Jogos de Natal e Ano Novo

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E entre o fim do Brasileirão e o início dos queridos estaduais ficamos apenas com o futebol dos amigos de fulano x amigos de ciclano, ousadia x alegria, entre outros. Mas será que era possível ter algum jogo nesse intervalo valendo algo?

Quando olhamos para as ligas europeias, apenas a inglesa segue com seus jogos nessa semana e até de maneira muito intensa, com os times jogando dois jogos entre os dias 26/12 a 01/01.

A italiana e a alemã tiveram jogos até bem próximo do Natal e só.

Já nos EUA, as ligas de basquete e futebol americano seguem a todo vapor nessa época, acho que o Hóquei também.

Confesso que como telespectador acho ótimo, porque durante o ano todo tem sempre algum esporte para ver, mas olhando pelo conceito total do esporte, acho temerário forçar a barra assim. Ontem mesmo, estava assistindo a Bournemouth 3×3 Arsenal, os Gunners tinha jogado domingo e voltaram a campo na terça, cerca de 48 horas de diferença, era nítido que a qualidade técnica do time caiu muito.

Eu sou a favor de fazer outras competições para atender essa época, por exemplo, torneio sub-20 para que o torcedor assista mais a molecada do time dele, um campeonato curto feminino para criarmos vergonha na cara e começar a transmitir mais nossas meninas.

Para o nosso formato de calendário, onde dezembro é o fim da temporada, os jogos entre Natal e Ano Novo atrapalhariam toda uma pré temporada, diferentemente dos campeonatos europeus, onde esse período é o meio da temporada.

E mesmo a rodada inglesa entre Natal e Ano Novo deveria ser melhor cuidada para não ficar desgastante, poderia ser dois jogos entre Natal e Ano Novo e depois só no final de semana seguinte para ter tempo de descanso, mantém a tradição, mas também adapta-se as realidades de calendário como o de 2016/2017.

Por fim, agradeço a Premier League que me permitirá nos últimos 10 dias assistir a 5 jogos (Leicester 0x2 Everton; Liverpool 4×1 Stoke; Liverpool 1×0 Manchester City; Bournemouth 3×3 Arsenal e hoje Tottenham x Chelsea), mas aqui em terras tupiniquins vamos deixar do jeito que está, ainda precisamos arrumar o nosso calendário antes de fazer um jogo com o Papai Noel.

E vocês o que acham? Alguma ideia?

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Porque quem cuida, não tem uma solução para o calendário?

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Estava entre reclamar da pausa da Libertadores, ou sobre o fato de pela primeira vez, não temos nenhum técnico brasileiro entre os 08 finalistas da competição sulamericana, ou sobre a falta de jogadores em seus times durante as competições ao longo do ano.

Mas tudo tem a ver com calendário, tudo. Inclusive a ausência de treinadores, já que os nossos estão formando os times, enquanto os demais já estão no meio da temporada.

Sinceramente, como aceitamos que as duas principais competições não durem a temporada inteira? Uma dura só 5  meses e a outra só 7 meses. Já está mais que na hora de olhar o calendário de maneira atrativa. Klopp, já que disse que só maluco quer treinar um time no Brasil, é impossível preparar um time taticamente com o calendário daqui.

Sou a favor de montar o calendário no Brasil da seguinte forma, Campeonato Brasileiro com 8 divisões, as três primeiras nacionais e as restantes regionais. Nas nacionais nada de novo, assim como já é, apenas incluiria mais dois times por divisão. Seriam 22 na A, B e C, totalizando 66 times.

Nas ligas regionais, os times se dividiriam nas 5 regiões do Brasil, Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul, cada regional com 16 times, os dois melhores de cada regional subiriam para a divisão acima, assim como os dois piores cairiam para a inferior.

Libertadores de Junho a Junho ou de Janeiro a Janeiro como preferir e no mesmo formato atual. Copa do Brasil da mesma forma, ao longo de todo o ano. É o fim dos estaduais, eles virariam os regionais,cada time jogaria em média 60-65 jogos, com tempo para pré temporada, amistosos para troca de conhecimentos e férias reais para os jogadores.

Poderia até olhando bem o calendário, fazer o torneiozinho estadual com 08 datas, um mata-mata rápido, entre os melhores de cada divisão do estado. O melhor da primeira, mais o melhor da segunda, mais o da terceira, assim até a oitava.

Isso permitira nossos comandantes realmente terem o tempo necessário para impor seus conhecimentos táticos, pois teriam mais vezes “semanas” para trabalhar o time. Poderiamos respeitar as datas Fifas e parar o campeonato sem prejudicar nenhum clube com a perda de atleta.

Eu sei o quanto de interesse imediato e mesquinho tem nisso. Mas fica claro que soluções para resolver todo mundo tem, eu em menos de uma hora, já achei uma. Porque quem cuida, não tem uma solução para o calendário?

Acho que essa resposta tudo mundo também tem a sua…

E os estaduais tem seus finalistas

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E os estaduais chegam enfim a sua reta final, como não consigo falar sobre todos eles, me concentrei apenas ao eixo do mal.

Em São Paulo depois de 56 anos, sim 56, teremos um Palmeiras x Santos na final, os dois que começaram como os patinhos feios dessa competição superaram São Paulo e Corinthians e farão a final.

Sinceramente não vejo favorito, são dois times parelhos, meu palpite é que dará Santos, mas é apenas palpite.

Em Minas, o Galo venceu o Cruzeiro e fará a final com a surpreendente Caldense. O time de melhor campanha do estadual, que ainda não perdeu no campeonato, tentará continuar essa campanha e vencer o estadual.

Para o Galo resta fazer valer seu favoritismo e ainda aproveitar o fato de que a Caldense não poderá jogar em seu estádio.

No Rio, a final dos sonhos da FERJ, Botafogo com um gol duvidoso e Vasco com mais um pênalti a favor avançam.

Aposto que para a FERJ ver o “Doutor Eurico” ganhar seja a sensação de trabalho bem feito. De qualquer forma, Doriva poderá ser bicampeão estadual (ganhou o paulista com o Ituano em 2014) e novamente com um bom trabalho, viva a nova safra de treinadores.

No sul, um Grenal. Olha que novidade! O time do Inter parece em melhor momento, mas do outro lado tem o raposão do Felipão. Aquele treinador, especialista em jogo de 180 minutos e só ultimamente.

Para Aguirre será ótimo vencer também, pois trará a paz que ele precisa, já que mesmo fazendo um bom trabalho ainda não a tem.

Só mais um almoço de domingo…

Rolo de macarrao Quem nunca esteve em um almoço de uma tradicional família italiana?

Nosso país possui uma infinidade de descendentes de italianos, mesmo que você não seja descendente da velha bota provavelmente já esteve na casa de algum e de repente já filou uma “bóia”.

Toda boa família italiana, tem na refeição uma grande catarse. É uma barulheira sem fim, você acha que tem um carro de som na rua ou que o pessoal da bolsa de valores foi parar no quarto, ou até que a feira tá rolando no quintal, por fim percebe que é apenas todos os familiares tentando e conversando entre si.

Isso até a boa e velha Mama, a matriarca daquela boa zona chegar com a panela imensa de macarronada para começar o banquete, sem falar que quando ela precisa dar algum recado é como se toda aquela algazarra você desligada da tomada.

Ela sempre terá o silêncio para dar o seu recado.

Assim como a Mama FERJ tem no campeonato carioca.

A diferença é que aqui não se trata de uma boa família italiana, trata-se de um mero campeonato carioca. Onde Luxemburgo e Fred são apenas integrantes da família, que aproveitam alguns instantes para se fazerem ouvidos ou simplesmente fazer sua parte no barulho do “almoço de domingo”.

As declarações de ambos, serviram apenas para todos rirem, acharem de extrema coragem as palavras, para todo mundo quase dar a alcunha de filhos pródigos da família, até a Mama chegar com um rolo de macarrão na mão e bradar que “acabou a palhaçada”.

Fred e Luxa foram punidos, pegaram ganchos, principalmente baseados em um item que os presidentes dos clubes, inclusive de Flamengo e Fluminense assinaram: “É proibido falar mal do campeonato carioca!”.

É sério! Foi assinado um regulamento do campeonato que proíbe que qualquer crítica seja feita ao campeonato. Nem de bobo, ele pode ser chamado.

Luxa e Fred estão certos nas críticas, mas Luxa fez em momento que estava coberto de razão, enquanto Fred procurou a expulsão e depois que conseguiu aproveitou para fazer barulho.

O problema é: “tá, legal, o campeonato está todo errado, e aí?” Falta uma certa atitude mais firme dos clubes, falta o entendimento que eles são os donos do espetáculo, que eles precisam se unir para que todos fortes possam melhorar nosso futebol. E isso envolve, uma ação de clubes, treinadores e jogadores.

Quantos treinadores apoiaram Luxa após as declarações, quantos defenderam Fred? Isso mesmo, zero!

A possibilidade que surgiu de Flamengo e Fluminense e os principais clubes do Paraná se unirem talvez seja o primeiro movimento real para as Mamas (federações) se calarem.

Mas por enquanto, tudo não passa de mais uma gritaria de almoço de domingo, assim que a Mama chegar com a macarronada, o silêncio imperará novamente.

Até agora as únicas coisas boas dos estaduais

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E os estaduais seguem sem causar comoção alguma.

Na verdade, a única coisa interessante até agora foi uma ação em Pernambuco e outra no Rio Grande do Sul. Nos extremos do Brasil, esses dois estaduais fizeram boas ações para tentar diminuir a violência nos estádios.

Em Pernambuco, o jogo era entre Sport e Náutico e a ação escolhida foi recrutar 30 mães para atuar na segurança do estádio. Elas ficaram no setor destinado a organizada do Sport e eram mães de torcedores da organizada. Resultado, ação fantástica e que pegou todos os torcedores de surpresa.

No Rio Grande do Sul dentro de um Grenal, houve a decisão de colocar um setor do estádio com torcida mista. A ideia era que todo torcedor do Inter comprasse o ingresso daquele setor, levasse um torcedor gremista junto, seja pai, mãe, namorada, namorado, filho, amigo, etc…

Esse Grenal foi ontem acabou com um chocho 0x0, mas a ação parece que será repetida em outras partidas. Aidar também estuda a possibilidade de fazer esse setor na partida de volta da Libertadores.

Essas ações visando tirar os bandidos travestidos de torcedores de dentro do estádio são sempre muito bem vindas, pois com o tempo o torcedor cidadão ira voltar a frequentar o estádio e ir ao jogo voltará a ser um programa de família.

Por enquanto, essa tem sido a única importância dos estaduais desse ano, a tentativa de acabar com a violência por causa de torcidas organizadas.

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Nossos queridos estaduais…

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E os estaduais começaram!

Quanta alegria, quanta emoção e quantas surpresas! Na verdade, alguma alegria, pouca emoção e nenhuma surpresa.

Nenhum dos considerado grandes tropeçaram, só o Inter que empatou com o Lajeadense, mas é o Inter, do qual sempre cria-se expectativa e o resultado é sempre o mesmo.

Em São Paulo, a regra dos três prevaleceu, todos os grandes venceram suas partidas anotando três gols.

No RJ, o Flamengo também empatou, mas as circunstâncias foram tão adversas que não considero tropeço. A única mancha da partida foi a invasão imbecil de alguns torcedores rubro negros ao vestiário do temido Macaé.

Em Minas, ambos venceram tranquilamente. Assim como o Grêmio.

Agora, voltando para São Paulo, campeonato o qual vejo mais.

O Palmeiras venceu com um primeiro tempo de encher os olhos, tudo bem que era contra o Audax que ajuda com seu jogo arriscado.

O Corinthians foi cirúrgico, venceu, não sofreu sustos, não precisou encantar e principalmente não se desgastou com essa partida.

O Santos usou de um velho artifício, sua categoria de base. Geuvânio resolveu o jogo e deu a vitória para o alvinegro praiano.

Já o São Paulo contou com o talento de seus jogadores, ainda bagunçado e dando chances para o adversário, o tricolor contou com Michel Bastos e Luis Fabiano para resolver a parada.

Por fim, nada de novo nos estaduais, nenhuma grande e/ou grata surpresa, apenas o descobrimento de times que não conhecíamos.