Caldense fora dos padrões

Caldense 30042015

Galera querida, hoje teremos mais uma daquelas participações incríveis que o Cadê Meu Camisa 10? traz. André Russo, são paulino, maestro e atualmente morador de Poços de Caldas comenta com um pouquinho de doce de leite e um pão de queijo.

Por André Russo

Há algumas semanas me mudei para Poços de Caldas/MG, como bom fanático por futebol, passei a acompanhar o campeonato mineiro e o time local, a Caldense.

Esse final de semana a “veterana” jogou o primeiro jogo da decisão contra o Galo no Mineirão, foi um jogo truncado, com o time mandante dando muito chutão e o visitante bem fechado jogando no contra-ataque. Mesmo o jogo estando emocionante, algo ficou na minha cabeça durante ele, uma coisa que diz muito sobre o nosso futebol – Padrão.

Resolvi escrever o texto dividindo-o em alguns tópicos, sobre o padrão ou a falta dele no futebol brasileiro.

Padrão de Campeonato

Entendo que cada estado no país é diferente, mas todos terem estruturas de campeonato diferente me parece ser estranho. O campeonato paulista, que conheço melhor, já foi realizado de inúmeras formas nos últimos anos, o campeonato carioca que era o mais interessante também mudou esse ano, logo, cada um por si.

Padrão de arbitragem

Acho muito interessante a regra do basquete de que cada jogador só pode fazer 5 faltas por jogo ou que cada time poder apenas 5 faltas (coletivamente) por quarto de jogo.

Triste é perceber como isso seria impossível no futebol, principalmente no país da bola, já que os juízes aqui não conseguem manter um padrão dentro de um campeonato e às vezes (como domingo) dentro de um jogo. O árbitro da final do mineiro conseguiu em lances iguais, tomar atitudes diferentes do 1º para o 2º tempo. Segura tudo no começo, marca até pensamento no final da 2ª etapa e cumprir a regra é besteira.

Padrão tático

Hoje é difícil vermos times com padrões bem definidos, times que conseguiram isso nos últimos anos tem vencido e sobressaído no futebol, vide o modo de jogar do Corinthians desde a primeira era Mano, Cruzeiro dos últimos 3 anos e, porque não, o São Paulo do Muricybol de 2005-2008.

A Caldense, mesmo sendo um time com pouco investimento financeiro e fora do cenário maior do futebol, montou um time que joga de maneira igual desde o 1º jogo do mineiro, linhas defensivas e esquema tático definido, mesmo trocando as peças de um jogo para o outro seu jogo aéreo é eficaz, jogadores altos e fortes fisicamente marcam e correm muito, talvez por isso tenha chegado aonde chegou esse ano.

O Palpitando, feito pelo blogueiro às terças-feiras, prova que está fácil conhecer o jogo da Caldense, nas últimas duas semanas somei 40pontos de 50 possíveis nos jogos que envolviam a Veterana (joguei 1×0 e foi 2×0 e nesse domingo cravei resultado, 0x0).

Força Veterana, mantenha seu futebol rumo ao bi-campeonato mineiro.

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Mangia che ti fa bene

100Palmeiras26082014

Pensei em escrever umas linhas para parabenizar o centenário alviverde. Mas, nada melhor do que um autêntico palmeirense para explicar isso. Meu amigo Roberto Fradusco, explica aê!

Por Roberto Fradusco.

“Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”

A frase do genial Joelmir Betting resume o sentimento do torcedor do Palmeiras. Indescritível o orgulho de fazer parte da família palestrina, que canta e vibra – e chora – pelo nosso alviverde inteiro.

Chora de alegria, chora de tristeza, chora porque é passional. Ser palmeirense é mais que sentir, é assumir uma identidade: somos herdeiros daqueles primeiros italianos, que há um século fundaram o Palestra Itália. E como tais, somos barulhentos, adoramos comer, amamos a família e nos reunirmos para torcer pelo “Parmera”.

E, porca miséria, xingamos quando o maledeto atacante perde um gol, urramos quando Edmundo entorta mais um e derramamos o copo de vinho quando São Marcos pega o penalti de Marcelinho.

E entre uma sardella e outra, lamentamos mais uma contusão de Valdivia, rezamos para que nostra Santa Achirupita nos mande um novo Ademir da Guia e quase engasgamos com o “prosciutto” quando sentimos saudades do Tonhão.

E vamos em frente, que a macarronada está na mesa. É hora de brindar o grande Leivinha, de pedir por mais uma garfada de Parmalat, de sorrir com o chapéu de Djalminha.

E em meio ao barulho que é o almoço de domingo desta família italiana, ouço gritos por Rivaldo, Dudu, Julinho Botelho e até Galeano, aquele ragazzo caneludo, que se jogasse hoje era ídolo neste time de estrangeiros.

Mas eis que ao tirar as “bringela” do forno a nona deixa a travessa cair. Me lembrou os senhores Mustafá e Tirone, que também derrubaram “tutti”.

Enquanto isso o nono fala sozinho no terraço. Coitado, já ficou “pazzo”, como “il signore” Palaia, que se auto entrevistava.

Mas vamos lá que é hora da sobremesa. E que delícia é o tiramisù da tia Genoveva, quase tão gostoso quanto as comemorações do Paulo Nunes.

E um golinho de vinho licoroso para arrematar com classe, como fazia Evair.

E vamos ligar a TV que já são horas e hoje a Globo vai passar o Verdão. Mama mia! E vamos torcer e rir e chorar, e rezar para que essa família palestrina continue barulhenta a cada almoço e vibrando a cada gol.

Enquanto isso a mama já estica a massa, que hoje o dia termina em pizza para comemorar o centenário de nostro Parmera!

Grazzi, Palmeiras, pelas emoções nestes 100 anos!

Avanti para mais cem!

And the Oscars goes to…. Brazil. NOT!

10526023_10202899739067078_4426700700557560780_n Após a vitória da Flalemanha, Ramon Ribeiro está de volta sobre as particularidades dos dois jogos que restam para acabar a Copa das Copas.

Por Ramon Ribeiro

Quem escreve o roteiro da vida merecia um Oscar (não estou falando do Oscar da seleção)

Sábado: Brasil x Holanda Terceiro e quarto é sempre um jogo deprê, pouco vale para as equipes de ponta. No entanto se tornou um jogo foda. O Brasil vai ter que voltar a campo com a vergonha na garganta e jogar pela honra. Vai ter que colocar o time titular; não pode fugir.

E se começar jogando mal, vai levar vaia, vai entrar em paranóia e depressão e aí nem Freud (e muito menos Fred) salva: leva outro caminhão de gols.

Domingo: Alemanha x Argentina O país todo rubro-negro, como já é normalmente. Mas se a Alemanha não conseguir jogar no nível do Flamengo, a Argentina pode levar o caneco, principalmente se Messi emular Maradona.

Aí vem a cereja do bolo: nossa excelentíssima presidenta do Brasil Dilma Rousseff vai ter que entregar a taça na mão dos hermanos. Nem o mais otimista dos pessimistas com a Copa, torcendo por aeroportos e estádios desabando, poderia prever um final assim.

A vida é bela.

A bola pune.

Facebook: Ramon Ribeiro 

Senna x Prost (a.k.a Fla x Flu)

1993 - Prost e Senna, Austrália, pódio

Galera do blog, começamos um dia com mais um texto de Ramon Ribeiro. O Niteroiense faz uma comparação com um dos maiores duelos do esporte para explicar a rivalidade que ele vive no futebol carioca.

Por Ramon Ribeiro

Nestes 20 anos da morte de Senna, assisti com muita saudade os duelos entre ele e Alain Prost, uma das maiores rivalidades esportivas de todos os tempos.

Em 1984, Senna e seu calhambeque Toleman foram atropelando todos os outros pilotos, que se borravam de medo da chuvarada em Mônaco. Brincava de ultrapassar em um circuito que já é quase inultrapassável com sol. Quando chegou ao segundo lugar, após deixar pra trás somente um tal de Niki Lauda, Ayrton descontava em média 3 segundos por volta, pondo pressão no piloto francês.

Prost viu que a vaquê (vaca, em francês) ia para o brejo e começou a acenar aos comissários pelo fim imediato da prova. Pouco antes de Senna alcançá-lo, seu pedido foi atendido. Ayrton defecou quilos em cima de Alain, que já foi estacionando sua potente MacLaren na linha de chegada; ultrapassou o nariz do carro e do francês, mostrando ao público quem era o real vencedor dentro da pista.

A história de Suzuka-1989 é bem conhecida: ambos na MacLaren, chegaram ao Japão com Senna tendo a obrigação de vencer. O francês, de maneira pouco higiênica (na corrida), colide com Ayrton propositalmente e sai do carro com a certeza do título nas mãos. Senna volta à pista com o bico quebrado, precisando ir aos boxes e vencer faltando 5 voltas. Sopinha no mel pro brazuca, ainda mais quando ele estava com sangue-no-zóio.

Ao ver a reação de Ayrton, Prost trava o esfincter antes de melé la cuecá (melar a cueca, em francês) e parte correndo para o setor dos comissários da prova, tentando algum subterfúgio salvador. A cena é patética (ver vídeo). Foi se encontrar com o presidente da FIA, o também francês Jean-Marie Balestre, que o convidou para relaxar num grande e confortável tapete, ofereceu-lhe uma baguete com brie e desclassificou Senna. Com o título garantido à Paris, ambos comemoraram com champanhe (lembrou de algo, leitor?).

No ano seguinte, o mesmo cenário com uma inversão: Prost era obrigado a completar a prova. Senna fez a pole. Prost ficou com o pescocé (cu, em francês*) na mão e conseguiu que a FIA mudasse a ordem dos carros, largando em segundo numa posição mais favorável. Senna não hesitou, nem piscou, nem pestanejou: com coragem suicida, devolveu na mesma moeda a colisão de 1989 logo na largada e ficou com o título, mesmo sob os protestos de Prost no STJD (ops!, FIA), que não teve colhão pra virar mais uma mesa no asfalto.

Será que eu ainda preciso explicar a relação Senna-Fla, Prost-Flu? Prefiro bradar, ao som do tema da vitória: ”Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Flamengo!”

* A título de curiosidade: “Cou” em francês significa pescoço em português.

Nossa querida (as vezes) amiga zebra…

De Ulisses Andre

Com o final do primeiro turno do campeonato decidi olhar a tabela da primeira rodada e fazer umas apostas para os jogos de volta, me arrependi amargamente, pois dentro das minhas análises a Zebra passou com tal eficiência que me surpreendeu.

Bem esta é a análise dos meus pitacos:

Sobre o Santos – Após traçar um paralelo com o primeiro turno onde o jogo terminou num sem graça 0 x 0 apostei que o Santos, agora com André e Neymar, bateria o Bahia facilmente por 2 x 0. Que decepção, o Santos bem que tentou, saiu na frente, com eles, André e Neymar, mas a defesa do Santos, que nunca foi grande coisa, sofreu um apagão e o Jogo terminou 3×1 para o Bahia.

Inter x Coritiba – No primeiro turno o Inter tinha gás, e facilmente bateu o Coxa em casa por 2X0, no atual momento está claro que o gás acabou e o Coxa devolveu com a vitória de 1×0. Como os dois times na minha opinião andam uma porcaria, meu palpite foi 1X1.

Atlético-MG X Ponte – Jogo de ida 1×0 para o Galo, a Ponte não é lá grande coisa na minha opinião, mas no jogo de volta se organizaram e conseguiram arrancar um empate de 2×2, festejadíssimo pelas outras torcidas, colocando um “Quê” de embolação na Tabela. Meu palpite era um 2×1 para o Galo.

E o Palmeiras – O Porco está seguindo o exemplo do Corinthians, como já está classificado para um campeonato, decidiu tirar o pé de outro. Palmeiras, você está fazendo isso errado! Dormiu no campeonato, e conforme o tempo passa vai ficar mais difícil de acordar, só não se fala em crise porque já conquistou um título e está classificado para a Liberta – 13, mas não agrada e pior, apanhou feio da Lusa, 3×0. Meu palpite era um 1×1, mesmo resultado do jogo de ida.

Náutico X Figueirense, sem muito a comentar, apostei num 2×1 para o time de Figueira, estava acertando o placar até o maldito Náutico virar e matar o Figueirense por 3×2.

Fluminense x Corinthians – Empate sem graça. Apostei numa vitórias de 1×0 para o Flu, e na minha concepção, ele deveria ter ganhado, já que ele precisa provar algo, o Corinthians segue tranquilo, sem querer mostrar muito serviço com a cabeça no Japão.

Vasco ganhou o jogo de ida por 2×1, imaginei que pela situação instável dos últimos tempos ele fosse reagir no campeonato e ganhar o jogo de volta também por 2×1. Mas o Grêmio não concorda com a minha análise, e ganhou por 2×0.

Cruzeiro foi um dos poucos que correspondeu às minhas expectativas, vem melhorando a campanha pífia que vinha realizando, bateu o Atlético-Go que não é grande coisa por 2×0 quase confirmando meu palpite de que o jogo seria 2×1. Uma merda àquele goleiro goleador “paraguaio” ter perdido um pênalti, pois eu ia cravar o placar.

O Flamengo ameaçou melhorar no campeonato, começou ruim, e tá com cara de que vai acabar o campeonato ruim também, fez a gentileza de continuar sem cheirar nem feder imitando o placar do primeiro turno com Sport por 1×1. Triste desperdiçar um palpite de 1×0 para o time carioca.

Por último, e na minha opinião o mais importante, a goleada. O SPFC contra o Botafogo no jogo de ida começou ameaçando dar uma goleada, foi o inverso, levou um 4×2, e saiu com o rabo entre as pernas. No jogo do returno, começou o jogo ameaçando dar uma goleada, dessa vez parece que aprendeu a lição e concretizou a goleada 4×0 sobre o time alvinegro. Meu palpite era um tímido 1×0 para o São Paulo, uma vez que o time vem melhorando sua performance no campeonato.

Bem meus amigos, como podem ver, meu palpitômetro não anda dos melhores, mas o campeonato ninguém pode reclamar que não está interessante.

Bom final de semana, com muitos gols para todos vocês.

Muito mais do mesmo… mas nós amamos tudo isso!

De Ulisses André

Gols, muitos gols, lances polêmicos, derrotas inesperadas e o show de sempre. Foi assim a última rodada.

Se eu não fosse brasileiro poderia até poderia dizer que o Brasileirão não é o campeonato mais envolvente e surpreendente do mundo, mas como bem sabem, além de ter nascido nessa terra abençoada eu ainda sou um romântico, e leiam bem, romântico daqueles exagerados, logo confirma a máxima de que o futebol brasileiro é sim o melhor do mundo.

Digo isso, absolutamente, não só por esse esporte aqui ser o mais popular, mas pela “inesperalidade” com que os eventos passam.

Quando que veríamos um bandeirinha falhar e ser, além de punido, exonerado da função.

Privado de suas ações de apontar faltas, direitos de saída de bola e acima de tudo o impedimento, ah, o impedimento, regras e regras para não deixar um time em desvantagem quando sofre um ataque. Na síntese a regra básica é: para-se a jogada quando antes do momento do passe o time que ataca estiver qualquer distancia a frente do último jogador que não o goleiro do time que defende. E o bandeirinha ignorou esta regra, 3 vezes. Como humano entendo que qualquer um pode errar, na pior das possibilidades, errar 3 vezes seguidas, Palermo que o diga!

Mas tinha que errar logo num clássico, contra o time que tem a maior torcida e ainda sobe as lentes da Globo… Ai neste caso o erro que era 3 vira milhões. E não pode nem reclamar, para a nação anti-corintiana ate que foi bom, só foi constatada a tristeza do bandeirinha não ter feito isso na libertadores.
Chega de dar ibope para desgraça!

São Paulo, Grêmio e Coritiba acharam o caminho das redes, e como dizem: Lavaram a Égua… E sabe-se lá Deus porque lavar a égua é sinal de coisa boa, se bem que goleadas sem boas campanhas também não são!

E ela finalmente chegou… Sim, a rodada dos clássicos, cachorros raivosos querendo todos proteger seu território, o do orgulho. Arrisco dizer que é um dos poucos eventos que quando os jogadores dessa nova era deixam de ser apenas profissionais e passam a realmente vestir a camisa e entram no clima da competição. Jogos pegados, disputas acirradas de bola, esforços incomuns, uma doação maior dos jogadores em busca da superação!

Se eu puder dar um conselho, seria ele: Assistam a todos os jogos que
Conseguirem… Todos valerão a pena!

Me despeço como sempre desejando um ótimo final de semana cheio de gols! Uns vão sorrir, outros vão chorar, mas a paixão pelo futebol é unânime.