E se o campeonato acabasse na 23ª rodada?

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O Corinthians terminaria campeão fazendo um clássico divertidíssimo.

O jogo no Allianz Parque foi eletrizante, um primeiro tempo a 220 volts, onde a empolgação e vontade de ambos foi tanta que sobraram buracos e falhas na defesa. Não acho que tenha sido o melhor jogo do campeonato, mas foi o mais legal até agora.

O Galo seria o vice campeão com uma vitória tranquila sobre o Vasco. Que segue sua campanha sofrível no Brasileirão, Eurico já pensa em montar na Sibéria um pojetu com Luxa para ser campeão por lá.

O G4 seria completado por Grêmio e São Paulo, o tricolor gaúcho vai surpreendendo o blogueiro aqui, Roger vai se mostrando uma grata surpresa e o time tem conseguido com elenco justo manter um bom ritmo e segue na zona de classificação para a Libertadores. Da mesma forma o tricolor paulista, Osório enfim chegou ao G4, assim como Roger, com elenco limitadíssimo, El Profe vai fazendo o Sâo Paulo crescer e continuar sonhando com Libertadores.

Na zona intermediária, destaque para o Fla x Flu, nem tanto pela vitória em si, mas pela situação de ambos. O Flamengo vive o efeito Oswaldo, onde ele ganha as cinco primeiras depois sabe-se lá o que virá, já foram 4 vitórias seguidas que colocam o clube pertissímo do G4.

Já o Flu amarga a quarta derrota consecutiva, Enderson começa a passar de promessa do banco para um técnico mediano, o Flu que chegou a cogitar brigar com o Corinthians agora despenca ladeira abaixo na tabela.

E para fechar, na zona da confusão, o cenário fechou, com a chegada de Mano, o Cruzeiro irá subir a tabela e portanto, a briga pelas três vagas restantes na Série B é da Ponte para baixo. Três vagas, porque o Vasco já foi, agora resta saber quando Eurico irá para a Sibéria.

A 23ª rodada terminou com 3 vitórias dos mandantes, 3 dos visitantes e 4 empates. Foram 28 gols, e o destaque foi William Bigodinho, seu reencontro com Mano Menezes teve muito amor envolvido, muita alegria para o meu time do Cartola e quatro gols marcados.

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Quadrilha… de treinadores…

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E se as quatro primeiras rodadas do campeonato pareciam estranhas, as duas seguintes já relembraram o que é o nosso futebol.

Ao final das quatro primeiras rodadas nenhum treinador havia sido demitido, em um campeonato onde normalmente a média é de um por rodada, esse cenário era esperançoso, contudo, rapidamente já vemos 7 trocas de comando.

Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, São Paulo, Avai, Joinville e Palmeiras já não possuem o mesmo treinador que dirigiu o time na primeira rodada. Dentre eles, apenas o São Paulo possuia a situação de um interino e anunciou seu novo comandante já com o campeonato rolando.

Contudo, já nem sei o que me incomoda mais.

Se a decisão de jogar tudo para o alto e simplesmente rasgar sem o menor pudor o planejamento.

Se a prostituição dos treinadores, ao aceitarem qualquer elenco, qualquer proposta, apenas para ter um contrato polpudo e de preferência com uma boa multa em caso de rescisão.

Se a imprensa, como já dito em texto da semana passada, que adora uma polêmica e mina o trabalho de qualquer um sem a menor preocupação.

Ou se os jogadores que também adoram um corpo mole e o poder de derrubar um treinador.

Só para se ter uma idéia, Cristovão que não servia para o Fluminense, agora serve para o Flamengo, onde Luxa não servia, mas agora serve para o bicampeão brasileiro, que mandou Marcelo Oliveira embora e que provavelmente irá para a vaga de Oswaldinho que não servia para o Palmeiras, que também saiu recente do Santos onde nem ele, nem Enderson serviam, Enderson que assumiu o Fluminense lá do começo do parágrafo.

Entenderam?

 

Carlos Drummond parece ter escrito “Quadrilha” para essa dança dos treinadores.

QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Troque nomes masculinos por treinadores e femininos por clubes que dá para se ter uma ideia.

E aí, gostaram do seus professores?

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Esse final de ano o mercado que tem chamado a atenção é o dos treinadores.

Com as famosas especulações sobre possíveis reforços, que a cada ano que passa aprendemos a desistir disso e apenas comentar quando alguém veste a camisa do seu time, exceto o Renato Gaúcho, porque esse pode vestir e não jogar.

Tiramos um pouco o foco dos jogadores e vemos a intensa movimentações dos clubes para acertar os seus comandantes.

Particularmente, vejo como um movimento positivo, assim o planejamento para elenco do ano que vem será feito com aquele que deverá ser o técnico ao longo do ano. (Vamos tentar acreditar nisso)

Cruzeiro, Galo, São Paulo, Flamengo, Fluminense e Grêmio renovaram com seus treinadores. Entendo que a manutenção é o melhor caminho. E sem sombra de dúvida, todos os acertaram. Curiosamente, entre os dez primeiros do Brasileirão, apenas Santos, Corinthians e Inter optaram por mudanças.

Santos definirá a situação de seu treinador em breve, uma possível reunião nessa quinta irá selar a permanência ou não de Enderson. Corinthians optou por descontinuar o trabalho de Mano e trazer Tite novamente.

Não gosto de Mano, pura empatia, não o conheço. Mas, acho que ele merecia concluir seu trabalho. O treinador fez toda a reformulação necessária, começou a organizar o time e terminou com o time mais arrumado, teria 2015 para deslanchar suas ideias e eis que o ciclo é encerrado e agora Tite terá a responsa de entender que time é esse, vencer uma difícil pré-Libertadores e entender que seu trabalho sempre será comparado ao anterior.

Outros grandes em situações mais drásticas resolveram trocar seus treinadores. Botafogo, Palmeiras e Vasco começam 2015 com novos professores.

Dois acertaram e um errou. Vasco foi muito bem, trouxe Doriva, cara novo, barato e com um bom trabalho já realizado. Pegará um Vasco com $$ limitado, terá que montar um time competitivo dentro das opções escassas que terá, além de usar a molecada da base. Fez bem no Ituano e teve pouco tempo no Furacão. Foi uma boa aposta, contudo a intervenção constante de Euricão pode dificultar o trabalho.

Palmeiras mandou muito bem. Oswaldinho desde sua volta do Japão tem feitos bons trabalhos, contudo o rótulo dado para a imprensa, faz com que se fale pouco dele. Tenho certeza que se for permitido, fará ótimo trabalho no Palmeiras e com toda certeza será um ano bem mais tranquilo para os palestrinos.

Em compensação, o Botafogo errou feio. Buscou alguém que ganhou um nome por um trabalho na Jamaica, nunca conseguiu sucesso no Brasil e sempre saiu reclamando do mundo e de todos, o alvinegro poderia buscar Ricardo Drubscky, Ricardinho, Gilson Kleina ou até mesmo a manutenção de Mancini. Renê é andar para trás.

E o Inter, ah o Inter gostou de imitar seu eterno rival e ficará brincando que coloca a caixa de som e tira a caixa de som. Acho que o Inter deve fechar logo com o Mano ou achar uma aposta logo.

E aí, gostaram do seus professores?

Felipão e o seu mico!

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Existe um velho ditado que sempre escutei nos lugares onde trabalhei que dizia: “tire o mico das suas costas”.

O ditado simplesmente dizia que em alguns momentos, não vale a pena o sacrifício ou a boa intenção de ajudar os outros, que você deve simplesmente cumprir com o que lhe foi pedido e tirar essa “pendências” do seus “to do” do dia a dia do trabalho.
E foi exatamente isso que Fabio Koff fez.

Não critico que ainda queira tentar Felipão, acho que as pessoas merecem chances. Eu não escolheria o treinador. Seu último bom trabalho foi com a seleção de Portugal na Eurocopa de 2004. De lá para cá, uma coleção de fracassos.

Mas, o que mais me incomodou na decisão de Koff foi a vontade de simplesmente se livrar do “to do” escolher um treinador.

Penso que como diretor de um clube, preciso entender o que pretendo com o clube, qual a filosofia, proposta que quero dar ao meu time e a partir daí decidir a metodologia que aplicarei. Nesse conjunto de decisões, a escolha do perfil do treinador deve existir. Não precisa ter um único exemplo, mas as características fundamentais que o treinador precisa ter, para que seja condizente com a proposta e filosofia que decide implementar.

Quanto vejo Enderson Moreira saindo e entrando Luiz Felipe Scolari, pergunto, qual a semelhança entre um e outro? Nenhuma. São filosofias completamente distintas. Um prega a marcação, bola longa e o time motivado. O outro prega dinâmica, vigor físico e bola curta.

Koff simplesmente escolher Felipão não consegue perceber que o elenco foi montado para o que Enderson pensava, o time foi treinado para isso e agora Felipão chega tendo que com as peças pensada pelo outro montar o time com a sua cara. Ou seja, a chance de sucesso, é pequena.

Koff, não buscou um substituto para Enderson, ele simplesmente tirou o mico das costas dele. Agora, está com Felipão e daqui a pouco com a torcida.