Carretilha neles!

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Já se vão pouco mais dez dias da carretilha de Neymar.

Era a final da Copa do Rei entre Barcelona e Athletic de Bilbao, o jogo já estava no final e o Barça já vencia o jogo por 3×1. Nada mudaria no resultado e o título já era do time catalão.

Confesso que li os textos de Menon (a favor da carretilha) e de Birner (contra) e de cara fiquei mais tendencioso ao texto do Menon.

Me incomoda esse discurso de “queria ver com o jogo em 0x0”, “lá no meu terrão, isso acabaria com briga”, e etc.

A questão que nosso futebol não é apenas um esporte, é algo maior e passa pelo entretenimento. Passa pela jogada mágica, pelo drible desconcertante, pela defesa espetacular, pelo carrinho salvador, pela dividida ganha.

Era necessário alguém entrar com aquela força na dividida? E esse carrinho salvador, não foi perigoso não? Mas esse é o futebol, que faz o sucesso ou o fracasso de um lance ter seu conceito mudado abruptamente.

Não acho que o zagueiro do Bilbao tem exagerado, cada um reage de uma forma, Neymar tem que estar consciente ao fazer o lance de que corre o risco de tomar uma botinada e o tempo fechar, mas não gosto da ideia de cercear toda e qualquer manifestação de drible.

Essa mania europeia nossa de podar o drible, é lógico que eles (europeus) irão dizer que para eles é desrespeito, eles não sabem fazer, me diga um grande driblador de lá. Alguém com ginga e possibilidade de entortar marcadores? É difícil.

Já aqui no canto do Hemisfério Sul saem aos montes os dribladores.

Sinceramente, entendo a revolta de lá, mas apoio os dribles daqui.