Qual dupla de laterais você escolheria?

622_f5d3cbf6-331c-3373-90e1-36b17e0e4b09.jpg

E ontem a Juventus venceu o Mônaco por 2×0 e também encaminhou sua classificação para a final da Champions, aumentando as chances de enfim, Buffon ter sua carreira coroada com uma “orelhuda”.

Os dois gols saíram de forma estatística do mesmo jeito, assistência de Daniel Alves, gol de Higuain.

Só que além das assistências, a vitória de ontem fez Daniel bater um recorde, o lateral passou a ser o jogador brasileiro com mais jogos pela principal competição de clubes do mundo, com 142 partidas. Ele ultrapassou Roberto Carlos que possui 141 partidas.

Além disso, Daniel pode ao final dessa temporada se tornar o jogador com o maior números de títulos, superando Ryan Giggs.

E aí, comecei a especular em minha mente, e avancei além da disputa entre Daniel Alves e alguém, aproveitando a também excelente temporada de Marcelo fui mais longe na minha provocação do dia, meu debate é, qual dupla é melhor: Cafu e Roberto Carlos ou Daniel e Marcelo?

Sinceramente, a três anos, eu consideraria lunático levantar tal possibilidade, contudo aquele combo futebol apresentado + números, começam a saltar para a comparação.

Mundialmente falando, a dupla atual é maior, nacionalmente que a questão ainda esbarra, principalmente pelo lado direito. Porque?

Pelo lado esquerdo, a carreira de ambos é similar, inclusive o clube onde estão fazendo história, a diferença é uma Copa do Mundo, não que seja pouco, mas a história de ambos é parecida.

Já na direita, a relação é inversamente proporcional e talvez seja o orientador para escolher uma dupla ou outra, Cafu tem uma história incrível na seleção, é quem mais vestiu a camisa, é o único a jogar três finais consecutivas de Copa do Mundo e enquanto estava em plena forma, era intocável na lateral. Como jogador foi bem, mas sem grande destaque.

Enquanto Daniel, foi ok na seleção e monumental por clubes, ganhou tudo pelo Barcelona, teve passagem formidável por Sevilla e segue importantíssimo na Juventus. Não à toa, os números que mencionei acima o credenciam como.

Como eu sempre digo, é preciso esperar a carreira de um jogador acabar para dimensionar exatamente o tamanho dela, até porque Marcelo e Dani podem ainda beliscar uma Copa no ano que vem, quem sabe.

Mas acima de tudo, fica o exercício de pensar, se você fosse montar uma seleção e tivesse que escolher uma única dupla para compor o seu time, quem seriam os eleitos, Dani e Marcelo ou Roberto e Cafu?

Eu escolheria a atual.

 

E agora Tite?

tite290317

São oito jogos no comando da camisa mais pesada do mundo, são oito vitórias (feito inédito na história do futebol) com 24 gols marcados e apenas 2 sofridos.

Tite resgatou o que a seleção brasileira era para o mundo, a mais temida, não imbatível, mas temida, respeitada demais, por todos, inclusive os grandes, a mudança de clima, de confiança e todos os fatores que fogem do técnico-tático exacerbam nas faces de todos os atletas que fazem parte da seleção.

Tite aliás, antes do jogo disse que são 56 atletas mapeados, ou seja, ele fechou uma lista com os possíveis jogadores que integram a seleção brasileira, 23 serão os escolhidos no final, mas ele tem um grupo mapeado, nem os 80 que outrora fizeram parte da seleção, nem somente 30 como alguns acusaram que Tite trabalharia.

E diante do cenário atual da seleção, a pergunta que fica é: o que fazer nesses quatro jogos restantes? Dificilmente o Brasil perderá o primeiro lugar, além do que ficar em primeiro é apenas simbólico, a dúvida é, usar esses jogos para testar outros possíveis “selecionáveis” para ver como eles reagem na seleção e as ideias de Tite, ou mantém a base para aprimorar ainda mais o time?

Sinceramente, de longe e com o livre direito de pitacar na vida alheia, principalmente futebolisticamente falando, vamos dar a minha sugestão, eu usaria os reservas que foram pouco utilizados mais aqueles que são potenciais, caso alguém tenha alguma lesão. Para o time titular “imaginário” de Tite, a sequência de amistosos contra escolas europeias seria o entendimento que falta de possibilidade de jogos durante uma copa do Mundo.

Ou seja, enquanto aqueles que lutariam para estar na lista dos 23, fariam quatro confrontos duríssimos no restante das eliminatórias para mostrar seu valor e seu  M E R E C I M E N T O, os “preferidos” de Tite mais alguns participariam dos amistosos que já serviriam de base para que o time entendesse a proposta de jogo brasileira contra várias escolas européias (espanhola, italiana, leste europeu, suiça, para citar algumas).

Assim Tite conseguiria  atuar nas duas frentes e naquilo que eu acredito que agradaria o planejamento da seleção, de qualquer forma, como eu disse, sou eu pitacando de longe e sem o menor conhecimento do planejamento da seleção.

Meu único contraponto a minha proposta é dentre aqueles 56, alguém se destacar muito nos jogos eliminatórios ao ponto de ser questionado o lugar dele frente alguém que já estava consolidado no grupo principal de Tite, se criaria um problema desnecessário ou que obrigaria muito jogo de cintura para lidar com ele, característica que sobra em Tite, por isso não vejo problema em seguir minha teoria.

A seleção já cumpriu seu papel nas eliminatórias e para terminar a preparação para a Copa, só falta os testes europeus e conhecer completamente os 56 eleitos.

E vocês, o que fariam?

o mundo inteiro na Copa do Mundo

copa271216

E a FIFA está pensando em fazer alterações no formato da Copa do Mundo, abaixo os quatro formatos que serão apresentados ao Conselho da Fifa em janeiro, que escolherá a melhor opção ou votará pela manutenção da fórmula atual, com 32 seleções (o que é improvável que aconteça):

1 – 40 equipes, com 88 jogos em 32 dias. Os classificados seriam divididos em oito grupos de cinco equipes cada, onde todos se enfrentariam dentro da chave. Somente o vencedor de cada grupo avançaria para as quartas de final, aí em sistema eliminatório até a decisão – seria extinta as oitavas de final.

2 – 40 equipes, com 76 jogos em 32 dias. As seleções seriam divididas em 10 grupos com quatro times cada, onde todos se enfrentariam dentro da chave. Os primeiros de cada grupo, mais os seis melhores segundo colocados, avançariam para as oitavas de final, seguindo em mata-mata até a decisão.

3 – 48 equipes, com 80 jogos em 32 dias (mais 6 ou 7 dias, antes da fase de grupos, para as eliminatórias). 16 seleções estariam automaticamente na fase de grupos, e as demais 32 disputariam mata-mata, em jogo único, para se garantir nas chaves. Após isso o formato seria idêntico ao atual, oito grupos de quatro, os dois primeiros avançando para o mata-mata. Se uma seleção vinda do qualificatório chegasse à final, faria oito, e não sete jogos como hoje, para ser o campeão.

4 – 48 equipes, com 80 jogos em 32 dias. 16 grupos com três times cada, avançando os dois primeiros de cada para uma segunda fase, já mata-mata, antecedendo as oitavas de final. Na primeira fase, para evitar “marmelada” com resultados combinados numa última rodada que beneficiasse ambos os times, a Fifa colocaria disputa de pênaltis em todas as partidas, para apontar aquele ganhador dos três pontos.

Sinceramente, não consigo entender a necessidade esportiva disso, apenas a questão política justifica.

O que falta é melhorar a qualidade do espetáculo eliminatória, fazer dele um evento extraordinário, para tornar ainda mais atrativo o evento Copa do Mundo, inchar a Copa como as propostas acima, pode ser um tiro no pé, você tenta criar mais mata-matas para ficar emocionante, mas tão cheio que perde a graça.

Se a ideia é valorizar ainda mais a Copa, encher de seleções tem tudo para banalizar o maior evento do futebol, melhorar o que leva e aprimorar o que ja existe é para mim o caminho mais óbvio para que a Copa ganhe contornos ainda mais impressionantes e se consolide como o maior evento de futebol do mundo.

Por enquanto, a sensação é que a FIFA quer colocar o mundo inteiro na Copa do Mundo.

O efeito Tite!!

tite071016

E a seleção venceu a terceira seguida, Tite segue com 100%.

Muitos podem dizer que os adversários não eram lá grandes coisas, eu mesmo compactuo disso, exceto pela excelente vitória diante do Equador em Quito. Mas o que foge do placar frio é a atuação dentro de campo.

Se compararmos com o antecessor, Dunga, principalmente na primeira passagem dele, a seleção também ganhava, mas não empolgava, ou era um “futebol burocrático” que incomodava aos olhos assistir as vitórias.

Com Tite não, a seleção voltou a jogar o fino, consegue aos poucos, mas de forma impressionantemente rápida, conciliar futebol moderno com o nosso principal diferencial, a improvisação nos instantes finais da conclusão da jogada.

E tudo isso, com apenas três jogos, poucos treinos, mas uma capacidade absurda do gaúcho Adenor. Ele tem conseguido colocar as melhores peças em suas posições e extraido o melhor de cada um.

Ele terá nos próximos três jogos o principal teste de ferro, enfrentará a Argentina (casa), Peru (fora) e Uruguai (fora), jogos bem mais complicados do que os três primeiros que ele teve.

E só fazendo um comentário técnico, acho que Tite ainda precisa achar o ponta direita, nessa linha entre o atacante e o volante eu colocaria da direita para esquerda, Douglas Costa (ou Lucas), Renato Augusto, Coutinho e Neymar. Mas quem sou eu, diante do que Tite vem fazendo.

É difícil conter a empolgação, mas o mais importante para mim não é a expectativa de título, isso é uma consequência e nem deve ser parametro, o mais incrível é que Tite conseguiu fazer eu me preparar para assistir aos jogos da seleção, a querer ver a amarelinha desfilando em campo.

Um efeito em tanto!

Uma festa portuguesa, com certeza!!

portugal110716

E o clássico post das segundas, será apenas na quarta, diante da nossa rodada “europeizada” com jogos hoje e amanhã. Sinceramente, ainda preciso embasar melhor, mas por enquanto, gosto da ideia dos jogos espalhados, basta pensar que teremos jogo de time da Série A em 08 dias de 09, entre os dias 09/07 a 17/07.

Mas, deixaremos isso para lá, e vamos voltar para a Europa, mais precisamente na Eurocopa, especificamente, Portugal.

Ontem, mais um daqueles capítulos alucinantes que o futebol proporciona foi escrito. Portugal que começou como desacreditado, que precisou da última rodada para se classificar, chegou a final contrariando quase todos os prognósticos e levou. Quase todos, porque vocês bem lembram que eu avisei.

E fez isso tudo, em 120 minutos de uma final, onde por quase 100, seu astro esteve fora. Cristiano Ronaldo sofreu uma dura lesão no início do jogo e se tornou desfalque certo. Fazendo um parentese, sinceramente vi o lance umas 8 vezes, principalmente em velocidade normal que te passa a sensação mais real para quem já jogou bola, a entrada do Payet foi dura, mas absolutamente corriqueira de jogo. Não consigo ver maldade.

Contudo, o baque foi grande, pois Portugal não estava perdendo apenas o seu melhor jogador, mas também aquele que nessa competição assumiu de vez o papel de líder do time.

Mas a seleção pareceu entender que estava ali para fazer história, o time reconheceu suas limitações, foi valente durante os 90 minutos e depois decidiu ir para o jogo na prorrogação e foi premiado com um belo gol de Éder que garantiu a primeira conquista da seleção portuguesa.

Um título que começa pela seleção terceira colocada em 66 na Copa do Mundo, passa pela geração dourada de Figo, Deco e companhia, pelo triste vice campeonato em casa da Eurocopa 2004 sob o comando de Felipão, até chegar na turma de ontem.

E se durante a Euro a dupla Cristiano e Renato Sanches foram fundamentais, ontem, Nani lembrou aquele promissor jogador que ele foi no ínicio de carreira, assim como Quaresma, até mesmo o truculento Pepe, mostra a estrela vencedora que possui.

Por fim, Cristiano conseguiu uma façanha única, levou sua seleção, claramente inferior a várias outras na Euro, ao título. Seu feito, mesmo não participando do jogo final, o coloca em patamar maior ainda como jogador de futebol. Ronaldo não só é o jogador vencedor de Manchester e Madrid, como agora fez uma nação inteira sorrir.

É uma festa portuguesa, com certeza, muito ao feito desse gajo gigante, chamado Cristiano Ronaldo!

A promissora geração belga…

belgica050716

E de repente, questionar a promissora geração belga virou o novo coxinha x mortadela, pt x psdb da internet. Principalmente e de forma óbvia entre a crônica esportiva brasileira que parece divida entre o vira latismo brasileiro ou a sindrome de que tudo se resolve aqui..

Eu vi alguém escrevendo isso, e acho que resumiu bem o que tratarei nas próximas linhas, o maior problema é o endeusamento. Até porque a geração belga, nada mais é do que a alcunha que ela já recebeu, promissora. Nem ao céu, nem ao inferno, não são a geração mais promissora da história e tampouco um monte de coitados que tentamos incentivar.

São várias peças individualmente talentosas, com potencial para apresentar um jogo coletivo formidável, porém tem ficado apenas nessa ordem de promessa, eu mesmo levantei a possibilidade deles surpreenderem na Copa de 2014, agora já não crio mais essa expectativa.

Seja por uma dificuldade do treinador, Marc Wilmots, em fazer essas peças darem liga, seja por uma mística de que se trata de uma camisa que não pesa, seja por incompatibilidade entre os atletas, seja lá qual for o motivo, é uma geração que já deixou uma Copa no Brasil e agora a Euro na França ainda devendo, ainda com aquele sentimento de que pode apresentar mais.

A geração ainda é jovem, Benteke, De Bruyne, Hazard e Lukaku, Batshuayi, Ferreira-Carrasco, Origi e Courtois, todos tem menos de 25 anos, ou seja ainda tem muita lenha para queimar, ainda precisam ganhar casca, precisam sofrer com essas derrotas, além de aumentarem seus protagonismos em seus clubes.

Agora, o que ninguém pode reclamar é quando se diz que é uma seleção que vive de um status que nunca mereceu, ela não é vencedora, tampouco genial, ela é promissora, e até que o tempo passe e a torne ou vencedora, ou apenas boa no papel, ela continuará sendo apenas promissora.

A ironia tão constante em nossa vida, logicamente escolheu o time belga como alvo, e como todos que foram colocados a prova, ela terá o tempo e as próximas competições para realmente mostrar aonde ela se enquadra e se no final, será fácil para os extremistas dizerem “eu avisei”, seja ela se tornando vencedora, seja o contrário.

Talvez no Qatar, talvez na Euro seguinte, talvez na Rússia, talvez na Euro subsequente, talvez em competição nenhuma.

Mas por enquanto, a seleção belga seja para o bem ou mal continua apenas, promissora, e tão somente isso.