A maior contratação de um clube brasileiro…

Eu prometo não ficar mais aqui prometendo que agora voltei..rs..

Mas, vire e mexe, irei arranhar alguns comentários sobre qualquer assunto que seja pertinente ao futebol atual. E vamos nós falar de Daniel Alves.

O São Paulo anunciou de forma extraordinária o retorno de Daniel Alves para o Brasil. Sinceramente, foi surpreendente para mim, Dani, apesar da idade (hoje tem 36), ainda possui futebol de elite e tinha espaço como bem disse e muitas ligas fortes da Europa. Na minha cabeça, a maior contratação da história do São Paulo, mas e do Brasil? Qual seria?

Para mim, Daniel Alves é a segunda maior contratação da história do futebol brasileiro. Só perdendo para Romário em 95, contratado pelo Flamengo. Em terceiro, fica Ronaldo no Corinthians. Vou explicar minha opinião nas linhas abaixo, mas já fiquem a vontade para reclamar.

Romário é a maior, porque em 94, o atacante foi estrela principal da Copa de 94, tinha ido a peso de ouro para o Barcelona, jogava em um time fortíssimo que disputava títulos, mas nada disso foi suficiente para manter ele lá, simplesmente pela paixão pelo Rio e ao Flamengo (apesar de ainda ter dúvidas de qual o real time do coração do Baixinho) ele voltou a jogar em 95 em terras tupiniquins.

Pensa agora, quando alguém conseguirá trazer para o Brasil um candidato a bola de ouro, que acaba de ser decisivo na conquista de uma Copa do Mundo e com 29 anos. Sinceramente, acho que não acontece mais esse feito.

E porque Ronaldo abaixo de Daniel Alves? Ronaldo, deixou um legado fenomenal (não podia perder a oportunidade) após sua passagem, mas sua contratação veio cheia de desconfiança, o próprio clube do coração, o Flamengo não tinha oferecido uma boa proposta ao Fenômeno, Ronaldo apesar de estar em uma classe acima de Daniel no futebol, passava por um momento delicado, onde ninguém botava fé.

Sendo assim, coloco Daniel como uma contratação gigante, a segunda maior da história do futebol brasileiro.

Ronaldo talvez, ganhe o destaque do jogador que deixou o maior legado após a sua passagem, mas na época sua contratação não foi do mesmo tamanho que a do Daniel Alves.

E aí, eu pergunto, qual o seu Top 3 de contratações do futebol brasileiro? Além dessas, mais alguma contratação que vocês consideram gigante para o futebol brasileiro (não vale importante para o clube, tem que ser grande para o futebol nacional) ?

Pensando rápido, considero a chegada de Seedorf também, uma contratação de impacto.

E vocês?

O que esperar do Neymar?

 

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Como sempre esse é o texto perfeito para virar piada depois, uma tentativa de escrever sobre o que o presente nos mostra, porém completamente cheio de incertezas e que pode ser apenas um texto sem sentido lá na frente.

É engraçado como Neymar se acostumou a ser holofote no futebol, necessita estar nos “trending topics” do nosso cotidiano, mas faz tempo que quando o assunto remete a Neymar muito se fala em cifras, Marquezine, Barcelona ou qualquer outra transferência e pouco ou quase nada sobre futebol.

Sinceramente, vejo que Neymar entrou em uma etapa da carreira que ele precisa decidir realmente o que veio fazer no futebol, se é apenas mais um cheio de talento ou se realmente quer entrar para a história.

E aí, farei um paralelo onde sofrerei criticas de muita gente, Neymar caminha para se tornar mais um Robinho melhorado ou Ronaldinho Gaúcho piorado. Jogadores com um potencial de habilidade gigantesco, que chegaram a iniciar voos grandiosos, mas abortaram suas missões pelo caminho e não quiseram o protagonismo na história do futebol.

Antes da chuva de criticas mais pesadas, não estou botando os três no mesmo balaio de qualidade, apenas no mesmo balaio da minha frustação versus potencial desperdiçado. Robinho poderia ter sido um grande jogador, não para marcar a história, mas para marcar um periodo em algum clube, já Ronaldinho poderia ameaçar coroas no futebol, marcar de forma inquestionável sua passagem pelo futebol, mas ficou pelo caminho, foi um gigante na história do Barça, mas pelo que fez em pouco tempo, brincou de jogar e não jogar futebol.

Sendo assim, e preparado para uma possível chuva de reclamações, voltemos a Neymar, e dele o que esperar?

Acho que independente de clube, o que Neymar precisa colocar na cabeça é o que ele realmente quer do futebol, ser um grande jogador milionário e muito escalado no videogame ou ousar brigar por algo grandioso no Olimpo do futebol?

Essa é a principal resposta que ele precisa se dar, não precisa contar para mim, para alguém, nem para o paizinho dele, precisa contar para ele e daí em diante seguir sua decisão, se vai ser no PSG, Barça, Real ou algum outro time, tanto faz, a postura daquilo que ele quer é que fará a diferença para sua história.

Neymar tem números impressionantes, ganhou os principais titulos como clube, fez parte da seleção olimpica que conquistou o ouro inédito, tem tudo para individualmente ser o maior artilheiro da história da maior seleção de futebol do mundo, ou seja, tem tudo para estatisticamente marcar seu nome, precisa também mostrar com atitude.

A idade ainda é ótima, com quase 27 anos, ainda tem uma Copa do Mundo em alta performance (quiça duas), e vários anos para firmar de vez seu protagonismo no futebol.

Resta esperar, o que ele quer?

E vocês, o que acham?

O despreparo com a carreira de um jogador

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Eu já desisti que falar que agora vai, agora voltei, ou qualquer coisa do gênero, mas seguimos, sem desistir.

Confesso que é difícil escrever neste momento, porque a cabeça fervilha perante a disputa eleitoral que se aproxima para o nosso país. Mas algumas coisas no paralelo andam me chamando a atenção no futebol nesse ínterim.

A possível volta do Neymar ao Barcelona é uma delas, as outras, juro que tentarei escrever logo, para que elas continuem frescas em nossas memórias. Mas o Neymar voltar ao Barcelona me chamou atenção.

Confesso que já concordei e discordei com a decisão em vários momentos, mas sinceramente, acho que tem mais erros no retorno do que acerto.

Neymar desde sempre sabia que estava indo para Paris, portanto deveria ter ideia de como seria morar lá, como seria o campeonato de lá e as expectativas sobre isso. A Ligue 1 é inferior a La Liga, qualquer pessoa com pouca noção de futebol sabe, ele que adora um videogame, com certeza sabe. Além disso, no próprio videogame que ele tanto joga com os parças, ele sabe que ele saiu de um clube com muito mais tradição e consequentemente com mais chances na Champions League do que o atual clube.

Portanto, quando eu vejo a decisão do Neymar, cada vez mais eu tenho certeza, são pouquíssimos os jogadores que possuem alguma capacidade real de debater sobre sua carreira ou olhar e entender como devem conduzi-la e o pior que normalmente quem está ao lado do jogador para orientar só consegue pensar na próxima transação e quanto ele vai ganhar com isso.

A figura do empresário deveria ser melhor pensada, principalmente pelas pessoas que cercam o jogador, família, amigos, etc (sei que aqui, isso não se aplica ao Neymar). Deve haver a consciência do passo que cada jogador faz ao aceitar uma transação, ir para Islândia, EUA, China ou Casaquistão não pode ser analisado apenas pelo fator financeiro, da mesma forma que ir para Espanha, Inglaterra, Italia ou Alemanha, não vale ir a todo custo pela exposição somente.

Por exemplo, um jogador que reconhecidamente é um grande potencial no Brasil, vale ir muito novo para um Shakthar Donetsk? O time é notoriamente conhecido por fazer jogo duro na hora de vender, ou seja, chances grandes de ficar por muito tempo lá, e aí nem todo mundo é William (Chelsea), alguns podem mofar lá pela Ucrânia e depois não conseguirem nem voltar para um grande clube por aqui.

Jogador de futebol precisaria ter mais cuidado com sua carreira, enxergar melhor as oportunidades para não correr o risco de jogar fora sua carreira que poderia ser tão brilhante.

Como diria Arsene Wenger, alguns jogadores estão aqui pelo dinheiro, outros pela glória. Complementando isso, digo, todo empresário, todo mesmo, inclusive se ele for seu pai, está pelo dinheiro, cabe ao jogador decidir se quer a glória, se gostaria de quando pendurar as chuteiras ser reconhecido por alguma torcida como ídolo, aposto que isso não tem dinheiro que compre.

 

E agora PSG?

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Sei que mencionei no texto anterior sobre alguns times que me causam surpresa em suas campanhas pelo Brasil, mas Setembro é longo e portanto posso falar sobre ao longo do mês.

Contudo, após mais uma partida consistente do Paris Saint Germain, surge a dúvida, até onde o time pode ir?

Tenho minhas dúvidas sempre, porque na hora do vamos ver parece que falta camisa para o time, por melhor elenco que o time tenha. Os azuis de Paris vem com bons times desde a temporada 2012-13, ou seja, essa já é a 6ª temporada dos franceses, sendo que talvez em 15-16, tenha sido o time tão forte quanto.

A diferença é que dessa vez, o time investiu pesado em promessas/realidades que possam se tornar os maiores do mundo.

O PSG até então sempre conseguiu investir forte no time, mas falta alguém diferenciado para o protagonismo, o mais perto que chegou foi na passagem de Ibrahimovic, que apesar de todo o protagonismo e a chuva de gols, parece um jogador fadado apenas o sucesso nacional, ganha tudo no país que joga, mas quase nunca um titulo de competição continental.

A chegada de Mbappe e Neymar visa trazer esse peso, tornar o PSG não apenas grande na França, mas fora dela.

Acho que ainda falta um elenco mais completo dessa vez, a sensação de que alguns setores precisam de seus titulares durante o torneio todo. Principalmente na defesa, o time não possui uma referência embaixo do gol e não tem nenhum reserva de peso na eventual ausência de Marquinhos ou Thiago Silva.

Além disso, existe algo para mim que não se mede e que é difícil comparar, mas é o peso da camisa, a sensação que por melhor que o PSG esteja jogando se cruzar com Bayern ou Real em alguma fase de mata mata da Champions irá sucumbir a tradição alheia.

O PSG precisa ganhar casca, precisa de cruzamentos mais favoráveis ou cruzar com time de camisa, mas sem um elenco tão forte atualmente para ganhar moral, ganhar confiança de que realmente é possível.

Neymar conheceu o caminho da glória no Barcelona, cabe agora exercer o protagonismo para levar o PSG.

Porque na hora do vamos ver, para quem está acostumado a chegar, é mais fácil conduzir o caminho para a vitória, agora para quem não sabe nem o caminho, como já diria a sabedoria popular, qualquer caminho serve, e é aí que mora o perigo.

Qual dupla de laterais você escolheria?

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E ontem a Juventus venceu o Mônaco por 2×0 e também encaminhou sua classificação para a final da Champions, aumentando as chances de enfim, Buffon ter sua carreira coroada com uma “orelhuda”.

Os dois gols saíram de forma estatística do mesmo jeito, assistência de Daniel Alves, gol de Higuain.

Só que além das assistências, a vitória de ontem fez Daniel bater um recorde, o lateral passou a ser o jogador brasileiro com mais jogos pela principal competição de clubes do mundo, com 142 partidas. Ele ultrapassou Roberto Carlos que possui 141 partidas.

Além disso, Daniel pode ao final dessa temporada se tornar o jogador com o maior números de títulos, superando Ryan Giggs.

E aí, comecei a especular em minha mente, e avancei além da disputa entre Daniel Alves e alguém, aproveitando a também excelente temporada de Marcelo fui mais longe na minha provocação do dia, meu debate é, qual dupla é melhor: Cafu e Roberto Carlos ou Daniel e Marcelo?

Sinceramente, a três anos, eu consideraria lunático levantar tal possibilidade, contudo aquele combo futebol apresentado + números, começam a saltar para a comparação.

Mundialmente falando, a dupla atual é maior, nacionalmente que a questão ainda esbarra, principalmente pelo lado direito. Porque?

Pelo lado esquerdo, a carreira de ambos é similar, inclusive o clube onde estão fazendo história, a diferença é uma Copa do Mundo, não que seja pouco, mas a história de ambos é parecida.

Já na direita, a relação é inversamente proporcional e talvez seja o orientador para escolher uma dupla ou outra, Cafu tem uma história incrível na seleção, é quem mais vestiu a camisa, é o único a jogar três finais consecutivas de Copa do Mundo e enquanto estava em plena forma, era intocável na lateral. Como jogador foi bem, mas sem grande destaque.

Enquanto Daniel, foi ok na seleção e monumental por clubes, ganhou tudo pelo Barcelona, teve passagem formidável por Sevilla e segue importantíssimo na Juventus. Não à toa, os números que mencionei acima o credenciam como.

Como eu sempre digo, é preciso esperar a carreira de um jogador acabar para dimensionar exatamente o tamanho dela, até porque Marcelo e Dani podem ainda beliscar uma Copa no ano que vem, quem sabe.

Mas acima de tudo, fica o exercício de pensar, se você fosse montar uma seleção e tivesse que escolher uma única dupla para compor o seu time, quem seriam os eleitos, Dani e Marcelo ou Roberto e Cafu?

Eu escolheria a atual.

 

Simeone e todo o futebol

SPAIN SOCCER PRIMERA DIVISION

E Simeone mais uma vez vê o sonho da Champions ficar distante. E pela quarta vez seguida o algoz é o rival de Madrid, o Real. A vitória por 3×0 no Santiago Bernabéu coloca as chances do time do Vicente Calderon como mínimas.

Diferente das outras vezes. por enquanto foi apenas o jogo de ida, e o Real foi letal, venceu com um triplete de Cristiano e encaminhou mais uma vez aos merengues para a final.

É possível a virada? É. Vai acontecer? Acho dificílimo, só não digo impossível porque é futebol, mas eu ficarei perplexo se o Atlético avançar.  Será maior que o feito do Barcelona nessa mesma Champions.

Contudo, diferente das demais eliminações, essa parecia aquela onde o Atlético chegava “mais inteiro” ou mais confiante, se preferir. Durante todas as outras campanhas, tudo pareceu muito sofrido para Diego Simeone e companhia, a sensação é que era proibido ser fácil e não que tenha sido dessa vez, mas a confiança adquirida nesses últimos anos parece ter refletido na atuação do time, os duelos foram árduos, mas o time não parecia fazer uma força colossal para vencer.

E eis que nessa hora o futebol mostra suas facetas, como disse no texto de ontem sobre a declaração de Eduardo Baptista, não tem culpado, nem errado, o Atlético não achou seu jogo ontem, o Real sim e ainda teve seu astro maior extremamente decisivo. Cristiano Ronaldo não está brilhando esse ano, mas está decidindo no momento que o time precisou, foram 8 gols dos últimos 9 do time na Champions. É disparado o maior artilheiro da Champions na fase de mata mata, são 52 gols contra 37 de Messi e depois dos dois, o mais próximo é Thomas Muller com 19.

O Atlético mostrou que o planejamento, a tática e a técnica são primordiais para te levar nos últimas quatro edições de Champions, a duas finais, uma quartas e uma semi (podendo com um milagre virar final), mas o timing, o instante do jogo tem feito a diferença entre tornar o Atlético um campeão ou não.

O futebol tem sido levemente ingrato com o Atlético por não coroar o time com essa conquista da qual ele tem passado tão perto, mas ao mesmo tempo tem sido fabuloso ao permitir a uma torcida que não imaginava viver esse momento, viver por quatro temporadas seguidas.

Como diria, um “sábio mestre”, a bola dá, a bola tira.

E vocês acham que ainda dá para o Atlético?