Os dois melhores não podem estar no mesmo lado. Logo, eles tiram par-impar e escolhem os times.

(2) Ser escolhido por último é uma grande humilhação.

(3) Um time joga sem camisa.

(4) O pior de cada time vira goleiro, a não ser que tenha alguém que goste de Catar.

(5) Se ninguém aceita ser goleiro, adota-se um rodízio: cada um cata até sofrer um gol.

(6) Quando tem um pênalti, sai o goleiro ruim e entra um bom só pra tentar pegar a cobrança.

(7) Os piores de cada lado ficam na zaga.

(8) O dono da bola joga no mesmo time do melhor jogador.

(9) Não tem juiz.

(10) As faltas são marcadas no grito: se vc foi atingido, grite como se tivesse quebrado uma perna e conseguirás a falta.

(11) Se você está no lance e a bola sai pela lateral, grite "nossa" e pegue a bola o mais rápido possível para fazer a cobrança (essa regra também se aplica a escanteio).

(12) Lesões como destroncar o dedão do pé, ralar o joelho, sangrar o nariz e outras são normais.

(13) Quem chuta a bola pra longe tem que buscar.

(14) Lances polêmicos são resolvidos no grito ou, se for o caso, no tapa.

(15) A partida acaba quando todos estão cansados ou quando anoitece.

(16) Mesmo que esteja 15 x 0, a partida acaba com quem faz, ganha

Não é só pelo selinho…

Crédito: Foto do parceiraço Rafael Stedile

Crédito: Foto do parceiraço Rafael Stedile

Emerson Sheik resolveu dar um selinho em um amigo após a polêmica vitória do Corinthians contra o Coritiba pela 15ª rodada do Brasileirão. Até aí, todo mundo já disse e desdisse muita coisa e apenas uma coisa me incomoda.

Estão dando a Sheik o poder de ser uma pessoa que está na luta contra a homofobia, sendo que em nenhum momento Sheik fez tal atitude pensando nisso. Sheik quis tirar o foco do seu mal momento, do chilique que tinha tido com Tite. Nunca Sheik pensou em levantar a bandeira contra a homofobia, o próprio texto na foto em que ele publicou vem recheado de homofobia.

Frases como “tem que ser muito valente para fazer isso” ou “antes que comecem as brincadeiras, sou muito macho” em nenhum momento mostram que Sheik está postando a foto sob a bandeira pelo fim da homofobia. Ele quis holofotes as custas de uma causa séria, sem realmente se importar com ela. Agora, está aproveitando uma oportunidade para ficar em destaque.

Espero que o assunto seja tratado mais seriamente de verdade a partir de agora. É notório que o homossexualismo está presente no futebol, assim como está presente em qual parte da sociedade. O esporte como um todo possui ainda uma atmosfera altamente machista, basta pararmos um pouco e relacionarmos quantos atletas de alta performance conhecemos que são assumidamente homossexuais.

Se pensarmos em quantos assumiram enquanto ainda estavam em atividade, o número é menor ainda.

Alguns países já tentaram algumas campanhas sem muito sucesso. A federação de futebol da Holanda lançou o vídeo abaixo, mas que teve pouca receptividade.

Portanto, só acho que Sheik tem uma boa oportunidade para abraçar uma causa digna, já que sua carreira apesar de vitoriosa foi sempre permeada por suspeitas de lavagem de dinheiro, vendas de carros irregulares, falsificação de documentação entre outros.

Que aquilo que ele começou apenas como brincadeira, ele resolva tratar como assunto sério.

Cheguei ao post 1000, antes do Túlio chegar ao gol 1000…

Confesso que não esperava que essa coincidência fosse acontecer no blog, só na segunda-feira dessa semana percebi. O Cadê Meu Camisa 10? chega ao post de número 1000 bem no dia do meu aniversário.

Já são quase 4 anos de existência com 4000 comentários e mais de 150.000 visualizações.

Muitas coisas aconteceram durante todo esse tempo, promessas surgiram, craques aposentaram e o futebol segue nesse círculo vicioso que consome esse blogueiro todos os dias.

E é esse círculo vicioso que faz com que muita gente não entenda a magia que o futebol permite as pessoas. Por quase duas horas, deletamos nossos problemas, esquecemos nossas dúvidas e vivemos instantes que podem terminar bom ou mau, mas que sempre será renovado a cada semana.

O futebol mexe com a emoção e a razão. Somos movidos pelo impulso do instante do gol, da defesa do goleiro, do passe bem e do mal feito, da jogada de efeito e do carrinho bem dado. Mas também, analisamos, pensamos e temos mania de técnicos de nossos times, dos times dos outros e da nossa seleção. E nunca falamos isso da boca para fora, o brasileiro vive e respira futebol. Sabemos falar taticamente e racionalmente quando queremos.

O futebol une e separa as pessoas. Quantas vezes, não vemos torcedores rivais unidos seja por uma causa (mesmo que seja torcer contra um terceiro rival) ou por um objetivo. Assim, como já conhecemos famílias que pai e filho não conversam em dia de jogo.

O futebol já conseguiu parar uma guerra, calar uma nação no período de ditadura e promover um duelo (no bom sentido) entre EUA x Irã.

E ainda assim, mesmo com tudo isso que eu comentei com vocês, existem pessoas que não entendem essa magia. E não digo daqueles que declaradamente dizem não gostarem do esporte, esses tem todo o direito, podem ser chamados de ateus do esporte ou qualquer outro rótulo que te conforte, mas eles tem direito de não gostar.

O problema são os que fingem que gostam e se escondem em toda essa magia. Eles se transvestem de jogadores, técnicos, dirigentes, presidentes, árbitros, jornalistas, comentaristas, narradores, torcedores e quaisquer outros que se envolvem com o futebol.

Hoje depois de 1000 posts, eu dedico esse post a pedir a vocês que esqueçam o futebol e vão fazer o que gostam. Eu garanto vocês serão muito mais felizes e eu também.

O Rapidinhas volta amanhã para a nossa alegria!!!

Esquema falar menos, já ajuda!!

Tenho visto muita coisa sendo dito sobre a arbitragem, sobre esquema UNIMED e outras coisas.

Acho engraçado que no início do campeonato o esquema era do BMG, e nunca os erros de arbitragem estão associados a simple incompetência deles.

Aqui no Brasil é o único lugar onde reclamamos demais da arbitragem e isso começa dentro de campo, nossos jogadores reclamam demais da arbitragem, nossos técnicos não deixam os homens do apito trabalhar em paz, como consequência todos se acham no direito de atazanar a vida dos nossos queridos árbitros.

Vejo muito pelo o que acontece na Europa. Essa semana pelas eliminatórias da Copa, (não era qualquer amistoso) no jogo entre Espanha x França, o time francês teve um gol muito mal anulado, convido a todos a assistirem ao VT e vejam se algum jogador ficou reclamando durante a partida, se o técnico francês Didier Deschamps ficou na orelha do árbitro fazendo alguma crítica. Ou melhor vejam se no dia seguinte alguma capa sensacionalista destacou o erro de arbitragem.

Voltando aqui para nosso campeonato querido, precisamos entender que dificilmente haverá um esquema favorecendo um clube, pois tratamos de algo que não é tão simples como comprar um campeonato. Vamos pensar na hipótese de que o Fluminense queira comprar um campeonato brasileiro, ele teria que encontrar muitos tricolores com poder de decisão, porque se encontrasse um flamenguista, vascaíno ou no atual campeonato um atleticano ou gremista, seria impossível seguir em frente com esse esquema.

Além disso, precisamos ao invés de choramingar pelos impedimentos dados, pênaltis não marcados ou bola na mão ou mão na bola. Precisamos assumir que nossos árbitros são muito mal preparados, fracos e muitos sem condição nenhuma de arbitrar um jogo do meu time no society.

É preciso cobrar dos órgãos que regulam e controlam, a profissionalização dessa classe, para assim podermos cobrar de quem apita uma postura adequada.

Por enquanto, menos mimimi e aceitação de que em um jogo seu time será prejudicado e em outro ajudado. Se tudo mundo compreendesse essa máxima já ajudaria muito ao nosso futebol.

Trocando os pés pelas mãos!

Galera, hoje trago um post que li ontem no Blog do excelente Juca Kfouri e que achei excelente pela sutileza em ex´plicar quão decadentes está nosso futebol. Confiram

Por LUIZ GUILHERME PIVA*

O finado futebol – pronuncia-se “soccer” – só tem um praticante remanescente. É o Barcelona.

Se você não se lembra ou nunca viu, é parecido com o boxe: um balé medido, entorpecente, que encaixa golpes surdos e contínuos para minar o oponente até derrubá-lo.

O futebol – pronuncia-se “football” – hoje existente divide-se em duas modalidades: uma jogada com as mãos e outra jogada com os pés.

A primeira tem sua prática profissional restrita aos Estados Unidos, mas, como concepção, é a que comanda a outra modalidade em todo o mundo.

Apesar das diferenças, as duas modalidades cada vez mais se aproximam nas táticas e estratégias.

Nas duas, os times têm onze jogadores. A maioria deles tem como única função derrubar o adversário. Embolam o meio, pesados, com força e coragem. São os “backs” ou “guards”, também conhecidos como zagueiros e volantes.

As jogadas de ataque são, nas duas modalidades, somente de dois tipos.

Uma: o “quarterback” – pronuncia-se meia – entrega a bola para um companheiro que tenta, na força, romper a barreira de adversários. São os “runnings” – ou alas e armadores. Quase sempre avançam alguns metros, são parados e tudo recomeça. É a jogada que predomina nos times brasileiros, por exemplo.

A outra: o “quarterback” lança a bola bem adiante para um velocista pegá-la e atingir a meta. São os “receivers” ou atacantes. É característica dos times que jogam em contra-ataques, como a seleção brasileira.

As duas jogadas dão ao futebol a analogia com uma luta diferente do boxe: é o UFC, com agarrões, tombos e um ou outro golpe fatal.

A diferença de qualidade entre as equipes do futebol se dá pela qualidade do “quarterback”. O melhor do mundo é o Tom Brady, que joga na modalidade manual.

Na modalidade jogada com os pés ainda não surgiu ninguém nesse nível. Todos são medianos ou ruins. A esperança – pronuncia-se “hope” – deles é um dia ser como o Tom Brady: craque, rico, famoso, bonito. E, de quebra, deixar de ver a Gisele Bündchen se explicando no jeito certo somente em comerciais de televisão.