o mundo inteiro na Copa do Mundo


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E a FIFA está pensando em fazer alterações no formato da Copa do Mundo, abaixo os quatro formatos que serão apresentados ao Conselho da Fifa em janeiro, que escolherá a melhor opção ou votará pela manutenção da fórmula atual, com 32 seleções (o que é improvável que aconteça):

1 – 40 equipes, com 88 jogos em 32 dias. Os classificados seriam divididos em oito grupos de cinco equipes cada, onde todos se enfrentariam dentro da chave. Somente o vencedor de cada grupo avançaria para as quartas de final, aí em sistema eliminatório até a decisão – seria extinta as oitavas de final.

2 – 40 equipes, com 76 jogos em 32 dias. As seleções seriam divididas em 10 grupos com quatro times cada, onde todos se enfrentariam dentro da chave. Os primeiros de cada grupo, mais os seis melhores segundo colocados, avançariam para as oitavas de final, seguindo em mata-mata até a decisão.

3 – 48 equipes, com 80 jogos em 32 dias (mais 6 ou 7 dias, antes da fase de grupos, para as eliminatórias). 16 seleções estariam automaticamente na fase de grupos, e as demais 32 disputariam mata-mata, em jogo único, para se garantir nas chaves. Após isso o formato seria idêntico ao atual, oito grupos de quatro, os dois primeiros avançando para o mata-mata. Se uma seleção vinda do qualificatório chegasse à final, faria oito, e não sete jogos como hoje, para ser o campeão.

4 – 48 equipes, com 80 jogos em 32 dias. 16 grupos com três times cada, avançando os dois primeiros de cada para uma segunda fase, já mata-mata, antecedendo as oitavas de final. Na primeira fase, para evitar “marmelada” com resultados combinados numa última rodada que beneficiasse ambos os times, a Fifa colocaria disputa de pênaltis em todas as partidas, para apontar aquele ganhador dos três pontos.

Sinceramente, não consigo entender a necessidade esportiva disso, apenas a questão política justifica.

O que falta é melhorar a qualidade do espetáculo eliminatória, fazer dele um evento extraordinário, para tornar ainda mais atrativo o evento Copa do Mundo, inchar a Copa como as propostas acima, pode ser um tiro no pé, você tenta criar mais mata-matas para ficar emocionante, mas tão cheio que perde a graça.

Se a ideia é valorizar ainda mais a Copa, encher de seleções tem tudo para banalizar o maior evento do futebol, melhorar o que leva e aprimorar o que ja existe é para mim o caminho mais óbvio para que a Copa ganhe contornos ainda mais impressionantes e se consolide como o maior evento de futebol do mundo.

Por enquanto, a sensação é que a FIFA quer colocar o mundo inteiro na Copa do Mundo.

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Uma resposta em “o mundo inteiro na Copa do Mundo

  1. Pois é!
    Mudanças feitas primeiramente por caráter político acarretam nisso. A mais bizarra é a fase pre. Só pra dizer que teve gente chegando a copa, mas nada mais seria que passar a mão na cabeça de todos e criar mais uma fase de repescagem nas eliminatórias, disfarçando a ultima fase de copa do mundo.
    Tb penso que a mudança passa primordialmente pelo enxugamento da copa do mundo e valorização das eliminatórias/continentais. E isso está diretamente ligado a um calendário e planejamento quadrienal. E tb vejo isso tudo como sendo intrinsecamente ligado a uma mudança na atual estrutura do calendário em que levaria a adoção de 2 “temporadas”. 2 a 3 meses para férias + pre temporada, 3 meses para pre+temporada de seleções e o restante sem (ou praticamente sem, uma ou duas datas por semestre) jogos de seleções, só para times, nada de datas fifa, só para as ligas/copas/taças. E nesse calendário quadrienal, a copa apareceria como a cereja do bolo, com algo entre 12 e 16 seleções, só os campeões continentais, pais sede e melhores rankeados (de preferência atrelado as olimpíadas, mas aí na é um sonho distante, rs). E a abrangência venha nos continentais, com 2 ou 3anos pra serem trabalhados (caso não seja possível a adequação ao ciclo olímpico, simplesmente ignora-lo e submete-lo a uma competição sub-20 ou amadora seria a melhor saída). Um torneio continental mais abrangente (seja uma eliminatória, seja mais regionalizado, e um torneio mais restrito (euro com 8 a 16, copa América pan-americana) seria um método bem interessante de garantir o campeão na copa do mundo. E as datas anteriores a competição principal poderiam ser as datas de amistosos e/ou torneios pra quem ficou de fora da festa, pro nosso futebol, brasileiro de seleções estaduais pros jogadores de fora da seleção nacional etc. E ainda da tempo de as seleções fazerem algo que pouco fazem hj: treinar e jogar amistosos de verdade sem correria.
    Da pra fazer de seguinte forma:
    Ano 1: preparação/descanso/ligas livres: torneios independentes, amistosos, tipo uma superliga, valorizar o brasileiro de seleções estaduais, em nosso caso etc. Ou uma copa das confederações ao acesso da estrutura atual, mais inchada, com, por exemplo, os times classificados pelas competições do ano 3 do ciclo anterior. Tb pode ser uma primeira fase de eliminatórias dos continentais;
    Ano 2: principais continentais: euro, pan-americano etc;
    Ano 3: continentais mais abrangentes : podem ser eliminatórias ou regionais. Aqui poderia ser uma liga sulamericana e outra da concacaf, classificatórios pro pan-americano do próximo ciclo e repescagem pra copa do mundo;
    Ano 4: copa do mundo com os campeões dos continentais principais, mais um ou outro (como o campeão da sulamericana e mais um europeu), pais sede e melhores rankeados. torneio pra poucos msm (vide tênis e judô, onde no grand slam e demais torneios que contam pro ranking ta cheio de gente, mas na copa do mundo tem 8, 12 ou 16 atletas), só os melhores, “sem elitizar tanto”, botando os campeões continentais.

    Para evitar que um ciclo tenho pouco interferência no outro e, em caso de alinhamento com o ciclo olímpico, para um alinhamento com os jogos pan-americanos, pode-se inverter os anos 2 e 3.

    Penso que seria algo mais racional, abrangente e que manteria uma qualidade maior na copa do mundo, valorizaria a regularidade ao usar o ranking clmo critério e os continentais ao usar a estrutura de pirâmide com a base regional e o topo mundial e a separação entre temporada de times e temporada se seleções seria mais saudável aos atletas e mais produtiva pras seleções, permitindo férias (hj quem joga euro, copa do mundo e uma liga européia ou que acompanhe seu calendário praticamente não tem férias) e uma melhor preparação das seleções. As datas perdidas pela temporada das ligas seriam parcialmente compensadas (em qualidade) pelas reais férias que os jogadores teriam e (em quantidade) pelo fim das datas fifa ao longo de suas temporadas. Além disso, forçaria a um calendário unificado entre as principais ligas do mundo.

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