Por um futebol sem carrinho!

Depois de mais uma rodada do Brasileirão e o final da primeira rodada da Champions League, fiquei impressionado com as lesões de Rafinha e Luke Shaw.

Podia ter me impressionado com o belo gol de Alisson contra o Vasco, com o gol antológico de Florenzi contra o Barça, pela atuação avassaladora do Palmeiras após Fred perder um pênalti. Pelo Santos que segue sendo um trator na Vila Belmiro, ou seja, tinha muita coisa boa para ver, mas me apeguei na desgraça.

Me apeguei, porque ambos foram frutos de carrinhos estúpidos, aliás, qualquer carrinho é estúpido, um esporte que foi feito para jogar em pé e com a bola, jogar deitado significa que você tem uma interpretação bem diferente sobre o jogo.

Carrinho só aceito aquele que você está sozinho e quer evitar um escanteio, ou qualquer saída da bola, então você se jogar para salvar, ou para evitar o gol também sozinho. Mas mesmo assim, saiba que é um lance feio, último recurso, não existe essa de belo carrinho.

Sim, já escutei isso em algumas narrações. Ou melhor, ainda vem maquiado, vem como belo desarme.

Se você já jogou bola, sabe o quão temerário é qualquer carrinho, pode machucar o rival, te machucar e sem motivo algum. Além das várias definições do futebol, várias delas inclui que se trata de um esporte. O respeito ao companheiro é fundamental para a prática de nosso esporte.

Carrinho é agressão, sou a favor de expulsar jogador que use desse artificio, direto, sem direito a contestação, e em caso de reincidência tirar do futebol. Sem falar que acho que jogador que comete infração desse tipo que deixa o rival afastado, deve ficar afastado igual e sem receber salário.

Gosto de futebol, de ver ele ser jogado, bonito, por vezes até brigado, disputado, mas de maneira limpa, a sensação é que o carrinho é aquela placa de ferro que o boxeador esconde na luva, ou qualquer trapaça digna de Dick Vigarista.

Por um futebol melhor, por um futebol sem carrinho.

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