Dança dos técnicos…

Meus caros leitores, sempre foi meio doentio a minha fixação em guardar escalações, datas e qualquer outro detalhe que acerca o futebol, diria que “um dia quero ser igual ao PVC”. Me vi pensando sobre os técnicos atuais de cada time e descobri que fazia tempo que não via tanta gente boa dirigindo os clubes. Ou seja, outro fator de equilíbrio nesse campeonato.

Hoje é difícil dizer quem é o melhor técnico em atividade, se abrirmos uma enquete, veremos o quão equilibrado é isso, na minha opinião é inegável que Silas seja o melhor do Brasileirão, pois tornou uma interrogação como a grande sensação do campeonato.

Mas dizer que Silas é o melhor técnico em atividade já é exagero, como não pensar em Andrade, o excelente trabalho que vem sendo realizado no Flamengo que pode coroá-lo com o título é fruto da sua inteligência como jogador.

E Ricardo Gomes que pegou um São Paulo viúvo do seu treinador tricampeão e reergueu o time, mostrando que existem vários caminhos para o mesmo fim que é o título. Assim como Celso Roth, que vai ano, vem ano, nunca cai no gosto de nenhuma torcida, levou um time até então desacreditado a disputar uma vaga no G4.

Adilson Batista é outro que a torcida vive em clima de tensão, mas como reclamar de um treinador que ligou o “nitro” do time no returno, e hoje o time volta a sonhar com Libertadores, como esquecer de Mano que segue intocável devido aos títulos do primeiro semestre, aliás Mano cria outra divisão, as dos técnicos copeiros e de pontos corridos.

No segundo quesito, Muricy Ramalho ainda é considerado o rei, suas recentes conquistas o credenciaram a esse título. Assim como Mano parece ser o rei dos mata-matas.

Tem aqueles que recuperaram um pouco de prestígio, como Cuca que vinha desacreditado, mas junto com a epopéia que o Fluminense vem desenhando, vem ganhando gás novo, assim como o bom e velho Delegado Lopes que soube arrumar a cozinha no Atlético-PR que parecia irremediável.

Assim como no futebol tem aqueles que ainda ninguém arrisca nada, nesse grupo estão, Marcelo Róspide, Mario Sérgio e Estevam Soares. Aqueles que viraram eternas promessas: Ney Franco, Vagner Mancini e Hélio dos Anjos e por último e não menos importante a categoria ex-técnico em atividade que incluo Vanderlei Luxemburgo, não questiono sua capacidade técnica, mas é nítido que o ex-técnico do Real Madrid abdicou de ser técnico.

Menção honrosa aos quatro técnicos que subiram para Série A, parabéns a Dorival Junior (Vasco), Vadão (Guarani), PC Gusmão (Ceará) e Artur Neto (Atlético-GO), todos disputaram a Série B inteirinha, mostrando a importância de acreditar em um trabalho do começo ao fim.

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