Américas x Europa

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Enquanto a Copa América caminha, amanhã começa a Eurocopa!

E aí não tem jeito, vem aquele exercício de como seria um duelo entre os melhores da América x os melhores da Europa. Portanto, o CMC10 resolveu fazer suas duas seleções, confira:

Américas

Howard, Dani Alves, Thiago Silva, Godin e Marcelo, James Rodriguez, Mascherano e Di Maria, Messi, Suarez e Neymar.

Um 4-3-3 clássico, com Masc de volante de contenção e lá na frente o caos que esse quinteto poderia causar.

Europa

Buffon, Lahm, Hummels, Varane, Alba, Verratti, Iniesta, Muller, Robben, Cristiano Ronaldo, Griezmann

Outro clássico 4-3-3 com a mesma ideia.

Engraçado que no processo de armar o time você percebe algumas coisas, a Europa teria um elenco muito mais recheado, Ibrahimovic, Pogba, Bale, Lewandowski são só alguns que ficaram de fora.

Muito dessa diferença de “elenco” se explica pela quantidade de forças em cada seleção, enquanto na América, basicamente o time é composto pelos times da Bacia da Prata, na Europa, só no time titular são 7 seleções, e ainda restam 3 diferentes na relação que passei de eventuais reservas, isso sem falar na Inglaterra e Bélgica (De Bruyne) que não listei ninguém.

E aí, o que vocês acharam?

Qual seria a seleção de vocês?

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Van Gaal no Barça = sulamericanos no banco?

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Ontem estava vendo os jogos da Champions e percebi a quantidade de brasileiros que os quatro times de ontem possuíam.

Eram 20 brasileiros entre eles, Barcelona (5),Paris Saint Germain (6), Bayern (2) e Porto (7).

Aí lembrei de Mircea Lucescu e Louis Van Gaal.

O primeiro pela quantidade de brasileiros que possui no time, Mircea é técnico do Shakthar Donetsk, e Van Gaal pela birra que possui com sulamericanos, principalmente brasileiros.

Sobre Mircea, entre um problema ou outro, tem se virado bem com o batalhão canarinho.

Agora, gostaria de saber qual o trauma que Van Gaal tem com os sulamericanos, basta lembrar que no atualmente no United, Di Maria, Falcão, Rojo e Rafael não possuem nenhuma chance com ele.

Isso sem falar a birra histórica com Rivaldo no Barcelona, ou seja, Van Gaal não gosta de ver no seu time nenhum sulamericano como titular.

Então pensei, e se ele fosse chamado para treinar o Barcelona?

Como lidaria com o espetacular trio de ataque sulamericano? Van Gaal teria em mãos, os três melhores da América do Sul e com três dos dez melhores atacantes do mundo.

Sim, tudo é um exercício de imaginação, mas não duvidaria que ele iria aos poucos tirando um por um, menos Messi que não é desse planeta.

Encerrar a carreira no time que ama: Sonho brasileiro, realidade argentina…

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Esses dias estava lendo no Blog do Birner uma matéria sobre uma declaração de Di Maria onde o meia argentino comentava que iria jogar no seu time do coração o Rosario Central. Birner aproveitou para explorar o universo de jogadores argentinos que atuavam por outras equipes dentro da própria Argentina, mas assumiam publicamente seus times.

Porque isso no Brasil é tão distante?

Para começar, eu acho que o mais curioso além da distância para isso ocorrer no Brasil, é a particularidade dessa situação na Argentina, talvez a Inglaterra tenha casos similares, além dos casos pontuais pelo mundo afora.

Mas concentrando na análise do Brasil, quero fazer alguns comentários sobre quais os motivos que acredito abafarem a possibilidade dos jogadores assumirem seus clubes do coração.

Primeiro a formação, e nela incluo a mistura de baixa escolaridade com ficar “na mão de empresário”. Esse combo é para mim o pior dos motivos. Pois, um jogador já desde cedo (10/11 anos) tem a presença de algum ser entitulado empresário ao lado dele.

E desde cedo, esse cara deixa muito claro a mercadoria que tal jogador é para ele. E nesse tacanho pensamento somado a baixa escolaridade do menino que não consegue também analisar de maneira mais clara as melhores opções para ele, uma espécie de lavagem cerebral é feita.

E o jogador entende que assumir algum clube pode limitar o seu mercado de atuação. Logo, esse primeiro passo, afasta e muito a possibilidade do cara assumir o clube sem medo algum.

A característica do jogador brasileiro é outro fator que acaba sendo critério complicado para que ele assuma seu time. O argentino é aguerrido por natureza, mesmo jogando por um clube rival ao seu clube de coração, ele irá morrer em campo todo jogo.

O brasileiro não tem essa característica, acredita que o talento é muito mais importante para vencer uma partida (nem digo que está errado, são apenas estilos de jogos diferentes). Logo é mais fácil para uma torcida aceitar alguém que está o tempo todo se matando em campo, do que o contrário.

Além disso, acho que mídia, os próprios torcedores, e todos os demais envolvidos parecem ainda não estarem prontos para isso.

Pensar em um jogador repetir o que Juninho Pernambucano fez com o Vasco, voltar para ganhar um salário irrisório, apenas para ajudar o clube que ama, depois de ter feito sua carreira vencedora, ainda parece contos antigos de futebol.

Quem sabe, aos poucos, mais brasileiros voltem apenas pelo amor do time que torce..

Só tem os dois mesmo?

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Novamente a bola de ouro ficou para Cristiano Ronaldo.

Sua terceira, segunda consecutiva. As últimas 7 premiações foram para ele ou para Messi. O último a ganhar o prêmio sem ser os dois foi Kaká em 2007. Desde que o prêmio foi criado (1990) é a primeira vez que o prêmio fica tão polarizado.

Será que só existem os dois mesmo?

Será que ninguém faz frente a eles porque eles são gênios da bola, porque a safra é ruim ou porque os eleitores do prêmio são viciados em votar em um dos dois?

Eu acabo achando que é um pouco de tudo, principalmente do último item. É comodo para um jornalista, capitão ou técnico votar em Messi ou Cristiano, por mais que não tenha sido o melhor. Como discordar do voto dado a eles?

Sobre a safra ruim, acho que as opções são mais escassas sim. Nosso futebol passa por uma reformulação física. Os jogadores ainda estão se adaptando em conciliar talento com tanta dedicação física. Por isso, Messi e CR7 dominam o cenário, eles são essa inovação. Robben, Neymar e Muller também estão próximos desse patamar.

Contudo, acho que falta um pouco mais de ousadia nessas votações. Sair do senso comum, olhar quem foi o grande destaque do ano.

Por exemplo, por quê Messi ganhou o melhor da Copa? Robben foi melhor, James foi melhor, até na própria seleção argentina, Pulga ficou atrás de Mascherano e Di Maria. Porém, como um prêmio de consolação pelo vice, deram o título para ele ao invés de premiar, realmente, o melhor em um campeonato.

Sobre a eleição de Cristiano não acho errônea. Ele fez uma ótima temporada, mas ver Messi como vice me fez olhar que o comodismo em escolher os dois ainda existe.

Messi é o melhor jogador do mundo, mas não foi em 2014. Robben, Suarez, Muller, Neuer, Di Maria jogaram mais do que ele.

Acho que Iniesta e Ibrahimovic mereceram bolas de ouro em temporadas passadas mas, principalmente, que seja feita a votação com menos comodismo.

Ou vocês acham que só existem os dois mesmo?

Ressaca pós Copa do Mundo!!

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Diga sem pestanejar, qual seleção está apresentando o melhor futebol atualmente?

Nos últimos dias estão rolando jogos das seleções pelo mundo. Sejam jogos valendo vaga na Eurocopa, na Africopa ou simples amistosos, o que importa é que parece que rola uma ressaca da Copa do Mundo ainda.

Vocês concordam?

Basta lembrar que a própria Alemanha, campeã do mundo, parece em uma ressaca eterna, algo como se o país virasse uma espécie de Salvador nesse segundo semestre, emendou a comemoração do título com a Oktoberfest e futebol que é bom, só no ano que vem. O time está sendo renovado, mas não é possível ter esquecido do seu futebol.

A vice-campeã Argentina trocou o comando, mas não entende uma coisa, Messi não irá brilhar como brilha no Barcelona e tudo bem. Contudo, o craque já é o comandante do time e tem ao seu lado Di Maria que anda voando, ainda falta rechear melhor esse time, já que depois disso, principalmente do meio para trás o time não colabora.

E a terceira colocada? Nossa querida Holanda, do craque Robben proibido virar a direita, virou saco de pancada nas eliminatórias da Euro, Sneijder gastou sua última vidinha na Copa do Mundo, Hiddink quis resgatar o tradicional 4-3-3 holandês e está entendendo porque Van Gaal tinha optado por um esquema com tanta gente na defesa.

Itália, Inglaterra e Brasil optaram por conquistar resultados pós-Copa, tem conseguido, mas parecem não convencer ninguém. No caso da Itália é uma pena, apesar da trágica campanha na Copa, a filosofia de Prandelli era uma mudança abrupta, mas positiva para a Azzurra, contudo preferiram voltar ao velho futebol pragmático italiano.

Já o Brasil optou por conseguir resultados para ter paz, contudo, não acredito que Dunga opte pelo resgate do futebol encantador brasileiro, sua filosofia é ganhar títulos, a qualquer custo. Se jogar bem, ótimo, se não, tudo bem também. E a Inglaterra, precisa entender que ela descobriu o futebol e não inventou, a partir daí muita coisa pode mudar.

Além disso, a querida Espanha, depois da geração Tiki-Taka, Del Bosque parece aquele homem que viveu 30 anos com uma mulher e quando ela morre, não consegue nem passar um café para ele, a sensação é que Del Bosque não sabe ainda como montar sua Espanha. Sua principal aposta é na sintonia entre Fabregas e Diego Costa, porém faltam nove jogadores, incluindo Casillas que parece precisar de um periodo de reflexão tal qual Julio Cesar após a Copa 2010.

E aí, alguma seleção tem encantado vocês?

Uma chuva de gols e uma tempestade na Espanha…

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Galera, esse fim de semana parece que os gols ficaram maiores e estava mais fácil para balançar a rede.

Teve Flamengo 5×3 Cabofriense, América-MG 1×4 Atlético-MG, Portuguesa 4×3 Rio Claro, Naútico 3×5 Santa Cruz, Chelsea 6×0 Arsenal, Cardiff 3×6 Liverpool, Manchester City 5×0 Fulham e Real 3×4 Barça. Pareciam torneios de futsal.

Contudo, vi um pouco do jogo do Liverpool e do Flamengo, e um vt compacto do jogo do Santinha, jogo na íntegra mesmo só o que aconteceu em Madrid e vamos a ele.

Achei que Ancelotti diferentemente de Mourinho tentou pressionar mais o adversário ao invés de ficar todo atrás esperando. Gostei da atitude de Ancelotti, só não gostei da mexida tática, a movimentação de Di Maria e Ronaldo.

Normalmente, essa troca de posições serve para tirar a marcação de Ronaldo e ainda aproveitar quando deixam Di Maria livre. Ontem, no clássico, claramente Ronaldo se movimentava apenas para levar a marcação, enquanto Di Maria criava as melhores jogadas pelo Real.

De certa forma, deu certo, Di Maria deu duas assistências e foi o melhor pelo lado merengue, mas acho inconcebível dar a Ronaldo apenas um papel tático no jogo, ele é o cara que decide no clube merengue, não Di Maria e Benzema.

Já do lado blaugrana, Messi foi Messi. Acho engraçado quando alguns comentam que o time do Real deixou Messi muito livre, não pode dar espaço para o argentino. Peraí, e o mérito dele em se movimentar de maneira inteligente, começar o jogo como um típico 10, para depois ir chegando mais próximo da área como de costume?

Messi é genial com os pés e com a cabeça (cabeça, no sentido de como lê o jogo, não como o Jardel), ele percebeu que seu time não ia aguentar fisicamente contra os merengues, que Xavi pouco aparecia e que Neymar não rende preso na faixa da direita, cabia a ele criar alternativas, achar Iniesta solto e tudo mais o que ele fez.

Messi decidiu a partida, foi incrível e criou um certo temor ao que ele poderá fazer em nossos “belíssimos” estádios, a Argentina pode não ter o melhor elenco, mas tem Messi.

Sim, a arbitragem tentou ser protagonista, na minha opinião de maneira corajosa, apenas o pênalti de Ronaldo foi mal marcado, foi fora da área. Neymar exagerou na queda, exagerou, mas foi tocado quando cruzou na frente do marcador.

Mas, como eu disse a arbitragem tentou, porque em jogo onde Messi joga, o protagonista sempre será ele.