O que esperar do City de Guardiola?

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Acho que ler o livro do Guardiola me faz achar que posso pensar como Pep reforçaria o time inglês que ele irá assumir. Contudo, sei que passa apenas de um exercício baseado em algumas premissas dele.

E para quem fica nessa especulação maluca sobre os homens de frente, eu sinceramente, acho que Pep pouco mudará, Sterling, Bruyne, Aguero, Navas, Nasri, Iheanacho e Silva compõe boas peças para o estilo de jogo, se estiver dentro do fair play financeiro, talvez venha um com maior protagonismo. Se for um medalhão, eu não sei porque, mas chuto um Bale.

Mas, o olhar do Pep e a busca maior será pelo setor que começa o jogo, sua defesa e seu primeiro homem de meio de campo, aquele que fará a mesma função que ele aprendeu tão bem escutando Cruyff. E aí, que vejo a maior reformulação do City.

Sinceramente, a sensação que fica é que se o Pep pudesse mudaria a defesa inteira, exceto Hart. Talvez o menino Delph tem mais chances com ele, talvez o Mangala ou Kompany sejam o seu Pique ou Boateng, mas depois, acredito que muita coisa irá mudar.

Pep, só levou Thiago do Barça quando foi para o Bayern, talvez uma opção irá tirar Alaba dos alemães e investir firme para tentar trazer Verrati. O italiano seria perfeito para fazer o que Guardiola espera do camisa 4 dele, lembrando que 4 na Espanha era a camisa que ele jogava, camisa do que aqui chamamos de primeiro volante.

Não dá para ter idéia do que Pep fará na janela agora de imediato. Pep tem por costume olhar o grupo, antes de fazer mexidas, mas acho que seu olhar sobre o time, já traz a agonia dos ajustes que terá que fazer na origem da sua proposta de jogo, seus defensores.

Portanto, se vocês andam preocupados com quem de frente Pep levará do seu time, acho bom olhar para quem da defesa do seu time pode sair a qualquer instante. Desconfio que o foco de Pep está lá. Um zagueiro, um lateral e um camisa 4 (principal peça do esquema) são aqueles que devem chegar com toda certeza.

 

Todos os homens são mortais: Johan Cruyff 1947 – 2016

Não tenho bagagem e nem audácia de querer escrever um texto do tamanho que Cruyff representa para o futebol. Esse video acima, explica tudo. Vou apenas fazer algumas considerações.

Cruyff extrapolou a importância apenas pelo talento demonstrado dentro de campo. Enquanto os grandes gênios do futebol inspiram com aquilo que produziram dentro de campo, Cruyff optou por também educar as novas gerações, transmitir isso através da arte de ser treinador.

E nessa função também mudou, tem papel fundamental naquilo que o Barcelona se tornou. O futebol total do qual fez parte na Holanda da década de 70, ele levou para o Barça, que agora é doutrina máxima de Pep.

Obrigado Cruyff!

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Precisa de Copa?

Foto: Bao Tailaing / AP Photo

Foto: Bao Tailaing / AP Photo

Hoje saiu o prêmio World Press Photo 2014, na categoria esporte a vencedora foi a imagem acima.

Foto tirada por Bao Tailiang pela AP Photo.

A foto é realmente sensacional, mostra o maior jogador da atualidade contemplando a taça da Copa do Mundo. E aí me veio aquela velha pergunta, realmente para atingir o Olimpo do futebol, o lugar dos deuses, é necessário levar uma Copa?

Messi parece um predestinado a competir com Pelé, Di Stefano, Maradona e Garrincha. Contudo, com exceção de Stefano, todos tem como o maior diferencial, a conquista de uma Copa. Outros jogadores também tiveram atuações glamourosas em Copas, Zidane em 1998, Romário em 1994, essas aquelas que vi.

Assim como também existem os grandes jogadores que não tiveram uma Copa no currículo e ficaram um degrau abaixo dos monstros sagrados do futebol. Zico, Sócrates, Puskas, Platini, Eusébio e Cruyff.

Acho sinceramente que a Copa do Mundo é a cereja do bolo na carreira de um jogador. Contudo, é necessário que o jogador precise jogar em uma seleção de ponta para ter essa chance. Por exemplo, atualmente, Cristiano e Ibrahimovic nunca irão ter essa cereja, então deve ser relevado na hora de qualificar sua trajetória.

Já no caso de Messi, sua seleção é fortíssima. A Argentina sempre tem chance em Copa do Mundo. Portanto, essa obsessão de Lionel é plaúsivel. E ele tem total condição de ir buscar sua cereja do bolo.

Mas e aí, para Messi ser um dos gigantes, chegar ao Olimpo do futebol, ele precisa da cereja?

Converse com o seu pai… (ou com alguém com mais de 50 anos)

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Ontem, travei uma discussão sobre Messi. Resumidamente, alguém defendia que ele já era o segundo do mundo. Não, ele não estava dizendo que ele só ficava atrás de Cristiano Ronaldo, ele estava dizendo que Messi estava acima de Zico, Cruyff, Maradona, Di Stefano, Garrincha, Ronaldo, Romário, Puskas e qualquer outro jogador da história do futebol.

Eu confesso que em determinado momento, minha vontade era de botar essa criança tratada a vídeos da ESPN e leite com pêra para conversar com o pai dele, ou com o avô, ou com qualquer apaixonado pelo futebol com pelo menos 20 anos a mais do que ele.

Não tenho nada contra o Messi, e acredito que ele tenha potencial para figurar na lista dos melhores do mundo, quando encerrar a carreira, seus feitos até agora o credenciam para aparecer nessa lista, mas ainda não.

Acho abominável cravar qualquer jogador que ainda atue em qualquer lista com os melhores do mundo. Essa mania dos especialista em anteciparem os gênios do futebol, já nos renderam Robinho, Michael Owen, Ariel Ortega, Riquelme, Ronaldinho Gaúcho e tantos outros que já foram chamados de gênios e que não vingaram por completo.

Messi já está na história do futebol, assim como o seu principal rival atualmente, Cristiano Ronaldo, agora credenciá-lo ao Olimpo do futebol, ainda acho precipitado.

Na minha opinião, nem dentro da Argentina ele é o segundo. Di Stefano e Maradona estão a frente, e sem forçar a barra, Messi precisa fazer mais pelo seu país como Kempes já fez. Não acho que precise ganhar uma Copa, mas mostrar que contribui também pelo seu país.

Por enquanto, Messi disputa com o Cristiano Ronaldo o melhor da atualidade, com o Allejo o melhor do videogame e com Ronaldinho Gaúcho o melhor do Youtube. Fora isso, falta muita cavadinha para ele.

Não acredita em mim? Conversa com seu pai, com seu tio, ou com alguém que tenha assistido futebol na década de 70. Quem sabe, ele tem algo melhor para dizer do que nossos amiguinhos especialistas na TV.

Novamente a Altitude e a Atitude…

No passado escrevi um post com título parecido para comentar sobre a derrota do Brasil em La Paz contra a seleção boliviana, dessa vez o título serve para dois jogos diferentes.

Primeiro a altitude, assisti a derrota do Fluminense para a LDU por sonoros 5 x 1, nunca fui daqueles críticos a respeito de jogos na altitude, mas ontem bateu uma sensação de revolta. O time equatoriano é muito bom, forte e favorito ao título, mas é um absurdo levar o jogo para a altitude, o Fluminense foi goleado por causa da altitude e não por causa do futebol da LDU.

Já é notótio a influência que a altitude tem fisicamente ao jogador. Dr. João Zanini disse no blog Expresso da Bola que qualquer jogo realizado a uma altura superior a 1.600 mts é prejudicial ao corpo e totalmente favorável ao corpo que já está acostumado. Quito está a quase 3.000 mts de altura, ou seja, jogar na altitude contra a LDU é como se fosse nos jogos de rua, que você vira e diz: “Tá bom, vocês começam com 2×0 já”.

Ficou muito difícil para o Fluminense, espero que de qualquer forma o encanto do time no Brasileirão não se acabe, e de repente se deixarem, vencer a LDU por 5×0 no Maracanã.

Agora a atitude, ontem assisti a América-RJ 2 x o ArtSul, neste jogo a equipe de Édson Passos se sagrou campeã da Série B do campeonato carioca, os seus fiéis torcedores puderam comemorar um título, algo que não acontecia há 27 anos. Os dois gols foram marcados por Ciro, bom jogador que por uma ironia do destino nasceu no ano de 1982. Bom, mais o fato extraordinário desta partida foi o retorno de um jogador troncudo de pouca estatura, de excelente finalização dentro da área, talvez o melhor centroavante que eu tenha visto jogar, isso mesmo, Romário voltou.

Aos 43 anos, com a famosa camisa 11 que ele eternizou, Romário entrou em campo para realizar uma homenagem para o seu pai, torcedor fanático do Ameriquinha. Impressionante, a forma física do Baixinho, com 13 anos a mais do que outros atacantes por aí, Romário mostrou uma forma física invenjável, algo que a sua disciplina com o corpo auxiliou. Ceta vez, conheci David “The Camelot”, um camelô carioca famoso que tornou seu negócio um evento e hoje dá palestras pelo Brasil. David era vizinho de Romario no Rio de Janeiro.

Perguntei para ele como era o Romário se aprontava muito, se era tão baladeiro assim como falavam se fazia festinhas em casa entre outras coisas. Aí David me respondeu, “o Romário não é baladeiro, é que ele gosta de gente, ele gosta de estar cercado do seus amigos, Romario faz algumas festas na casa dele, mas o cara não pede nada, ele fica o tempo inteiro com aquela latinha verde na mão de guaraná, acho que para ele a seleção brasileira não podia ter escolhido patrocinador melhor. (Na época, a seleção brasileira era patrocinada pelo Guaraná Antartica) Romário se quiser joga até os 50, o cara se cuida muito, ele só não gosta de acordar cedo, os treinadores tem que entender.”

Adoro Romário, o cara é fora de série, ontem mostrou movimentação e tentou guardar o seu, e para a minha surpresa achei que a ArtSul ia ajudar a re-estréia perfeita de Romário, mas que nada, marcaram até forte demais o Baixinho. Romário já foi chamado por Cruyff de o “Gênio da Área” e Tostão disse uma vez que daria sua camisa de titular para Romário na seleção de 70, como se Tostão fosse um jogador qualquer. Vida longa a Romário!!