Ou o fim dos braços no futebol ou o fim dessa recomendação sem pé nem cabeça.

Playmobil

Você concorda com esse pênaltis que batem na mão?

Primeiramente, quero lembrar que os árbitros não estão errados. A recomendação que eles receberam é que toda bola que bata na mão deve ser marcado o pênalti.

O problema é se isso está certo, já estou dizendo desde o pênalti marcado contra o São Paulo no clássico com o Palmeiras que a partir de agora fará parte das “jogadas ensaiadas” um bom chute na mão do adversário, um jeito prático e simples de chegar a uma penalidade e uma clara chance de gol.

Essa recomendação vai totalmente contra a regra do futebol. A regra diz sobre colocar a mão na bola deliberadamente, clique aqui para consultar as regras FIFA.

Para quem procurar o significado de deliberadamente no dicionário, perceberá que sinônimo é igual ao propositalmente e seu antônimo é acidentalmente. Ou seja, a regra é colocar a mão na bola propositalmente. E estamos recomendando a marcação da falta quando o toque for acidental.

Eu gostaria muito de saber se a orientação da FIFA foi essa mesma, ou se quem comanda a nossa arbitragem não entendeu o recado direito e passou completamente errada a recomendação.

Porque pênaltis (listarei os que vi) como o do Fagner a favor do Flamengo, o de Alisson a favor do Figueirense e do Antonio Carlos a favor do Corinthians fogem do bom senso do futebol. O esbarrão com o braço é inevitável em todos os casos, não tem como evitar o contato, vai bater no braço sim.

E não adianta pregar o discurso de o toque muda a trajetória da bola. Sim, muda e continua na regra, não foi intencional, não foi deliberado o toque, foi porque nossos jogadores ainda são seres humanos e não podem simplesmente deixarem os braços no banco, enquanto vão ali jogar uma bolinha.

Os árbitros estão cumprindo ordens de quem provavelmente nunca jogou bola e quem joga provavelmente começara a chutar bolas nos braços que entrarem em campo para ganhar uns penaltizinhos marotos por aí.

Alguém precisa decidir, ou o fim dos braços no futebol ou o fim dessa recomendação sem pé nem cabeça.

Surpresa, surpresas e surpresas…

arbitragem 21082014

Quem nunca ouviu a expressão: o futebol é uma caixinha de surpresas?

E ela serve para exemplificar a vitória do Chapecoense sobre o Fluminense. O inferno astral que Fred está passando, o time carioca vinha bem e continua jogando bem, mas desde a volta do centroavante, o time parou de ganhar.

Ela serve também para explicar a boa fase do Flamengo. São cinco jogos e quatro vitórias com o pofexô Luxa! Será que agora o pojetu, vai?

Ela serve para explicar como pode na mesma rodada, Leandro Damião e Keirrison terem feito gol.

Para explicar, como o Sâo Paulo e Corinthians conseguem ir tão bem contra os grandes e tropeçar nos pequenos. Uma síndrome de Robin Hood, danada nos paulistas.

Mas serve também, para explicar como um lance igualzinho, pode ter duas interpretações diferentes. No domingo, um chute de Felipe Meneses explode no braço de Edson Silva, o juiz marca pênalti para o Palmeiras. Ontem, Pato tenta uma finalização e ela explode no braço de Juan, qual a decisão do árbitro? Como diria Milton Leite: “seeeegue o jogo”.

Confesso que na minha cabeça, não considero nenhum dos lances como pênalti. Contudo, existe uma recomendação da Fifa sobre a questão do braço “muito aberto”, a entidade pede que seja marcada a infração nessas situações. Ou seja, para a Fifa, ambos os lances foram penalidades.

E é essa surpresa que me incomoda, ou seja, além das particularidades que todo jogo de futebol pode propiciar, precisamos ainda descobrir ao longo da partida qual o critério que o juiz irá adotar.

Alguém precisa reunir os árbitros e explicar para eles, que estilo de apitar é uma coisa e isso não envolve escolher critérios que serão adotados. Os critérios são únicos.

Que a próxima surpresa seja o mesmo lance em partidas diferentes com a mesma marcação no final.

Pitacos: A bipolaridade de uma caixinha de surpresas.

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Galera do blog, ontem eu acompanhei a derrota do São Paulo para o Atlético-GO por 4×3.

Mais uma vez, serei repetitivo e direi que o jogo foi o resumo do que tem sido o time nesse ano. Um time bipolar, completamente desorganizado que oscila bons jogos, com atuações vexatórias.

O primeiro tempo de ontem ficou dentro do cenário vexatório. O time até começou com boas trocas de bola e maior posse da redonda, mas bastou uma bola parada para o Atlético desmoronar o castelo de areia tricolor.

Edson Silva trombou nos próprios companheiros, Tolói chegou atrasado e a bola sobrou livre para Marino abrir o marcador. Gol que ainda teve a ajuda de Dênis que não teve força para rebater a bola para longe.

A partir daí, a apatia baixou sobre o time, a falta de confiança e a desorganização tática que ainda existe no time foi fator dominante sobre o elenco. Todos queriam subir e resolver a partida. Resultado, o time goiano soube aproveitar e terminou o primeiro tempo com uma vantagem assombrosa de 4×1.

Independente do pênalti inexistente que foi marcado, a postura do time durante o primeiro tempo é inconcebível para um time grande.

Veio o segundo tempo e Ney Franco decidiu tirar Edson Silva e Douglas, ambos amarelados. Nos seus lugares entraram Rodrigo Caio e Casemiro, trazendo o time de novo para o 4-4-2 e ter um lateral mais marcador. Casemiro entrou muito bem na partida e ao que tudo indica um sentimento de vergonha também baixou na equipe, que resolveu correr um pouco mais.

 

O resultado foi o time conseguir 2×0 no segundo tempo e diminuir a tragédia que se desenhava no primeiro tempo. Jádson de pênalti e Tolói em um golaço de fora da área levaram o tricolor a acreditar no empate, que até ficou perto, mas no final a derrota por 4×3.

 

O problema da derrota não foi pelo resultado ou pelo adversário, apesar de que o normal seria a vitória, o problema foi a postura no primeiro tempo. É nítido que esse time perdeu tempo demais, insistindo na “ausência de tática”, Ney terá muito trabalho para organizar esse time, enquanto isso, todo jogo do São Paulo seguirá a máxima do futebol será “uma caixinha de surpresas”.

 

 

Pitacos: Paulistão e outros estaduais sem fim…

Galera, ontem tivemos mais uma rodada dos “intermináveis” estaduais.

Confesso que a motivação para assistir aos jogos nessa época é mínima, mas assistimos ao jogo do Palmeiras e ao jogo do Santos. Vi o VT do Fluminense e o jogo do Grêmio.

Pelo Paulista, só Corinthians e São Paulo seguem com 100%.

O Corinthians continua sua sina de vitórias magras e sofridas, mas são vitórias. Novamente, o time não enche os olhos de ninguém, mas continua sendo o time difícil de ser batido, sem dúvida nenhuma estará entre os semi finalistas do Paulistão.

O São Paulo teve uma estréia ótima, mas nas últimas duas partidas, já ficou claro onde o time terá problema, no entrosamento do sistema defensivo. Sem Ceni para orientar a defesa e com Cortez e Edson Silva de novidade, o time ainda “bate-cabeça” em vários momentos. O time deve estar pronto nas próximas rodadas, mas somente nos clássicos teremos a certeza do que esse time é capaz.

O Palmeiras mostra que falta qualidade no time. Taticamente, o time se comporta de maneira adequada, seguem a risca todas as recomendações do “professor” Scolari, mas o talento para decidir uma partida, alguém para tabelar com Valdivia, isso é matéria em extinção nos campos verdes do Palestra. Quem sabe Barcos chegue para o time não afundar de vez.

No Santos, a certeza de que eles possuem apenas um ótimo time, pois são raros os jogadores que podem ser aproveitados no elenco. Desse time que vem atuando com a camisa do Santos, apenas Aranha, Maranhão, Ibson e Alan Kardec podem colaborar com o time. Mesmo assim, apenas Alan Kardec tem feito boas atuações. O time precisa de jogadores para o elenco.

No Rio, o destaque fica para Fluminense e Vasco. Os dois começam a aquecer os motores e prometem estar voando na Libertadores. Sem sombra de dúvida, disputarão o caneco mais cobiçado das Américas.

No sul, o Grêmio mostra o problema de ter reformulado o elenco. O time ainda tropeça no próprio entrosamento.

Em Minas, o Galo estreou e mesmo sob os protestos da torcida teve boa atuação. O trio Escudero, Bernard e André parecem prontos para voltar a dar alegrias para o seu torcedor. Aliás, olho em Bernard, o menino joga muita bola.

Bom mesmo foi assistir Djokovic x Nadal. 6h de aula de tênis grátis!! Dois monstros, dois gênios!! Podiam ter dividido a taça em dois pedaços que seria mais honesto, do que declarar apenas um campeão. O abraço dos dois ao final é sem dúvida a melhor imagem do final de semana.

E para vocês, quais são os seus destaques?

Pitacos: São Paulo 4×0 Botafogo-SP

Galera do blog voltamos a ativa. Enfim futebol!!

Ontem acompanhei ao jogo do meu tricolor contra o Botafogo-SP, vitória fácil por 4×0. Rhodolfo, Cícero, Edson Silva e Marcio (contra) foram os autores dos tentos.

Era a primeira aparição do novo São Paulo, ainda sem poder contar com Ceni, Paulo Miranda, Fabricio e Jadson. O time veio a campo com Denis no gol, Piris, Rhodolfo Edson Silva e Cortês fazendo a linha defensiva. Wellington, Denilson, Cicero e Lucas formando o meio de campo e Fernandinho e Luis Fabiano no ataque.

Não pretendo fazer uma grande análise da partida, até porque o time de Ribeirão Preto mostrou-se muito fraco e sem nenhum poder de combate aos grandes. São grandes as chances do time ir para a segunda divisão do paulista.

Voltando ao time são paulino, na frente gostei da atuação de Fernandinho e Luis Fabiano. O camisa 9 foi muito bem marcado, mas soube se movimentar para abrir espaços para os avanços dos demais jogadores. Fernandinho teve uma atuação acima da sua média e fez ótima assistência para Cícero no segundo gol.

No meio de campo, Wellington foi o melhor, atuando com o mesmo vigor físico que o fez subir para o time principal. O jogador lembrou os tempos de Mineiro e foi o cão de guarda na frente da defesa e ainda se arriscou com boas subidas ao ataque. Lucas também foi bem, mas exagerou um pouco em algumas jogadas, optou pelo drible ao invés do passe. Cícero também foi bem. Denilson parece fadado a não renovar, o jogador teve atuação razoável, porém mais uma vez levou um cartão completamente desnecessário. Contra o Botafogo-SP passa batido, mas nos clássicos quase sempre vira expulsão.

Na defesa, apesar de ter sido contra o Botafogo, foi o setor que mais gostei. Piris e Cortês foram muito bem no apoio e mostraram vigor físico para voltar para compor a defesa. Cortês teve boa atuação, mas ainda precisa ser testado em alguns jogos mais complicados para se ter certeza. Parece estar definido a dupla de zaga, com essa formação, Rhodolfo pode atuar onde rende mais, pela direita. Enquanto, Edson Silva mostrou que não sentiu o peso da camisa. Jogou sério, deu bico quando precisava, mas mostrou que também sabe tocar de lado e sair jogando. No meu ponto de vista pelo jogo todo, Edson foi minha grata surpresa.

Lógico que o time ainda está em formação e o teste de ontem não serviu muito como parâmetro. Fabricio deve assumir o lugar de Denilson, resta saber como Leão fará com a entrada de Jadson, já que o time perderá poder de marcação.

O São Paulo começa o ano bem, para efetivar essa melhora somente no primeiro clássico do ano para ter certeza.