Porque não Jonas?

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E Tite soltou sua última lista para as eliminatórias da seleção.

E como sempre iremos cornetar a lista. Até porque acredito que seja uma ótima oportunidade para fazer os últimos testes e vejo poucos espaços disponíveis para fechar o plantel.

No gol, o coro segue por Vanderlei do Santos. Nada contra os três escolhidos, mas como a seleção já está classificada, acho que valeria ver como o atleta se comporta no grupo, caso o treinador precise de alguma opção por lesão ou queda de rendimento no primeiro semestre do ano que vem.

Nas laterais e zaga, nada demais, meu questionamento é apenas por opção, mas não consigo questionar as escolhas de Adenor, chamaria Geromel ao invés de Jemerson.

No meio, achei surpreendente a escolha por Arthur, apesar de achar que o menino é acima da média, portanto, importante já permitir a ele participar do grupo. No restante, tudo ok, talvez escolhas diferentes, mas não critico.

E chegamos ao ataque, eu acho que é uma implicância minha, mas não entendo as poucas chances de Jonas. Para mim, só existe uma vaga em aberto na seleção, e aberto mesmo, do tipo, sei lá quem eu levo, é o quarto homem de ataque, Jesus, Firmino e Neymar estão certos, mas quem será o outro?

Hoje nossas opções são escassas, são veteranos, incógnitas e promessas. Só que para mim, Jonas no balaio desse restante é aquele que atua em um clube grande da Europa, constantemente participa da maior competição de clubes e já é o segundo maior artilheiro estrangeiro da história do clube.

E não que eu ache ele muito superior a Tardelli por exemplo convocado agora, minha única questão é que ele quase nunca é sequer lembrado por ninguém. A questão é que as chances são desiguais ou mesmo a cobrança pela convocação.

Jô que nunca conseguiu ter uma carreira sólida por clube algum e agora vive seu melhor momento por apenas 9 meses no Corinthians é constantemente lembrado por diversos canais de comunicação, enquanto Jonas recebe algumas lembranças de maneira bem pontual por aí.

E de novo, Tardelli, Jô, Jonas, Fred, Ricardo Oliveira, e os demais centroavantes estão equiparados para mim, sem nada de destaque, portanto porque não Jonas?

Outro nome que me chama a atenção é Richarlison que saiu do Fluminense e tem iniciado bem a temporada no Watford.

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Qual o limite de interferência de um ídolo?

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Qual o limite de interferência de um ídolo?

A polêmica entre Fred, Flu e Levir acendeu esse debate. Isso sem ainda sabermos exatamente o que fez Fred tomar tal posicionamento. Ainda é necessário, escutar o jogador, para tirarmos conclusões. Isso sem falar na conversa entre Fred e Levir para resolver o que será daqui para frente.

Mas de qualquer forma, a situação toda gerou uma questão sobre até onde Fred pode adotar uma postura diante da condição de ídolo da história tricolor. Fred tem o carinho de todo o torcedor das Laranjeiras, o jogador um dos símbolos da história recente do clube, foi peça-chave na retomada histórica no Brasileirão de 2009 e depois no título do ano seguinte.

Contudo, Fred foi aproveitando o cenário atual brasileiro e foi ganhando corpo dentro do Fluminense, diante de cada saída de treinador. Desde de que Fred chegou houve 15 trocas de comando. 15 treinadores diferentes em pouco mais de 5 anos. Não por menos, Fred se consolidou como referência e por algumas vezes foi motivo da saída de outros treinadores.

Fred tem liderança perante o grupo e pode levar os jogadores a se doarem mais ou menos diante da postura do treinador, e ultimamente a pouca experiência de alguns pesou a favor de Fred. Contudo, dessa vez, ele parece ter reencontrado um treinador com tremenda bagagem, além de uma característica crucial nesses momentos, Levir é querido pela imprensa.

Porém, acima de tudo fica a questão, o quanto a posição do atacante permite algumas atitudes, até onde ele pode se posicionar e quando passa a ser algo maior do que o clube? E aqui fica o exercício não só para o Fred, mas para ídolos do clube, talvez hoje, só Victor do Galo tem essa importância dentro de um clube.

Qual o limite de interferência de um ídolo?

Brasileirão só ano que vem agora…

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E o campeonato brasileiro chegou ao fim.

Acho que como muito das vagas já estavam definidas, essa última rodada foi melancólica, já por saber, que agora vem um monte de especulação e depois só os estaduais. A única emoção será o sorteio da Libertadores no dia 22 e os jogos na Europa até o início da Liberta.

E o campeonato acabou com o Corinthians sobrando em primeiro. O time mais regular, que apresentou um futebol “apenas” consistente no primeiro turno e um grande futebol no segundo turno. O Apenas foi entre aspas, porque ser consistente no futebol tupiniquim já é muita coisa.

Completando os representantes da Libertadores, estão Atlético-MG, Grêmio, São Paulo e Palmeiras. Ou seja, o trio de ferro que estava em baixa ao final do campeonato passado, voltou com tudo. Entre os classificados, só o São Paulo jogará a Pré-Libertadores.

Na turma, logo após o São Paulo, a sensação é de que um pouquinho de planejamento adequado, tinha sido tranquilo o quarto lugar, a vaga caiu no colo do São Paulo, a camisa pesou e levou, Santos abriu mão por causa da Copa do Brasil, Inter demorou a achar Argel e demitiu Aguirre desnecessariamente, Cruzeiro demorou para mudar o pojetu e por aí vai.

Milton Mendes que saiu cedo, Roger Machado que levou o Grêmio ao terceiro lugar, Guto Ferreira com as vezes surpreendente Chape e Eduardo Baptista que iniciou um bom trabalho no Sport são os treinadores que merecem um olhar atento em 2016 sobre quais próximos bons trabalhos farão.

Chegamos a degola. Joinville já estava lá, Goiás praticamente certo e se confirmou e os escolhidos finais foram Avai e Vasco. Sinceramente, Goias e Vasco são os que talvez, todavia, porém, se, não seria fora de cogitação escaparem. O time esmeraldino possui bons valores individuais. Renan, Fred, Rodrigo, Patrick, Bruno Henrique, Erik Lima são alguns.

E o Vasco demorou para arrumar a casa, o Vasco que terminou o campeonato é muito superior a vários times, porém como o chavão diz, Brasileirão é campeonato longo.

E assim, vai mais um Brasileirão, e eu já estou na agonia de esperar todas essas especulações durante um mês.

Por um futebol sem carrinho!

Depois de mais uma rodada do Brasileirão e o final da primeira rodada da Champions League, fiquei impressionado com as lesões de Rafinha e Luke Shaw.

Podia ter me impressionado com o belo gol de Alisson contra o Vasco, com o gol antológico de Florenzi contra o Barça, pela atuação avassaladora do Palmeiras após Fred perder um pênalti. Pelo Santos que segue sendo um trator na Vila Belmiro, ou seja, tinha muita coisa boa para ver, mas me apeguei na desgraça.

Me apeguei, porque ambos foram frutos de carrinhos estúpidos, aliás, qualquer carrinho é estúpido, um esporte que foi feito para jogar em pé e com a bola, jogar deitado significa que você tem uma interpretação bem diferente sobre o jogo.

Carrinho só aceito aquele que você está sozinho e quer evitar um escanteio, ou qualquer saída da bola, então você se jogar para salvar, ou para evitar o gol também sozinho. Mas mesmo assim, saiba que é um lance feio, último recurso, não existe essa de belo carrinho.

Sim, já escutei isso em algumas narrações. Ou melhor, ainda vem maquiado, vem como belo desarme.

Se você já jogou bola, sabe o quão temerário é qualquer carrinho, pode machucar o rival, te machucar e sem motivo algum. Além das várias definições do futebol, várias delas inclui que se trata de um esporte. O respeito ao companheiro é fundamental para a prática de nosso esporte.

Carrinho é agressão, sou a favor de expulsar jogador que use desse artificio, direto, sem direito a contestação, e em caso de reincidência tirar do futebol. Sem falar que acho que jogador que comete infração desse tipo que deixa o rival afastado, deve ficar afastado igual e sem receber salário.

Gosto de futebol, de ver ele ser jogado, bonito, por vezes até brigado, disputado, mas de maneira limpa, a sensação é que o carrinho é aquela placa de ferro que o boxeador esconde na luva, ou qualquer trapaça digna de Dick Vigarista.

Por um futebol melhor, por um futebol sem carrinho.

Dunguinha segue convocando!

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E saiu mais uma lista do Dunguinha paz e amor.

Goleiros: Jefferson, Marcelo Grohe e Alisson

Zagueiros: David Luiz, Marquinhos, Miranda e Gabriel Paulista

Laterais: Daniel Alves, Filipe Luis, Danilo e Douglas Santos

Meio-campistas: Luiz Gustavo, Fernandinho, Elias, Ramires, Oscar, Roberto Firmino, Willian, Lucas Lima e Kaká

Atacantes: Neymar, Lucas, Hulk e Douglas Costa

Tinha feito uma lista no meu twitter minutos antes do que seria a minha convocação e não qual a minha expectativa do Dunga convocaria. Na minha relação tem muitos nomes diferentes, repetem apenas 11 nomes.

Contudo não sou o treinador, portanto vamos falar de mais uma listinha do Dunguinha.

No gol, confesso que já me conformei, com o tempo você percebe que goleiro e a posição de confiança, onde os critérios de momento e mais objetivos se perdem. Simplesmente, o critério é, o goleiro pega bem, eu confio nele, então convoco.

Dunguinha fechou com Jefferson, Grohe e Diego Alves, como o último está machucado ele vai tentando alguns jovens por causa das Olimpiadas.

Alisson é um ótimo nome.

Na zaga, eu sinceramente acho que David e Thiago precisam de uma geladeira, o segundo parece que ganhou, o primeiro merece, para botar a cabeça no lugar e de repente perceber que não teve fase nem momento deles na seleção. Gosto da aposta no menino do Arsenal.

Nas laterais, bons nomes, aposta do menino do Galo no grupo e aqueles que já andam sendo convocados também.

No meio, as duas novidades espero que fiquem por bom tempo. Lucas Lima, menino ótimo de bola e Kaká que tem tudo para passar experiência e ser uma referência para essa geração ainda sem identidade, que ele seja essa figura responsável por fazer a passagem de geração.

Na frente, espero que Lucas enfim chegue aos amistosos e se firme. Depois de Neymar, é nosso melhor ponteiro. Questiono a volta de Hulk, questiono ele ter sido convocado um dia. Mas, tudo bem, já disse não sou o homem do boné.

Com essas peças iria de Jefferson, Danilo, Marquinhos, Miranda e Fillipe Luis, Luiz Gustavo, Lucas, Elias, Coutinho, Neymar e Firmino. Um 4-5-1 com Elias com movimentaçã para alternar entre ficar ao lado de Luiz Gustavo na frente da zaga ou emparelhar com os outros meias.

Sobre o meu time, atualmente seria, Diego Alves (machucado, chamaria Cavalieri), Danilo, Gil, Miranda, Marcelo, Luiz Gustavo, Lucas, Lucas Lima, Coutinho, Neymar e Fred.

Me julguem! E julguem o Dunga também!

Só mais um almoço de domingo…

Rolo de macarrao Quem nunca esteve em um almoço de uma tradicional família italiana?

Nosso país possui uma infinidade de descendentes de italianos, mesmo que você não seja descendente da velha bota provavelmente já esteve na casa de algum e de repente já filou uma “bóia”.

Toda boa família italiana, tem na refeição uma grande catarse. É uma barulheira sem fim, você acha que tem um carro de som na rua ou que o pessoal da bolsa de valores foi parar no quarto, ou até que a feira tá rolando no quintal, por fim percebe que é apenas todos os familiares tentando e conversando entre si.

Isso até a boa e velha Mama, a matriarca daquela boa zona chegar com a panela imensa de macarronada para começar o banquete, sem falar que quando ela precisa dar algum recado é como se toda aquela algazarra você desligada da tomada.

Ela sempre terá o silêncio para dar o seu recado.

Assim como a Mama FERJ tem no campeonato carioca.

A diferença é que aqui não se trata de uma boa família italiana, trata-se de um mero campeonato carioca. Onde Luxemburgo e Fred são apenas integrantes da família, que aproveitam alguns instantes para se fazerem ouvidos ou simplesmente fazer sua parte no barulho do “almoço de domingo”.

As declarações de ambos, serviram apenas para todos rirem, acharem de extrema coragem as palavras, para todo mundo quase dar a alcunha de filhos pródigos da família, até a Mama chegar com um rolo de macarrão na mão e bradar que “acabou a palhaçada”.

Fred e Luxa foram punidos, pegaram ganchos, principalmente baseados em um item que os presidentes dos clubes, inclusive de Flamengo e Fluminense assinaram: “É proibido falar mal do campeonato carioca!”.

É sério! Foi assinado um regulamento do campeonato que proíbe que qualquer crítica seja feita ao campeonato. Nem de bobo, ele pode ser chamado.

Luxa e Fred estão certos nas críticas, mas Luxa fez em momento que estava coberto de razão, enquanto Fred procurou a expulsão e depois que conseguiu aproveitou para fazer barulho.

O problema é: “tá, legal, o campeonato está todo errado, e aí?” Falta uma certa atitude mais firme dos clubes, falta o entendimento que eles são os donos do espetáculo, que eles precisam se unir para que todos fortes possam melhorar nosso futebol. E isso envolve, uma ação de clubes, treinadores e jogadores.

Quantos treinadores apoiaram Luxa após as declarações, quantos defenderam Fred? Isso mesmo, zero!

A possibilidade que surgiu de Flamengo e Fluminense e os principais clubes do Paraná se unirem talvez seja o primeiro movimento real para as Mamas (federações) se calarem.

Mas por enquanto, tudo não passa de mais uma gritaria de almoço de domingo, assim que a Mama chegar com a macarronada, o silêncio imperará novamente.