O maior reforço de 2016?

ei230216

Entre um pouco de futebol que começa, incluindo a Champions que voltou, um tema tem aparecido muito no noticiário. A chegada do grupo Turner através do Esporte Interativo na concorrência pelo futebol brasileiro.

Aliás, falando em Champions, a primeira chegada e que de fato fez impacto foi a compra do maior torneio de futebol do mundo pelo grupo, mostrando que realmente a Turner veio para conquistar o seu espaço no cenário esportivo. Não sei como tem sido as transmissões fora do Brasil, mas por aqui, ainda falta um pouco de infra de apoio, mas algo que pelo tamanho do grupo em breve deve estar corrigido.

Mas a pergunta que fica é se realmente a Turner pode bater frente com nossa Venus Platinada.

Assim como a RedeTV tentou no passado, agora a Turner tenta entrar na disputa pelo Brasileirão. A diferença é que agora é a Turner, um gigante multinacional. E pelo visto ja tem conseguido algumas conquistas, já que a Globo já aceita remodelar seu sistema de distribuição e aceita melhorar os valores.

O valor da Turner é apenas para a TV fechada, a briga dela com o grupo Globo é apenas com a Sportv, e os valores muito maiores do que os da emissora carioca. Mais ou menos, R$ 550 milhões contra agora R$ 100 milhões.

Vários clubes balançaram, e talvez a única coisa que faz os clubes continuarem com a Plin plin são valores já adiantados e medos sobre a continuidade da Turner aqui no Brasil, em resumo, alguns se sentem com o rabo preso com a emissora.

Não sei quantos irão migrar para o EI, acredito que possa acontecer um cenário bem inusitado de metade com uma emissora e outra metade com outra, assim como nada pode mudar em um primeiro momento. Mas a Turner veio mostrar que nosso futebol poderia ter muito mais dinheiro para os clubes, o que significaria um campeonato mais forte, mais chance de segurar grandes jogadores e não ficarem se borrando de medo com Chineses, Arabes ou Europeus quando a janela de transferência abre.

Por enquanto, a chegada da Turner parece o maior reforço do futebol brasileiro em 2016.

Mega sena da virada futebolística!!

Parece que todos os clubes ganharam na Mega Sena da Virada. O que parecia improvável há alguns anos atrás, virou quase regra nesse final do ano, os clubes estão saindo as compras sem muito medo de gastar.

Com o novo contrato de transmissão de TV, alguns clubes tiveram um “engordamento” do bolso, jamais visto. Cifras como R$ 20 milhões, 25 milhões se tornaram comuns entre os grandes clubes.

Veja a questão sobre Montillo. Corinthians, Flamengo e São Paulo topam gastar entre 15 e 20 milhões para ter direito ao jogador.

Sem entrar no mérito do talento do jogador, mas diante da realidade brasileira, Montillo está superfaturado exatamente por esse caminhão de dinheiro que caiu nos cofres dos clubes neste final de ano.

Fora isso, a folha salarial dos clubes vai ganhando dimensões européias. Basta dizer que entre os dez mais bem pagos do mundo, dois atuam no Brasil (Neymar e Ronaldinho Gaúcho). Além de Deco, Fred e Thiago Neves que também possuem salários nos níveis dos grandes clubes europeus.

Todo esse cenário permite dizer que o futebol nacional tem tudo para se tornar um potência do futebol. Tem tudo, porque ainda falta uma maior globalização do nosso futebol. Temos poucos estrangeiros atuando e normalmente eles sofrem muito para se adaptar por aqui.

Falta profissionalização dos clubes, muitos deles podem acabar se perdendo com toda essa dinheirama e afundarem o clube ao invés de desenvolvimento sustentável.

Resta saber quem conseguirá olhar isso como uma oportunidade para se tornar uma potência do futebol ou quem irá ficar que nem porco no lixo.

Nem todo mundo sabe o que fazer com um bilhete premiado.

Guerrilha Separatista!

Galera do blog, hoje trago um texto de Vitor Birner sobre a retaliação que o São Paulo vem sofrendo. Concordo integralmente com o que Birner diz, é lamentável a guerrilha que virou o futebol.

De Vitor Birner

Várias pessoas próximas ao presidente Juvenal Juvêncio defendem que ele deve recuar é fazer o jogo político. Dizem que o futebol é desse jeito mesmo e não dá para viver sem boas relações com a Federação Paulista, CBF e brigando com a TV Globo. Cada coisa que acontece, seja o tratamento diferente dispensado à candidatura do Morumbi para a Copa ou umm simples falha de arbitragem, aumenta o coro dos “pacificadores”.

A última decisão da Globo – contraditória se levarmos em conta que o São Paulo possui a terceira maior torcida do país – de transmitir menos jogos dos times reforçou a pressão. A exposição menor na tv aberta e no horário nobre deve diminuir o valor de cotas de patrocínio em futuras negociações. E o clube ficará mais fraco. O São Paulo e seus cerca de 17 milhões de torcedores pagam o preço pelas posições de Juvenal.

Enquanto alguns dirigentes são-paulinos defendem que o presidente do clube se pronuncie publicamente sobre a novidade, outros recomendam o silêncio, pois querem encerrar as brigas. Desejam que ele utiliza a situação para conseguir bons acordos comerciais com a Globo. Juvenal Juvêncio, ao menos por enquanto, mantém a oposição ao que se passa no futebol brasileiro.

Opinião

Lamento que haja defensores da mudança de postura de Juvenal Juvêncio. Elas deveriam ter ficado contra ele num aspecto. O da reeleição. E não fizeram isso.

As brigas contra FPF e CBF, e a luta para promover a concorrência pelos direitos dos campeonatos brasileiros de 2012 a 2014 respeitando as determinações do CADE são dignas. Dera outras potências do futebol nacional tivessem posições parecidas. Os clubes grandes seriam mais fortes e as federações menos. Mas vários cartolas dos times preferem dar o poder aos burocratas. Ajudam Ricardo Teixeira, o mesmo que foi pessoalmente à Brasília para evitar a CPI, a dar as cartas no futebol brasileiro.

O São Paulo, seja com Juvenal ou qualquer presidente, não pode recuar.

Seja qual for o preço.

Que o futebol aprenda com o football..

Galera do blog, dia de falar de polêmica, resolvi colocar o meu parecer sobre todo essa balbúrdia criada sobre as cotas de televisão.

Sim, cotas de televisão, são elas as responsáveis por dividir os clubes em unidades e deixar Ricardo Teixeira todo cheio de si, com a sensação de que ele será o todo poderoso do futebol.

Não sei se o clube dos 13 é o formato ideal para os clubes, o que sei é que a “exclusividade global” acabou, a concorrência está liberada, e finalmente poderemos saber exatamente quanto vale o nosso futebol para a mídia. Mas, os dirigentes de clubes resolveram se comportar como crianças na Disney World, querem tudo e só para eles, esse imediatismo que tanto condena o nosso país ao longo do tempo, volta a dar as caras neste momento importante.

Era chegada a hora deles se reunirem, se fortalecerem e conquistar um dinheiro de forma coletiva nunca conquistado antes. E digo mais, era a hora de aprender com o esporte mais rentável (em termos de mídia), a NFL, a liga de Futebol Americano adota como premissa do direito de transmissão, dividir igualitariamente os valores entre todos os clubes, isso mesmo. Ou seja, condições iguais pra todos os clubes pelo menos nesse quesito, as diferenças ficariam para patrocínios e arrecadação nos jogos. Sou totalmente sonhador quanto a idéia de qeu um dia chegaremos nesse nível de democracia no futebol.

Hoje, o modelo implantado cria enormes distâncias entre os “times populares” e os “times regionais”. Eu não sei quanto a vocês, mas eu não gostaria de ver o campeonato brasileiro condenado a virar um campeonato espanhol, onde apenas dois times disputam o título.

Separei alguns links, de posts em alguns blogs que concordo integralmente com o que foi dito. Não reescrevi aqui, pois ficaria imenso o post.

Para pensar antes de dormir.

O Motim acabou.

Gostaria muito que vocês dessem suas contribuições nesse post, até por toda a polêmica envolvida.