Zequinha e seu novo time

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E Zequinha chegou na nova cidade, de cara ele achou muito engraçado, porque lembrava muito quando eles iam na casa dos avós, muitas praças, cavalos andando na rua, poucos carros, e muita casa ao invés de prédio.

Zequinha então foi direto ao local do time, que possuia uma estrutura integrada, campos para treinamento, refeitório imenso, sala de ginástica, piscina, além de vários quartos para moradia, o clube permitia que o “atleta” morasse com o pai durante os primeiros meses.

Zequinha ficou impressionado com o tamanho de tudo aquilo, era tudo muito grande, para sair daquele ambiente era quase uma viagem de volta para a cidade, Zequinha conseguiu conhecer alguns lugares, mas o dia já ia anoitecer e vários lugares ele só iria conhecer com o tempo. ele e seu pai se dirigiram ao refeitório para o jantar, comida boa, não igual da mãe, mas boa e depois ficou no salão de jogos com outros garotos, aprendendo a jogar pebolim.

O dia seguinte foi ainda de apresentações, principalmente para os novos companheiros de time e de treino coletivo, um jogo treino foi feito para que Zequinha pudesse ser inserido e testado junto com a equipe, até porque daqui 45 dias ele teriam um torneio.

O treino transcorreu bem, Zequinha fez o que foi pedido, porém sentiu muito mais dificuldade com a execução das ações, pois os meninos do time adversário pareciam correr mais, então dificilmente ele ficava no mano a mano para partir para cima do adversário.

Zequinha, sentiu que o jogo era um pouco diferente que teria poucas oportunidades para driblar, que precisaria achar outras soluções para conseguir sucesso. Zequinha ainda não tinha esse pensamento estruturado, era apenas uma sensação e mesmo quando escutasse as orientações do treinador, ainda ficaria confuso por muitas vezes.

Ao final do primeiro treino, o treinador, Seu Santana, avaliou bem Zequinha, mas falou que o menino precisaria entender mais o que ele esperava de execução durante o jogo, Zequinha iria para o torneio, mas como disse Santana, seria sua arma para o segundo tempo.

Zequinha caminhando para seus 15 anos, não entendia como podia ser bom ser uma arma para o segundo tempo, bom era ser arma para o jogo todo, Zequinha iria dormir confuso até o início do torneio, só no segundo jogo do torneio aquilo poderia começar a fazer sentido, por enquanto, só atrapalharia o sono mesmo.

Enquanto isso, seu Silva dormia pesado em uma cama de solteiro depois de quase 20 anos dormindo com Dona Marluce.

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Zequinha começa a desbravar o país

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Agora Zequinha tinha empresário e mais do que isso, precisava achar um novo clube para jogar, já que onde ele atuava iniciava as obras para virar um shopping center.

Enquanto isso, Teixeirinha acionava seus contatos para ver onde Zequinha teria mais chances de jogar como titular e qual time jogaria os campeonatos mais promissores. Depois de muita conversa, ele chegou em uma conclusão, iria levar para um time próximo da capital (cerca de 80km), lá Zequinha seria quase titular absoluto e o time tem conseguido o direito de disputar dois campeonatos nacionais de muita visibilidade, além de um torneio nos EUA.

Teixerinha chegou para contar a novidade para a família, com todo o discurso pronto e sobre a importância que aquilo teria para Zequinha na sua ainda iniciante carreira como jogador, Seu Silva achou tudo maravilhoso, ficou empolgado, pensou em mudar de cidade para acompanhar o filho e a alegria que seria pensar que o filho iria para o exterior.

Foi quando veio o primeiro conflito, Dona Marluce não gostou da ideia de mudar de cidade, ficar longe da família ou então deixar o filho ir sozinho para outra cidade, após Teixeirinha ir embora, a discussão começou dentro de casa, depois de muitos argumentos de ambos os lados chegaram a uma conclusão, Seu Silva iria com Zequinha para conhecer a cidade e ver se era possível se estabilizar por lá, depois decidiriam se mudariam em definitivo.

Só depois de muita discussão que se deram conta que ninguém tinha contado para Zequinha que ele iria embora da cidade, que ficaria longe de seus amigos, da escola e de tudo que estava acostumado.

Zequinha demorou para compreender exatamente aquela decisão, até porque a rotina dos últimos anos entre escola-time tinha sido tão sacrificante que os amigos, o bairro e etc tinham ficado em um imaginário distante, ele já sentia que aquilo não fazia mais parte dele.

Zequinha continuava obcecado por entender o que seu pai tinha dito, sobre o futebol ser aquilo é mais um monte de coisa, então ir para outra cidade fazia parte desse entendimento, o menino tinha cada vez mais certeza de que entender aquela sentença que Seu Silva proferiu era a razão dele. Portanto, acho normal a mãe querer tempo para definir onde moraria em definitivo.

O que Dona Marluce não sabia era que pelos próximos vinte anos, o que eles menos teriam era um lugar fixo para chamar de lar e que aquela cidade próxima da capital surgiria como um porto seguro mais para frente.

Capítulo 5 – Zequinha e seu primeiro empresário

Zequinha e seu primeiro empresário

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Zequinha já se tinha completado seus 14 anos e seu nome já era lembrado por alguns olheiros nos campeonatos do time, era um menino que despertava interesse, não chegava a ser aquele fenômeno que por vezes surgem nos terreirões do nosso país, mas tinha muito potencial.

Só que nesse início de ano, os olhos das pessoas não miravam dentro de campo e sim fora, Benedito, o grande mecenas que mantinha a estrutura do clube para os meninos jogarem tinha deixado a Terra 3 meses atrás, já idoso, resolveu buscar o sono profundo ao continuar lutando contra um pulmão que insistia em derrubá-lo.

O clube ficou na mãos dos filhos, filhos estes que nunca se interessaram pelo time, tampouco apareciam para dar as caras, o cenário era nítido, os filhos não iriam continuar com o clube, a esperança era que outro mecenas se interessasse e assumisse o time para dar continuidade ao projeto, mas o local onde o campo estava era muito bem localizado e o boom imobiliário foi mais agressivo e rápido na busca pelo terreno.

Os filhos sem nenhuma ponta de remorso venderam o terreno e foram viver de renda, algo que seu pai nunca precisou oriundo do campo. Nem de público, nem de dinheiro.

Seu Silva se viu na encruzilhada que ele retardou e sabia que teria que enfrentar em algum momento, negociar seu filho com um empresário. Sim, para ele esse era o termo, N E G O C I A R, perder o direito tanto dele quanto do próprio filho em decidir sobre os próximos passos, mas para o sonho continuar era necessário.

Seu Silva foi atrás de Teixeirinha, muito conhecido no meio por levar os garotos com “carta de recomendação” para os grandes clubes da cidade e conseguir com bom percentual uma chance para eles atuarem pelo menos por uma temporada nos mesmos, chance rara para um garoto aproveitar e mostrar o seu potencial.

O que Seu Silva não esperava, porque nunca teve o interesse de escutar é como seria essa proposta, Teixeirinha disse para Seu Silva ficar tranquilo que poderia voltar a procurar um trabalho, porque daqui pra frente, todos os custos com Zequinha seriam dele, inclusive daria uma ajuda de custo de R$ 200,00 por mês.

A condição, o pai entregar 100% do filho para a gestão do empresário. Seu Silva no alto da sua inocência não imaginava o que aquilo significaria, para ele aquilo era um ato de tanta benevolência que ele ficou se perguntando porque não tinha feito isso antes, todas as despesas que tinha tido até então e de repente, Teixeirinha não só vai arcar com tudo isso, como irá dar uma ajuda de custo, é pra glorificar de pé.

E assim Seu Silva entregava Zequinha para o seu primeiro e duradouro empresário, com a certeza de que tinha feito o primeiro grande negócio da carreira do futuro craque Zequinha.

Capítulo 4 – Zequinha, seu primeiro treino e sua infância

Zequinha, seu primeiro treino e sua infância

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E a rotina de treinamento começou a cansar Zequinha, quando foi aprovado, não tinha ainda a real noção do que seria ficar treinando em um clube, achou que tudo era jogo, que era só dividir os times e ir jogar bola.

Mas não, tinha treino de finalização, treino de toque de bola, treino físico, treino, treino e treino.

Zequinha ficava exausto e ainda por cima, quando chegava em casa, só tinha tempo de tomar banho, almoçar e ir para a escola, quando chegava da escola, era jantar, fazer lição de casa, outro banho e dormir, porque o dia ia começar cedo no outro dia.

Depois de quase seis meses, nessa rotina surgiu um campeonato para eles participarem, aquela euforia e um pedido do clube para que os pais comparecessem no dia seguinte para uma conversa com o treinador sobre como funcionaria o campeonato (em português claro, quanto ficaria para cada menino participar, a título de ajuda de custo).

E lá se foi Seu Silva para conversar com o treinador, entre uma promessa e outra, das oportunidades de Zequinha no campeonato, das dificuldades que eles tinham para contratar ônibus, lanche e hospedagem para os meninos, veio o pedido, R$ 150,00 para a inscrição de Zequinha. Seu Silva não demonstrou nenhuma reação na hora, mas sabia que esse dinheiro não existia em lugar nenhum das suas economias.

Voltou para casa em silêncio, apenas dividindo com Zequinha que ele precisava escutar o que o treinador diz e que não necessariamente ele ia jogar sempre, porque todo mundo precisa jogar.

Seu Silva chegou e conversou com a mulher sobre o dinheiro, começaram a fazer conta e conseguiram juntar uma parte, quase metade, mas o restante não tinha mas de onde tirar, esse dinheiro já iria fazer falta para comprar a mistura do resto do mês.

Foi quando Marciel, dono do armazém do bairro apareceu na casa deles para bater papo, e logo percebeu a cara de desânimo do casal, quando descobriu o motivo, tratou de promover uma vaquinha no bairro, onde todo mundo poderia ajudar com pouquinho e não ficaria pesado para ninguém.

A vaquinha foi um sucesso, Seu Silva precisou colocar muito menos do que aquele dinheiro que ele tinha reunido, na verdade, quase não precisou tirar dinheiro do bolso e saiu feliz para fazer a inscrição de Zequinha.

Inscrição feita, restava esperar as semanas avançarem para chegar o dia do campeonato.

Chegou o mês do campeonato, e lá foram todos os meninos para a disputa, o time foi bem, entre uma boa vitória, algum jogo mais complicado, o time chegou as quartas de final e acabou perdendo para um time de empresário, uma vitória firme por 4×2, onde Zequinha marcou um dos gols do seu time.

Ali, já tiveram as primeiras sondagens despretensiosas sobre quem era o menino, e uma pergunta que começaria a incomodar o Seu Silva, “quem era o empresário do camisa 17?”.

Seu Silva percebia que o futebol tinha alguns nuances também ruins, e sua frase fazia mais sentido ainda, inclusive para ele, o futebol é isso e mais um monte de coisas.

E para Zequinha, aquele mês foi divertido, mas foi crucial para tornar o ano letivo complicadíssimo na escola, teria que se dedicar muito para passar de ano e veria menos ainda seus amigos, pois usaria os finais de semana para recuperar o tempo perdido na escola.

Ele não percebeu de imediato, mas escolher entender sobre futebol ia te fazer perder algo que ele nunca mais teria, sua infância.

Capítulo 3 – Zequinha, enfim aprovado

Capítulo 5 – Zequinha e seu primeiro empresário

 

 

Zequinha, enfim aprovado

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A volta da peneira foi uma mistura de sensações para Zequinha.

Enquanto ele via uma discussão animada e cheia de gestos entre Adenor e seu pai, onde ele debatiam sobre a atuação de cada menino, como Carlos tinha sido escolhido e o porque que os demais não foram, ele também via as reações diferentes entre os meninos.

Carlos estava meio sem entender muito o que aconteceu, ele sempre foi o menino que era escolhido porque ajudava na defesa, mas sempre se achou o mais fraco ou o “piorzinho” e de repente ele se via o único escolhido do grupo, ainda de maneira ingênua ele pensava, se ele tinha melhorado, ou se o cara escolheu errado, não sabia o que tinha acontecido.

Jão ainda não entende como aquele menino podia ser tão rápido, só a imagem dele vem na sua cabeça. Pedrinho e Gigante ainda discutem como perderam a oportunidade mesmo jogando junto e como era difícil jogar em um campo tão maior.

Zequinha não, eu já não lembrava direito da sua atuação, não tinha muita certeza se o campo era grande ou não, mas sabia que ainda não tinha entendido o futebol e que queria jogar mais vezes em um campo grande para ele se entender.

E assim, a rotina na família Silva mudou, os próximos anos foram dedicados a levar Zequinha para campos maiores, para alimentar o sonho do Seu Silva e para tentar explicar para o menino o que era o futebol.

Foi quando enfim ele passou em uma peneira, Zequinha já passava dos 11 anos, inúmeras peneiras já tinham sido visitadas, inclusive nesse tradicional clube formador de jogador, só nesse campo, Zequinha já tinha jogado 4 vezes. Aquela era a sua quinta, inclusive quando chegou, dois funcionários do clube o reconheceram. Chegaram até a desejar boa sorte!

E lá foi Zequinha, seu futebol já era diferente, ocupava mais o espaço do campo, mas ao mesmo tempo não usava ele todo, apenas aquilo que lhe interessava, Zequinha não teve a atuação que ele considera a melhor, mas o sufoco que o lateral esquerdo e o zagueiro passaram o fizeram ser escolhido e aprovado.

No caminho, Seu Silva feliz da vida contava para a família sobre a aprovação, Zequinha não lembrava de ver o pai tão eufórico na vida, e quando chegou em casa ele começou a entender um pouco mais da dimensão que o futebol ocupava, nunca na história da família Silva um evento tinha reunido tanto parente quanto a comemoração naquela noite da aprovação de Zequinha.

Todos na casa repetiam que não lembravam de tanta felicidade desde o nascimento do próprio Zeca. Ele começava a perceber um pouco do que seu pai tinha dito ao fim da primeira peneira, o futebol é isso e mais um monte de coisa.

E era só o começo na vida de Zequinha.

 

Capítulo 2 – Zequinha e sua primeira peneira

Capítulo 4 – Zequinha, seu primeiro treino e sua infância

 

 

Zequinha e sua primeira peneira

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Zequinha chegou na peneira, logo de cara percebeu que o ambiente era diferente, que a amizade e clima amistoso ficaram para trás e meninos com vontade de vencer surgiam.

Para piorar, ele percebeu que não iria necessariamente jogar com os amigos, eram muitos meninos, talvez mais de 100, ele pensava, na verdade eram 600 só naquele dia. O clube receberia naquela peneira cerca de 10.000 crianças entre 08 e 11 anos. E só escolheriam 30 meninos, 9970 crianças teriam sua primeira ou outra frustração na sua vida.

Zequinha não sabe ainda, mas o não ainda fará parte do seu dia a dia, o mundo fora da rua perto da casa vai se mostrando mais difícil do que ele imaginava.

Começa a primeira peneira, Zequinha está escalado para o terceiro jogo, no primeiro Jão e Carlos jogaram, Jão que era mais alto foi para a zaga, mas sofreu muito com um menino rápido de pernas quase invisíveis de tão magras e rápidas que passavam por Jão quase que instantaneamente que a bola chegava.

Carlos ficou ali no meio no time contrário de Jão, perto da defesa, um volante, não fez feio, mas também não teve destaque, cumpriu o que precisava e só, até porque ele percebeu que não consegui ficar correndo aquele campo todo, a rua era muito mais fácil, aquele campo era grande demais, era melhor ficar por ali quietinho na dele.

Vem o segundo jogo e Gigante e Pedrinho vão jogar juntos e no ataque do time de colete vermelho. O jogo transcorre bem, até que Pedrinho pega uma bola pela ponta esquerda e decide lançar Gigante na corrida, o menino sai em disparada e inocentemente não percebe quando o zagueiro rival percebe que não vai chegar na bola, desisti e vai direto no corpo de Giganta para fazer a falta e parar o lance.

A turma da rua não entende nada, aquilo era impossível, não existia isso no futebol deles, o futebol era sempre jogado, se o lance foi bem feito, deixa ele acontecer, mérito de quem executou. Algumas coisas começam a ferver na cabeça dos meninos, Zequinha percebe que a rua é um ambiente muito melhor para o futebol.

Enfim, chega a vez de Zequinha, o menino cai no time Azul dessa vez e vai para o jogo, fica na ponta direita, apesar de canhoto, prefere ali, porque fica mais fácil para chutar. O jogo começa e ele sai correndo por todo o campo para conseguir pegar a bola, as dimensões do campo, pouco importam para ele, ele quer jogar bola, quer brincar, já estava ansioso demais.

Zequinha na primeira vez que recebe vai para cima do marcador e dribla fácil, acha engraçado, ri e continua em frente, não olha muito para o lado para ver o seu lateral aparecendo, vai para cima do volante e dribla também, a bola se adianta e o zagueiro manda a bola para longe. Zequinha ainda não se importa e volta correndo para esperar a bola de novo.

E ela vem, agora ele decide tocar a bola no meio com um menino, manda para ele e corre, assim como faz com Pedrinho, já esperando ela lá na frente para tentar fazer o gol entre os chinelos, só que dessa vez a bola não vem, na verdade, ela já está lá com o lateral esquerdo que tenta avançar, Zequinha para e fica sem entender muito, o lance segue e ele não está na área para aproveitar o cruzamento.

A peneira segue com Zequinha ora se divertindo sozinho, ora desiludido em grupo. Por fim, o olheiro apita e acaba, Zequinha sai achando tudo muito estranho, senta do lado de fora e decide falar com seu pai, Seu Silva olhava tudo atentamente e não dizia nada para nenhum dos meninos, assim como Adenor que apenas trocava poucas ideias com o próprio Silva.

Zequinha pergunta: Pai, o que futebol na verdade? É o que eu brinco na rua ou esse aqui?

E eis que Seu Silva responde mesmo que aquilo ainda fosse distante para uma criança de 9 anos: Zeca, futebol é tudo isso e mais um monte de coisa, futebol é algo capaz de fazer você sentir as emoções mais intensas tanto as boas quanto as ruins, futebol é algo que não tem muita explicação, tem sensação.

Zequinha ouviu, não conseguiu captar muito bem, ficou um pouco confuso, mas como o dia estava estranho, preferiu continuar em silêncio por um momento.

Por fim, todas as peneiras acabaram e no fim, Carlos foi chamado para a segunda etapa, somente ele, outros receberam um duro não.

Zequinha nem ligou, a única coisa que ele sabia é que ele queria jogar mais, tentar mais, para entender realmente o que é  o futebol?

Capitulo 1 – Zequinha e o futebol de rua

Capítulo 3 – Zequinha, enfim aprovado