Quando um gênio, um presente, uma tradição e um coice se misturam…


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Um coice que era para ter arrebentado um jogador, arrebentou o próprio time e acordou um time inteiro e conduziu o Galo a uma vitória sem nenhuma dúvida da sua força e qualidade.

Esse bem poderia ser o resumo da classificação do Galo diante do Tricolor. Mas, quem acompanhou os quatro jogos entre essas duas equipes durante a Libertadores sabe que um resumo é insuficiente para transparecer o duelo.

Começou no Independência na sábia malandragem de Ronaldinho Gaúcho, um jogador que a cada dia que passa vem calando minha boca cada vez mais. Todos sabem o quanto critiquei o jogador e rotulei como um cometa que passou rapidamente pela Terra e logo sumiu. Depois dessa passagem disse que apenas um mico de circo tinha ficado em seu corpo. Mas, já no primeiro jogo ele mostrou que pode ser um mico de circo, mas o melhor deles de astúcia rara.

Tanto para a jogada do primeiro gol, como pela sutileza em que construiu o segundo tento do time mineiro. A vitória foi apertada (2×1), mas mostrou que o Atlético-MG não estava para brincadeira.

Veio o segundo o jogo e se para o Galo estava tudo definido para o São Paulo era vida ou morte. Ou vencia, ou era eliminado da primeira fase. O time resolveu dar tudo de si e conseguiu fazer grande atuação e vencer o poderoso Atlético e se manter vivo na competição, porém o problema, teria que enfrentar novamente o Atlético-MG na próxima fase.

E sem essa daquele discurso chavão de que quem quer ser campeão não pode escolher adversário, lógico que pode e deve é um direito, porque eu preciso enfrentar Veléz, Corinthians, Fluminense e Atlético-MG para ser campeão, se eu posso pegar Real Garcialso, Tigre, Tijuana e só na final um time forte.

Porém, como não havia outro forma, São Paulo e Atlético-MG se enfrentariam por mais duas vezes.

No primeiro jogo, a história se repetia como havia sido no último jogo, o São Paulo dominava as ações, já tinha aberto o marcador e desperdiçava chance atrás de chance, mas eis que surgiu a figura de Lúcio. Zagueiro de seleção, com vários títulos no currículo e tudo mais, veio a peso de ouro para dar estabilidade e segurança a defesa e fez exatamente ao contrário.

Em duas presepadas infantis foi expulso ainda no primeiro tempo e permitiu ao Galo o espaço que ele tanto buscava, aí bastou ele ser Galo e jogar o seu futebol. Muitos dirão que Lucio fez apenas duas faltas, e que o juiz poderia ter resolvido com uma conversa. Concordo! Mas ele foi imprudente de qualquer forma, essa atitude seria aceitável em qualquer outro jogador do elenco não ele. Ele era para ser o “macaco-velho” do time, não o “juvenil”.

Dali para frente e até o final do jogo de ontem o Galo sobrou, se tirarmos o primeiro jogo e contarmos que o São Paulo teve um tempo inteiro e metade do outro de superioridade e o Galo teve o mesmo tempo, veremos quem foi melhor. Durante o período de superioridade do time paulista, o resultado agregado foi de 3×0, enquanto o Galo fez sonoros 6×1 nesse mesmo período.

No fim, o São Paulo precisa entender que fez campanha pífia na Libertadores, porém precisa entender o que acontece com o elenco, qualidade tem, não se faz necessário uma enorme reformulação.

Para o Galo, a certeza de que o time dentro de casa é fulminante, só precisa achar o equilíbrio defensivo nos jogos fora de casa, para não ser surpreendido. Sem o coice do Lúcio, o Galo poderia ter se complicado nesse mata mata.

Enfim, o melhor venceu e convenceu.

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