O melhor dos clássicos!!

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E ontem dois clássicos agitaram o futebol brasileiro, clássico com os quatro clubes com as maiores torcidas do Brasil, Flamengo, Corinthians, São Paulo e Vasco.

Entre todas as pataquadas da arbitragem, o que mais deu o que falar foi a comemoração de Maicon, zagueiro do São Paulo que abriu o placar em um Majestoso que foi mais horroroso do que majestoso.

Na comemoração, Maicon fez uma provocação ao rival Corinthians, tal qual o famoso porquinho de Viola. Sabiamente, o jogador após a partida evitou entrar em polêmica e não assumiu o motivo óbvio da comemoração afim de evitar qualquer punição dos aparecidos dos tribunais desportivos.

E logicamente reacendeu o debate de como estamos policiando demais o futebol ao invés de permitir essas manifestações tão naturais e se alguém se exceder seja dentro ou fora de campo ter a sanção correta e aplicada.

O que mais gostei na situação toda é como o time do Corinthians está lidando com tudo isso, talvez até por não ter percebido na hora, o time tem dado declarações com muita boa esportividade e estimulando a continuação disso de forma sadia, prometendo troco e mais comemorações provocativas nos próximos duelos.

Futebol precisa disso, apesar de ter várias ressalvas contra a atitude em campo de Felipe Mello, suas frases provocativas e seus gestos tem resgatado um pouco disso, o futebol na rua é isso. Quem nunca mandou mensagem mexendo com o amigo após uma vitória, quem nunca compartilhou diversos memes nos grupos de whatsapp, e o melhor quem nunca fez isso e estava ali tomando uma cerveja com o amigo e rindo das brincadeiras.

Futebol é um esporte e tal como tal tem a parte séria da competição, da disputa por título, do respeito pelo adversário que é companheiro de profissão, entre outras coisas, e tem também a brincadeira, a aposta valendo almoço, a aposta valendo ajudar uma instituição de caridade, a comemoração do gol e se possível no dia seguinte, um abraço celebrando a paz.

Sou contra a expressão pelo fim do futebol moderno, sou a favor da modernização sempre do futebol, mas com o respeito e a manutenção de seus valores e cultura.

Brincadeiras e comemorações criativas fazem parte da cultura do futebol, assim como bandeiras e tudo mais.

 

Restam 08 na Champions

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E saiu o sorteio das quartas de final da Champions.

Dois grandes clássicos e dois interessantes cruzamentos. Vamos a análise do CMC10, eu sinceramente fui surpreendido com o avanço de Leicester e Mônaco, os demais estavam dentro da minha expectativa antes dos cruzamentos iniciarem, apesar de ter achado impressionante a virada que o Barcelona conseguiu.

Bom vamos a análise, no confronto, o segundo time é aquele que decidirá em casa.

Atlético de Madrid x Leicester: Um duelo formidável, porque permite ao time inglês continuar sua epopeia, o Leicester sempre jogará sem a bola e daqui para frente todos os rivais serão pressionados (por causa do tamanho e história) a atacar o Leicester o que colocará o time na condição que ama, contragolpear seus rivais. Para o time de Simeone que sempre se acostumou a “ser Leicester” nessas fases da Champions, será oportunidade de mostrar que também pode propor o jogo.

Time por time, o espanhol é muito melhor, mas algum quê de místico me diz que o Leicester estará entre os 4 melhores da Europa.

Dortmund x Mônaco: Promessa de chuvas de gols, dois times com proposta ofensivas e que tem tudo para ser o jogo mais divertido das quartas. Os franceses que eliminaram Pep e City seguem com seu ataque devastador e surpreendem, já os alemães se acostumaram a ser uma pedra no sapato nas últimas edições, sempre chegando.

Aposto que o Dortmund avance, mas com um duelo agregado de 8×7, 7×6, com muitos gols com certeza.

Bayern Munchen x Real Madrid: Que confronto! Dois gigantes europeus, talvez junto de Milan, os maiores vencedores da história européia, duas seleções que se enfrentaram em 180 minutos, do lado alemão, Ancelotti estava a pouco tempo em Madrid com grande parte dos mesmos jogadores que lá estão, conhece muito do rival e é um especialista em Champions.

Duas camisas pesadíssimas, principalmente a branca, mas vou arriscar em apostar nos alemães, páreo duríssimo, mas acho que a tranquilidade do Bayern no campeonato nacional permite uma preparação mais adequada para o confronto, enquanto o Real também quer La Liga e ela está acirrada.

Juventus x Barcelona: Outro daqueles duelos espetaculares, a solidez da defesa da Vecchia Signora contra o trio MSN, “os futuros” Bolas de Ouro, Neymar x Dybala, o reencontro de Daniel Alves com o Barcelona. E o a sonhada busca por uma Champions do monstro Gianluigi Buffon.

O fato do segundo jogo ser na Catalunha pode jogar a favor do Barça, contudo o time italiano tomou apenas 2 gols em 8 jogos, números de extremo respeito e que credenciam o time para a busca por essa taça inédita para o seu goleiro.

Apesar de toda empolgação na Espanha diante do 99% de fé, vou arriscar mais uma vez e apostar que a Juve avança no duelo.

Portanto, na semi, no meu palpitômetro, teremos Leicester, Dortmund, Bayern e Juventus.

E para vocês?

 

 

Zequinha começa a desbravar o país

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Agora Zequinha tinha empresário e mais do que isso, precisava achar um novo clube para jogar, já que onde ele atuava iniciava as obras para virar um shopping center.

Enquanto isso, Teixeirinha acionava seus contatos para ver onde Zequinha teria mais chances de jogar como titular e qual time jogaria os campeonatos mais promissores. Depois de muita conversa, ele chegou em uma conclusão, iria levar para um time próximo da capital (cerca de 80km), lá Zequinha seria quase titular absoluto e o time tem conseguido o direito de disputar dois campeonatos nacionais de muita visibilidade, além de um torneio nos EUA.

Teixerinha chegou para contar a novidade para a família, com todo o discurso pronto e sobre a importância que aquilo teria para Zequinha na sua ainda iniciante carreira como jogador, Seu Silva achou tudo maravilhoso, ficou empolgado, pensou em mudar de cidade para acompanhar o filho e a alegria que seria pensar que o filho iria para o exterior.

Foi quando veio o primeiro conflito, Dona Marluce não gostou da ideia de mudar de cidade, ficar longe da família ou então deixar o filho ir sozinho para outra cidade, após Teixeirinha ir embora, a discussão começou dentro de casa, depois de muitos argumentos de ambos os lados chegaram a uma conclusão, Seu Silva iria com Zequinha para conhecer a cidade e ver se era possível se estabilizar por lá, depois decidiriam se mudariam em definitivo.

Só depois de muita discussão que se deram conta que ninguém tinha contado para Zequinha que ele iria embora da cidade, que ficaria longe de seus amigos, da escola e de tudo que estava acostumado.

Zequinha demorou para compreender exatamente aquela decisão, até porque a rotina dos últimos anos entre escola-time tinha sido tão sacrificante que os amigos, o bairro e etc tinham ficado em um imaginário distante, ele já sentia que aquilo não fazia mais parte dele.

Zequinha continuava obcecado por entender o que seu pai tinha dito, sobre o futebol ser aquilo é mais um monte de coisa, então ir para outra cidade fazia parte desse entendimento, o menino tinha cada vez mais certeza de que entender aquela sentença que Seu Silva proferiu era a razão dele. Portanto, acho normal a mãe querer tempo para definir onde moraria em definitivo.

O que Dona Marluce não sabia era que pelos próximos vinte anos, o que eles menos teriam era um lugar fixo para chamar de lar e que aquela cidade próxima da capital surgiria como um porto seguro mais para frente.

Capítulo 5 – Zequinha e seu primeiro empresário

O Caso Bruno e o lado do muro

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(Foto: Bernardo Pombo e Luiz Cláudio Amaral)

Passei o final de semana inteiro pensando sobre o ocorrido e não cheguei a uma conclusão, portanto quero dividir com vocês para ver o que vocês acham.

Sim, estamos falando de tudo que anda cercando o ex-goleiro do Flamengo, Bruno.

Ele que foi preso em 2013 e condenado a 22 anos e 3 meses de prisão por homícidio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cádaver. A história que envolve ele, Macarrão e Eliza Samudio tomou conta dos noticiários no início de 2013.

Depois que 4 anos recém completados, quase 1/5 da pena total e quase 1/4 da pena em regime fechado, Bruno conseguiu um Habeas Corpus que permite que tenha liberdade condicional.

E então, Bruno resolveu tentar retomar a única profissão que aprendeu na vida, ser jogador de futebol, mas especificamente, como goleiro. E tão logo saiu, conseguiu vaga no Boa Esporte, clube de Minas Gerais que atenderia a demanda dele de continuar no estado e com projeção já que o time encontra-se na Série B do campeonato nacional.

Nem bem foi anunciado, o muro foi levantado, ou é um absurdo ele conseguir trabalhar, ou é legal ver o cara reconstruir sua vida.

Então, chegamos ao dilema, nesse mundo tão polarizado, onde você precisa escolher entre coxinha e mortadela, feminista ou machista, armado ou desarmado e etc. A falta de sensibilidade em entender o todo é latente nos dias atuais.

Sinceramente, não conheço Bruno, tampouco tenho alguma referência de alguém que conhece para dizer coisas boas ou ruins a seu respeito. Contudo, quero fazer algumas provocações.

Será que a revolta seria igual, se fosse uma figura não pública, ou melhor se o crime fosse lavagem de dinheiro de centenas de milhões, ou se desviasse todo o dinheiro da merenda escolar, qual seria o grau da revolta?

É tão absurdo acreditar na regeneração do ser humano, será mesmo que nunca aprendemos nada quando sofremos a punição devida?

E por fim, será que a revolta contra Bruno deve ser direcionada a ele ou ao nosso sistema judiciário? Do ponto de vista prático, o Brasil entendeu que ele já cumpriu o que devia, portanto tem direito a recomeçar.

Sobre a intenção do BOA esporte é sempre difícil, porque é um risco enorme de dar errado, como parece que vem acontecendo, o time está perdendo patrocinadores do clube.

Por fim, sobre tomar um lado da história, acho que eu topo ir para o lado da segunda chance, mas nesse caso, pretendo ficar bem perto do muro, caso perceba que ele jogou fora a segunda chance da vida.

Chape uma vitoria na Libertadores e a certeza de um sucesso de reconstrução

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E ontem foi dia de ver a Chape estrear no Copa Bridgestone Libertadores.

Como é bom ver essa história sendo reconstruída e o time como um todo reagir tão rápido, não podemos esquecer que tragédia a parte, estamos falando de um time que foi completamente reconstruído, jogadores que pouco jogaram juntos e pouco conheciam a Chapecoense em si.

Um clube tem seu estilo, sua cultura, a população e torcida que o cercam e tem sua história, entender tudo isso é fundamental para que o time dê liga, renda rápido e traga os resultados esperados.

E a mobilização em Chapecó e dar orgulho e virar case para qualquer empresa do mundo, falamos do Japão e sua velocidade de reconstrução após tragédias naturais, mas o time de Santa Catarina faz muito bonito nesse processo.

E a seleção foi muito criteriosa, apesar da “boa vontade” de todo mundo em ajudar, a Chape soube se posicionar e equilibrar a ajuda desorientada com peças que realmente fizessem sentido para compor o elenco.

Ontem o time viveu bem o clima Libertadores, um campo em péssima condição que parecia ter um córrego em cada lado do campo, arbitragem quase sempre caseira, lances de força desproporcional do rival e muita pressão da torcida adversária.

Mas a Chape foi valente e teve estrela, o jogo está enroscado, ninguém se impondo, mas as poucas chances apareciam pelo lado da casa, até que uma bola parada, trouxe Reinaldo, um lateral caricato com passagem pelo São Paulo e que está emprestado, resolveu pegar a bola no lugar do batedor oficial, Luis Antônio (emprestado pelo Flamengo), e bater fechado demais no primeiro pau, fechado o suficiente para que surpreendesse o zagueiro que não conseguiu chegar a tempo para tirar e viu sair o primeiro gol do Índio Condá.

Um gol chorado, atípico, surpreendente, assim como a história que a agremiação vem escrevendo, a partir daí, o jogo melhorou, os comandados de Mancini se soltaram e começaram a produzir mais que os venezuelanos, podia ter ampliado ainda no primeiro tempo, mas não soube acertar o passe final.

No segundo tempo, o Zulia, voltou com impeto, mas aos poucos a Chape foi ensaiando os contra golpes e controlar o jogo até que veio o 2×0 , porém aquela relaxada natural (que não deveria) trouxe um gol do Zulia que passou a pressionar a Chape nos minutos finais.

Por fim, a Chape segurou o placar e teve um importante resultado para o seu início na Libertadores, para quem está vencendo tantas batalhas, até que a estreia na Libertadores foi tarefa fácil.

Zequinha e seu primeiro empresário

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Zequinha já se tinha completado seus 14 anos e seu nome já era lembrado por alguns olheiros nos campeonatos do time, era um menino que despertava interesse, não chegava a ser aquele fenômeno que por vezes surgem nos terreirões do nosso país, mas tinha muito potencial.

Só que nesse início de ano, os olhos das pessoas não miravam dentro de campo e sim fora, Benedito, o grande mecenas que mantinha a estrutura do clube para os meninos jogarem tinha deixado a Terra 3 meses atrás, já idoso, resolveu buscar o sono profundo ao continuar lutando contra um pulmão que insistia em derrubá-lo.

O clube ficou na mãos dos filhos, filhos estes que nunca se interessaram pelo time, tampouco apareciam para dar as caras, o cenário era nítido, os filhos não iriam continuar com o clube, a esperança era que outro mecenas se interessasse e assumisse o time para dar continuidade ao projeto, mas o local onde o campo estava era muito bem localizado e o boom imobiliário foi mais agressivo e rápido na busca pelo terreno.

Os filhos sem nenhuma ponta de remorso venderam o terreno e foram viver de renda, algo que seu pai nunca precisou oriundo do campo. Nem de público, nem de dinheiro.

Seu Silva se viu na encruzilhada que ele retardou e sabia que teria que enfrentar em algum momento, negociar seu filho com um empresário. Sim, para ele esse era o termo, N E G O C I A R, perder o direito tanto dele quanto do próprio filho em decidir sobre os próximos passos, mas para o sonho continuar era necessário.

Seu Silva foi atrás de Teixeirinha, muito conhecido no meio por levar os garotos com “carta de recomendação” para os grandes clubes da cidade e conseguir com bom percentual uma chance para eles atuarem pelo menos por uma temporada nos mesmos, chance rara para um garoto aproveitar e mostrar o seu potencial.

O que Seu Silva não esperava, porque nunca teve o interesse de escutar é como seria essa proposta, Teixeirinha disse para Seu Silva ficar tranquilo que poderia voltar a procurar um trabalho, porque daqui pra frente, todos os custos com Zequinha seriam dele, inclusive daria uma ajuda de custo de R$ 200,00 por mês.

A condição, o pai entregar 100% do filho para a gestão do empresário. Seu Silva no alto da sua inocência não imaginava o que aquilo significaria, para ele aquilo era um ato de tanta benevolência que ele ficou se perguntando porque não tinha feito isso antes, todas as despesas que tinha tido até então e de repente, Teixeirinha não só vai arcar com tudo isso, como irá dar uma ajuda de custo, é pra glorificar de pé.

E assim Seu Silva entregava Zequinha para o seu primeiro e duradouro empresário, com a certeza de que tinha feito o primeiro grande negócio da carreira do futuro craque Zequinha.

Capítulo 4 – Zequinha, seu primeiro treino e sua infância