Neymar entraria na seleção dos melhores que você viu jogar?

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Pensando somente nos jogadores que eu vi jogar, fiquei pensando o quanto Neymar entraria nessa lista, se faria parte ou não dessa seleção.

Sou nascido em 1984, praticamente não vi Maradona e Zico jogarem, minhas lembranças são mais distantes de ambos, um em lances isolados pela seleção argentina, o Galinho já esbanjando sua arte pelo Oriente, encantando os japoneses.

Sendo assim, minha seleção dos melhores que vi jogar seria, Ceni, Cafu, Maldini, Gamarra, Roberto Carlos, Pirlo, Djalminha, Zidane, Messi, Ronaldo e Romário. É capaz de ter esquecido de muita gente no meio principalmente, minha defesa e meu ataque não mudarão tão cedo.

E foi aí que percebi o quanto Neymar é novo e genial, ainda parece distante ele roubar a vaga de alguém do trio da frente, mas ao mesmo tempo, parece que nada é impossível.

A sensação que eu fico é de quem ele roubará a vaga, Romário e Ronaldo, e aí, não sei o que faria, porque acho apesar de diferentes, gênios iguais, difícil abrir mão de um, ao que tudo indica, meu time se tornaria kamikaze, pois acho que Djalminha viraria opção de segundo tempo.

E aí, qual a seleção dos melhores que você viu jogar?

Ah, Dener…

Dener 03042015

Ah Dener, pensar que ontem você completaria 44 anos.

Estaria contando sobre sua carreira meteórica, sua convocação na seleção de Parreira no lugar de Paulo Sérgio, seu primeiro título mundial.

Contar como foi sua adaptação ao futebol italiano, mas que se encontrou mesmo na Espanha que fez com Ronaldo no Barcelona uma dupla histórica.

Que assumiu o papel de protagonista em 98, inclusive na final mesmo vendo o grande parceiro passando mal horas antes.

Que um pouco antes da Copa de 2002 decidiu voltar para o Brasil, jogar mais dois anos na sua Lusa querida e pendurar as chuteiras.

Sim encerrar em 2004, com 33 anos ainda dando muito rolinho na molecada, mas cansado de tanto apanhar.

Depois de um tempo ia se arriscar no futebol de areia, mas ia descobrir que sua “praia” era a grama, mesmo que de mentira.

Ia jogar society pelo Vasco e junto com Djalminha (no Flamengo) fariam duelos sensacionais para alegrar a massa.

Felipão nunca chamaria mais ninguém de “alegria nas pernas”  (nada contra Bernard), ou se chamasse alguém assim era porque você já tinha alcançado patamar superior, algo como “a sublime felicidade nas pernas”.
Hoje era para ser só mais um aniversário na sua vitoriosa vida, talvez escondido no Nordeste brasileiro ou na praia de Jurere em Floripa, ou ficaria por perto de sua São Paulo mesmo.

Obrigado Dener por ser quem você foi e principalmente por me permitir imaginar o que poderia ser.

P.S.: esse post será repetido todo ano próximo ao aniversário dele.

O vídeo abaixo é apenas uma amostra do talento dele, sério é só uma amostra.

Mangia che ti fa bene

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Pensei em escrever umas linhas para parabenizar o centenário alviverde. Mas, nada melhor do que um autêntico palmeirense para explicar isso. Meu amigo Roberto Fradusco, explica aê!

Por Roberto Fradusco.

“Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”

A frase do genial Joelmir Betting resume o sentimento do torcedor do Palmeiras. Indescritível o orgulho de fazer parte da família palestrina, que canta e vibra – e chora – pelo nosso alviverde inteiro.

Chora de alegria, chora de tristeza, chora porque é passional. Ser palmeirense é mais que sentir, é assumir uma identidade: somos herdeiros daqueles primeiros italianos, que há um século fundaram o Palestra Itália. E como tais, somos barulhentos, adoramos comer, amamos a família e nos reunirmos para torcer pelo “Parmera”.

E, porca miséria, xingamos quando o maledeto atacante perde um gol, urramos quando Edmundo entorta mais um e derramamos o copo de vinho quando São Marcos pega o penalti de Marcelinho.

E entre uma sardella e outra, lamentamos mais uma contusão de Valdivia, rezamos para que nostra Santa Achirupita nos mande um novo Ademir da Guia e quase engasgamos com o “prosciutto” quando sentimos saudades do Tonhão.

E vamos em frente, que a macarronada está na mesa. É hora de brindar o grande Leivinha, de pedir por mais uma garfada de Parmalat, de sorrir com o chapéu de Djalminha.

E em meio ao barulho que é o almoço de domingo desta família italiana, ouço gritos por Rivaldo, Dudu, Julinho Botelho e até Galeano, aquele ragazzo caneludo, que se jogasse hoje era ídolo neste time de estrangeiros.

Mas eis que ao tirar as “bringela” do forno a nona deixa a travessa cair. Me lembrou os senhores Mustafá e Tirone, que também derrubaram “tutti”.

Enquanto isso o nono fala sozinho no terraço. Coitado, já ficou “pazzo”, como “il signore” Palaia, que se auto entrevistava.

Mas vamos lá que é hora da sobremesa. E que delícia é o tiramisù da tia Genoveva, quase tão gostoso quanto as comemorações do Paulo Nunes.

E um golinho de vinho licoroso para arrematar com classe, como fazia Evair.

E vamos ligar a TV que já são horas e hoje a Globo vai passar o Verdão. Mama mia! E vamos torcer e rir e chorar, e rezar para que essa família palestrina continue barulhenta a cada almoço e vibrando a cada gol.

Enquanto isso a mama já estica a massa, que hoje o dia termina em pizza para comemorar o centenário de nostro Parmera!

Grazzi, Palmeiras, pelas emoções nestes 100 anos!

Avanti para mais cem!

“Às vezes um drible bonito é melhor que um gol”

Dener 17042014

Devo acompanhar futebol desde meus 6 anos. Minhas primeiras lembranças são de Maradona e Caniggia eliminando o Brasil e um gol de carrinho de um talismã corintiano que deixou meu pai muito, mas muito feliz mesmo. Era Tupãzinho dando o primeiro título brasileiro para o Corinthians.

De lá pra cá, vi muita gente desfilar dentro das quatro linhas. Muitos ótimos jogadores. Meus preferidos são Zidane e Djalminha. Acho dois gênios na arte de jogar bola, vi Zico no final da carreira pelo Kashima Antlers, portanto acho que não aproveitei o melhor do craque rubro-negro.

Porém, existem dois jogadores que fiquei perplexo ao ver jogar, pela facilidade com que driblava e pela capacidade de decidir uma partida sozinho. Sim, sozinho. Falo de jogadores que em uma partida onde nada funciona pelo time que atua, ele pega uma bola e sai driblando todo mundo e decide ou quase decide uma partida.

Um deles, ainda pode terminar na minha seleção, falo de William, que hoje atua no Chelsea. Acho William, um jogador fora de série, cracaço de bola e lembro umas das primeiras aparições dele, era um Corinthians x Santos que acabou 0x0. O Timão sofria uma pressão absurda do time praiano, que perdia chance, atrás de chance. Até que em um lance sozinho, ele dribla o time todo e quase vence a partida pelo Corinthians.

O outro é Dener!

Dener foi um furacão que passou no começo da década de 90. Para se ter uma ideia, era uma espécie de Neymar dos tempos atuais. Dener era genial, dribla fácil, partia para cima, não existia marcador para ele, somente um cinto em seu pescoço que conseguiu pará-lo e levar para o andar de cima.

Sábado próximo, completará 20 anos que Dener morreu. Ele tinha apenas 23 anos e começava sua trajetória no Vasco da Gama. O jogador pertencia a Portuguesa e já tinha propostas para jogar na Europa.

Não sei até onde Dener chegaria, mas ele foi o primeiro jogador que individualmente fez eu amar ainda mais esse esporte. Na época que assistia ao meu tricolor assombrar os europeus, era Dener individualmente que personificava o que era possível fazer com a bola nos pés.

Obrigado Dener!

Uma despedida e o fim de uma italianada…

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Galera do blog, resolvi resgatar um assunto que não podia deixar passar batido, a despedida do Marcos. Resolvi resgatá-la porque a meu ver ela pode ser o início de uma reconstrução no Palmeiras.

Sobre o jogo, pouco posso acrescentar, foi uma partida repleta de craques, o jogo excelente de se ver e perceber que o futebol é muito mais gostoso de assistir em câmera lenta, sem essa correria desenfreada do futebol atual que atrapalha o espetáculo. Edmundo, Evair, Rivaldo, Djalminha, Edilson, Alex Cabeção mostraram talento de sobra com a gorduchinha, isso sem falar do mestre Ademir da Guia, com seus 70 anos esbanjou categoria.

A despedida do Marcos encerra um ciclo dentro do Palestra, um ciclo que iniciou com Felipão em 1999 e curiosamente terminou com o mesmo Felipão em 2012 após a conquista da Copa do Brasil.

Felipão trouxe aquela pitada italiana para dentro de campo o que fez a torcida simpatizar quase que imediatamente com o time. Consequentemente, diretoria entendeu que essa forma de lidar seria boa para ganhar a torcida. Logo, o time de origem italiana, voltava a ser italiano demais.

Para completar o maior ídolo dessa geração, era São Marcos, um sujeito despojado, sem papas na língua e adorado por qualquer boleiro e por qualquer torcedor, até os corintianos.

Contudo, o jeito italiano é muito querido, mas não pode deixar ele contaminar toda a gestão de uma empresa por um estilo, precisa de profissionalismo. O jeito italiano é muito emotivo, falastrão, uma grande bagunça, uma grande macarronada em família, onde todo mundo dando palpite, todo mundo querendo falar e ao mesmo tempo não falando nada e não decidindo nada.

E é assim que o Palmeiras se arrasta nos últimos 13 anos, de forma desorganizada, falando alto, com muita gente querendo mandar, de forma apaixonada as vezes.

A despedida de Marcos serve para tirar esse resquício dentro das quatro linhas, uma oportunidade para o Palmeiras diminuir essa “italianidade” do time. As novas eleições que ocorrerão, dá mostras de dois candidatos mais sensatos, mas acima de tudo precisa haver uma consciência de que aquele que assumir precisa do apoio de todos.

Daqueles que forem seus aliados, em apoiá-lo irrestritamente para o bem do Palmeiras e aqueles que forem oposição, que apenas fiscalizem afim de também reerguer o Palmeiras.

Talvez Marcos não saiba, mas sua despedida pode ter sido melhor do que ele esperava para o clube que tanto ama.

Rapidinhas do Camisa 10 – 24.10.2012

Cabeção é mesmo Coxa Branca… Como havia dito no rapidinhas do dia 10/10, Alex resolveu optar pelo Coritiba mesmo. O Coritiba tem boas peças para agregar a Alex, alguns jogadores velozes poderão aproveitar dos excelentes lançamentos do meia, além de reviver a parceria com Deivid. O Coxa tem tudo para ter um excelente 2013 e de repente, enfim, faturar a Copa do Brasil.

Um reforço oriental… O Penapolense conquistou pela primeira vez o acesso a elite do campeonato paulista. Dessa forma, diretoria já se mexe para tentar não deixar o time cair mais. A primeira ação foi iniciar as negociações para ter Fabio Costa na sua meta, apesar do perigo, acho importante para um time que não terá tanto medalhões a liderança dele. Mas o mais importante foi o apoio de Sabrina Sato que promete apoio total ao time. Maravilha!!

Censura para aparecer… A torcida atleticana fez um protesto pacífico no duelo decisivo contra o Fluminense fazendo uma alusão ao “apoio da CBF” ao time de Abelão. A torcida carioca promete o troco no mesmo tom de humor. Particularmente, acho que independente de razão ou não todos tem o direito de se manifestar. Agora, o problema é o Sr. Paulo Schimdt procurador do STJD querer as imagens para punir o clube com a perda de mandos de campos. Acho que no futebol, estamos na década de 60.

Era melhor não ter entrado em campo. Não que o Palmeiras seja um primor, mas não precisava jogar de maneira tão disciplicente contra o time colombiano para sair da Sulamericana. Kleina poderia ter colocado um time juvenil para aproveitar para conhecê-los ao invés de um time misto sem muita vontade de vencer.

Era para ser um clássico. Falando em Palmeiras, o time irá enfrentar no fim de semana, o Internacional. Confronto que recentemente teria status de decisão na parte de cima da tabela, hoje não passa de um jogo que evidencia como times de ponta podem se perder por decisões precipitadas das diretorias. A culpa da situação dos dois times é exclusiva de suas diretorias. O torcedor é que sofre.

Como pode? Como pode alguém dar um laudo para um clube em uma situação tão grosseira como o ocorrido na Vila Belmiro, era óbvio para qualquer criança que não havia condições de uma ambulância entrar no gramado. Ainda bem que não foi nada sério, assim como os laudos que são fornecidos para o funcionamento dos estádios. Não adianta fiscalizar os laudos, alguém precisa fazer o trabalho que o perito parece estar com preguiça.

Nervos “holandeses” a flor da pele. E a instabilidade botafoguense atingiu até o boa praça Seedorf, o holandês que se acostumou a quase não receber cartão, levou dois amarelos nos últimos dois jogos por reclamação. Como já disse, não entendo o que acontece em General Severiano, para mim é o time com o maior números de jogadores talentosos no elenco.

Números de outro gênio… Ontem, Xavi atingiu a marca de 160 jogos internacionais pelo Barcelona, ele já o recordista pelo clube catalão, agora ele almeja a marca de Maldini que possui 181 aparições em jogos internacionais o recordista geral.

Eleições no futebol… Com o aniversário do rei ontem e a continuidade de grandes atuações de Messi pelo Barcelona, voltam as comparações entre os dois. Confesso que acho impossível comparar jogador aposentado com jogador em atividade. Acho mais válido, após o fim da carreira de ambos, tentar fazer uma análise sobre as conquistas e o período em que o craque assombrou o mundo. Por enquanto, Pelé é rei e Messi e mais um candidato a majestade. Um candidato fortíssimo, mas candidato.

Língua prejudicada.. Outra reclamação da minha parte para o futebol atual é a falta de personalidade dos jogadores em suas declarações. É lógico que falar bobagem após a partida é desnecessário, mas no outro dia mais calmo, os jogadores podiam fugir da mesmice e terem postura mais firme. Cansei de escutar, “o foco do time é a próxima partida”, ou “não era um resultado que esperavamos, mas o time continua focado”. Faltam Romários, Edmundos, Socrates, Djalminhas, Amorosos, Paulos Nunes, entre outros.

Dúvida da semana. Luis Fabiano deveria queimar a chupeta?