Tem gente que não entende o futebol…

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Ontem foi aniversário do Rei e também o dia que vi a virada mais épica da minha vida, não sei quando verei alguém tirar 4×0 contra e fazer 6 no jogo de volta, como fez o Guarani, ainda mais para um time que também foi buscar um 3×1 para ir as finais.

A história completa dessa saga deixarei para outra hora, deixa a final acontecer e voltamos a contar a epopéia completa do Bugrão.

Sobre o aniversário do rei, recomendo a todos a lerem um texto que fiz no passado sobre isso, clique para ler.

Porém, entre essas duas histórias maravilhosas que relembram o quanto o futebol é mágico, outras duas vieram na contramão para tratar o torcedor da pior forma possível e mostrar que a preguiça, a falta de compromisso e o desleixo ainda tomam conta de alguns setores.

Primeiro foi o absurdo bloqueio feito nas proximidades do Allianz Parque, só quem estava com ingresso poderia passar pelo bloqueio, acabando com a bela festa feita pela torcida antes do jogo começar, até porque nem sempre toda a torcida vai para o estádio, as vezes a grana tá curta, ou o ingresso acabou, nem por isso, eles não podem se reunir para ver os amigos, criticar aquele volante, elogiar aquela promessa, chamar o treinador de teimoso, etc.

Depois, a atitude da polícia carioca ao colocar os 3 mil corintianos todos sem camisa, conforme a foto acima, como se uma revista de presídio ocorresse, algo completamente desproporcional para humilhar todos em detrimentos de alguns marginais.

Por fim, chegamos ao ponto principal, essas duas medidas foram feitas para coibir violência. Uma eventual que poderia ocorrer próximo ao estádio palestrino e a que realmente aconteceu inclusive contra um PM dentro do Maracanã.

A questão que fica é sempre a mesma, quando realmente vamos mergulhar no tema profundamente e criar leis sérias para punir os bandidos, parece chover no molhado, é sempre bater na mesma tecla. Generalizamos a torcida, abandonamos elas e entregamos na mão da criminalidade, não punimos realmente, porque é interessante manter esse sistema e por fim vamos matando aos poucos a festa do futebol.

Quando realmente cuidarmos do nosso patrimônio, imagina só, até duas torcidas misturadas no estádio será possível, porque os bandidos ou estarão presos, ou estarão com medo de sofrerem a punição que realmente aconteceria.

A semana terminou linda, a virada do Bugre é de lavar a alma de ver que o futebol é caprichoso e incrível, mas tem gente afim de atrapalhar demais isso.

E se o campeonato acabasse na 23ª rodada?

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O Corinthians terminaria campeão fazendo um clássico divertidíssimo.

O jogo no Allianz Parque foi eletrizante, um primeiro tempo a 220 volts, onde a empolgação e vontade de ambos foi tanta que sobraram buracos e falhas na defesa. Não acho que tenha sido o melhor jogo do campeonato, mas foi o mais legal até agora.

O Galo seria o vice campeão com uma vitória tranquila sobre o Vasco. Que segue sua campanha sofrível no Brasileirão, Eurico já pensa em montar na Sibéria um pojetu com Luxa para ser campeão por lá.

O G4 seria completado por Grêmio e São Paulo, o tricolor gaúcho vai surpreendendo o blogueiro aqui, Roger vai se mostrando uma grata surpresa e o time tem conseguido com elenco justo manter um bom ritmo e segue na zona de classificação para a Libertadores. Da mesma forma o tricolor paulista, Osório enfim chegou ao G4, assim como Roger, com elenco limitadíssimo, El Profe vai fazendo o Sâo Paulo crescer e continuar sonhando com Libertadores.

Na zona intermediária, destaque para o Fla x Flu, nem tanto pela vitória em si, mas pela situação de ambos. O Flamengo vive o efeito Oswaldo, onde ele ganha as cinco primeiras depois sabe-se lá o que virá, já foram 4 vitórias seguidas que colocam o clube pertissímo do G4.

Já o Flu amarga a quarta derrota consecutiva, Enderson começa a passar de promessa do banco para um técnico mediano, o Flu que chegou a cogitar brigar com o Corinthians agora despenca ladeira abaixo na tabela.

E para fechar, na zona da confusão, o cenário fechou, com a chegada de Mano, o Cruzeiro irá subir a tabela e portanto, a briga pelas três vagas restantes na Série B é da Ponte para baixo. Três vagas, porque o Vasco já foi, agora resta saber quando Eurico irá para a Sibéria.

A 23ª rodada terminou com 3 vitórias dos mandantes, 3 dos visitantes e 4 empates. Foram 28 gols, e o destaque foi William Bigodinho, seu reencontro com Mano Menezes teve muito amor envolvido, muita alegria para o meu time do Cartola e quatro gols marcados.

E o brasileiro comprou a Arena!

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Em matéria recente da ESPN, foi apurado que as médias de público nas consideradas “Arenas” estão elevadas e disputando com as principais ligas do mundo.

No Brasil temos 14 arenas, as 12 que foram utilizadas na Copa do Mundo mais Allianz Parque (Palmeiras) e a Arena do Grêmio.

A média do Brasileirão antes do início da 16ª rodada é de quase 16.000 pessoas por partida, quando isolamos as arenas essa média sobe para pouco mais de 23 mil pessoas. Média que entre os principais campeonatos europeus ficaria atrás apenas de Alemanha (43.532), Inglês (36.176) e Espanhol (26.719).

Se olharmos só a média das não arenas, o número cai para pouco mais de 10.000 pessoas.

Mais do que os números em si, o mais legal de ver esse sucesso é perceber que aquela velha máxima de que o brasileiro não iria comprar os ingressos caros dessas Arenas e blablabla, caiu por terra.

O brasileiro sabe valorizar um produto diferenciado, entende o preço agregado dele. O conceito de preço justo é percebido pelo cliente.

A questão agora é a continuidade, sentar no sucesso da novidade da arena não sustentará o modelo de negócio é preciso que as arenas ofereçam entretenimento, plano de sócio torcedor que fidelize. São regras simples, parecem quase triviais, mas que os clubes ainda não parecem tão certos dessas ações.

O brasileiro comprou a Arena, mas vai querer usar ela cada vez mais, os clubes precisam se preparar.