O que esperar do City de Guardiola?

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Acho que ler o livro do Guardiola me faz achar que posso pensar como Pep reforçaria o time inglês que ele irá assumir. Contudo, sei que passa apenas de um exercício baseado em algumas premissas dele.

E para quem fica nessa especulação maluca sobre os homens de frente, eu sinceramente, acho que Pep pouco mudará, Sterling, Bruyne, Aguero, Navas, Nasri, Iheanacho e Silva compõe boas peças para o estilo de jogo, se estiver dentro do fair play financeiro, talvez venha um com maior protagonismo. Se for um medalhão, eu não sei porque, mas chuto um Bale.

Mas, o olhar do Pep e a busca maior será pelo setor que começa o jogo, sua defesa e seu primeiro homem de meio de campo, aquele que fará a mesma função que ele aprendeu tão bem escutando Cruyff. E aí, que vejo a maior reformulação do City.

Sinceramente, a sensação que fica é que se o Pep pudesse mudaria a defesa inteira, exceto Hart. Talvez o menino Delph tem mais chances com ele, talvez o Mangala ou Kompany sejam o seu Pique ou Boateng, mas depois, acredito que muita coisa irá mudar.

Pep, só levou Thiago do Barça quando foi para o Bayern, talvez uma opção irá tirar Alaba dos alemães e investir firme para tentar trazer Verrati. O italiano seria perfeito para fazer o que Guardiola espera do camisa 4 dele, lembrando que 4 na Espanha era a camisa que ele jogava, camisa do que aqui chamamos de primeiro volante.

Não dá para ter idéia do que Pep fará na janela agora de imediato. Pep tem por costume olhar o grupo, antes de fazer mexidas, mas acho que seu olhar sobre o time, já traz a agonia dos ajustes que terá que fazer na origem da sua proposta de jogo, seus defensores.

Portanto, se vocês andam preocupados com quem de frente Pep levará do seu time, acho bom olhar para quem da defesa do seu time pode sair a qualquer instante. Desconfio que o foco de Pep está lá. Um zagueiro, um lateral e um camisa 4 (principal peça do esquema) são aqueles que devem chegar com toda certeza.

 

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E de repente, 7×1…

TODO PODEROSO

O jogo começou igual, o time da casa até se propôs a jogar de igual para igual contra o adversário reconhecidamente melhor, tomou um gol logo no começo, mas seguiu em frente, até que veio o segundo gol e com ele um colapso e mais três gols, fazendo com que o visitante fosse para o vestiário com 5×0 no placar.

Na segunda etapa, o time visitante foi para o jogo e percebeu que aplicaria uma goleada histórica, então, decidiu tirar um pouco o pé. Só quando seus reservas entraram afim de mostrar jogo que o placar mexeu novamente, por fim, o jogo acabou 7×1 para os visitantes.

O que te lembra esse breve resumo de uma partida?

É inevitável pensar no atropelamento que nossa seleção sofreu para a Alemanha. Só que esse resumo, vale também para a vitória do Bayern ontem sobre a Roma em pleno estádio Olímpico.

Alguns personagens até eram parecidos. 5 na verdade, Neuer, Lahm, Boateng, Muller e Gotze, todos pelo lado do time alemão.

É muito simples nessa hora colocar toda a culpa no time que toma 5 gols em um espaço de tempo tão curto, Brasil em 18 minutos, Roma em 25. Até porque independente do mérito do vencedor, existe muita coisa a se corrigir no perdedor.

Contudo quero destacar três personagens que são fundamentais para mim, na construção desse cosplay da semifinal da Copa do Mundo e o mais curioso não são alemães. São 2 espanhóis e 1 holandês.

Primeiro Xabi Alonso. O volante chegou sob desconfiança, muitos diziam que seu futebol mais viril, não era compatível com a proposta de jogo de Pep, contudo o que todos estão percebendo é que ele é o coração desse time, ele que faz esse Bayern pulsar, ser o time mais agressivo do que Pep normalmente monta, e tudo isso com muita qualidade, construindo tudo lá de trás para essa máquina funcionar.

O segundo consequentemente é Pep Guardiola. O espanhol mostrou porque é considerado um dos melhores técnicos do mundo, soube enxergar essa necessidade de seu time ao trazer Alonso e principalmente soube aperfeiçoar seu estilo de jogo ao olhar a seleção alemã na Copa, o Bayern promete ser uma versão melhorada da seleção alemã.

E o terceiro que merece menção honrosa é Robben. Eu mesmo sempre torci o nariz para ele, mas o que Robben está jogando em 2014 é absurdo. Como eu mesmo disse em meu Twitter, Robben é o Benjamim Button do futebol, parece que rejuvenesce a cada ano.

Reviver o pesadelo da Copa do Mundo por outra perspectiva, só faz ter mais certeza de que aprendemos muito pouco com o 7×1.