Saudade, saudade boa…

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Hoje é um dia feliz e triste para mim.

Por 30 vezes em minha vida comemorei o aniversário de minha avó nessa data, o ano passado foi a última vez que comemoramos em vida, ela resolveu ir cuidar de mim lá de cima.

Durante o último aniversário, fomos a um restaurante em Santos (última residência dela) que ela sempre gostava. Pedimos a sua feijoada e nos divertimos muito. Por fim, a família escolhendo seus picóles de sobremesa e ela querendo um belo pote de sorvete, decidimos dividir eu e ela.

Desde sempre foi assim, dividimos o mesmo gosto pelo tricolor paulista em uma família que com o passar do tempo ficou restrita a palmeirenses e corintianos, só nós dois dividiamos essa paixão pelo mesmo clube.

Foi ela também que me ensinou a amar o esporte, não só o futebol, mas todos como ferramenta fundamental na formação dos seres humanos.

Era com ela que iniciei minhas primeiras discussões sobre futebol, discutimos sobre um tal de Rogério bater falta (que goleiro metido a besta, ela dizia), a felicidade da volta do Raí, lembro que a época era de vacas magras para o nosso time, mas seguimos firme e forte.

Por todo esse papel fundamental na formação do meu caráter, não tem como ficar apenas triste nesse dia, uma felicidade enorme também toma conta de mim, pois essa minha paixão pelo futebol só se deve a essa senhorinha tão geniosa e generosa.

Hoje o post é de saudade, saudade boa.

Água e sabão na FIFA!

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Aprendi com o primeiro diretor que tive na vida uma frase que guardo até hoje e vira e mexe me surpreendo com a eficácia dela.

“80% das coisas se resolvem com água e sabão” ou como meu avô repete sempre que necessário “nada como um bom esfregão”.

Sempre entendi que os dois pontos de vista visam explicar que fazendo o certo e deixando tudo limpo, tudo funciona.

Se vocês pararem para entender a profundidade dessa frase, verão o quanto ela se aplica ao dia a dia.

Que essa operação que começa a ocorrer na FIFA seja o bom esfregão do meu avô ou a tal dose de água e sabão que precisava para resolver o problema.

Que a honestidade não seja elogio ao ser humano, seja item obrigatório da sua existência no mundo.

Complexo de rico decadente…

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Ontem assisti ao programa Bola da Vez na ESPN com Muricy Ramalho.

Entre um comentário e outro, sua admiração por Guardiola, sua necessidade de assistir uma quantidade infinita de jogos, como foi sua recusa a seleção brasileira, Lucas Lima ser o melhor 10 da atualidade e várias outras ótimas histórias fiquei matutando sobre o tal 7×1.

Muricy foi questionado sobre o tal e respondeu de maneira sincera e simples o que me incomodou bastante.

Muricy em linhas gerais disse que reclamamos, acusamos e culpamos. Que nada foi feito, sobrou para imprensa, jogadores, dirigentes, todos que cercam o futebol, até para os próprios treinadores.

Para Muricy a primeira coisa a ser feita era um grande fórum sem hora para acabar com toda essa cadeia de pessoas citada acima afim de determinar quais os próximos passos. O que aprendemos com o 7×1, o que podemos corrigir, o que podemos começar a fazer e o que não serve mais para nós.

A sensação que Muricy passou foi que uma certa prepotência corre em nossas veias quando o assunto é futebol. Nos achamos dono da verdade, só nós temos razão e tudo não passa de um mero apagão.

Consequentemente toda as pessoas envolvidas nas decisões do nosso esporte preferido são acometidas desse mal.

Nosso complexo de vira-lata virou complexo de rico decadente, aquele que come frango para arrotar avestruz ou come patinho para arrotar filé mignon.

Somos a velha aristocracia do futebol almoçando a luz de velas porque já não paga a luz faz tempo.

Palpitando 26.05.2015

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Começa a última rodada do mês de Maio! Brasileirão repleto de clássicos, definições nas Copas Libertadores, do Rei, da Alemanha e início da sub20. Clique aqui para conferir os resultados da rodada anterior.

Veja como ficou a pontuação apenas da rodada passada:
1 – Cadê Meu Camisa 10? – 125 pontos
2 – Andre Russo – 115 pontos
3 – Wagner – 90 pontos
4 – Rodrigo – 85 pontos
5 – Ramon – 75 pontos

André Russo segue tranquilo cuidando da vantagem adquirida na primeira rodada do mês e lidera com uma leve folga. Veja os rankings:

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Vamos aos palpites da rodada:
Quarta, 27 de Maio de 2015
15h45 Dnipro 2×3 Sevilla – Final Liga Europa
19h30 Coritiba 2×1 Ponte Preta – Copa do Brasil
19h30 Internacional 2×0 Santa Fé – Libertadores
22h00 Cruzeiro 0x3 River Plate – Libertadores

Sábado, 30 de Maio de 2015
15h00 Borussia Dortmund 1×3 Wolfsburg – Final Copa da Alemanha
16h30 Athletic Bilbao 0x3 Barcelona – Final Copa do Rei
16h30 Sampaio Correa 1×1 Naútico – Série B
21h00 Luverdense 1×2 Macaé – Série B
21h00 Joinville 1×2 Atlético-PR – Brasileirão

Domingo, 31 de Maio de 2015
16h00 London City x Milton – Canadão – ADIADO
16h00 Corinthians 0x2 Palmeiras – Brasileirão
16h00 Goias 1×1 Grêmio – Brasileirão
18h30 Figueirense 2×1 Cruzeiro – Brasileirão
18h30 Flamengo 2×3 Fluminense – Brasileirão
22h00 Nigéria 2×4 Brasil – Copa do Mundo sub20

E se o campeonato acabasse na 3° rodada?

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E se o campeonato acabasse na 3° rodada?

A Ilha do Retiro seria o fator determinante para decidir o campeão, o Sport iria faturar o caneco aproveitando o mando de campo.

Goiás e Corinthians empatariam com o Sport em 7 pontos, ficariam atrás no saldo, mas vale lembrar que são os únicos dois times com vitória como visitante.

Depois viria um grupo com 6 pontos, o tricolor paulista pegaria a última vaga na Liberta.

Já na parte debaixo estão os quatro times que somaram um único ponto até aqui, Flamengo, Cruzeiro, Joinville e Figueirense.

Alguns destaques até o momento, o Inter tem conseguido pontuar com seu time “reserva” e não está tão longe do pelotão de cima, mérito total de Aguirre, que venceu a desconfiança, usou o primeiro trimestre para realmente testar o time e agora tem 25 titulares.

Já o Cruzeiro ainda sofre com toda a renovação do elenco. Marcelo Oliveira começou agora a fazer o time titular jogar, o reserva ainda é apenas um esboço dos times dele.

Para os cariocas, um início complicado. Só o Flu ganhou nesses nove jogos e olha que foi contra um Joinville com um a menos durante 70 minutos. O Vasco só fez seu primeiro gol sábado, ainda não perdeu, mas também não ganhou. E o Flamengo terá que dar mais que um “pojetu” para Luxa arrumar o Mengão.

Por fim, já começaram a usar a velha máxima de que o estadual é mera ilusão.

Quero saber quem ainda se ilude com o estadual?

Nossos homens do boné!

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Imagina que hoje no Brasil Muricy, Abel Braga e Felipão estão sem clubes.
Lógico que Muricy está fora do mercado muito mais por opção própria (saúde) do que por estar disponível.

Fica evidente a passagem de bastão, Tite, Cuca e Marcelo Oliveira são os pioneiros desse grupo, mas Doriva, Leonardo Condé, Ricardinho, Eduardo Baptista, Fernando Diniz, Argel, Cristóvão Borges são a “próxima linhagem”

Outros se renovaram e possuem espaço, casos de Oswaldinho, Levir e Luxemburgo.

Contudo, diante dessa renovação, a desconfiança aparece e aí surgem as oportunidades para os treinadores estrangeiros.

Aguirre depois de sofrer bastante para implantar sua filosofia, colhe os bons frutos agora, seu Inter é um time consistente com elenco e com chances de disputar tudo esse ano.

Seguindo essa onda, o São Paulo mostra que tem tudo para colocar um técnico estrangeiro no clube, atualmente Osório do Atlético Nacional da Colômbia é o grande cotado, mas vale lembrar que desde a saída de Muricy, os nomes especulados foram Luxemburgo, Sabella, Sampaoli, André Villas Boas e agora Osório, ou seja, 80% dos nomes são de treinadores estrangeiros.

O que mais me impressiona entre os técnicos gringos é a formação acadêmica deles. Todos grandes teóricos e formados para atuarem como treinadores.

Por aqui, o que se vê é um monte de treinadores formados no terrão, como eles gostam de bater no peito.

Uma formação apenas prática, sem entendimento teórico sobre o que observar em uma partida.

Aliás, característica essa que tange toda nossa cadeia, imprensa, torcedores, jogadores e logicamente os treinadores, todo mundo é muito bom para falar do time de maneira geral, raríssimos os casos onde se olha uma particularidade, um pedaço daquele todo que pode ser a solução para vencer uma partida.

Nossas derrotas, sempre justificadas por uma infelicidade, um azar em um lance ou um apagão.

Eu vejo com bons olhos a possível chegada de alguns treinadores estrangeiros, garantindo a troca e ampliando o horizonte dos nossos homens do boné.

Ver dois gringos em dois grandes clubes do Brasil pode ser muito bom para todos.