A lista de Tite e uma controvérsia…

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E Tite divulgou sua lista para a Copa da Rússia 2018.

Logicamente não poderia ter sido diferente, com seu pragmatismo atual e sua habilidade de “dobrar” a imprensa. Porque pouco se criticou a lista, uma argumentação ali ou outra acolá, mas você não tem como dizer que a lista é um absurdo.

Porque em nenhum momento, Tite não deu esses indícios, porque não tem ninguém despontando de forma absurda para ser cogitado e tampouco algum medalhão em baixa. Talvez, tenha sido a primeira lista desde de que me entendo por gente que não levanta uma grande polêmica.

Se eu convocaria diferente? Lógico, todos aqui tem suas preferências e mania de treinador. Eu trocaria 4 posições, Vanderlei por Cassio, Mariano por Fagner, Rodriguinho por Fred e Taison por Luan. E ficaria triste por não encaixar Arthur nessa lista também, teria 24 entre os meus relacionados.

Eu particularmente, tenho uma única ressalva mais dura sobre a lista, Fagner. Por muito tempo neguei o futebol jogado por ele, provavelmente hoje ele jogue futebol pela lateral no mesmo nível de todos os concorrentes da posição, Danilo, Rafinha, Mariano, etc, só mesmo Daniel Alves está acima, e, possui a vantagem de ser de confiança do treinador, por isso entendo a convocação por parte de Tite.

Contudo, quando escuto o discurso encantador de Tite não entendo a convocação do lateral do Corinthians, um jogador que por diversas vezes não tem a menor vergonha de entrar de forma maldosa nos companheiros ao ponto de tirar de atividade por longos tempos não deveria ser premiado com uma convocação.

Entrada dura, dividida e lance acidental podem tirar um jogador de atividade, faz parte da profissão, na boca do povo, é acidente de trabalho, agora entradas corriqueiras do lateral como a que ele fez contra o Ederson (na época no Flamengo) entre outras, mostram o total desrespeito com o colega de trabalho.

Assim como por um bom tempo a convocação do Rodrigo Caio era muito mais pelo que ele representava de valores do que de futebol, a convocação de Fagner é oposto, mostra que na cabeça de Tite, o fato de ter trabalhado com o jogador por mais tempo é mais importante do que os valores dele.

Sendo assim, pergunto, vocês concordam com minha opinião? Convocariam o Fagner? Quais jogadores vocês mudariam na relação do Tite?

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O CMC10 respira….

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A inspiração para falar do futebol tem faltado ultimamente, arrisquei umas linhas no primeiro semestre, mas nada publicado.

Tenho achado o futebol chato, as discussões de bar giram em torno de média de público , resultado de balanço dos clubes, como vai pagar a divida, quando o patrocinador for embora já era, como pode gastar tanto em fulano e o retorno financeiro dele?

É como abrir um restaurante e se preocupar apenas com o balancete e não olhar que no cardápio não tem nenhuma sobremesa, ou que os garçons não gostam de ficar ou não trabalham direito.

E não podemos esquecer de uma coisa, ainda estamos falando de futebol, a conta não precisa ser exata,é logico que é bom cuidar da saúde financeira do clube, mas tudo só fica bom, se o time jogar bem e ganhar, aí sim, “o resultado vem”.

Portanto, é legal falar de números, eu mesmo gosto de olhar para saber a saúde financeira de um clube e o que ele pode render e como tem que se preparar dentro de campo pelo próximos cinco anos, mas a discussão não pode ser só essa.

Temos que falar do que o Liverpool tem jogado, quase inconsequente as vezes, mas como é bom ver jogar, falar do Napoli, do Manchester City, do Grêmio aqui no Brasil, dos primeiros passos do Atlético-PR com Fernando Diniz, de tudo o que o tático e o técnico evoluiram, mas sem esquecer a beleza que é o futebol.

Falar da história que Cristiano e Messi construem juntos, de como se manter no topo por tanto tempo, são mais de 10 anos que ambos aparecem como os grandes jogadores, não lembro de nada disso na história do futebol.

O clima da Copa está começando, meu album está quase completo, vamos retomar o blog para falar bastante de futebol, tava com saudade de passar aqui e escutar as cornetas de vocês e deixar a minha.

Depois de um periodo sabático (até parece), vamos retomar, vamos falar de futebol, o periodo foi tão longo que até o Wenger deixou o Arsenal.

Enfim, de volta.

 

O que você faria?

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E ontem a noite as discussões nos programas de futebol giraram em torno da mãozinha marota de Jô para garantir o gol da vitória sobre o Vasco.

Apenas um adendo, o Corinthians até está permitindo uma disputa no returno, mas a preguiça é enorme por parte dos concorrentes, mas vamos voltar a polêmica.

Além da velha máxima do erro, a questão ganhou proporções maiores pelo personagem, para quem não lembra Jô foi “beneficiado” pelo fair play de Rodrigo Caio ao avisar que não tinha levado um chute do atacante e poupando ele de um cartão e da suspensão para a disputa da próxima partida novamente contra o São Paulo.

Jô foi um bom resumo do que devemos estar questionando em nossas vidas atualmente. Quantas vezes foi fácil elogiar a atitude alheia, mas não conseguimos repetir, ou mesmo exigir a atitude de todo mundo, mas quando ela bate na nossa vez, falhamos.

Não vou dizer que Jô foi hipócrita ontem, ele foi nas declarações que deu sobre o episódio com Rodrigo Caio, sabendo que não faria igual, não precisava sair contando sobre o quão bacana é ser igual a Rodrigo Caio. Ou mesmo evitar assumir a atitude de ontem, deveria e pronto.

Eu sinceramente, não espero que Jô mude amanhã, ou se arrependa disso, eu espero de verdade que as pessoas continuem debatendo sobre, mas ainda me assusta o futebol é assim mesmo, ou que vergonha sobre o que o Jô fez, etc, etc, e bla bla bla.

Não adianta o personificar, esqueçam Jôs e Rodrigos Caios, a questão é porque precisamos ser mocinho ou vilão? Ambos, não podem simplesmente jogar sério e limpo, sem precisar de uma oportunidade para fazer o outro de otário ao invés de si. Para mim, pouco importar condenar ou absolver Jô, agora o que realmente aprendemos com tudo isso, o quanto passamos a fazer diferente.

Já teve Maradona, Jô, Henry e tantos outros, assim como Rodrigo Caio, Klose, Ajax x Cambuur, e por aí vai.

Acho que a chegada do vídeo para auxiliar essas questões deverá resolver inúmeras falhas que hoje o futebol se permite, inclusive fazendo com que os jogadores se policiem mais.

Contudo, a velha máxima volta para que você responda, ao invés de criticar ou defender o Jô, pense o que você faria, realmente, e veja se você está sendo coerente consigo mesmo. Só isso, não precisa mais nada, apenas pense.

E então, o que você faria?

Simeone e todo o futebol

SPAIN SOCCER PRIMERA DIVISION

E Simeone mais uma vez vê o sonho da Champions ficar distante. E pela quarta vez seguida o algoz é o rival de Madrid, o Real. A vitória por 3×0 no Santiago Bernabéu coloca as chances do time do Vicente Calderon como mínimas.

Diferente das outras vezes. por enquanto foi apenas o jogo de ida, e o Real foi letal, venceu com um triplete de Cristiano e encaminhou mais uma vez aos merengues para a final.

É possível a virada? É. Vai acontecer? Acho dificílimo, só não digo impossível porque é futebol, mas eu ficarei perplexo se o Atlético avançar.  Será maior que o feito do Barcelona nessa mesma Champions.

Contudo, diferente das demais eliminações, essa parecia aquela onde o Atlético chegava “mais inteiro” ou mais confiante, se preferir. Durante todas as outras campanhas, tudo pareceu muito sofrido para Diego Simeone e companhia, a sensação é que era proibido ser fácil e não que tenha sido dessa vez, mas a confiança adquirida nesses últimos anos parece ter refletido na atuação do time, os duelos foram árduos, mas o time não parecia fazer uma força colossal para vencer.

E eis que nessa hora o futebol mostra suas facetas, como disse no texto de ontem sobre a declaração de Eduardo Baptista, não tem culpado, nem errado, o Atlético não achou seu jogo ontem, o Real sim e ainda teve seu astro maior extremamente decisivo. Cristiano Ronaldo não está brilhando esse ano, mas está decidindo no momento que o time precisou, foram 8 gols dos últimos 9 do time na Champions. É disparado o maior artilheiro da Champions na fase de mata mata, são 52 gols contra 37 de Messi e depois dos dois, o mais próximo é Thomas Muller com 19.

O Atlético mostrou que o planejamento, a tática e a técnica são primordiais para te levar nos últimas quatro edições de Champions, a duas finais, uma quartas e uma semi (podendo com um milagre virar final), mas o timing, o instante do jogo tem feito a diferença entre tornar o Atlético um campeão ou não.

O futebol tem sido levemente ingrato com o Atlético por não coroar o time com essa conquista da qual ele tem passado tão perto, mas ao mesmo tempo tem sido fabuloso ao permitir a uma torcida que não imaginava viver esse momento, viver por quatro temporadas seguidas.

Como diria, um “sábio mestre”, a bola dá, a bola tira.

E vocês acham que ainda dá para o Atlético?

 

O Caso Bruno e o lado do muro

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(Foto: Bernardo Pombo e Luiz Cláudio Amaral)

Passei o final de semana inteiro pensando sobre o ocorrido e não cheguei a uma conclusão, portanto quero dividir com vocês para ver o que vocês acham.

Sim, estamos falando de tudo que anda cercando o ex-goleiro do Flamengo, Bruno.

Ele que foi preso em 2013 e condenado a 22 anos e 3 meses de prisão por homícidio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cádaver. A história que envolve ele, Macarrão e Eliza Samudio tomou conta dos noticiários no início de 2013.

Depois que 4 anos recém completados, quase 1/5 da pena total e quase 1/4 da pena em regime fechado, Bruno conseguiu um Habeas Corpus que permite que tenha liberdade condicional.

E então, Bruno resolveu tentar retomar a única profissão que aprendeu na vida, ser jogador de futebol, mas especificamente, como goleiro. E tão logo saiu, conseguiu vaga no Boa Esporte, clube de Minas Gerais que atenderia a demanda dele de continuar no estado e com projeção já que o time encontra-se na Série B do campeonato nacional.

Nem bem foi anunciado, o muro foi levantado, ou é um absurdo ele conseguir trabalhar, ou é legal ver o cara reconstruir sua vida.

Então, chegamos ao dilema, nesse mundo tão polarizado, onde você precisa escolher entre coxinha e mortadela, feminista ou machista, armado ou desarmado e etc. A falta de sensibilidade em entender o todo é latente nos dias atuais.

Sinceramente, não conheço Bruno, tampouco tenho alguma referência de alguém que conhece para dizer coisas boas ou ruins a seu respeito. Contudo, quero fazer algumas provocações.

Será que a revolta seria igual, se fosse uma figura não pública, ou melhor se o crime fosse lavagem de dinheiro de centenas de milhões, ou se desviasse todo o dinheiro da merenda escolar, qual seria o grau da revolta?

É tão absurdo acreditar na regeneração do ser humano, será mesmo que nunca aprendemos nada quando sofremos a punição devida?

E por fim, será que a revolta contra Bruno deve ser direcionada a ele ou ao nosso sistema judiciário? Do ponto de vista prático, o Brasil entendeu que ele já cumpriu o que devia, portanto tem direito a recomeçar.

Sobre a intenção do BOA esporte é sempre difícil, porque é um risco enorme de dar errado, como parece que vem acontecendo, o time está perdendo patrocinadores do clube.

Por fim, sobre tomar um lado da história, acho que eu topo ir para o lado da segunda chance, mas nesse caso, pretendo ficar bem perto do muro, caso perceba que ele jogou fora a segunda chance da vida.

Por nuestro e por nosso futebol

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Você sabe o que anda acontecendo no Uruguai?

A briga que os jogadores estão criando com a Federação Uruguaia (AUF) merecia maior atenção da nossa parte do que estamos dando. Porque para quem almejou que o Bom Senso fosse colaborar com a melhoria do futebol por aqui, quando vemos os jogadores da seleção se posicionando e realmente querendo arrumar o futebol do seu país, é de parar prestar atenção e bater palmas.

Os principais atletas uruguaios resolveram iniciar uma briga com a federação para que o dinheiro fosse melhor distribuído, dinheiro esse por muitas vezes conquistados “as custas” deles.

Os jogadores entendem que suas imagens são exploradas de forma arbitrária, sem o consentimento deles e consequentemente sem um entendimento adequado de como essa verba é revertida dentro do próprio futebol uruguaio. Em resumo, os que os atletas liderados por Lugano, Godin, Suarez e companhia é que além de maior quantidade do dinheiro repassado que exista uma transparência no processo.

Segundo o movimento, a empresa repassa US$ 10 milhões (R$ 30 milhões) por ano para ser repartido entre os clubes, sendo que tem um faturamento superior a US$ 60 milhões (R$ 183 milhões) – valor que não considera a arrecadação com patrocinadores, internet etc. Ou seja, entendem que a verba distribuída poderia ser bem maior.

E o protesto ganha cada vez mais proporções que mostram que os grandes craques não cederão a pressão, ontem, cerca de 500 jogadores protestaram para que o presidente atual da federação peça renúncia.

O movimento que ganhou a hashtag #masunidosquenunca o que mostra que a luta será firme e não só os atletas locais estão participando como contam com a voz dos principais atletas no apoio e atuantes.

Quando olhamos o vizinho e pensamos para cá, percebemos a diferença gigantesca no engajamento dos atletas em apoiarem a melhora do nosso futebol, primeiro porque não lembro de nenhum que faça parte das últimas convocações com postura ou voz que cobre reais melhorias no futebol.

São raros os atletas com grande nome de repercussão internacional com essa postura, hoje só vejo o craque Alex com essa postura.

Existe um problema cultural muito maior no nosso país que surge na educação e que nos deixa “menos” envolvidos com o olhar coletivo e a preocupação com os próximos e consequentemente menos preocupados em melhor onde atuamos, já que a minha parte deu certo.

Olhar para o Uruguai

e aprender com isso, pode ajudar a fazer de cada um melhor e naturalmente de todos “mais melhores” (com liçenca poética..rs) ainda.