Errar uma vez é humano, insistir no erro é coisa de dirigente.


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Parmalat, MSI e agora Unimed.

Parceiros que passaram por Palmeiras, Corinthians e Fluminense sob a visão turva de quem seriam investidores do futebol, mas simplesmente fizeram balcão de negócios, foram embora e nada deixaram.

A MSI foi a de passagem mais curta, ficou pouco menos de 2 anos no clube, passou, montou uma seleção que ganhou o título brasileiro de 2005, depois saiu, levou todo mundo embora e “coincidentemente” o clube foi rebaixado em 2007.

A Parmalat proporcionou o último grande momento do alviverde, com ela, o clube encerrou o jejum e foi o grande papa títulos da década de 90. Ganhou brasileiros, libertadores e demais títulos. A parceria acabou em 2000, o que aconteceu? Coincidentemente, o Palmeiras caiu em 2002.

Agora, chega a vez da Unimed, após 15 anos de parceria com o Fluminense, a empresa encerra o compromisso. E o que começa a acontecer? A sensação de que o time inteiro será desmantelado.

E aí, eu me pergunto, como pode o dirigente ser tão burro? Ou tão mesquinho? Ou simplesmente tão alheio ao clube?

As relações se repetem e ninguém se protege do mesmo impacto. Não aproveita o contrato para melhorar um CT, investimento em tecnologia, na base, qualquer coisa que seja o bem mais duradouro para o clube. Deixar que o parceiro traga os jogadores e que os mesmos não tenham nenhum vínculo com o clube é repetir a fórmula fadada ao fracasso.

Não vejo problemas nas parcerias, até porque em todos os casos, títulos foram conquistados, vejo problema no acordo feito, na falta de uma condição mais equilibrada, parece que mantemos a mesma cabeça de quando fomos descobertos. Os clubes são meras colônias de exploração. O parceiro suga os recursos enquanto dá, depois vai embora e deixa terra arrasada.

Acho bom o Fluminense acender o alerta já, desenhar um planejamento para os próximos 5 anos para evitar uma catastrófe, pois o time já tem batido na porta do rebaixamento algumas vezes nos últimos cinco anos, a história mostra que ficará mais perto agora.

E para os dirigentes, falta entender o real significado da palavra parceria, tanto das empresas que eles escolhem como investidores, como do próprio papel dentro do clube.

Errar uma vez é humano, insistir no erro é coisa de dirigente.

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