Pitacos: Alguns times prontos e outros nem tanto…

Galera do blog, mais um fim de semana repleto de futebol. Mas vamos concentrar nossa análise em dois jogos, Internacional e Botafogo no sábado e São Paulo e Atlético-MG no domingo.

No sábado, Inter e Botafogo proporcionaram um ótimo jogo, de muita movimentação no meio de campo que mostrou que é possível montar um meio de campo repleto de jogadores que sabem jogar bola.

O jogo teve um tempo para cada equipe. O primeiro tempo foi do time Colorado que tinha em Oscar e D’Alessandro os principais lances de criação do time, ora aproveitando as subidas de Fabricio, ora buscando os atacantes Dagoberto e Leandro Damião e foi assim que chegaram ao gol.

Em cruzamento de Oscar, Damião errou a cabeçada, mas acabou dando uma assistência para Dagoberto que só teve o trabalho de empurrar para as redes. O gol acordou o Botafogo, mas o primeiro tempo terminava com o resultado justo.

Veio o segundo tempo, e o despertar do Botafogo resultou em gols, primeiro em ótima finalização de Andrezinho, depois o mesmo Andrezinho cruzou na cabeça de Fellype Gabriel para virar o marcador.

Aliás, no segundo tempo, Andrezinho, Fellype Gabriel e Vitor Junior jogaram muito bola, o trio de meio de campo acompanhado de Renato que é um jogador fora de série mostraram uma qualidade incrível contra o Inter.

Em resumo, o Botafogo possui um elenco excelente e que tem potencial para ir mais longe esse ano, basta perder a síndrome de cavalo paraguaio. Para o Inter, uma derrota inesperada, mas que não tira o time como um dos favoritos ao título. Para mim, Dorival precisa apenas decidir se Dagoberto ou D’Alessandro vão colaborar na marcação, os dois sem marcar atrapalha.

No jogo do domingo, o jogo já foi um pouco mais sofrível, no papel ambos possuem potencial para ter times bem montados, mas para no papel. De bom mesmo, só a homenagem que o São Paulo fez para os campeões da primeira Libertadores conquistada pelo clube.

O São Paulo sente a falta de um organizador na partida, Jádson não exerce essa função e “a magia” que mantinha Cícero no time titular acabou. Canete é a esperança quando retornar, ou a busca de alguém de mercado. Lorenzetti da La U é uma boa opção.

Além disso, a indefinição da dupla de volantes também atrapalha o melhor entrosamento, Fabrício parece precisar de um forte banho de sal grosso, Denilson não continuara no clube e Wellington ainda ficará alguns meses afastado, ou seja, não existe uma dupla de volantes definida para o restante do Brasileirão.

Já no Galo, os problemas são parecidos. O time também carece de um organizador, Ronaldinho, Danilinho e Bernard são jogadores que atuam aberto pelas pontas, falta aquele cara que alimenta esses velocistas e o próprio centroavante (seja André, seja Jô).

Com os três atuando, o time inevitalmente fica preso nas pontas e deixa muito espaço para o volante adversário avançar no buraco que deveria ser ocupado por esse jogador centralizado.

Enfim, acompanhei os jogos de quatro grandes times que figuram no alto da tabela, mas cariocas e gaúchos estão mais azeitados para o restante do campeonato, mineiros e paulistas ainda estão preparando o time.

Pìtacos: Atlético e Corinthians fazem jogo digno do programa “Quem fica em pé?”. No final Galo 100% e Corinthians sem nenhum ponto.

Hora de falar do jogo do Corinthians, apenas para explicar o título, o jogo não foi violento, mas foi recheado de faltas graças a péssima arbitragem de Wilton Sampaio. O árbitro de Brasília parou demais o jogo, irritou os jogadores, se perdeu em campo e expulso duas pessoas de maneira errada.

O jogo foi amarrado no meio de campo, o Galo por estar em casa tinha o domínio da posse de bola, mas as chances eram escassas.

O Atlético chegou com perigo em dois chutes um de André e outro de Mancini. Enquanto o Corinthians quando apareceu, apareceu com mais perigo, aliás se não fosse o momento Deivid do Elton, o clube paulista abriria o marcador.

Assim segui o primeiro tempo, arrastado e muito amarrado.

Veio o segundo tempo, e Cuca fez as alterações corretas, percebendo o nervosismo de Mancini e a inoperância de Dudu Cearense, o treinador colocou Escudero e promoveu a estréia de Junior Cesar.

E no segundo tempo, vieram os dois lances cruciais, no primeiro William recebeu boa bola nas costas da zaga e mandou uma bomba para o gol que foi prontamente tirada por Rafael Marques de ombro. Confesso que de primeira, tinha parecido muito pênalti para mim, mas depois olhando o lance com atenção, ficou claro que foi um lance limpo.

No lance seguinte, Réver curtindo uma de meia, lançou para Danilinho que deu um totó de cabeça para tirar Cássio da jogada, o goleiro que estava mal posicionado ficou apenas observando a bola entrar e decretar a vitória atleticana.

Pelo Corinthians, por mais curioso que possa ser, o time sofre do seu próprio pragmatismo, o elenco está tão coeso sobre o esquema tático, que o time não consegue criar variações táticas quando o time está atrás do marcador. Tite tornou o time refém de um esquema só. O time joga muito nesse esquema, mas só nesse esquema.

Pelo Galo, o time é esforçado, era bom trazer uma peça de criação para o time e compor melhor o elenco. Junior Cesar chega para ser titular. Mas seria bom olhar para o setor de meio de campo.

Veja também: No melhor jogo da rodada, Flamengo e Inter empatam em 3×3.

Pitacos: Pouco futebol, mas nem sei se foi culpa dos times…

Galera do blog, nessa Páscoa consegui acompanhar ao jogo do São Paulo no sábado. Pois no domingo a Bandeirantes e a Anhanguera não me deixaram chegar a tempo das partidas.

Portanto, vou analisar os números frios, sem me atentar aquilo que vi na partida, com exceção do jogo do São Paulo.

O líder do Paulistão teve mais uma das suas atuações bipolares. Fez um bom primeiro tempo e um segundo tempo fraco. Porém, dessa vez, essa oscilação pareceu mais proposital, devido a expulsão e uma possível tentativa de poupar seus atletas.
Destaque para Casemiro e Cortês. O primeiro por ter recuperado seu bom futebol e o segundo porque é disparado o melhor jogador do time nesse início de ano.

O segundo colocado do Paulistão, que é segundo apenas pela sua economia em fazer gols, venceu mais uma vez por 1×0. Essa é a sétima vitória do time por esse placar. O time segue firme e o único problema é quando enfrenta times com um ou dois jogadores mais habilodosos, pois desmontam o time de Tite e o time não possui alternativa tática. Como no futebol sulamericano, a chance de um time ter dois bons jogadores é mínima, o time chegará longe sempre.

O terceiro colocado é o Santos que sofre da “vontade” de jogar o paulistinha. Quando entra os reservas, o time joga com determinação, mas falta habilidade e técnica para vencer. Quando joga os titulares sobra futebol, como no gol feito pela dupla Ganso/Neymar ontem, mas falta vontade de vencer. O time se classificará tranqüilo, resta saber se nos mata-matas jogará com ou sem vontade.

O Palmeiras caiu de 1º para 5º, nas últimas rodadas. A derrota para o Corinthians tirou o time do rumo e tornou mais nítido as limitações do time. O que o torcedor não pode “bitolar” é que tudo está perdido. O time é arrumado e conseguiu contratar ótimas peças para esse ano, mesmo assim ainda falta elenco. Para um mata-mata, o time pode surpreender e vencer, tanto que tem grandes chances no Paulista e na Copa do Brasil, para o Brasileirão, o time vai sofrer. Resta, reencontrar os trilhos do início do ano.

Além disso, destaque para o ótimo clássico em Minas. Que terminou com o empate em 2×2, após o Galo estar com 2×0 a favor. Pelo que vi no VT da partida, nada de novidade, pela Raposa só Montillo jogou e contou com Anselmo Ramom inspirado, pelo Galo, boa atuação de Danilinho. Guilherme também fez boa partida, mas na ânsia de querer tirar o estigma de formado no Cruzeiro isolou duas chances claras e virou vilão. Achei um exagero da torcida atleticana, o cara participou com um passe genial do segundo gol. Além disso, Roger era para ter sido expulso o que mudaria completamente o cenário da partida. A cotovelada que ele deu em Danilinho foi quando o Galo ainda vencia por 2×0.

E vocês o que viram nessa Páscoa?