Entre presente do céu, volta da Liga, criador e criatura.


Juvenal

Quem assistiu a entrevista de Juvenal ontem?

Entre várias risadas, comentários sem pé nem cabeça, a sensação de que ele parou em 2010 (insistiu em chamar Lula de presidente do Brasil), e muitas outras galhofas, algumas coisas foram interessantes.

Dividirei em três blocos: Política no São Paulo, Futuro do futebol e Kaká.

Política no São Paulo

A sensação clara que ficou é que tanto Aidar como Juvenal são egocêntricos, não tem espaço para dois pavões no clube. Ou Aidar, ou Juvenal. Aidar decidiu mexer em toda a estrutura de Juvenal, logicamente exagerou nos discursos e expôs o clube desnecessariamente, quase como um ato de defesa caso fracasse. Já Juvenal prometeu infernizar a vida de Aidar até o final de seu mandado.

Acredito que o fato de Muricy ser o treinador atualmente ajudará para que nada atinja o time, já que o treinador conhece os corredores do Morumbi como poucos, saberá a quem procurar e como blindar o elenco.

A história de criador e criatura se confunde um pouco, já que Juvenal teve espaço no São Paulo, graças a Aidar em sua primeira passagem. A sensação é que o criador pela primeira vez, conseguiu voltar para derrubar a criatura.

Futuro do futebol

Juvenal deixou muito claro e foi o que mais me preocupou que se ninguém fizer o futebol está condenado mesmo. Que os clubes precisam se unir, voltar a ter uma liga que pense no interesse de todos, pois assim, o futebol segue forte, hoje o modelo é igual ao da Espanha, e tudo mundo viu qual o resultado disso. Dois clubes muito fortes e só.

O que mais me impressionou foi a consciência de que qualquer dirigente hoje sabe disso, mas aceita, se corrompe e nada faz. Os dirigentes de clubes pensam em um planejamento referente ao tempo de mandado e não em fazer algo de benéfico para o clube.

Segundo Juvenal, a solução mais simples (e a qual eu já defendia) é a intervenção do Ministério Público, onde seria escolhido pelo governo um representante dentro da CBF ou em uma liga independente, pois apesar da CBF se uma entidade privada ela trata de um tesouro nacional, o nosso futebol.

Kaká

Juvenal decretou que Kaká caiu do céu, foi um presente de Deus. Foi a amálgama que faltava para o time. E mostrou como ele fez com o que o time todo crescesse.

E ele está correto, Juvenal mostrou que gosta de assistir e inclusive assumiu que escalou Edcarlos na final do mundial de 2005. Kaká ajudou Ganso a se soltar, Pato começou a ter um irmão mais velho para arrumar a chuteira, Denilson e Souza subiram de mais de produção e a zaga não tem falhado mais tanto. E principalmente, Kaká corre muito pelo time, se dedica demais ao seu papel tático no time, como alguém teria coragem de não fazer o mesmo. A chegada de Kaká, garantiu a Muricy o elenco na mão dele.

Quanto ao cair do céu, acho que é simplesmente para não dar o braço a torcer para Aidar.

No fim, Juvenal falou muito e por algumas vezes, foram coisas boas. Considero que Aidar está no caminho certo, assim como Juvenal já teve seu nome guardado na história do São Paulo. Quem puder, reveja a participação dele no programa da Fox Sports.

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